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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Visões diferentes do mundo

7/12/2010

Agência FAPESP – Que pensamentos e emoções diferem de uma pessoa a outra é algo que ninguém põe em questão, mas a maioria acha que o mundo é visto de maneira semelhante. Ou seja, as cenas são as mesmas, mas a interpretação é diferente. Mas um estudo indica que as diferenças também estão presentes na maneira como se vê o mundo.

Sabe-se que o córtex visual primário – área no cérebro responsável por processar os estímulos visuais – varia até três vezes de tamanho de um indivíduo a outro. A nova pesquisa verificou que o tamanho do córtex visual afeta a maneira como o ambiente é percebido.

Os resultados do estudo, feito no Wellcome Trust Centre for Neuroimaging e no Institute of Cognitive Neuroscience da University College London, foram publicados no domingo (5/12) no site da revista Nature Neuroscience.

Era conhecida a importância do córtex visual primário para a percepção visual, mas a nova pesquisa indica que o tamanho dessa área também modula a interpretação da experiência visual.

Samuel Schwarzkopf e colegas apresentaram séries de ilusões ópticas a 30 voluntários saudáveis. Entre as imagens estavam a conhecida ilusão de Ebbinghaus, na qual dois círculos iguais são envoltos por círculos (ou “pétalas”): pequenos para um e grandes para o outro. A maioria das pessoas vê o círculo envolto pelas pétalas menores como maior, mesmo sendo do mesmo tamanho do outro.

Em outra ilusão de óptica, ou “do trilho de trem”, duas imagens de mesmo tamanho parecem diferentes por estarem em posições diferentes no trilho em relação ao observador: mais perto e mais longe, sendo que a segunda dá a impressão de ser maior.

Os pesquisadores verificaram que os voluntários viam as ilusões diferentemente. Alguns viam uma grande diferença (ilusória) entre as imagens de mesmo tamanho, enquanto para outros a diferença era pouco perceptível.

Por meio de imagens de ressonância magnética funcional, os cientistas mediram a área superficial do córtex visual primário de cada voluntário. Observaram uma grande variação de tamanho na região.

Surpreendentemente, foi verificada uma forte relação entre o tamanho do córtex visual e a extensão em que os voluntários percebiam a ilusão de óptica: quanto menor a área, mais pronunciada foi a ilusão.

“Nosso trabalho mostra que o tamanho de um pedaço do cérebro de uma pessoa pode ser usado para prever como ela percebe o ambiente visual”, disse Schwarzkopf. “Como vemos o mundo depende muito de nossos cérebros, do tamanho da área que o cérebro separa para o processamento visual.”

O artigo The surface area of human V1 predicts the subjective experience of object size (doi:10.1038/nn.2706), de Samuel Schwarzkopf e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Neuroscience em www.nature.com/neuro/journal/vaop/ncurrent/abs/nn.2706.html.

Fonte:http://www.agencia.fapesp.br/materia/13147/visoes-diferentes-do-mundo.htm

Erro de programação causa queda de foguetão russo

O foguetão russo "Proton-M", que transportava três satélites do sistema de nevagação GLONASS, despenhou-se ontem devido a um erro de programação.

O fabricante do "Proton-M", a RKK Energiya, confirmou uma avaria que provocou a alteração de oito graus na rota do foguetão e dos três satélites, o que implicou a perda de contacto via radio e a própria queda do foguetão próximo das ilhas Hawai.

A agência de informação RIA Novosti, que cita uma fonte interna da agência espacial russa, refere que alguns especialistas pensam que o desvio da rota do "Proton-M" deve-se a um erro de programação no sistema de computação do próprio foguetão.

O procurador geral russo vai instaurar uma investigação para apurar os responsáveis.

Fonte:http://clix.exameinformatica.pt/erro-de-programacao-causa-queda-de-foguetao-russo=f1007993

O Meo já pode ser controlado por telemóvel e tablet (vídeo)

A PT mostrou hoje uma aplicação que permite usar telemóveis e tablets como comandos do Meo. A Meo Remote é grátis e está disponível para sistemas operativos Android e iPhone.
A aplicação exige que cada utilizador proceda ao emparelhamento do telemóvel ou do tablet com a box do Meo, através de redes Wi-Fi.

Nesta primeira fase, o emparelhamento não exige passwords ou códigos de acesso - mas não é possível ter mais de um dispositivo emparelhado com a box.

A Meo Remote está disponível no Market dos sistemas operativos Android e na App Store do iPhone e do iPad.

Qualquer utilizador com um telemóvel ou tablet com Wi-Fi e com sistema operativo compatível pode usar Meo Remote. Segundo a PT, não há qualquer restrição no que toca ao operador móvel.

Atualmente, o Meo Remote agrega nos telemóveis e tablets a maioria das funcionalidades disponíveis nos comandos tradicionais. Além dos controlos de volume e zapping, é possível usar widgets e sistema de Electronic Program Guide (EPG), para agendar uma gravação ou conhecer a programação de um ou mais canais de TV.

Os responsáveis da PT garantem que, nos próximos tempos, vão ser acrescentadas funcionalidades ao serviço: visionamento de trailers nos terminais móveis sem interromper a emissão na TV, agendamento de gravações mesmo quando não se está à frente da box, e mudança de canal a partir da grelha de EPG são as novidades que deverão ser introduzidas em breve.

Apesar de só agora ser anunciado oficialmente, na verdade, o Meo Remote já está disponível há algumas semanas no Market e na App Store.

Hoje, cerca de 15 mil utilizadores já terão descarregado a aplicação. Zeinal Bava, presidente executivo da PT, lembrou, na conferência realizada esta tarde, que a aplicação foi bem recebida pelos utilizadores, que lhe atribuíram uma classificação de 4,5 estrelas.

"Provavelmente, não tivemos a meia estrela que falta porque a aplicação não funciona com as Zon Boxes". referiu o responsável da PT, aproveitando a ocasião para enviar um "galhardete" ao principal concorrente do segmento da TV paga a operar em Portugal.

