Translate

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais fôlego e autoestima


Estudo relaciona a prática de atividades físicas à redução dos sintomas e melhora da qualidade de vida de pessoas com asma e recebe menção honrosa no Prêmio de Incentivo em C&T para o SUS (Wikimedia)

Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – O estudo Efeito do treinamento aeróbico sobre a morbidade psicossocial e sintomas em pacientes com asma: um estudo clínico aleatorizado, realizado por Felipe Augusto Rodrigues Mendes, doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) com Bolsa da FAPESP, recebeu menção honrosa na categoria Trabalho Publicado na edição 2010 do Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde 2002, a iniciativa do Ministério da Saúde distingue trabalhos divididos em cinco categorias: Tese de Doutorado, Dissertação de Mestrado, Trabalho Científico Publicado, Monografia de Especialização ou Residência e Incorporação de Conhecimentos Científicos no SUS. Os temas abordados devem estar focados no desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil.

O objetivo do trabalho de Mendes, fruto do mestrado "Efeito do treinamento aeróbico sobre a morbidade psicossocial e sintomas em pacientes com asma: um estudo clínico aleatorizado", era descobrir que benefícios as atividades físicas poderiam proporcionar aos pacientes asmáticos.

“Somos o oitavo país com o maior número de ocorrências de asma no mundo. As causas dessa inflamação nos pulmões estão associadas a fatores genéticos e ambientais”, disse Mendes à Agência FAPESP.

“Os resultados do estudo mostram que os pacientes que realizaram atividade física tiveram uma redução de 66% nos sintomas de asma quando o exercício foi praticado de forma moderada e isso mostra que o exercício físico pode ser um aliado no controle da doença”, indicou.

De acordo com o orientador do trabalho, Celso Fernandes de Carvalho, professor de Fisioterapia Respiratória do Curso de Fisioterapia da FMUSP, o paciente asmático mais ansioso e deprimido abandona o uso da medicação prescrita pelo médico mais facilmente. “Ele é o que mais custa para o Sistema Único de Saúde”, disse.

O estudo integrou o Projeto Temático "Mecanismos de inflamação pulmonar na asma: estudos clínicos e experimentais", coordenado por Milton de Arruda Martins da FMUSP.

O trabalho de Mendes analisou 101 pessoas com idade média de 35 anos. “Setenta por cento eram mulheres, mas isso é uma característica da doença. Quando o indivíduo é jovem, a asma é predominante em meninos, em adultos ocorre o inverso”, explicou Carvalho.

Do total, Mendes e colegas dividiram os participantes em dois grupos: um que não fazia exercício físico e outro que praticava exercícios aeróbicos duas vezes por semana, como a caminhada.

Após três meses de treinamento físico de intensidade moderada a intensa e medicação controlada, o grupo observou uma melhora significativa não só nos sintomas da asma, como na qualidade de vida pacientes.

De acordo com Carvalho, os pacientes que apresentavam sintomas a cada dois dias, totalizando 15 dias com sintomas por mês, passaram a ter entre um e dois dias de sintomas da doença por semana, somando seis no mês.

Menos inflamação

Outra boa notícia foi a melhora no convívio social. Com a asma controlada e a capacidade de realização das atividades diárias, os cientistas observaram que a prática de exercícios reduziu significativamente o quadro de depressão e ansiedade nos pacientes.

“Devido ao fato de os pacientes não saberem quando ocorrerá a próxima crise, os pacientes asmáticos são mais ansiosos e depressivos do que a população sem asma”, afirmou Mendes.

Segundo ele, o próximo passo é tentar descobrir o mecanismo de ação da atividade aeróbica na redução da inflamação pulmonar. Esse é um dos temas que vem trabalhando na sua tese.

O artigo Effects of Aerobic Training on Psychosocial Morbidity and Symptoms in Patients With Asthma (doi:10.1378/chest.09-2389), de Felipe A. R. Mendes e outros, pode ser lido por assinantes da Chest em www.chestpubs.org.

fonte:http://www.agencia.fapesp.br/materia/13419/mais-folego-e-autoestima.htm

Jornais do mundo todo à sua disposição: clique e acesse!



