Com informações da New Scientist e RHIC - 24/03/2011
Este é o detector do RHIC, onde as partículas de anti-hélio-4 foram observadas pela primeira vez.[Imagem: Star Colaboration]
Anti-hélio
Um grupo internacional de cientistas, com participação de brasileiros, criou uma nova forma de antimatéria que é a maior e mais complexa anti-coisa já vista.
Até então, a antimatéria mais complexa e mais pesada já criada era um híbrido de hélio e hidrogênio, um anti-hélio-3, com dois antiprótons e um antinêutron.
Agora foram criados núcleos de anti-hélio verdadeiro, contendo dois antiprótons e dois antinêutrons, ou anti-hélio-4.
O anti-hélio foi detectado no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC: Relativistic Heavy Ion Collider), que fica localizado em Upton, no estado de Nova Iorque. O colisor é operado pela Colaboração STAR, que reúne 584 cientistas de 54 instituições de 12 países diferentes.
Criação da antimatéria
No ano passado, a equipe STAR anunciou a descoberta do anti-hipertríton, formado por um antipróton, um antinêutron e uma partícula instável chamada anti-lambda. O anti-hipertriton era então antipartícula mais pesada que se conhecia.
Mas os 18 núcleos de anti-hélio-4 observados agora bateram os recordes anteriores.
Anti-partículas têm carga elétrica oposta à das partículas de matéria ordinária - os antinêutrons, que são eletricamente neutros, são compostos de antiquarks que têm carga oposta à dos quarks normais.
As partículas de antimatéria aniquilam-se no contato com a matéria comum, emitindo um flash de raios gama, o que as torna notoriamente difíceis de encontrar e observar.
Mas isto vem mudando rapidamente. No ano passado cientistas conseguiram capturar a antimatéria pela primeira vez e, há poucas semanas, anunciaram o desenvolvimento de uma garrafa capaz de guardar antimatéria.
No RHIC, os cientistas colidem núcleos atômicos pesados, como chumbo e ouro, para formar bolas de fogo microscópicas, onde a energia é tão densa que podem ser criadas muitas novas partículas.
A anti-tabela periódica é também conhecida como Quadro 3-D dos Nuclídeos. [Imagem: RHIC]
Anti-Tabela Periódica
"Eles nos levaram para o próximo elemento da anti-tabela periódica," comentou Frank Close, da Universidade de Oxford, no Reino Unido.
A Tabela Periódica normal organiza os elementos de acordo com seu número atômico (Z), que determina as propriedades químicas de cada elemento. Os físicos também trabalham com o eixo N, que dá o número de nêutrons no núcleo de cada átomo.
O terceiro eixo representa a estranheza (S), que é zero para toda a matéria que ocorre naturalmente, mas pode ser não-zero no núcleo de estrelas colapsadas.
Os antinúcleos ficam na porção Z e N negativos, e o novo antinúcleo descoberto agora (mostrado em magenta na ilustração) estende a anti-tabela periódica para a região da antimatéria estranha.
Antimatéria sólida
O próximo anti-elemento dessa nascente anti-tabela periódica, o antilítio, poderia, em teoria, formar antimatéria sólida a temperatura ambiente - mas isso será algo muito mais difícil de fazer.
A equipe STAR calcula que o antilítio irá nascer de colisões com menos de um milionésimo da frequência de formação do anti-hélio-4 agora observado.
Na prática, isso o coloca fora do alcance dos colisores de hoje, incluindo o LHC.
Esconderijo da antimatéria
O cientista acrescenta que a obtenção do anti-hélio "não nos leva mais perto de responder a grande pergunta de por que é que o universo em geral não está repleto de antimatéria."
De fato, as teorias atuais afirmam que matéria e antimatéria foram criadas em quantidades iguais nos primeiros instantes do universo, mas, por razões desconhecidas, a matéria prevaleceu.
Um observatório espacial, chamado Espectrômetro Magnético Alfa, que será levado para a Estação Espacial Internacional em Abril pelo ônibus espacial Endeavour, vai tentar amainar esse problema.
Já se sabe que os antiprótons ocorrem naturalmente em pequenas quantidades entre as partículas de alta energia, os chamados raios cósmicos, que atingem a Terra.
O AMS irá procurar por antipartículas mais pesadas. Mas se o anti-hélio é produzido apenas raramente em colisões, como mostrado agora pelo RHIC, então o AMS não deverá detectar anti-hélios.
Se ele encontrar altos níveis de anti-hélio, isto poderia reforçar a teoria de que a antimatéria não foi destruída no início do universo, mas simplesmente separada em uma parte diferente do espaço, onde não entra em contato com a matéria.
Bibliografia:
Observation of the antimatter helium-4 nucleus
STAR Collaboration
arXiv
March 2011
http://arxiv.org/abs/1103.3312
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=antimateria-mais-pesada-anti-tabela-periodica&id=020115110324&ebol=sim
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sexta-feira, 25 de março de 2011
Seremos todos descendentes de marcianos?
David L. Chandler - MIT - 25/03/2011
Cientistas acreditam ser possível encontrar uma identidade genética entre a vida na Terra e seres que viveram em Marte no passado. [Imagem: Christine Daniloff]
Será que somos todos marcianos?
Segundo muitos cientistas planetários, é concebível que toda a vida na Terra descenda de organismos que se originaram em Marte e foram trazidos aqui para a Terra a bordo de meteoritos.
Se isso for verdade, um instrumento que está sendo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Universidade de Harvard poderia fornecer as provas.
Genomas extraterrestres
A fim de detectar sinais de vida passada ou presente em Marte - se é que é de fato verdade que nós somos parentes - uma estratégia promissora seria procurar por DNA ou RNA - mais especificamente, pelas sequências particulares destas moléculas que são quase universais em todas as formas de vida terrestre.
Essa é a estratégia que está sendo adotada por Christopher Carr, Clarissa Lui, Maria Zuber e Ruvkun Gary, este último um biólogo molecular que concebeu o instrumento e montou a equipe inicial para fabricá-lo.
O conceito foi batizado de Busca por Genomas Extra-Terrestres - SETG, na sigla em inglês (Search for Extra-Terrestrial Genomes).
A idéia é baseada em vários fatos que já estão bem estabelecidos.
Em primeiro lugar, nos primórdios do Sistema Solar, o clima de Marte e da Terra eram muito mais semelhantes do que agora - assim, a vida que tomou conta de um planeta poderia provavelmente ter sobrevivido no outro.
Em segundo lugar, cerca de um bilhão de toneladas de rocha já teria viajado de Marte para a Terra, arrancadas por impactos de asteroides e, em seguida, viajado através do espaço interplanetário antes de se chocar com a superfície da Terra.
Terceiro, os micróbios têm-se mostrado capazes de sobreviver ao choque de tais impactos, e há alguns indícios de que eles também poderiam sobreviver por milhares de anos de trânsito pelo espaço antes de chegar a um outro planeta.
Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol
Assim, os vários passos necessários para que a vida comece em um planeta e se espalhe para outros são todos plausíveis.
Além disso, a dinâmica orbital mostra que é aproximadamente 100 vezes mais fácil para as rochas de Marte viajarem para a Terra do que o contrário.
Então, se a vida começou lá, os micróbios podem ter sido trazidos para cá e podemos ser todos seus descendentes.
Descendentes de marcianos
Se somos descendentes de Marte, então pode haver lições importantes a serem aprendidas lá sobre a nossa própria origem biológica, por meio do estudo da bioquímica do nosso planeta vizinho - os traços biológicos que se apagaram há muito tempo aqui na Terra podem ter sido preservados nas profundezas congeladas de Marte.
O dispositivo que os pesquisadores estão projetando recolheria amostras do solo marciano e isolaria quaisquer micróbios vivos que possam estar presentes, ou mesmo restos microbianos, que podem ser preservados por até um milhão de anos e ainda conterem DNA viável.