Fonte:http://aeiou.exameinformatica.pt/o-meo-ja-pode-ser-controlado-por-telemovel-e-tablet-video=f1007998

Positivo Alfa: mais de mil livros na sua bolsa

Rafael Rigues, da PC World Brasil
26-11-2010
e-Reader é leve e fácil de usar, mas o complicado processo de compra de livros estraga tudo
Apresentado em julho deste ano o Alfa, da Positivo Informática, foi um dos primeiros e-Readers, aparelhos dedicados à leitura dos livros em formato digital (e-Books), a chegar ao mercado nacional. Fino e leve, o aparelho veio com a promessa de comodidade (até 1.500 livros na memória) e o apoio de duas livrarias online (Saraiva e Livraria Cultura) com várias obras à venda.

Depois de um lançamento concorrido e um período longe das prateleiras, surgiu no início de novembro uma nova versão do Alfa. Fisicamente idêntica ao modelo anterior, o aparelho é 100 reais mais caro (799 reais) mas tem como extra uma interface Wi-Fi e navegador, e pode ser usado também para acessar a internet. Esta é a versão analisada neste review.

O aparelho

O Alfa é muito fino e leve: são apenas 12,4 x 17 x 0,9 cm (largura, altura, espessura) e 240 gramas, mais leve que muitos livros de papel por aí. A borda frontal da tela, em preto fosco, evita reflexos indesejáveis durante a leitura, e a traseira texturizada torna mais fácil segurá-lo com firmeza.

A tela de 6 polegadas é sensível ao toque e feita de “papel eletrônico” (e-paper), uma tecnologia que proporciona alta legibilidade. Como a tela reflete a luz ambiente e não tem iluminação própria, ela é perfeitamente legível mesmo sob a luz do sol, ao contrário de uma tela LCD. Entretanto, não é muito adequada para leitura em ambientes pouco iluminados, como à noite, na cama e com apenas um abajur aceso ao lado.

A nitidez da tela é excepcional, e realmente lembra papel impresso (papel jornal, por causa do tom acinzentado). Nem com uma lupa fui capaz de distinguir os pontos que formam a imagem. Apesar de não exibir cores, a tela não fez feito ao mostrar, em tons de cinza, capas de livros ou páginas na internet.



Positivo Alfa: fino e leve, com tela de "papel eletrônico"

O Alfa tem 2 GB de memória interna, que segundo a Positivo é suficiente para armazenar cerca de 1.500 livros. Ela pode ser expandida com o uso de cartões microSD, inseridos em um slot no topo do aparelho. Curiosidade: há uma saída de fone de ouvido e um botão para controle de volume, mas o aparelho não toca música nem reproduz audiobooks (livros narrados).

Junto com o Alfa o usuário recebe um cabo USB, uma capa em material sintético imitando couro, para proteger o aparelho, carregador de parede e um guia rápido de uso. Não há manual impresso: ele será seu primeiro livro eletrônico, e já vem pré-carregado na memória.

Compra online

Os livros para o Positivo Alfa podem ser comprados online, em sites como o da Livraria Saraiva ou Livraria Cultura. As obras são distribuídas no formato EPUB, um padrão para livros digitais, e incluem um sistema de proteção anti-cópia desenvolvido pela Adobe que impede sua leitura em dispositivos “não autorizados” ou PCs sem o software apropriado.

Comprei o livro “Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho e o que Alice Encontrou Por Lá” na Livraria Saraiva. O processo de compra é o mesmo de um livro comum, até o momento da entrega: para receber o livro é necessário instalar o aplicativo gratuito “Saraiva Digital Reader”, que vai fazer o download da obra e permitir que você a leia no computador.

Mas para transferir o livro para o Alfa (tanto na Saraiva quanto na Cultura), é necessário plugá-lo ao PC e usar um segundo aplicativo, o Adobe Digital Editions, também gratuito. É preciso também ter um “Adobe ID” e ativar seu aparelho seguindo as instruções do guia rápido incluso. Recomendamos criar o Adobe ID via web em um PC e apenas digitar o nome de usuário e senha no Alfa para a ativação, já que o formulário de registro é um tanto longo e há itens como menus com múltiplas opções difíceis de selecionar usando a tela do Alfa.

Todo este processo (criar IDs, ativar o leitor, comprar o livro, baixar e instalar aplicativos) levou cerca de 30 minutos na primeira vez e, francamente, é muito mais frustrante e complexo do que deveria. E mesmo após tanta complicação, surpresa! O livro comprado apareceu no Saraiva Digital Reader, mas não no Adobe Digital Editions. Com isso, não consegui transferí-lo para o Alfa, apesar de várias tentativas.

Compare com a experiência com o Kindle, da Amazon, onde basta uma única conta (na Amazon) para comprar e baixar livros no próprio aparelho com apenas um clique. Sem aplicativos a instalar, sem a necessidade de ligá-lo ao PC, sem complicação.

Felizmente, também é possível baixar livros gratuitamente em sites como o do Projeto Gutemberg ou Feedbooks, que disponibilizam milhares de títulos cujos direitos autorais já expiraram e são domínio público (como “Da Terra à Lua”, de Júlio Verne), ou obras que o autor disponibilizou sob uma licença como a Creative Commons, que possibilita a livre distribuição (incluindo obras de autores como Cory Doctorow e Charles Stross).

Nesses casos, tudo é MUITO mais fácil. Basta baixar o livro (também no formato EPUB, mas sem proteção anti-cópia) no PC, copiá-lo para a memória interna do Alfa usando o cabo USB ou um cartão microSD e pronto! Na verdade, consegui baixar livros no Feedbooks.com usando o navegador do próprio Alfa, e ao fim do download eles foram automaticamente adicionados à biblioteca. Isso sim é comodidade!

A leitura

A experiência de leitura no Alfa é bastante agradável. O alto contraste da tela e a ausência de brilho próprio não cansam os olhos, e não há problemas com ângulos de visão como nos LCDs: a tela tem sempre a mesma visibilidade, não importa como você olha pra ela.