A página funciona como um guia online de jornais de praticamente todo o mundo. A idéia é oferecer acesso rápido e gratuito às últimas notícias ao redor do globo.
São mais de 12 mil e 200 jornais online, de mais de 200 países, organizados por continentes, idiomas e circulação.
Encontrar um jornal específico é fácil. O site é bastante organizado e há várias maneiras de pesquisar. Você pode listar os jornais por países, por idioma, ou ainda, visitar as páginas dos maiores jornais do mundo. Dá para selecionar também por cidade, nesta lista você encontra os periódicos das 400 maiores cidades do planeta.
Tá afim de conhecer o site? Clique aqui(http://www.newspapers24.com/) e comece sua jornada pelo mundo.

Fonte:

Direitos e deveres dos usuários na internet: como não correr riscos


Especialistas e vítimas de processos detalham como as pessoas podem evitar que os comportamentos na web acabem em processos na justiça.

Existem, sim, leis na internet. Atrás de um monitor e um teclado, as pessoas acham que podem fazer qualquer coisa, com uma falsa sensação de anonimato. O internauta acredita que tem o direito de falar o que quiser, publicar qualquer coisa e por aí vai. Mas não é bem assim que funciona. Os usuários até podem fazer o que bem entenderem na rede, mas devem estar cientes de que para cada ação não pensada existe uma consequência e, muitas vezes, implicações legais e jurídicas.

"Tudo o que a gente faz na internet tem suas consequências, seja a responsabilidade civil, como pagar um indenização, seja em casos mais grave como o criminal", alerta Marcel Leonardi, advogado especializado em internet. Ele lembra que, ao contrário do que muitos usuários pensam, o rastreamento de atividades é possível na web. "A pessoa pensa que nada vai acontecer, mas sofre uma desagradável surpresa", acrescenta.

Na verdade, o problema é quando o usuário extrapola seu direito à liberdade de expressão. Por exemplo: ofensas são passíveis de punição, seja no mundo real ou virtual. Entra na mesma categoria a publicação de uma foto alheia sem autorização prévia, além das já famosas discussões sobre a violação de direitos autorais, por quem baixa músicas e filmes de forma não autorizada.

Os podcasts são um exemplo dos crimes que as pessoas cometem sem perceber. Na maior parte das vezes, esses programas de áudio usam músicas comerciais, sem se preocupar com a lei do direito autoral. Caso contrário, o prejuízo pode ser grande quando forem surpreendidos por uma cobrança sobre a utilização do material de um determinado artista.


Existem casos notórios de problemas assim na internet. Talvez um dos mais fatídicos aqui no Brasil seja o de uma estudante de direito que, no dia do segundo turno das eleições presidenciais do ano passado, postou declarações preconceituosas contra os nordestinos em seus perfis no Twitter e no Facebook. A estudante foi denunciada por racismo e por incitação pública à prática de crime. Isso, além de perder o emprego.

"O judiciário no Brasil já conhece bem essas iniciativas de uma maneira geral. Mas é óbvio que a compreensão da internet e os limites do que é ou não possível fazer [na web] ainda precisa melhorar. Um exemplo disso é que, em alguns casos, juízes mandam bloquear sites, e essa é uma solução totalmente paliativa", conclui Leonardi.

Atualmente, existem mais de 30 mil judiciais relacionadas à internet no País. Entre os protagonistas está Gustavo Cardial. Em seu blog, ele não mediu esforços para atacar uma empresa que estaria aplicando um golpe. Cardial publicou fotos dos donos da empresa, informações pessoais deles e até o endereço da mãe dos suspeitos. Resultado: Gustavo está sendo processado por danos morais.