Em seguida, o material genético seria separado para que técnicas bioquímicas padrão pudessem ser utilizadas para analisar suas sequências genéticas.
"É um tiro no escuro", admite Carr, "mas se formos para Marte e encontrarmos vida lá aparentada a nós, então poderíamos ter nos originado em Marte. Ou, se a vida começou aqui, ela poderia ter sido transferida para Marte." Em qualquer dos casos, "seríamos aparentados da vida em Marte. Assim, devemos pelo menos procurar vida em Marte que seja semelhante à nossa."
O experimento Expose-E, a bordo da Estação Espacial Internacional, mostrou que animais e plantas podem sobreviver no vácuo do espaço. [Imagem: ESA/NASA]
Procurando vida em Marte
Embora a superfície de Marte hoje seja muito fria e seca para suportar as formas de vida conhecidas, há indícios de que a água em estado líquido possa existir não muito abaixo da superfície. "Em Marte hoje, o melhor lugar para procurar vida é no subsolo", diz Carr.
Assim, a equipe está desenvolvendo um equipamento que poderia capturar uma amostra do subsolo marciano, usando um robô com uma longa perfuratriz, e processá-la para separar quaisquer organismos, amplificar seu DNA ou RNA usando as mesmas técnicas usadas para testes de DNA forense na Terra, e então usar marcadores bioquímicos para procurar sinais de sequências genéticas específicas que são quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.
Os pesquisadores estimam que pode levar mais dois anos para completar o projeto e testar um protótipo do SETG. O dispositivo proposto ainda não foi selecionado para qualquer missão a Marte que esteja sendo planejada.
Infecção extraterrestre
Nenhum instrumento foi enviado a Marte especificamente para procurar sinais de vida desde as sondas gêmeas Viking, em 1976, que produziu resultados interessantes, mas ambíguos.
Um instrumento a bordo do MSL (Mars Science Laboratory), que será lançado ainda este ano, vai investigar a química relevante para a vida.
Canhão de laser vai estudar rochas de Marte
Já o instrumento agora proposto é dirigido diretamente para a biologia molecular parecida com a existente na Terra.
Christopher McKay, um astrobiólogo do Centro de Pesquisas Ames da Nasa, acrescenta que há outro motivo importante testar esta hipótese: micróbios marcianos com uma estrutura similar à da vida na Terra podem ser mais perigosos para os astronautas do que um organismo totalmente estranho e diferente.
Além disso, a técnica poderia detectar qualquer contaminação biológica em Marte, levada para lá pelas sondas enviadas pelos humanos terrestres.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=seremos-todos-descendentes-marcianos&id=020130110325&ebol=sim
Cientistas acreditam ser possível encontrar uma identidade genética entre a vida na Terra e seres que viveram em Marte no passado. [Imagem: Christine Daniloff]
Será que somos todos marcianos?
Segundo muitos cientistas planetários, é concebível que toda a vida na Terra descenda de organismos que se originaram em Marte e foram trazidos aqui para a Terra a bordo de meteoritos.
Se isso for verdade, um instrumento que está sendo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Universidade de Harvard poderia fornecer as provas.
Genomas extraterrestres
A fim de detectar sinais de vida passada ou presente em Marte - se é que é de fato verdade que nós somos parentes - uma estratégia promissora seria procurar por DNA ou RNA - mais especificamente, pelas sequências particulares destas moléculas que são quase universais em todas as formas de vida terrestre.
Essa é a estratégia que está sendo adotada por Christopher Carr, Clarissa Lui, Maria Zuber e Ruvkun Gary, este último um biólogo molecular que concebeu o instrumento e montou a equipe inicial para fabricá-lo.
O conceito foi batizado de Busca por Genomas Extra-Terrestres - SETG, na sigla em inglês (Search for Extra-Terrestrial Genomes).
A idéia é baseada em vários fatos que já estão bem estabelecidos.
Em primeiro lugar, nos primórdios do Sistema Solar, o clima de Marte e da Terra eram muito mais semelhantes do que agora - assim, a vida que tomou conta de um planeta poderia provavelmente ter sobrevivido no outro.
Em segundo lugar, cerca de um bilhão de toneladas de rocha já teria viajado de Marte para a Terra, arrancadas por impactos de asteroides e, em seguida, viajado através do espaço interplanetário antes de se chocar com a superfície da Terra.
Terceiro, os micróbios têm-se mostrado capazes de sobreviver ao choque de tais impactos, e há alguns indícios de que eles também poderiam sobreviver por milhares de anos de trânsito pelo espaço antes de chegar a um outro planeta.
Bactérias vivem sem oxigênio e sem luz do Sol
Assim, os vários passos necessários para que a vida comece em um planeta e se espalhe para outros são todos plausíveis.
Além disso, a dinâmica orbital mostra que é aproximadamente 100 vezes mais fácil para as rochas de Marte viajarem para a Terra do que o contrário.
Então, se a vida começou lá, os micróbios podem ter sido trazidos para cá e podemos ser todos seus descendentes.
Descendentes de marcianos
Se somos descendentes de Marte, então pode haver lições importantes a serem aprendidas lá sobre a nossa própria origem biológica, por meio do estudo da bioquímica do nosso planeta vizinho - os traços biológicos que se apagaram há muito tempo aqui na Terra podem ter sido preservados nas profundezas congeladas de Marte.
O dispositivo que os pesquisadores estão projetando recolheria amostras do solo marciano e isolaria quaisquer micróbios vivos que possam estar presentes, ou mesmo restos microbianos, que podem ser preservados por até um milhão de anos e ainda conterem DNA viável.
Em seguida, o material genético seria separado para que técnicas bioquímicas padrão pudessem ser utilizadas para analisar suas sequências genéticas.
"É um tiro no escuro", admite Carr, "mas se formos para Marte e encontrarmos vida lá aparentada a nós, então poderíamos ter nos originado em Marte. Ou, se a vida começou aqui, ela poderia ter sido transferida para Marte." Em qualquer dos casos, "seríamos aparentados da vida em Marte. Assim, devemos pelo menos procurar vida em Marte que seja semelhante à nossa."
O experimento Expose-E, a bordo da Estação Espacial Internacional, mostrou que animais e plantas podem sobreviver no vácuo do espaço. [Imagem: ESA/NASA]
Procurando vida em Marte
Embora a superfície de Marte hoje seja muito fria e seca para suportar as formas de vida conhecidas, há indícios de que a água em estado líquido possa existir não muito abaixo da superfície. "Em Marte hoje, o melhor lugar para procurar vida é no subsolo", diz Carr.
Assim, a equipe está desenvolvendo um equipamento que poderia capturar uma amostra do subsolo marciano, usando um robô com uma longa perfuratriz, e processá-la para separar quaisquer organismos, amplificar seu DNA ou RNA usando as mesmas técnicas usadas para testes de DNA forense na Terra, e então usar marcadores bioquímicos para procurar sinais de sequências genéticas específicas que são quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.
Os pesquisadores estimam que pode levar mais dois anos para completar o projeto e testar um protótipo do SETG. O dispositivo proposto ainda não foi selecionado para qualquer missão a Marte que esteja sendo planejada.
Infecção extraterrestre
Nenhum instrumento foi enviado a Marte especificamente para procurar sinais de vida desde as sondas gêmeas Viking, em 1976, que produziu resultados interessantes, mas ambíguos.
Um instrumento a bordo do MSL (Mars Science Laboratory), que será lançado ainda este ano, vai investigar a química relevante para a vida.
Canhão de laser vai estudar rochas de Marte
Já o instrumento agora proposto é dirigido diretamente para a biologia molecular parecida com a existente na Terra.
Christopher McKay, um astrobiólogo do Centro de Pesquisas Ames da Nasa, acrescenta que há outro motivo importante testar esta hipótese: micróbios marcianos com uma estrutura similar à da vida na Terra podem ser mais perigosos para os astronautas do que um organismo totalmente estranho e diferente.