Para virar as páginas é possível usar os botões < e >, logo abaixo da tela, ou tocar nela passando o dedo da direita para a esquerda. A tela leva cerca de um segundo para ser redesenhada, e a imagem “pisca” visivelmente durante o processo.



Detalhe da tela, que tem alta nitidez e lembra mesmo papel

Essa é uma característica de todas as telas e-Paper, embora já existam no mercado telas um pouco mais rápidas, como a do Kindle. Na prática, enquanto eu estava imerso na leitura o tempo de redesenho da tela “desapareceu”, e só notei a história do livro.

No “rodapé” de cada página há o número da página sendo lida (e o total), e botões para ajustar a página à largura da tela e controlar o tamanho da fonte. Um botão “menu” abaixo da tela permite acesso a opções como marcadores, dicionário, índice e notas de rodapé. Também é possível ir direto a uma página, basta digitar o número em um teclado virtual, ou procurar por uma palavra chave.

O software marca automaticamente a última página lida, então é possível sair de um livro, ler outro e depois voltar ao anterior do ponto onde parou. A Lista de Livros no aparelho mostra ainda uma pequena barra de progresso debaixo do nome de cada livro, permitindo identificar rapidamente quanto você já leu e quanto falta.

Web

A versão do Positivo Alfa atualmente nas lojas tem uma interface Wi-Fi, ausente no modelo original comercializado em meados deste ano. Mas não pense que você vai substituir seu PC pelo Alfa para navegar na web.

O navegador é bastante competente, exibindo com perfeição mesmo sites complexos como o da PC World ou os grandes portais (Globo.com, UOL, iG). Ficamos supresos ao ver que imagens (exibidas em tons de cinza) ficam muito boas na tela do Alfa. Conseguimos acessar a versão móvel do Twitter (m.twitter.com) e ler e postar mensagens, embora vagarosamente já que o teclado virtual demora a responder.



O navegador mostrou perfeitamente vários sites, como o da PC World

Mas o longo tempo para o redesenho da tela torna a navegação muito lenta e tediosa, especialmente se for necessário “rolar” a página várias vezes, como quando lendo uma longa notícia, já que cada troca de página vai levar um segundo. E não há suporte a flash ou vídeo, algo impossível em uma tela de e-paper.

Autonomia

Telas e-paper são conhecidas pelo baixíssimo consumo de energia: na verdade, ela só é necessária para trocar a imagem exibida na tela, e quando ela está parada o consumo é zero. Com isso, e-readers tem autonomia de bateria medidas em dias e “centenas de viradas de página”, e não em meras horas como tablets e notebooks.

Durante o teste ativei o Wi-Fi, usei o navegador para baixar um livro gratuito no site feedbooks.com (“For the Win”, de Cory Doctorow, com 478 páginas) e começei a leitura. O Wi-Fi é desativado automaticamente quando o navegador é fechado.

Entre os períodos de leitura (cerca de uma hora por vez, em trens e ônibus no caminho de casa para o trabalho) ao longo de dois dias não me preocupei em desligar o Alfa, mesmo porque ele “dorme” automaticamente após um período de inatividade.

Nesse ritmo, cheguei a pouco mais de 100 páginas viradas antes que o indicador de bateria (que não informa uma percentagem precisa) mostrasse que um terço da carga se foi. Com isso, estimo a autonomia em cerca de 350 páginas antes que o aparelho peça uma recarga.

Foi menos do que eu esperava, e muito aquém do “mude de página até 10 mil vezes antes que a bateria acabe” mencionado pela Positivo em seu site, número que acredito ser a vida útil total da bateria, e não um indicador de autonomia por carga.

Nosso veredito

O Alfa é um aparelho bastante interessante: é leve, fácil de usar e a experiência de leitura é bastante confortável. Mas isso de nada vale se não houver livros, e a experiência de compra é simplesmente horrenda e muito mais complexa do que deveria.

O problema poderia ser amenizado se, por exemplo, houvesse no aparelho um aplicativo que permitisse comprar e baixar os livros diretamente, sem a necessidade de cabos, cartões e múltiplos programas no PC. Infelizmente ele não existe.

Por enquanto, a não ser que você se contente com as obras gratuitas encontradas em sites como o Projeto Gutemberg e o Feedbooks, recomendo aguardar e continuar investindo em livros em papel. Podem ocupar mais espaço na bolsa, mas são muito mais fáceis de comprar.

Alfa
Fabricante: Positivo Informática
Para que serve: Leitor de livros no formato digital (e-Books)
Pontos fortes:
Leve e muito portátil
Memória interna suficiente para 1.500 livros, expansível

Pontos fracos:
Processo de compra de livros é complexo demais
Demora para atualizar a tela prejudica muito a navegação web

O Alfa é um aparelho bastante interessante: é leve, fácil de usar e a experiência de leitura é bastante confortável. Mas a experiência de compra é simplesmente horrenda e muito mais complexa do que deveria. Por enquanto, a não ser que você se contente com as obras gratuitas encontradas em sites como o Projeto Gutemberg e o Feedbooks, recomendamos aguardar e continuar investindo em livros em papel. Podem ocupar mais espaço na bolsa, mas são muito mais fáceis de comprar.

Preço: R$ 799 (sugerido pelo fabricante)

Fonte:http://pcworld.uol.com.br/reviews/2010/11/26/positivo-alfa-mais-de-mil-livros-na-sua-bolsa/

Loja de e-Books da Google estréia com mais de 3 milhões de títulos

Macworld.com
06-12-2010
(Dan Moren)
Segundo a empresa, títulos poderão ser lidos em qualquer tipo de dispositivo. Preços variam de grátis a US$ 20.
A Google acrescentou nesta segunda-feira (6/12) outro volume à saga do e-book com o lançamento de sua eBookstore. A operação comercial, que havia sido anunciada em maio para lançamento previsto em julho passado, fica sob o guarda-chuva do Google Books e estréia com mais de 3 milhões de títulos, dos clássicos aos últimos bestsellers.