Em sua defesa, o blogueiro explica: "Quando eu estava publicando, eu imaginei que talvez eu devesse ser mais discreto em relação às informações que eu is postar." Mas Cardial relata que, ao acreditar que estava prestando um favor para outros internautas que poderiam ser vítimas do suposto golpista, decidiu não poupar informações até que foi surpreendido por um processo contra ele, movido há quase dois anos. Como lição, ele fala que agora toma muito mais cuidado com qualquer coisa que venha a publicar.

"Eu recomendo todo o cuidado. O ideal é pensar: você faria isso sem o computador? Se você não faria, então, talvez, não deva publicar", sugere o blogueiro.

Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/direitos_e_deveres_dos_usuarios_na_internet_como_nao_correr_riscos

Igreja Católica libera aplicativo que permite confissões pelo iPhone





Desenvolvedores afirmam que programa fez com um homem voltasse a confessar, depois de 20 anos.

Realizar confissões por meio do iPhone. Este é o objetivo de um aplicativo que acaba de ser lançado para usuários do smartphone da Apple. Batizado de Confession: A Roman Catholic, o programa foi desenvolvido pela empresa Little iApps, de Indiana (Estados Unidos), com a supervisão de um padre e foi o primeiro produto desse tipo a ser aprovado pela Igreja Católica, segundo reportagem da Reuters.

Os desenvolvedores do aplicativo explicam que ele não quer substituir uma confissão com um padre na igreja, mas vai servir de incentivo para os católicos, ao facilitar o processo de admitir os pecados, por meio do iPhone. Ainda segundo eles, o programa já teve resultados práticos e estimulou um homem a voltar a se confessar, depois de 20 anos.

Recentemente, o Papa Bento XVI enfatizou a importância de utilizar as redes sociais para promover a comunicação entre as pessoas.

O aplicativo Confession: A Roman Catholic está disponível na Apple Store dos Estados Unidos, por US$ 1,99.

Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/igreja_catolica_libera_aplicativo_que_permite_confissoes_pelo_iphone

Site criado pela Visa dá dicas contra fraudes bancárias



Redação do IDG Now!
07-02-2011
O site Dicas e Segurança possui informações úteis sobre como agir em caso de furto, clonagem e uso não autorizado dos cartões.

A Visa lançou hoje (6/1) um site de dicas para ajudar empresas e usuários de cartões de crédito e débito a se proteger contra fraudes bancárias.

O site Dicas de Segurança(http://www.visasecuritysense.com/pt_BR/index.jsp) Visa já está no ar e possui informações úteis sobre como agir em caso de furto de dados, clonagem e uso não autorizado dos cartões.

“Manter e fortalecer a confiança dos consumidores e do comércio é uma das nossas maiores prioridades. Por isso, investimos para proteger os nossos sistemas e educar todos os envolvidos na cadeia de pagamento”, declarou o diretor de risco da Visa do Brasil, Edson Ortega.

Dia da Internet Segura
O lançamento do novo site da Visa faz parte das iniciativas relacionadas ao Dia da Internet Segura, que acontece na próxima terça-feira (8/2), e conta o envolvimento de 65 países para promover o uso seguro da Internet.


Segundo a página do evento, a ideia foi organizada pela Rede INSAFE, rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia. Em 2011, o tema do Dia da Internet Segura é: "Estar online é mais que um jogo. É sua vida"

Leia também: Sete dicas para você navegar com segurança
(http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2011/01/31/sete-dicas-para-voce-navegar-com-seguranca/)

Em 2010, no Brasil, a campanha foi realizada pela organização não-governamental SaferNet Brasil, em conjunto com o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e o Comitê Gestor da Internet Brasileita (CGI.br).

Os interessados podem se inscrever no site da iniciativa e as propostas de atividades podem ser idealizadas imediatamente, como por exemplo divulgação de campanhas, cartilhas e dicas de segurança, bem como atividades que acontecerão ao longo do ano.