Além disso, a técnica poderia detectar qualquer contaminação biológica em Marte, levada para lá pelas sondas enviadas pelos humanos terrestres.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=seremos-todos-descendentes-marcianos&id=020130110325&ebol=sim
Spintrônica: Magnetismo pode ser ligado e desligado
Esquema do arranjo estrutural das cristalizações romboédrica e tetragonal - a magnetização fica confinada na fase romboédrica.[Imagem: Ramesh group]
Magnetização espontânea
Cientistas conseguiram otimizar uma propriedade conhecida como magnetização espontânea em um dos materiais mais promissores para o emergente campo da spintrônica.
Na spintrônica, os dados digitais são armazenados nos spins de elétrons individuais, e não em correntes de elétrons, como na eletrônica atual.
E eles conseguiram mais: o grupo descobriu como ligar e desligar essa magnetização por meio de um campo elétrico externo, uma técnica crucial para essa nova área que promete chips mais rápidos, menores e com um consumo mínimo de energia.
"Adotando uma abordagem inovadora nós criamos um novo estado magnético na ferrita de bismuto, juntamente com a capacidade de controlar essa magnetização a temperatura ambiente," diz Ramamoorthy Ramesh, dos Laboratórios Berkeley, nos Estados Unidos.
Magnetoeletrônicos
A ferrita de bismuto é um material promissor para a eletrônica, mas que também está chamando a atenção dos pesquisadores da área de energia solar.
Películas ferroelétricas oferecem nova rota para a energia solar
A magnetização espontânea surge em um tipo específico de cristalização desse composto multiferroico e pode ser "apagada" com a aplicação de um campo elétrico. A magnetização é restaurada quando a polaridade do campo elétrico é invertida.
Os dispositivos spintrônicos, ou magnetoeletrônicos, armazenam dados no spin do elétron, uma propriedade mecânica quântica que emerge do momento magnético de um elétron em rotação, e que possui um valor direcional "para cima" ou "para baixo".
Os materiais multiferroicos são candidatos ideais para os dispositivos spintrônicos porque eles apresentam simultaneamente propriedades elétricas e magnéticas.
Imagem da superfície de uma amostra da ferrita de bismuto com duas fases cristalinas - as áreas vermelha e verde indicam os dois conjuntos de cristalizações, orientadas a 90 graus uma em relação à outra. [Imagem: Ramesh group]
Controlando o magnetismo
Embora a ferrita de bismuto - uma liga de bismuto, ferro e oxigênio - seja um isolante, ela possui "paredes de domínio" entre seus cristais, planos bidimensionais que conduzem eletricidade.
Agora os pesquisadores descobriram que uma combinação de duas formas de cristalização do composto gera efeitos ainda mais interessantes.
"Os filmes de ferrita de bismuto normal apresentam uma magnetização espontânea de 6 a 8 unidades eletromagnéticas por centímetro cúbico, o que é muito pouco para aplicações práticas," diz Qing He, que conduziu os novos experimentos.
"Nesse estado especial de fases mistas, nós melhoramos a magnetização espontânea para algo entre 30 e 40 unidades eletromagnéticas por centímetro cúbico, o que é suficiente para utilização em componentes reais," diz ela.
E essa magnetização espontânea pode ser controlada com a aplicação de uma corrente elétrica mínima passando através do filme. Isso significa que os dados gravados no material estarão armazenados magneticamente, e não se perderão quando a energia for desligada.
Bibliografia:
Electrically Controllable Spontaneous Magnetism in Nanoscale Mixed Phase Multiferroics
Q. He, Y. -H. Chu, J. T. Heron, S. Y. Yang, W. I. Liang, C.Y. Kuo, H. J. Lin, P. Yu, C. W. Liang, R. J. Zeches, W. C. Kuo, J. Y. Juang, C. T. Chen, E. Arenholz, A. Scholl, R. Ramesh
Nature Communications
08 March 2011
Vol.: 2: 225 (2011)
DOI: 10.1038/ncomms1221
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=spintronica-magnetismo-ligado-desligado&id=010110110325&ebol=sim
Matéria escapa de buraco negro em túnel magnético
Com informações da ESA - 25/03/2011
O buraco negro suga a maior parte da matéria de sua vizinha, mas uma parte usa túneis magnéticos perpendiculares para escapar.[Imagem: ESA]
O observatório de raios gama Integral, da Agência Espacial Europeia, detectou matéria extremamente quente apenas um milésimo de segundo antes que ela mergulhasse para sempre dentro de um buraco negro.
Mas será que essa matéria está realmente condenada para sempre?
Fuga do buraco negro
As observações sugerem que a sentença definitiva parece não valer para toda a matéria, e que uma parte dela está empreendendo uma grande fuga do maior bicho-papão do Universo.
Ninguém gostaria de estar tão perto de um buraco negro. Apenas algumas centenas de quilômetros de sua superfície mortal, o espaço é um turbilhão de partículas e radiação.
Vastas tempestades de partículas estão entrando no seu próprio inferno, quase à velocidade da luz, elevando a temperatura a milhões de graus.
Normalmente, leva apenas um milésimo de segundo para que as partículas atravessem esse corredor final, mas parece restar um fio de esperança para uma pequena parte delas.
Tecido magnético
Graças às novas observações do Integral, os astrônomos agora sabem que esta região caótica é dominada por uma malha de campos magnéticos.
Esta é a primeira vez que campos magnéticos foram detectados tão perto de um buraco negro.
Mais importante ainda, o observatório Integral relevou que esses campos magnéticos são altamente estruturados e estão formando um túnel de fuga para algumas das partículas.
Os dados indicam que o campo magnético é forte o suficiente para arrancar algumas partículas das garras gravitacionais do buraco negro e afunilá-las rumo ao exterior, criando jatos de matéria que disparam para o espaço.
Radiação síncrotron
As partículas nesses jatos assumem trajetórias em espiral conforme ascendem pelo campo magnético rumo à liberdade, e isso está afetando a propriedade da sua radiação na faixa dos raios gama conhecida como polarização.
Um raio gama, como a luz comum, é um tipo de onda e a orientação da onda é conhecida como a sua polarização.
Quando uma partícula rápida espirala em um campo magnético, ela produz um tipo de luz, conhecida como radiação síncrotron, que apresenta um padrão característico de polarização.
Foi essa polarização que a equipe do Integral encontrou nos raios gama. E não foi fácil.
"Tivemos que usar quase todas as observações já feitas pelo Integral de Cignus X-1 para fazer essa detecção", disse Philippe Laurent, um dos membros da equipe.
Cignus X-1 é um buraco negro não muito distante de nós, que está destruindo uma estrela e se alimentando do gás que emana de seus destroços.
Jatos de matéria
Feitas ao longo de sete anos, as observações repetidas do buraco negro agora totalizam mais de cinco milhões de segundos - o equivalente a uma única imagem com um tempo de exposição de mais de dois meses.
"Nós ainda não sabemos exatamente como a matéria em queda se transforma em jatos. Há um grande debate entre os teóricos; essas observações irão ajudá-los a decidir," diz Laurent.
Jatos em torno de buracos negros já foram vistos antes por radiotelescópios, mas tais observações não conseguem ver o buraco negro com detalhes suficientes para saber exatamente o quão perto do buraco negro os jatos se originam. Isso dá a estas novas observações um valor inestimável.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=materia-escapa-buraco-negro-tunel-magnetico&id=010130110325&ebol=sim
O buraco negro suga a maior parte da matéria de sua vizinha, mas uma parte usa túneis magnéticos perpendiculares para escapar.[Imagem: ESA]
O observatório de raios gama Integral, da Agência Espacial Europeia, detectou matéria extremamente quente apenas um milésimo de segundo antes que ela mergulhasse para sempre dentro de um buraco negro.