A operação paga, por enquanto, é restrita aos EUA, mas usuários brasileiros têm acesso a títulos gratuitos e de domínio público. "O Google está trabalhando com editoras em todo o mundo para comprar os e-livros mais recentes dos principais autores", diz um aviso no site.

Como de costume, a palavra-chave da empresa é “aberto”. A Google diz que sua iniciativa no ramo de e-books segue essa filosofia: os livros são projetados para estarem disponíveis em todos os tipos de aparelhos, incluindo laptops, smartphones e tablets. Os livros são armazenados diretamente “na nuvem”, com acesso via conta Google. Não há limite de quantos você poderá guardar.

À primeira vista, os preços parecem ser competitivos com os de outros fornecedores de e-books. Os títulos são vendidos por uma variedade de preços, com o mais barato saindo por cerca de 4 dólares e o mais caro, na casa dos 20 dólares – muitos, contudo, parecem estar no mesmo preço de 10 dólares que se vê por aí. Há ainda uma coleção de títulos gratuitos.

A empresa diz que, além de um leitor de e-books baseado na web, criou apps gratuitos para Android e iOS, para compra e leitura móvel. Recursos como tamanho e tipo de fonte, modos de leitura diurna e noturna, espacejamento de linhas e marcador de texto entre dispositivos também estão presentes, embora a Google diga especificamente que estarão disponíveis “em muitos livros”.

A Google também decidiu presentear seus usuários com três títulos: Great Expectations, Alice’s Adventures in Wonderland e Pride and Prejudice.

Numa jogada interessante, a Google não é distribuidora exclusiva dos e-books Google: a empresa também criou parcerias com livrarias independentes, como a Powell’s, Alibris, e muitos membros da American Booksellers Association. Como resultado, você poderá escolher o vendedor que quiser para comprar seus e-books – mas no fim eles estarão agrupados em um único local, em nome da simplicidade.

Tudo isso marca uma mudança na estratégia da ideia original – e polêmica – por trás do Google Books, que envolve a digitalização de coleções de títulos ao redor do mundo, com o apoio de bibliotecas e editoras. A empresa afirma que todos seus mais de 15 milhões de obras digitalizadas poderão ser pesquisados por meio do eBookstore.

O lançamento da Google também traz outro concorrente de peso-pesado no incrivelmente cheio mercado de e-books, já disputado por empresas como Amazon, Barnes & Noble e, é claro, Apple. Para consumidores, contudo, há um grande apelo positivo: mais vendedores levam a mais competição, e mais competição encoraja as empresas a melhorar constantemente seus produtos e a fazer os preços cair.

Claro que isso tem seus próprios contratempos. No mundo real, por exemplo, você pode comprar seus e-books de qualquer fornecedor e todos irão para a mesma estante. No mundo digital, parece que você terá de entrar e sair de aplicativos Kindle, iBooks, e Google Books para ter acesso a todas as suas histórias. Por enquanto, pelo menos.

Fonte:http://pcworld.uol.com.br/noticias/2010/12/06/loja-de-e-books-da-google-estreia-com-mais-de-3-milhoes-de-titulos/

Revolução na educação pública, artigo de Jair Ribeiro

"Apenas com o apoio da população poderemos cobrar da classe política as medidas imprescindíveis para atacar de frente esse grave problema"

Jair Ribeiro é empresário e co-coordenador da Associação Parceiros da Educação, ONG que promove a parceria entre escolas públicas e empresários. Artigo publicado na "Folha de SP":

Sinceramente, não entendo por que mais pessoas não se sentem revoltadas diante das condições da educação pública neste país. Somos uma nação em que cerca de 50% das crianças brasileiras da 5ª série são semianalfabetas. Dos 3,5 milhões de alunos que ingressam no ensino médio (antigo colegial), apenas 1,8 milhão se formam.

Como consequência, todos os anos nós jogamos milhões e milhões de adolescentes despreparados no mercado de trabalho, sem qualquer perspectiva de ascensão social e econômica.

Isso não lhe causa indignação?

Essas estatísticas refletem décadas -ou melhor, centenas de anos- de descaso com a educação. Nós, brasileiros, políticos e sociedade civil, simplesmente não priorizamos a educação.

Com isso, impedimos que o país melhore a sua desigualdade social, reduza a violência ou mesmo consiga sustentar uma taxa de crescimento mais estável.

As estatísticas recentes demonstram que o sistema não apresentou uma melhora significativa nos últimos anos. Nesse ritmo, jamais atingiremos o nível de educação dos países desenvolvidos em 2022, como propõe o governo.

Mesmo porque trata-se de uma meta móvel: até lá, os demais países terão avançado substancialmente mais. Precisamos de uma verdadeira revolução na educação pública brasileira.

Os Estados Unidos a fizeram em 1870, ou seja, há 140 anos! Em uma década, dobraram o investimento na educação pública e universalizaram o ensino. Em 1910, todas as crianças tinham acesso a uma escola de período semi-integral.

Outro exemplo conhecido é o da Coreia. Na década de 70, iniciaram uma verdadeira revolução na qualidade da educação pública. Com isso, saíram de um PIB per capita abaixo do brasileiro para um dos mais altos do mundo em menos de duas gerações.

O modelo mais recente é o chinês. Muito se fala nos investimentos em infraestrutura, mas pouco se divulga o enorme esforço educacional chinês, do ensino primário aos cursos de doutorado.

Mas o que podemos fazer? Primeiro, conscientizar a população em geral para o verdadeiro desastre que é nossa educação pública. Apenas com o apoio da população poderemos cobrar da classe política as medidas revolucionárias (já amplamente conhecidas dos experts em educação) imprescindíveis para atacar de frente o problema.