Fonte:http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/02/07/site-criado-pela-visa-da-dicas-contra-fraudes-bancarias/

Aprenda a conservar sua TV de tela plana, smartphone e câmera



Lincoln Spector, da PC World EUA
Quer que seus eletrônicos durem mais? Então veja como limpar e cuidar corretamente deles.
Você tem que cuidar de suas coisas, todas elas. E como seu carro e sua casa, seu aparelhos eletrônicos, não importa se grandes ou pequenos, precisam ficar limpos e protegidos de acidentes.

Já demos dicas de como limpar um PC empoeirado. Desta vez, vamos nos concentrar em sua TV de alta-definição, seu smartphone e sua câmera digital. Mas antes de discutir cada item separadamente, vamos falar sobre uma tarefa de manutenção que todos tem em comum.

Limpando a tela

Sua TV, seu smartphone e sua câmera tem telas, e elas provavelmente são de cristal líquido. Uma tela suja vai prejudicar sua diversão e informação. Entretanto elas são muito delicadas, e se você limpar uma tela de forma errada irá arruiná-la para sempre.

A principal ferramenta de que você precisa é de um paninho de microfibra. Você pode conseguir um bem pequeno provavelmente de graça com seu oftalmologista ou na ótica mais próxima de casa. Ele quebra o galho com uma câmera ou celular, mas é preciso muita paciência para limpar uma tela de 50 polegadas com um paninho de 10 x 10 cm.




Um pano de microfibra é o ideal para limpar as telas de seus gadgets

Você pode comprar um maior na maioria das lojas especializadas em eletrônicos (procure junto dos acessórios), mas talvez nem seja preciso: muitos fabricantes incluem um pano de limpeza junto com a TV. Olhe na embalagem onde vieram os manuais.

Limpe a tela gentilmente com o pano seco. Não faça pressão sobre ela, a não ser que você encontre um ponto de onde a sujeira não quer sair com facilidade. Mesmo assim, seja gentil. Na maioria dos casos isso é suficiente, mas se o pano seco não fizer o serviço, você vai precisar de um pano úmido.

Nunca use limpa-vidros, e evite qualquer coisa que tenha álcool na fórmula. E nunca faça a limpeza enquanto o aparelho estiver ligado à tomada. Água destilada é a forma mais fácil e barata de limpar uma tela. Se não for forte o suficiente, você pode fazer uma mistura meio-a-meio de água destilada e vinagre branco. Há soluções comerciais para limpeza de LCDs, mas nunca encontrei nada que fosse melhor que água destilada e vinagre.

Antes de mais nada, desligue o aparelho. Se for uma TV, tire ela da tomada. Se for um celular ou câmera, remova a bateria se possível. Coloque a solução de limpeza em um borrifador e borrife o pano de microfibra. Limpe a tela gentilmente, como já mencionei, e espere até que ela esteja completamente seca antes de ligar o aparelho novamente.

Como conservar sua TV

Já que estamos falando de limpeza, pode ser que você queira “dar uma geral” na moldura de sua TV. Uma moldura empoeirada não atrapalha na hora de assistir seus programas favoritos, mas prejudica a estética e pode causar alergias.

Use um pano macio. O de microfibra que você usou para limpar a tela serve, mas se não tiver nada mais à mão até mesmo uma velha camiseta de algodão pode ser usada. Umedeça (não encharque!) o pano com água, e nada mais, e tire a TV da tomada antes de limpar.

Outra dica importante: sua TV precisa “respirar”. Nunca bloqueie as saídas de ventilação do gabinete, e nem a instale perto de um aquecedor ou em um local onde ela receba luz solar direta na maior parte do dia.

Mantenha a TV seca. Deixe qualquer coisa que possa derramar (como aquele vaso de plantas) bem longe dela. A umidade também pode ser um problema, especialmente se você colocar o aparelho em um local semi-aberto. No geral, uma TV de tela plana nunca deve ser exposta a um ambiente com mais de 80% de umidade.