Mas será que essa matéria está realmente condenada para sempre?
Fuga do buraco negro
As observações sugerem que a sentença definitiva parece não valer para toda a matéria, e que uma parte dela está empreendendo uma grande fuga do maior bicho-papão do Universo.
Ninguém gostaria de estar tão perto de um buraco negro. Apenas algumas centenas de quilômetros de sua superfície mortal, o espaço é um turbilhão de partículas e radiação.
Vastas tempestades de partículas estão entrando no seu próprio inferno, quase à velocidade da luz, elevando a temperatura a milhões de graus.
Normalmente, leva apenas um milésimo de segundo para que as partículas atravessem esse corredor final, mas parece restar um fio de esperança para uma pequena parte delas.
Tecido magnético
Graças às novas observações do Integral, os astrônomos agora sabem que esta região caótica é dominada por uma malha de campos magnéticos.
Esta é a primeira vez que campos magnéticos foram detectados tão perto de um buraco negro.
Mais importante ainda, o observatório Integral relevou que esses campos magnéticos são altamente estruturados e estão formando um túnel de fuga para algumas das partículas.
Os dados indicam que o campo magnético é forte o suficiente para arrancar algumas partículas das garras gravitacionais do buraco negro e afunilá-las rumo ao exterior, criando jatos de matéria que disparam para o espaço.
Radiação síncrotron
As partículas nesses jatos assumem trajetórias em espiral conforme ascendem pelo campo magnético rumo à liberdade, e isso está afetando a propriedade da sua radiação na faixa dos raios gama conhecida como polarização.
Um raio gama, como a luz comum, é um tipo de onda e a orientação da onda é conhecida como a sua polarização.
Quando uma partícula rápida espirala em um campo magnético, ela produz um tipo de luz, conhecida como radiação síncrotron, que apresenta um padrão característico de polarização.
Foi essa polarização que a equipe do Integral encontrou nos raios gama. E não foi fácil.
"Tivemos que usar quase todas as observações já feitas pelo Integral de Cignus X-1 para fazer essa detecção", disse Philippe Laurent, um dos membros da equipe.
Cignus X-1 é um buraco negro não muito distante de nós, que está destruindo uma estrela e se alimentando do gás que emana de seus destroços.
Jatos de matéria
Feitas ao longo de sete anos, as observações repetidas do buraco negro agora totalizam mais de cinco milhões de segundos - o equivalente a uma única imagem com um tempo de exposição de mais de dois meses.
"Nós ainda não sabemos exatamente como a matéria em queda se transforma em jatos. Há um grande debate entre os teóricos; essas observações irão ajudá-los a decidir," diz Laurent.
Jatos em torno de buracos negros já foram vistos antes por radiotelescópios, mas tais observações não conseguem ver o buraco negro com detalhes suficientes para saber exatamente o quão perto do buraco negro os jatos se originam. Isso dá a estas novas observações um valor inestimável.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=materia-escapa-buraco-negro-tunel-magnetico&id=010130110325&ebol=sim
Sem balanço no mar
Equipamento desenvolvido na Escola Politécnica da USP reduz em mais de 80% o balanço em pequenas e médias embarcações (divulgação)
Por Mônica Pileggi
Agência FAPESP – Reduzir o balanço em embarcações de pequeno e médio porte pode ser mais do que uma questão de conforto ou de não sentir enjoo. Para os pescadores, por exemplo, pode salvar vidas.
Atento a um nicho carente de produtos específicos, um grupo de estudantes da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, em conjunto com a empresa Technomar, desenvolveu o Sistema de Estabilização Multi-Ativo (Sema), como trabalho de conclusão de curso.
O projeto do equipamento, que visa a atender barcos de 5 a 12 metros, teve financiamento da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
De acordo com o professor Nicola Getschko, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli-USP e coordenador do projeto, uma das vantagens de um estabilizador com sistema totalmente elétrico em embarcações menores é a redução do seu custo.
“Atualmente, a maioria dos sistemas é hidráulico ou eletro-hidráulico, o que os tornam incompatíveis com as pequenas embarcações devido à complexidade desses sistemas, além do alto custo”, disse à Agência FAPESP.
De acordo com o professor, outro ponto positivo do Sema é o acionamento de seu controle e funcionamento, alimentado diretamente por um conjunto de baterias, o que o torna mais eficiente que os convencionais. “O sistema é mais simples e leve. O hidráulico, por exemplo, exige bombas e tubulações, o que aumenta a complexidade do sistema e o peso do barco”, explicou.
O princípio de funcionamento do Sema se baseia em um giroscópio, sensor interno digital cuja principal função é monitorar o movimento da embarcação.
Quando ligado, o giroscópio é programado para acionar o sistema de estabilização assim que o balanço atingir um determinado valor. O sinal é enviado para dois pequenos motores localizados na popa, gerando uma força na água oposta ao movimento do casco. O dispositivo, no entanto, tem efeito apenas quando o barco está parado.
Mar aberto
Durante os testes realizados no Tanque de Provas Numérico (TPN) – o mesmo usado pela Petrobras para testes de plataformas – na USP, a redução do balanço chegou a mais de 80%. “A oscilação é perceptível apenas por meio de um sensor, pois, visivelmente, o barco para de balançar”, disse Getschko.
Animado com os resultados, o professor conta que a próxima etapa é testar o equipamento em um barco em movimento. “Já estamos trabalhando para ver qual a reação do Sema em uma lancha de 8 metros, em condições normais de mar, ou seja, fora do tanque de testes”, disse.
Embora o produto seja promissor, ainda não há previsão para chegada do Sema ao mercado. Antes de firmar parcerias comerciais, os pesquisadores estão avaliando melhor o potencial do sistema, cujo custo final estimado estaria entre R$ 10 mil e 12 mil.
Fonte:http://www.agencia.fapesp.br/materia/13629/sem-balanco-no-mar.htm
Ex-executivo da Apple cria rede social para celulares baseada em localização
O aplicativo, para iPhone e Android, permite compartilhar fotos e vídeos com outros usuários que estiverem em locais próximos
O empresário Bill Nguyen acaba de lançar uma rede social voltada especificamente a usuários de smartphones e que se baseia em um sistema de localização. O executivo ficou famoso ao vender uma empresa de músicas online, chamada de Lala, para a Apple, em 2009, por US$ 80 milhões. Em seguida, ele trabalhou para a companhia de Steve Jobs por cerca de um ano.
A Color, como a nova rede social foi batizada, oferece um aplicativo gratuito para iPhone e smartphones com Android, que permite o compartilhamento de fotos e vídeos, simultaneamente, para múltiplos celulares, em tempo real. O sistema se diferencia pelo fato de possibilitar que os conteúdos sejam transmitidos não só para os contatos, mas para todos os usuários que estiverem próximos fisicamente.
De acordo com a agência de notícias Reuters, em setembro de 2010, para montar a Color Nguyen conseguiu levantar US$ 14 milhões de dois fundos de investimento: Bain Capital Ventures e Silicon Valley Bank.
“As pessoas estão começando a entender que com equipamentos como o iPhone é possível fazer coisas em uma rede social que nunca seriam possíveis antes pelo PC”, afirmou Mike Krupka, da Bain Capital, ao defender o projeto da Color.
Nguyen contratou DJ Patil, que atuava como cientista chefe da rede social Linkedin, como o principal executivo de dados da Color. O executivo terá a missão de ajudar a analisar os dados e antecipar como os usuários da rede se comportam.
A Color é a oitava empresa criada por Bill Nguyen.
Veja vídeo explicativo da nova rede social:
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/ex-executivo_da_apple_cria_rede_social_para_celulares_baseada_em_localizacao
Pesquisadores desenvolvem lente única para imagens em 3D
A lente trabalha sozinha em todos os ângulos possíveis de uma imagem, tornando-a, com a ajuda de um software, uma imagem em 3D
Engenheiros da Universidade do Estado de Ohio desenvolveram uma lente única capaz de capturar imagens microscópicas em 3D. Até o momento, só era possível filmar tridimensionalmente com a ajuda de duas câmeras, com uma câmera de duas lentes ou com algum equipamento de controle de movimentos.