Em segundo lugar, envolva-se pessoalmente. Educação pública é uma questão por demais relevante para se deixar apenas na mão do Estado. Há inúmeras ONGs de excelência que contribuem para a melhoria do quadro educacional brasileiro (por exemplo, o Instituto Ayrton Senna, a Fundação Bradesco ou mesmo a nossa Parceiros da Educação, para nomear algumas).

Participe delas, como voluntário ou mantenedor. Quanto mais envolvido com a realidade da educação pública, mais consciente você estará dos nossos desafios.

Precisamos de mais aliados nessa revolução!
(Folha de SP, 5/12)

Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75151

O educador Darcy Ribeiro: da inquietação ao Beijódromo, artigo de Isaac Roitman

"Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira elaboraram o anteprojeto da Universidade de Brasília com a colaboração de cientistas e pensadores, cúmplices na grande aventura de reflexão sobre o modelo universitário brasileiro"

Isaac Roitman é professor aposentado da UnB, presidente do Comitê Editorial da "Revista Darcy" e conselheiro da SBPC. Artigo publicado no portal da UnB:

Alguns meses depois do lançamento da primeira semana de arte moderna, nasce em Montes Claros no dia 26 de outubro de 1922 uma das personalidades mais inquietas do século passado. Filho de farmacêutico e professora, concluiu seus estudos primários e secundários em sua cidade natal. Mudou-se para o Rio de Janeiro com o objetivo de estudar Medicina. Depois de três anos abandonou o curso.

Foi para São Paulo e graduou-se em 1946 na Escola de Sociologia e Política. Até 1956 trabalhou junto aos índios do Pantanal, Brasil Central e da Amazônia. Fundou o Museu do Índio, criou o Parque Índigena do Xingu e escreveu uma vasta obra etnográfica e de defesa da causa índigena.

Nos anos seguintes, dedicou-se à educação primária e superior. Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira, convidados pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República, elaboraram o anteprojeto da Universidade de Brasília com a colaboração de cientistas e pensadores, cúmplices na grande aventura de reflexão sobre o modelo universitário brasileiro.

Em 1960, Darcy assim se expressou: "Comecei então a arguir sobre a necessidade de criar também uma universidade e sobre a oportunidade extraordinária que ela nos daria de rever a estrutura obsoleta das universidades brasileiras, criando uma universidade capaz de dominar todo o saber humano e colocá-lo a serviço do desenvolvimento nacional".

Em 21 de abril de 1962, no segundo aniversário da nova capital, a UnB foi inaugurada, em cerimônia no Auditório Dois Candangos, que ficou pronto 20 minutos antes da solenidade. Darcy foi seu primeiro reitor. Posteriormente foi ministro da Educação e depois ministro-chefe da Casa Civil de João Goulart, onde coordenava a implantação de reformas estruturais quando sucedeu o golpe militar de 64 que o levou ao exílio. A propagação de suas ideias rompeu fronteiras. Viveu em vários países da América Latina, conduzindo programas de reformas universitárias.

Retornou ao Brasil, em 1976, dedicando-se à educação e à política. Foi eleito vice-governador do Estado do Rio de Janeiro (1982) e coordenou o Programa Especial de Educação com o encargo de implantar 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) - escolas de turno completo para crianças e adolescentes.

Em 1991 foi eleito como senador da República, onde elaborou e fez aprovar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), sancionada pelo Presidente da República em 20 de dezembro de 1996. Planejou e fundou (1994), em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), que hoje leva o seu nome, com a ambição de ser uma Universidade do Terceiro Milênio. Em 1995 recebe o título de Doutor Honoris Causa da UnB.

Darcy Ribeiro deixa uma vasta obra literária tendo sido eleito em 1992, como membro da Academia Brasileira de Letras. Darcy faleceu em 17 de fevereiro de 1997. No seu último ano de vida, dedicou-se a organizar a Universidade Aberta do Brasil, com cursos de educação a distância, e a Escola Normal Superior, para a formação de professores de 1º grau.

Implantou a Fundação Darcy Ribeiro com o objetivo de manter sua obra viva e elaboração de projetos nas áreas educacional e cultural. Paulo Ribeiro, sobrinho de Darcy que preside a Fundação assim se expressou: "Darcy Ribeiro era a consciência do Brasil, um grilo falante sempre alertando para as mazelas brasileiras, principalmente a falta de investimentos em educação". O principal campus da UnB leva seu nome.

Recentemente, a UnB lançou uma revista de divulgação cultural e científica - Revista Darcy - homenageando esta figura ímpar da intelectualidade brasileira. Uma nova homenagem será prestada na UnB ao seu fundador.

Em 6 de dezembro de 2010, por iniciativa da UnB, da Fundação Darcy Ribeiro e do Ministério da Cultura, será inaugurado o Memorial Darcy Ribeiro. Oportuna e merecida homenagem. O memorial foi idealizado pelo fundador da UnB e vai abrigar todo o acervo do antropólogo e educador e terá também um anfiteatro dedicado à convivência que foi carinhosamente apelidado de "Beijódromo" pelo próprio Darcy.

Esse ousado e notável monumento assinado pelo arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé, manterá viva a voz e as idéias do inquieto e querido educador brasileiro. A UnB está em festa. Viva Darcy Ribeiro.
(Portal da UnB, 3/12)

Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75150

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ERP em 2011: as 10 tendências mais importantes do ano

O mercado de ferramentas de gestão empresarial continua em alta no próximo ano, turbinado por novos modelos.
Por CIO/EUA

O ano de 2010 foi agitado no universo dos softwares de gestão empresarial: grandes processos judiciais, crescimento expressivo de novas formas de entrega, mudanças de executivos-chave de fornecedores e um grande número de aquisições críticas, que podem transformar profundamente o mercado.

Em 2011, as mudanças devem continuar acontecendo. Histórias de sucesso e fracasso vão surgir. Alguns fornecedores lançarão inovações de impacto no mercado, outros vão frustrar fornecedores com a falta de evolução de soluções tradicionais e os clientes vão investir na mobilidade.