A nova lente, feita de acrílico, é personalizada e cortada com lâmina de diamante. Mesmo parecendo assimétrica, cada parte desta peça pode capturar a mesma imagem por vários ângulos diferentes e, em seguida, um software pode uní-los e transformar tudo em 3D.
Por enquanto, a lente está sendo usada apenas para imagens microscópicas, mas a tecnologia poderá ser usada em câmeras e filmadoras quando o custo de produção for reduzido.
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/pesquisadores_desenvolvem_lente_unica_para_capturar_imagens_em_3d
Google lança revista digital
Think Quarterly é uma publicação digital trimestral, lançada pela base da Google no Reino Unido, sem qualquer anúncio da empresa
A Google lançou, na última segunda-feira (21), a Think Quarterly, uma revista online trimestral que fala sobre problemas comuns da sociedade e grandes empresas. A mídia propõe um "espaço para pensar no que está acontecendo no mundo", de acordo com o site.
Lançada pela base da companhia no Reino Unido, sem qualquer anúncio da empresa, a revista possui 68 páginas com artigos relacionados a diversas áreas, como saúde e negócios, escritos por freelancers, colaboradores e especialistas.
Ainda não se sabe se a revista será lançada em outros idiomas.
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/google_lanca_revista_digital
Pixlr: o Photoshop online e gratuito!
O site é inteiramente em português e você só precisa ter o Adobe Flash Player 10 ou superior instalado no seu computador para acessá-lo.
Você já pensou em uma ferramenta de edição de imagens tão completa como o Photoshop, mas com a vantagem de não precisar de nenhuma instalação, ser online e completamente de graça? Então conheça o Pixlr. Não tem segredo: para começar a usar o Pixlr basta entrar no site e clicar nesse link em azul, o “Open Image Editor”. O site é inteiramente em português e você só precisa ter o Adobe Flash Player 10 ou superior instalado no seu computador para acessá-lo. Logo de cara, o site te dá quatro opções para começar a edição: criar uma imagem nova, abrir algum documento do seu computador, abrir uma imagem da internet através da URL ou escolher um documento salvo na sua biblioteca. Para quem sabe mexer no Photoshop, por exemplo, o Pixlr não apresenta nenhum mistério. O serviço é bem completo e possui quase todas as opções de outros softwares de edição disponíveis no mercado. Aqui no menu de cima você tem opções para ajustar o tamanho da imagem, aumentar e diminuir o brilho e contraste, mexer nas cores ou aplicar filtros. Na lateral esquerda estão todas as opções mais simples que servem para cortar, pintar, além de outras ferramentas como o carimbo. Já na direita, estão as janelas com histórico, camadas e o navegador da imagem. Apesar de não precisar de nenhum tipo de cadastro, você pode clicar aqui em “inscrição” para criar uma conta própria no Pixlr. Você só precisa digitar seu nome, e-mail, senha e pronto! A principal vantagem de criar sua conta é ter acesso à sua própria biblioteca de imagens. Assim você pode arquivar tudo que editar no Pixlr e acessar de onde quiser sempre que precisar. Gostou da dica?! Então é só clicar no link logo embaixo deste vídeo e começar a editar suas imagens. Bom proveito!
fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/pixlr_o_photoshop_online_e_gratuito
6 coisas que você precisa saber antes de comprar um iPad 2
Tablet da Apple chega dia 25/3 a mais 25 países; saiba o que levar em conta na hora da aquisição (no Brasil ou no exterior)
Por Daniel dos Santos,
De olho em um iPad 2? O tablet da Apple, lançado no dia 11/3 nos Estados Unidos, chega a mais 25 países no dia 25/3. Se você vai viajar para o exterior, ou pensa em investir seu rico dinheirinho em um dos anúncios de sites como mercado livre, que já oferecem o produto no Brasil antes do lançamento oficial (ainda sem previsão), vale conferir nossas dicas, que podem evitar uma compra errada ou gastos desnecessários.
Posso comprar o modelo 3G?
Para quem ainda não sabe, há modelos do iPad 2 apenas com Wi-Fi e com Wi-Fi + 3G. Se você optar pelo segundo, que oferece maior mobilidade para quem quer navegar na Internet com o equipamento, fique atento à tecnologia que ele utiliza, pois há modelos CDMA e GSM, de acordo com a operadora. Nos Estados Unidos, por exemplo, os modelos da Verizon são CDMA, não sendo adequados para o uso no Brasil. Ou seja, compre a versão GSM, tecnologia utilizada pela maioria das operadoras no País. A dica também vale para quem for comprar o produto de pessoas em sites como o Mercado Livre.
Qual modelo vale mais a pena? Só Wi-Fi ou Wi-Fi + 3G?
Se você tem um smartphone, como o iPhone, saiba que é possível compartilhar a conexão 3G do celular com o iPad, mesmo sem fazer jailbreak. Nesse caso, você pode muito bem comprar o modelo com Wi-Fi, e economizar 130 dólares.
Tem garantia no Brasil?
A Apple oferece garantia mundial de seus produtos, mas ela só passa a valer para o Brasil assim que a versão correspondente é lançada no País. Ou seja, enquanto o iPad 2 não for lançado oficialmente por aqui, não adianta levar o equipamento com defeito em uma assistência técnica local – tenha ele sido comprado nos EUA ou no Brasil, em um site de leilão, por exemplo.
iPad 2: garantia mundial só vale no Brasil quando o produto for lançado por aqui
Vou ter que pagar imposto de importação?
A Instrução Normativa 1.059, que estabelece as novas regras para quem traz bagagem do exterior, permite trazer itens eletrônicos do exterior sem a necessidade de pagamento de tributos. Porém, ela não de aplica a gadgets como notebooks e tablets, entre outros. Quem trouxer o equipamento estará sujeito à norma que estabelece o pagamento de imposto para valores acima de 500 dólares.
Em qual país é mais barato?
O valor mais em conta costuma ser cobrado nos Estados Unidos.
Quanto vai custar por aqui? Vale esperar?
No Brasil, o preço ainda não foi definido, mas, como a nova versão chegou às lojas nos Estados Unidos pelo mesmo preço que era cobrado pela primeira (a partir de 499 dólares), é possível que o iPad 2 custe o mesmo que custava o 1 no mercado brasileiro (a partir de 1.649 reais). Na Internet, já há anúncios oferecendo o equipamento no mercado brasileiro por preços a partir de 1.800 reais. Vale lembrar que o primeiro iPad vendido oficialmente no Brasil liderou nosso "ranking do iPad mais caro".
Fonte:http://macworldbrasil.uol.com.br/dicas/2011/03/24/5-coisas-que-voce-precisa-saber-antes-de-comprar-um-ipad-2/
Por Daniel dos Santos,
De olho em um iPad 2? O tablet da Apple, lançado no dia 11/3 nos Estados Unidos, chega a mais 25 países no dia 25/3. Se você vai viajar para o exterior, ou pensa em investir seu rico dinheirinho em um dos anúncios de sites como mercado livre, que já oferecem o produto no Brasil antes do lançamento oficial (ainda sem previsão), vale conferir nossas dicas, que podem evitar uma compra errada ou gastos desnecessários.
Posso comprar o modelo 3G?
Para quem ainda não sabe, há modelos do iPad 2 apenas com Wi-Fi e com Wi-Fi + 3G. Se você optar pelo segundo, que oferece maior mobilidade para quem quer navegar na Internet com o equipamento, fique atento à tecnologia que ele utiliza, pois há modelos CDMA e GSM, de acordo com a operadora. Nos Estados Unidos, por exemplo, os modelos da Verizon são CDMA, não sendo adequados para o uso no Brasil. Ou seja, compre a versão GSM, tecnologia utilizada pela maioria das operadoras no País. A dica também vale para quem for comprar o produto de pessoas em sites como o Mercado Livre.
Qual modelo vale mais a pena? Só Wi-Fi ou Wi-Fi + 3G?
Se você tem um smartphone, como o iPhone, saiba que é possível compartilhar a conexão 3G do celular com o iPad, mesmo sem fazer jailbreak. Nesse caso, você pode muito bem comprar o modelo com Wi-Fi, e economizar 130 dólares.
Tem garantia no Brasil?
A Apple oferece garantia mundial de seus produtos, mas ela só passa a valer para o Brasil assim que a versão correspondente é lançada no País. Ou seja, enquanto o iPad 2 não for lançado oficialmente por aqui, não adianta levar o equipamento com defeito em uma assistência técnica local – tenha ele sido comprado nos EUA ou no Brasil, em um site de leilão, por exemplo.
iPad 2: garantia mundial só vale no Brasil quando o produto for lançado por aqui
Vou ter que pagar imposto de importação?
A Instrução Normativa 1.059, que estabelece as novas regras para quem traz bagagem do exterior, permite trazer itens eletrônicos do exterior sem a necessidade de pagamento de tributos. Porém, ela não de aplica a gadgets como notebooks e tablets, entre outros. Quem trouxer o equipamento estará sujeito à norma que estabelece o pagamento de imposto para valores acima de 500 dólares.
Em qual país é mais barato?
O valor mais em conta costuma ser cobrado nos Estados Unidos.
Quanto vai custar por aqui? Vale esperar?
No Brasil, o preço ainda não foi definido, mas, como a nova versão chegou às lojas nos Estados Unidos pelo mesmo preço que era cobrado pela primeira (a partir de 499 dólares), é possível que o iPad 2 custe o mesmo que custava o 1 no mercado brasileiro (a partir de 1.649 reais). Na Internet, já há anúncios oferecendo o equipamento no mercado brasileiro por preços a partir de 1.800 reais. Vale lembrar que o primeiro iPad vendido oficialmente no Brasil liderou nosso "ranking do iPad mais caro".
Fonte:http://macworldbrasil.uol.com.br/dicas/2011/03/24/5-coisas-que-voce-precisa-saber-antes-de-comprar-um-ipad-2/
Educação bilíngue: o importante é agir de forma natural
Fonoaudióloga Linda Schrey-Dern
Uma das grandes dificuldades encontradas por casais de nacionalidades diferentes é ensinar aos filhos as primeiras palavras. Como incentivar as crianças a aprender dois idiomas? Leia os conselhos de uma fonoaudióloga.
É comum casais que vivem fora do país de origem usarem a língua materna em casa. Mas o idioma falado na rua é outro. Como não confundir a cabeça dos filhos? Em entrevista à Deutsche Welle, a fonoaudióloga Linda Schrey-Dern dá conselhos preciosos aos pais de crianças bilíngues.
Deutsche Welle: Alguns especialistas aconselham que as crianças devem aprender a língua de onde moram antes do idioma dos pais. Está correto?
Linda Schrey-Dern: Não, desde o princípio cada um deve falar sua língua materna com os filhos.
E se os pais falam línguas diferentes?
É brincando que as crianças aprendem melhor
Mesmo numa situação como essa, para conversar com o filho, cada um deve usar sua língua materna. É importante usar o idioma que flua mais naturalmente, pois o objetivo é expressar os sentimentos. É uma questão de autenticidade: quanto mais autêntico, melhor para a relação entre pais e filhos.
Falar duas línguas não é exigir demais da criança?
Não, normalmente as crianças não sofrem problemas em aprender dois idiomas paralelamente, pois têm enorme interesse em manter contato com outras pessoas, em brincar com outras crianças. Uma criança nunca aprende uma língua conscientemente, sempre instintivamente.
Existe uma idade a partir da qual fica difícil aprender um novo idioma?
Quanto mais tarde uma criança entra em contato com um novo idioma, mais tempo pode levar o processo de aprendizagem. Sempre tem a ver com o ambiente em que vive. Tenho uma colega que veio para a Alemanha com 12 anos e só falava russo, nenhuma palavra em alemão. Hoje em dia, aos 30 anos, não dá para perceber mais que é russa. E ela continua falando sua língua materna perfeitamente.
Em média, para aprender bem um idioma além do falado pelos pais, basta que o contato seja feito no jardim de infância e na escola?
Grupos pequenos são importantes para um bom processo de aprendizagem
Sim, normalmente basta. Depende também das condições iniciais da criança. Ocasionalmente é preciso um maior esforço para aprender fora da escola.
Há crianças que se recusam a aprender uma das línguas?
Sim, claro que há. Mas o número é pequeno. Numa certa altura, pode acontecer de a criança se decidir por um idioma no qual prefere se comunicar. Isso pode acontecer se ninguém além dos pais usar a "outra língua" com ela. É a lógica natural do menor esforço, que também funciona com as crianças. A situação fica especialmente complicada quando os pais, decepcionados por o filho não usar o idioma deles, acabam forçando a criança a aprendê-lo.
Tem alguma dica para pais de crianças que se recusam a falar tanto a língua de casa quanto o idioma do país onde vivem?
Isso é muito complicado. Numa situação como essa, eu sempre aconselharia a procurar ajuda profissional para saber o que está acontecendo na interação entre pais e filhos. É possível que haja um problema no círculo familiar. Neste caso, um profissional que acompanha a educação infantil seria útil. Os pais sempre devem pensar: considerando que as crianças podem tender ao menor esforço, faz sentido para elas falar a língua dos pais? Elas vão usar esse idioma fora de casa?
Entrevista: Tim Lokotsch
Revisão: Augusto Valente
Fonte:http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14916579,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl
GOOGLE, FACEBOOK E MICROSOFT SE UNEM EM INICIATIVA ABERTA DE REDES
Fonte: PC World / EUA, IDG Now de 24.03.2011
Chamado de Open Networking Foundation, grupo se dedicará a promover uma iniciativa focada na nuvem para customizar e acelerar inovação de redes.
Google, Facebook e Microsoft estão entre os pesos-pesados do mercado de tecnologia que se uniram para apoiar uma nova iniciativa focada na nuvem chamada Software-Define Networking (SDN).
Juntamente com Yahoo, Verizon, Deutsche Telekom e outros 17 nomes fortes do setor, essas companhias formaram no início desta semana o grupo chamado de Open Networking Foundation (ONF), uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a SDN como uma maneira de customizar e acelerar a inovação de redes.
“Nas últimas duas décadas, vimos muita inovação acontecer no topo da arquitetura da Internet”, explica o grupo. “E-mails, e-commerce, busca, redes sociais, computação em nuvem e a web como a conhecemos são todos bons exemplos. Apesar de as tecnologias de networking também terem evoluído nesse período, a ONF acredita que é necessário inovações mais rápidas.”
Ganho em segurança
Nesse sentido, a SDN permite que inovações aconteçam mais rapidamente em todos os tipos de redes por meio de mudanças de software relativamente simples, diz o grupo. Data centers, redes de telecomunicações de áreas amplas, redes wireless, corporativas e até mesmo domésticas podem assim ser controladas mais precisamente para servir às necessidades dos usuários, como permitir que alguns roteadores sejam desligados durante períodos fora de pico como uma maneira de reduzir o uso de energia em data centers, sugere.
“A SDN irá permitir que as redes evoluam e melhorem mais rapidamente do que elas podem atualmente”, disse o presidente e diretor da ONF e vice-presidente sênior de engenharia da Google, Urs Hoelzle. “Com o tempo, esperamos que a SDN ajude as redes a tornarem-se mais seguras e confiáveis.”