Já que há tantos acontecimentos por vir, a CIO.com realizou uma análise baseada nas opiniões de especialistas ouvidos ao longo de todo o ano e criou uma lista com os 10 assuntos mais quentes na área de ERP.

1 – Clientes ficam mais exigentes
Já é tempo de os clientes ficarem mais rígidos no processo de seleção dos fornecedores, assim como dos integradores. Por quê? Há mais opções e modelos de entrega no mercado.

Em vez de colocar um fornecedor de software como serviço (SaaS) na lista só para pressionar o tradicional, as companhias também devem considerar seriamente a opção do aplicativo na nuvem. Pesquisas da Aberdeen e da Forrester mostram que os fornecedores de ERP baseados na nuvem já estão bem posicionados, recebendo mais atenção de potenciais clientes.

As grandes companhias, por sua vez, devem repensar sua abordagem tradicional, monolítica e cara de ERP, dando espaço para soluções novas, que ofereçam novas oportunidades de melhoria e corte de custos.

2 – Soluções SaaS e de ERP tradicional vão coexistir na nuvem.
Os fornecedores de ERP tradicional já procuram respostas à nuvem e desenvolvem formas de integrar software em cloud com o tradicional, permitindo que as companhias aproveitem o investimento já realizado no software operante, ao mesmo tempo em que aproveitem oportunidades proporcionadas pelas novas infraestruturas.

Colaboram, para isso, os diferentes níveis de importância de cada informação. Há as que podem ir para a nuvem, fazendo com que a empresa aproveite o menor custo de uma infra-estrutura escalável. E há os que simplesmente prefere manter trancados em casa.

3 – Falhas de ERP continuarão
Os sistemas de ERP podem ser muito complexos em alguns casos. Razão pela qual o constante desenvolvimento da tecnologia, somado aos desafios das empresas, façam com que as histórias de desastres de ERP continuem.

O motivo continuará sendo a atitude negligente dos usuários. Se estes forem mal-treinados, desmotivados ou não se convencerem das mudanças, tudo pode dar errado. Assim, a atitude-chave em um projeto de ERP é gestão de mudanças.

Previsão para 2011: em nome do baixo custo, muitas companhias vão continuar ignorando programas qualificados de treinamentos e estratégias com eficiência comprovada de gestão de mudanças. E estas vão falhar.

4 – Oracle lançará os aplicativos Fusion sem muito sucesso inicial
A Oracle previa o lançamento dos aplicativos Fusion para 2010, mas por motivos não divulgados vem adiando a estreia. O motivo é simples: o apetite dos clientes para compra de produtos novos ainda não está nos níveis pré-crise, razão pela qual a Oracle não tem pressa. E isso não deve mudar tão cedo, embora os aplicativos estejam no radar de alguns consumidores.

A previsão para 2011 é de que as ferramentas estrearão com boas críticas, mas com pouca adoção inicial. Se a suíte emplacar, será por volta de 2015.

5 – SAP Business ByDesign: recepção morna, seguida por boas críticas dos especialistas
O ano de 2011 é vital para o suíte de aplicações ERP sob demanda Business ByDesign (ByD), da SAP. O lançamento foi em meados de 2010 e a SAP ainda vive em lua de mel com seus clientes. Mas deve-se considerar que a marca SAP tem um prestígio grande e que o produto ByD pode conquistar alguns clientes de menor porte, seduzidos pela oportunidade de ter um ERP de grife.

A previsão para 2011 é de que a SAP terá um grande ano com a ferramenta, que conta com pontos favoráveis demais para que algo estrague sua jornada.

6 – Licenciamento de ERP: mais opções, mais confusão, mais armadilhas
O universo do software ganhou muitas opções com modelos de nuvem pública, privada, híbridos, sem contar as infraestruturas tradicionais, serviços gerenciados, sob-demanda, SaaS, entre outros. Segundo o especialista em licenciamento do IDC, Amy Konary, isso traz um novo papel para os líderes: observar os aspectos financeiros de cada opção, assim como SLAs e as letras miúdas de contratos.

A previsão para 2011 é nebulosa para os CIOs que negligenciarem análises aprofundadas de cada modelo, escolhendo de acordo com pura intuição. Eles estarão sob sérios riscos na continuidade nas atividades e nas finanças do departamento. Muitos líderes, nessa trajetória, podem acabar perdendo seus empregos.

7 – Fornecedores tradicionais de ERP para médias empresas serão esmagados

Os fornecedores de ERP para o mercado de médias empresas que não se adaptaram às infraestruturas modernas vão ter sérios problemas. Primeiro porque o SaaS e ERP sob demanda continuam ganhando mercado. Segundo porque os esforços dos maiores fornecedores para entrar no mercado das médias com produtos focados estão tendo sucesso.

Nessa categoria entra a Infor, que já tenta medidas para evitar isso: trocou de CEO, anunciou um novo produto mais moderno e está tentando se diferenciar das maiores ameaças, que são SAP e Oracle.

A previsão para 2011 é de que os fornecedores com foco nas médias devem rever estratégias e buscar diferenciações para não acabar sumindo do mercado.

8 – ERP móvel vive um grande momento, mas tendência deve perder força em 2011
Todos os fornecedores se esforçam em criar estratégias de ERP móvel, incluindo a SAP. Mas tornar móvel o que já existe em termos de aplicações empresariais não vai criar cenários de valor nos processos de negócios que motivem alto investimento. A avaliação é de Paul Hamerman, pesquisador da Forrester.

A precisão para 2011 é de que, após um ânimo inicial, a moda da mobilidade para o ERP vai fazer com que companhias invistam mal e sem nenhuma estratégia de negócios. Desilusões estão à vista.

9 – Fornecedores tentarão fazer com que o ERP fiquei mais amigável e abrangente
Business Intelligence e Analytics estão na mira das empresas e são centrais nas estratégias de TI. Com isso, muitos fornecedores de ERP tentarão aproximar suas ferramentas dos conceitos dessas soluções.