Broadcom, Brocade, Ciena, Cisco, Citrix, Dell, Ericsson, Force10, HP, IBM, Juniper Networks, Marvell, NEC, Netgear, NTT, Riverbed Technology e VMware estão entre os outros membros do grupo.
“Promissor para a próxima geração”
Uma pesquisa colaborativa de seis anos entre a Universidade de Stanford e a de California em Berkeley levaram à abordagem da SDN. A interface OpenFlow é um componente chave, focado em controlar como pacotes são avançados por chaves de rede. Também está incluso na SDN um pacote de interfaces de gerenciamento global sob as quais podem ser construídas ferramentas de gerenciamento mais avançadas.
A primeira tarefa da ONF será adotar e liderar desenvolvimento em progresso no padrão OpenFlow e licenciá-lo livremente para todas as companhias que fazem parte. Depois, o grupo começará a definir interfaces de gerenciamento global.
“Os esforços abertas da indústria de interface de programação de aplicações (API) como um todo, como o ONF, são promissores para a próxima geração de ofertas baseadas em rede”, diz o vice-presidente de estratégia e arquitetura de rede da Deutsche Telekom, Bruno Orth. “Os princípios da SDN promovem a visão de “vida e trabalho conectado” da Deutsche Telekom e espera-se que acelerem inovação para uma experiência consistente e direta do consumidor.”
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_03_24&pagina=noticias&id=06259
BIBLIOTECA NACIONAL DA FRANÇA ABRE CHAMADA PARA PESQUISADORES
Fonte: CenDoTec de 18.03.2011
Com o objetivo de desenvolver vínculos com o mundo da pesquisa, a Biblioteca Nacional da França – BnF lança, desde de 2003, chamadas anuais a estudantes e doutorandos, e acolhe pesquisadores interessados em suas coleções ou em sua organização
Essa chamada destina-se aos estudantes franceses e estrangeiros titulares de um master Recherche (M2) ou que tenham um doutorado em projeto ou em curso e sejam vinculados a um estabelecimento francês de pesquisa. A BnF propõe trabalhos, ligados a uma pesquisa universitária, sobre suas coleções ou sobre meios de valorizá-las. Os pesquisadores podem também propor outros temas ligados às coleções da BnF.
Os candidatos são selecionados por uma comissão específica, composta por membros do Conselho científico da Biblioteca, e os aprovados beneficiam-se do status de pesquisador associado. A comissão também avalia os dossiês dos pesquisadores associados a fim de determinar dois beneficiários de uma bolsa de 10.000 euros concedida por um ano , aos quais é atribuído o status de pesquisador convidado.
Bolsas de pesquisa sobre temas específicos são concedidas através do apoio de diversos mecenas da BnF (Louis Roederer, Fondation d'entreprise L'Oréal, entre outros).
Os projetos de pesquisa são dirigidos conjuntamente por um tutor na biblioteca e pelo orientador de pesquisa na universidade. Possibilidades de publicação são oferecidas para a divulgação dos resultados dos trabalhos empreendidos.
As candidaturas e os pedidos de bolsa devem ser feitos até 30 de março de 2011.
Mais informações:
http://www.bnf.fr/fr/la_bnf/appel_chercheurs_bourses/s.appel_a_chercheurs.html
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_03_24&pagina=noticias&id=06259
AUMENTO DO PLÁGIO EM PRODUÇÕES CIENTÍFICAS PREOCUPA PESQUISADORES EM TODO O MUNDO
Fonte: Ambiente Brasil de 17.03.2011
O aumento da incidência do plágio – apropriação indevida da obra intelectual de outra pessoa – em produções científicas vem preocupando pesquisadores em todo o mundo. No Brasil, embora não haja estudos que apontem o crescimento da prática, a falta de regras claras para a definição e a prevenção dessa conduta considerada antiética torna a questão bastante delicada. A avaliação é da pesquisadora da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Sônia Vasconcelos, que estuda o assunto.
A professora, que participou nesta quarta-feira (16), no Rio de Janeiro, de um seminário sobre o tema, promovido pela Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explicou que há levantamentos que apontam que a identificação de má conduta, entre elas, a ocorrência de plágio, triplicou entre a década de 1970 e 2007, tendo passado de menos de 0,25% para 1%, em estudos submetidos ao Medline, base de dados de produções da literatura internacional da área médica e biomédica.
Sônia Vasconcelos destaca que a facilidade de acesso aos dados da produção científica, por meio da internet, acaba ajudando quem “não quer ter o trabalho de gerar um texto original”. Mas ela cita, ainda, a falta de proficiência de pesquisadores brasileiros em inglês como fator que leva ao plágio.
“Há um senso comum apontando para o fato de que a internet acaba facilitando a vida de quem quer cometer o plágio. Mas essa facilidade de acesso aos dados não é a única responsável pelo aumento da incidência de plágio na academia. O fator linguístico é um dos mais importantes que levam à prática [do plágio]. Muitos pesquisadores têm grandes dificuldades em defender e argumentar seus resultados em inglês, que é a língua da ciência”, ressaltou.
Segundo a pesquisadora, diante desse cenário, é preciso desenvolver mecanismos cada vez mais eficientes para a detecção e a coibição do plágio. Ela destaca que, quando o plágio é identificado em uma obra, a publicação é cancelada pelo editor científico.
“Uma obra que é fruto de plágio não confere originalidade ao que pode parecer novo para a ciência. Quando o pesquisador submete algo como se fosse novo, ele gasta tempo do editor [científico] e não traz contribuição original ao desenvolvimento científico”, acrescentou.
Sônia Vasconcelos destaca ainda que a falta de regras padronizadas para avaliação do plágio acaba dificultando o combate à prática.
“Não há uma métrica definida igualmente em todo o mundo para avaliar o plágio com precisão. As diferentes culturas têm divergências nesse sentido. Além disso, é preciso discutir a possibilidade de se uniformizar essas regras para as variadas áreas científicas”, disse.
Para ela, também é preciso haver uma maior atenção, não apenas no Brasil, à formação de jovens pesquisadores com orientações claras sobre a prática e os prejuízos que ela traz à comunidade científica. A pesquisadora acredita que muitos iniciantes podem utilizar indevidamente trechos de obras alheias, fora dos padrões aceitáveis, por ingenuidade. (Fonte: Thais Leitão/ Agência Brasil)
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_03_24&pagina=noticias&id=06259
EXEMPLO PARA O MUNDO (acidente nuclear)
Fonte: Heitor Scalambrini Costa (hscosta@ufpe.br), Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco
Quando se pensa em acidentes nucleares, logo vêm à mente as tragédias mais recentes de Three Mile Island, ocorrida na Pensilvânia - Estados Unidos em 1979, e de Chernobyl, na Ucrânia em 1986. Nos dois casos, os acidentes foram causados por falhas que provocaram um superaquecimento no reator, e vazamento de material radioativo para a atmosfera.
Agora estamos acompanhando um desastre nuclear provocado pelo terremoto de 9 graus de magnitude que atingiu o Japão em 11 de março, provocando um tsunami que devastou inúmeras províncias costeiras.
A central nuclear atingida de Fukushima Daiichi, situada a 250 km a nordeste de Tóquio, é composta por seis reatores BWR (Boiling Water Reactor) que geram conjuntamente 4.696 MW elétricos. O combustível dos reatores é o MOX (“combustível óxido misto” - mixed oxide, ou “combustível de plutônio”) novo combustível composto de urânio e de plutônio bem mais reativo que os combustíveis padrões. O plutônio, que não existe em estado natural, é veneno químico extremamente violento, e é para o Japão sua maior fonte de energia, resultante do reprocessamento dos resíduos nucleares produzidos pelas usinas existentes em seu território. Trata-se de uma das substâncias mais radiotóxicas e perigosas de que se tem notícia.