A previsão para 2011 é de que as empresas podem encontrar valor real nos ERPs que integrem funcionalidades analíticas, mas devem tomar muito cuidado com os que têm um discurso de aproximar essas ferramentas das redes sociais. Pode ser apenas um discurso de marketing vazio, sem diferenciais reais.

10 – Contratos de manutenção sob o microscópio
A análise cuidadosa dos contratos de manutenção com os fornecedores devem ser avaliados com o maior cuidado, assim como a pressão sobre os fornecedores para melhorar a qualidade. O nível de insatisfação das empresas com os maiores fornecedores é grande e a previsão para 2011 é de que as companhias vão formar grupos de usuários cada vez mais fortes para obter opções mais flexíveis de suporte. Até mesmo a poderosa Oracle pode ter que ceder nesse ambiente.

FONTE:http://computerworld.uol.com.br/negocios/2010/12/03/erp-em-2011-as-10-tendencias-mais-importantes-do-ano/

Dicas: saiba o que fazer para seu micro não ser infectado por malwares

Por Justin Phelps, da PC World EUA

Bastam alguns ajustes de comportamento e o software certo pra ficar mais protegido contra as ameaças que circulam pela internet.

Malware é um termo usado para descrever uma ampla categoria de software nocivo que inclui vírus, worms, cavalos de tróia, rootkits, spyware (software espião) e adware (software que enche seu PC de propaganda). Os efeitos do malware vão de um simples incômodo a panes frequentes no PC e roubo de identidade. É mais fácil evitar o malware do que removê-lo, e para isso é necessária uma estratégia em duas partes. Siga nossas dicas para se manter seguro.

Fique atento e evite o malware

O principal fator na prevenção de uma infecção de seu PC por malware é você mesmo. Você não precisa ter treinamento ou conhecimento especializados, basta ficar de olho e evitar baixar e instalar qualquer coisa que você não entende ou na qual não confia, não importa quão tentadora seja a oferta, de fontes como estas:

De um site na web: se você não tem certeza, deixe o site e faça uma pesquisa sobre o software no Google. Se ele for inofensivo, basta voltar ao site e instalar. Se não, você terá evitado uma dor de cabeça.

De um e-mail: não confie em nada associado a uma mensagem de spam, e tenha cautela com e-mails de conhecidos que tenham links ou anexos. Se você suspeitar do que a mensagem quer lhe mostrar ou instalar, não clique nos links e apague-a.

De mídia física: seus amigos, familiares e conhecidos podem, sem perceber, lhe passar um disco ou pendrive contendo um arquivo infectado. Não abra nem execute nenhum arquivo sem antes analisá-lo com um software de segurança.

De uma janela pop-up: ao navegar na internet é comum encontrar janelas e avisos que tentam lhe empurrar um programa, prometendo corrigir ”erros críticos”, “falhas de segurança” ou “otimizar seu PC”. Estas mensagens geralmente tentam assustá-lo para fazer com que você aceite o que está sendo oferecido. Feche estas janelas imediatamente sem clicar em nada dentro delas, inclusive no X no canto da janela: use o atalho Alt+F4, ou clique com o botão direito do mouse no botão ou ícone correspondente a ela na barra de tarefas e clique em “Fechar janela”.

De outros softwares: alguns programas tentam colocar malware em seu computador como parte do processo de instalação. Ao instalar um programa, preste muita atenção na janela do instalador antes de clicar em botões como “Próximo”, “OK” ou “Eu Aceito”. Leia o contrato de licença em busca de menções a malware que possa ser parte da instalação. Se não tiver certeza cancele o processo, faça uma busca sobre o programa no Google e, se ele for mesmo seguro, instale-o novamente.

De serviços de compartilhamento de arquivos: se você se aventurar por aqui, estará sozinho. Não há controle de qualidade no mundo do software ilegal, e é fácil para um criminoso dar a um malware o nome de um filme, álbum ou programa popular para tentar fazer com que você o instale.

Bloqueie o malware com o software certo

É provável que, não importa o quão cuidadoso você seja, um dia você será infectado. Isto acontece porque o malware é projetado para se infiltrar em seu computador de formas que você nem pode prever. Proteja-se com os seguintes programas:

Um sistema operacional atualizado: use o Windows Update e tire proveito de sua capacidade de avisá-lo automaticamente sobre novas atualizações. Melhor ainda, configure-o para baixá-las e instalá-las automaticamente e fique tranquilo.

Um navegador atualizado: não importa qual navegador você usa, mantê-lo em dia é vital para impedir uma infecção. Mozilla Firefox e Google Chrome são exemplos de browsers capazes de se atualizar automaticamente. Também aproveite recursos como bloqueio de pop-ups e varredura de downloads.

Software antivírus: se você quer se manter seguro, use um software antivírus. Mantenha-o atualizado, ligado e agendado para fazer uma varredura completa em sua máquina pelo menos uma vez por mês. Não rode dois antivírus na mesma máquina, ou pode acabar havendo conflito entre eles.

Software anti-malware: também conhecido como anti-spyware, é um componente comum de muitos pacotes de segurança no mercado, como o Norton Internet Security, Kaspersky Internet Security, Trend Micro Titanium Internet Security, Panda Internet Security e Microsoft Security Essentials, entre muitos outros.. Se você não tem um, instale um anti-malware avulso que não entre em conflito com seu antivírus (veja os sites dos fabricantes) e mantenha-o atualizado.

Firewall: use ao menos o Windows Firewall, parte de versões recentes do Windows deste o XP SP 2, ou então um software dedicado para esta tarefa. Não rode dois firewalls simultâneamente, pois um pode interferir no outro.

Filtro de SPAM: se seu programa de e-mail não dá conta do recado na hora de filtrar as mensagens que chegam à sua caixa postal, considere o uso de um software especializado para esta tarefa. A maioria dos pacotes de segurança inclui um anti-spam, basta ativá-lo no painel de controle do software.

Fonte:http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/12/06/dicas-saiba-o-que-fazer-para-seu-micro-nao-ser-infectado-por-malwares/

Teste seus conhecimentos em segurança de sistemas

Por Roger Grimes, da Infoworld(EUA)

Perguntas testam o conhecimento dos profissionais e avaliam em que áreas eles devem buscar aprofundamento.

Conhecer bem sobre segurança depende da compreensão de uma série de pontos básicos que devem ser incorporados no plano de defesa de qualquer organização. Para testar os profissionais, a Infoworld elaborou uma série de perguntas que, se respondidas corretamente, indicam que a companhia está pronta para atender aos principais requisitos de segurança. Caso contrário, é melhor rever os conceitos e buscar aprofundamento em cima dos tópicos essenciais que regem os princípios modernos para a área.

Leia cada pergunta, responda mentalmente e depois confira as respostas corretas.

1 – Qual é o fator que mais contribuí para a freqüência com a qual um software sobre ação de crackers?

2 – Qual é a maior ameaça de segurança para a maioria dos ambientes?

3 – Qual é a melhor forma de reduzir o risco na rede?

4 – Qual software é o melhor na redução dos riscos de rede?

5 – Qual é o tamanho ideal para uma senha segura?

6 – Qual é a melhor maneira de inserir a senha em um sistema não confiável, como um computador de um hotel?

7 – Quais são as melhores ferramentas para identificar atividades de hackers, malwares e usuários confiáveis que executam ações não autorizadas?

8 – Aplicativos na nuvem podem ser confiáveis?

9 – Como lidar com uma situação na qual se encontra muitas informações sem o gerenciamento adequado na organização.

10 – Qual é a melhor forma de barrar ameaças da internet?


1 – Qual é o fator que mais contribui para a frequência com a qual um software sofre a ação de crackers?
Os softwares atacados com mais frequência são os mais populares em seu nicho, sejam browsers, formatadores de documentos, servidores web e assim por diante. Os assaltantes focam em bancos porque são os que podem render mais dividendos e os crackers focam em softwares populares pelo mesmo motivo.

2 – Qual é a maior ameaça de segurança para a maioria dos ambientes?
A maior ameaça reside nos ataques de engenharia social, que engana os usuários finais para que executem programas como cavalos de tróia. Os usuários são levados a instalar softwares supostamente necessários, como patches de atualização ou antivírus falsos, e acabam abrindo as portas da rede e informações internas para pessoas de fora.

3 – Qual é a melhor forma de reduzir o risco na rede?
Impedir que os usuários finais instalem cavalos de tróia. Como fazer isso é a questão maior, mas uma boa estrutura de defesa inclui uma boa proteção contra a instalação de programas não autorizados por usuários finais, a limitação de usuários com privilégios administrativos e o uso de softwares de proteção de boa qualidade, que abranjam todas as ameaças virtuais mais comuns.

4 – Qual software é o melhor na redução dos riscos de rede?
Os produtos de controle de aplicações, também conhecidos como softwares de listas brancas, são os melhores para a redução de ataques maliciosos na maioria dos ambientes, se bem implementados. Embora nem todos os softwares do mercado tenham abrangência em 100% das ameaças maliciosas, eles protegem contra os mais significantes.

5 – Qual é o tamanho ideal para uma senha segura?
Depende do sistema e da importância, mas, em geral, uma base mínima aceitável nas auditorias de segurança é de oito dígitos. Com 10 dígitos, a senha já começa a ficar mais forte para a maioria dos ataques. Alguns especialistas já apontam que 12 caracteres é o ideal para garantir que a senha não será facilmente descoberta por ataques brutos mais sofisticados. Para contas extremamente críticas, recomenda-se adotar de 15 dígitos para cima. E tudo isso só tem efetividade se as senhas forem trocadas a cada 90 dias. O ideal é estabelecer políticas de rede para que os usuários sejam obrigados a fazer isso.
6 – Qual é a melhor maneira de inserir a senha em um sistema não confiável, como um computador de um hotel?
O ideal é jamais inserir uma senha crítica em um sistema que não esteja completamente sobre o controle do usuário ou da corporação que contrata o usuário. Isso significa nunca conferir e-mail de quiosques nas conferências, computadores de hotéis e até mesmo computadores de amigos. É arriscado demais, levando em consideração que metade de todos os computadores no mundo estão infectados por algum tipo de malware.
7 – Quais são as melhores ferramentas para identificar atividades de hackers, malwares e usuários confiáveis que executam ações não autorizadas?
Os softwares de detecção de intrusão, honeypots (iscas para identificar ataques) e gerenciamento de registros (logs) de eventos são as melhores ferramentas nessas circunstâncias. Os dois primeiros, em particular, são ótimos para detectarem atividades que fogem do normal. E os ataque só são registrados nos logs se os administradores configurarem os alertas de forma apropriada.

8 – Aplicativos na nuvem podem ser confiáveis?
Sim, é possível confiar na nuvem para a maioria das atividades de propósito geral, tanto quanto nas aplicações internas que exigem o nível de confiança padrão. As nuvens se aproximam de todos os ambientes, de uma maneira ou de outra. Embora algumas nuvens não ofereçam a segurança ideal, provavelmente já oferecem uma proteção melhor do que a praticada na maioria dos ambientes fora da nuvem.

9 – Como lidar com uma situação na qual se encontra muitas informações sem o gerenciamento adequado na organização.
A primeira coisa é fazer um inventário das informações. Em seguida, deve-se apagar o que não é necessário e implantar segurança no restante, por meio de políticas específicas para cada tipo de informação.

10 – Qual é a melhor forma de barrar ameaças da internet?
Primeiro, o ideal é construir um sistema de identidade abrangente e níveis de confiança nas comunicações, de forma que cada receptor saiba exatamente quanta segurança pode depositar em um pacote de informação. Essa é a atividade básica de segurança, obrigatória para qualquer sistema de infraestrutura em larga escala.

Fonte:http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2010/12/06/teste-seus-conhecimentos-em-seguranca-de-sistemas/