Segundo a Tokio Electric Power Company (TEPCO), empresa de energia responsável pela usina nuclear de Fukushima, três dos seis reatores da central nuclear estavam ativos no momento do terremoto. Os outros três, estavam fechados para manutenção. O reator 1 teve seu sistema de resfriamento danificado o que provocou aumento considerável da temperatura no núcleo do reator, e assim como já admitido pelos órgãos de segurança nuclear japonês, ocorreu o derretimento do reator, liberando material altamente tóxico para a atmosfera. Os reatores 2 e 3 também estão apresentando problemas em seus sistemas de resfriamento, e também podem se fundir, aumentando de maneira catastrófica o desastre nuclear ocorrido.
Convenhamos que a explosão em uma usina nuclear, vista praticamente em tempo real por todo mundo, não é algo que possa ocorrer. E mais do que isso, após o desastre, os responsáveis dizerem que não sabem os motivos. O fato de não ter explicações para uma explosão ocorrida em uma usina sob sua responsabilidade demonstra que a empresa perdeu o controle da situação. Devemos lembrar que a empresa TEPCO, que está no centro da crise nuclear, tem um passado de escândalos e uma trajetória cheia de tropeços em sua atuação nuclear.
As lições que devemos retirar deste lamentável e trágico episódio é que mesmo com os avanços tecnológicos no setor da segurança, os perigos ainda existem. Aqueles defensores das usinas nucleares que chegaram a afirmar que o risco é zero ou praticamente inexiste a possibilidade de ocorrências de falhas, e conseqüentemente desastres nas usinas, devem calçar as “sandálias da humildade”. Devem admitir que não podemos permitir quaisquer riscos ligado com as usinas nucleares, simplesmente pela grande catástrofe, econômica, ambiental e social que possíveis acidentes, ocorrendo, podem legar a toda humanidade.
Daí é preciso repetir que o Brasil/Nordeste não precisa de usinas nucleares. Os recursos naturais e renováveis disponíveis como Sol, vento, água, biomassa são suficientes para atender nossa demanda energética.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_03_24&pagina=noticias&id=06259
PROFESSORES RECEBERÃO BOLSAS CAPES PARA CURSAR MESTRADO PROFISSIONAL A DISTÂNCIA
Fonte: Assessoria de Comunicação Social da CAPES, 22.03.2011
Professores da educação básica que lecionam em escolas públicas receberão bolsas para realizar cursos de mestrado profissional a distância. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 21. A iniciativa foi formalizada por meio da Portaria nº 289 do Ministério da Educação (MEC), publicada nesta terça-feira, 22 e faz parte de um conjunto de ações para elevar a qualidade da educação básica, definida pelo MEC como “área excepcionalmente priorizada”.
As bolsas serão concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e destinada a professores da rede pública da educação básica, regularmente matriculados em cursos de mestrado profissional ofertados pelas instituições de ensino superior, devidamente aprovados pela Capes na modalidade de educação a distância via Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Chamada de Bolsa de Formação Continuada, o fomento aos professores exige dos docentes, como contrapartida, o compromisso de continuar em exercício na rede pública por um período de pelo menos cinco anos após a conclusão do mestrado. O não cumprimento pelo aluno-bolsista do compromisso implicará na devolução dos valores aplicados.
A iniciativa leva em conta a importância da formação em nível de mestrado para a qualificação de professores vinculados ao ensino de matemática, ciências e outras áreas das licenciaturas nas escolas públicas. Além disso, reconhece que os salários dos professores da rede pública da educação básica são, em geral, insuficientes para a manutenção como alunos de um programa de mestrado, com necessidades específicas de aquisição de material escolar, livros, transporte e outras inerentes às demandas da pós-graduação.
A bolsas de formação continuada deverão ser implementadas no mês de março de cada ano e ter vigência máxima de 24 meses. O professor selecionado para receber a bolsa poderá acumular a sua bolsa de formação concedida pela Capes com o salário pago pela escola da rede pública da educação básica a que estiver efetivamente vinculado.
O regulamento também prevê que a bolsa de formação continuada poderá ser concedida, a critério da Capes, a professores da educação básica matriculados em cursos de mestrado profissional ofertados na modalidade presencial, pois se baseia em situações específicas do interesse do Estado.
Mestrado semipresencial
A concessão da Bolsa de Formação Continuada tem como abrangência os alunos matriculados a partir de 2011 nos cursos de mestrado profissional já em funcionamento no país, aí incluídos o Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) e o Curso de Mestrado Profissional para Professores de Biologia desenvolvido pelo INMETRO, ambos recentemente aprovados pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior da Capes, com previsão de inscrição de alunos a partir de março de 2011.
O Profmat é coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática e executado por uma Rede Nacional de instituições públicas de ensino e pesquisa, no âmbito do Sistema UAB. O programa tem como objetivo atender professores de matemática em exercício no ensino básico, especialmente na escola pública, que busquem aprimoramento em sua formação profissional, com ênfase no domínio aprofundado de conteúdo matemático relevante para a atuação docente. O programa opera em ampla escala, com o objetivo de, a médio prazo, ter impacto na formação matemática do professor em todo o território nacional.
O Profmat registrou em mais de 20 mil inscritos para o seu primeiro exame de acesso. Atualmente, a rede do programa conta com 49 instituições associadas, que oferecem 54 polos de atendimento em todo o país. Acesse a página do Profmat.
UAB
Criada em 2005, a Universidade Aberta do Brasil é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Capes. Saiba mais sobre a UAB.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_03_24&pagina=noticias&id=06259
quinta-feira, 24 de março de 2011
Vida na Terra e em Marte podem ter origens comuns, diz MIT
Washington, 23 mar (EFE).- Um grupo de cientistas americanos vem desenvolvendo um instrumento para analisar a possível existência de organismos vivos com genes comuns em Marte e na Terra, informou nesta quarta-feira o Massachusetts Institute of Technology (MIT).
A pesquisa, denominada "Busca de Genomas Extraterrestres" (SETG), é levada a cabo dentro do Departamento de Ciências Terrestres, Planetárias e Atmosféricas do MIT.
As premissas das quais o estudo parte são que o clima na Terra e em Marte eram muito similares na origem do sistema solar, que várias rochas marcianas viajaram à Terra fruto do choque de asteroides e que evidências indicam que alguns micróbios podem sobreviver os milhões de anos de distância entre os dois planetas.
Além disso, segundo o MIT, a dinâmica orbital indica que é 100 vezes mais fácil viajar de Marte à Terra do que o contrário.
O resto da teoria, se for comprovada, levantaria a possibilidade de os seres humanos serem descendentes de organismos marcianos.
O aparelho desenvolvido pela equipe do MIT, capitaneado pelos pesquisadores Christopher Carr e Clarisa Lui, será desenvolvido para recolher amostras do solo marciano e isolar micróbios existentes ou restos de micróbios, para depois separar o material genético e analisar as sequências genéticas.
Posteriormente, estas seqüências seriam comparadas para buscar sinais de padrões quase universais entre todas as formas de vida conhecidas.
Embora reconheça que é uma pesquisa "a longo prazo", Carr indicou que, já que "poderíamos estar relacionados com a vida em Marte, pelo menos deveríamos ir e ver se existe vida relacionada com a nossa".
A equipe do MIT afirmou que pode levar cerca de dois anos para desenvolver o protótipo do SETG, mas que, uma vez desenvolvido, seria factível integrá-lo como uma broca em um veículo espacial de uma futura missão que viaje à superfície de Marte para recolher estas mostras.
Desde que os dois módulos Viking da Nasa aterrissaram em Marte em 1976, nunca mais foram enviados instrumentos à superfície marciana para buscar evidências de vida.
Já o astrobiólogo Christopher McKay, do Centro de Pesquisa da Nasa-Ames, na Califórnia, afirmou que "é plausível que a vida em Marte esteja relacionada com a vida na Terra e, portanto, compartilhemos genética". EFE
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/vida-terra-marte-podem-ter-origens-comuns-diz-20110323-230319-120.html
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