Se sua casa for atingida diretamente por um raio, ele pode viajar pela rede elétrica, atravessar o filtro de linha ou estabilizador e fritar sua TV. Se você perceber que uma tempestade se aproxima, tire a TV (e os demais eletrônicos da casa) da tomada. Também a desplugue se você for ficar longe de casa por alguns dias.

O “Burn-in”, manchas na imagem causadas pela exibição prolongada de imagens estáticas, não é mais um problema tão grande quanto antes mas ainda pode acontecer, especialmente em TVs de Plasma. Procure na tela de configuração de sua TV uma opção de “proteção de tela” ou “desligamento automático”, e habilite-a. E no improvável caso de sua TV sofrer burn--in, deixe-a ligada por algumas horas com uma imagem que mude constantemente e ocupe a tela inteira. Uma apresentação com fotos, se elas ocuparem a tela toda, serve.

Fonte:http://pcworld.uol.com.br/dicas/2011/02/04/como-conservar-sua-tv-de-tela-plana-smartphone-e-camera/

'Ciência é atrativa; Nobel nunca foi meu objetivo', entrevista com Albert Fert



Físico expõe impressões sobre a ciência brasileira

Para leigos, a magnetorresistência gigante (MRG) não passa de um palavrão. Mas a descoberta desse efeito quântico permitiu o desenvolvimento de aparelhos que estão na vida de milhares de pessoas, como MP3 players de grande capacidade, memórias de computadores mais rápidas e discos rígidos menores e mais eficientes. Para o físico Albert Fert, a descoberta da MRG rendeu o Prêmio Nobel.


Em entrevista exclusiva ao Estado, concedida durante sua participação na Escola São Paulo de Ciência Avançada do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, Fert conta o que mudou após a premiação e o que pensa da ciência brasileira.

- Certa vez o sr. disse que a revolução da spintrônica havia apenas começado. O que podemos esperar para o futuro próximo?

A spintrônica permitirá o desenvolvimento de dispositivos eletrônicos cada vez mais rápidos, menores e mais eficientes. Essa tecnologia já está nas memórias rápidas de computador, as chamadas MRAM (Magneto-resistive Random Access Memory). O fato de essas memórias não serem voláteis, ou seja, não "esquecerem" as informações quando são desligadas, permite diminuir o consumo de energia dos computadores. Também já há usos interessantes da tecnologia de transferência de spin para a transmissão e a recepção de ondas de rádio. Isso terá aplicação nas telecomunicações nos próximos anos. Como em celulares que conseguem mudar mais facilmente de uma frequência para outra.

- Há alguma aplicação na área médica?

A MRG já está nesse campo. Por exemplo, em dispositivos que analisam a estrutura de proteínas e são usados na detecção precoce de câncer.

- Quando o sr. começou a pesquisar, imaginava que teria tantas aplicações práticas? Como foi possível fazer essa ponte entre pesquisa básica e indústria?

No início eu não imaginava, mas desde que descobri a MRG percebi que teria aplicações importantes. Na França, como em toda a Europa, existe uma lacuna entre o que é pesquisado na universidade e a indústria. Essa lacuna não é tão grande em países como Japão e Estados Unidos. Para fazer esse link, fundei um laboratório com colegas da empresa Thales. Ele é financiado em parte pelo CNRS (agência de fomento francesa) e em parte pela própria Thales. Trabalhamos nessa interface entre a universidade e a indústria.

- No Brasil, muitos cientistas ainda recusam ter uma relação tão próxima com a indústria.

Na Europa também era assim há 20 anos. Por ideologia, recusavam parcerias com a indústria, mas agora todos entenderam que a pesquisa científica custa dinheiro e essa parceria pode ser vantajosa para o país.

- O sr. já visitou o Brasil diversas vezes. O que pensa sobre a ciência brasileira?

O avanço tem sido muito rápido. Vejo que os laboratórios brasileiros agora estão mais bem equipados. Coisas muito boas estão em desenvolvimento no Brasil. Mas não estive aqui apenas para visitar laboratórios. Passei diversas férias no Rio de Janeiro e em Búzios.

- O sr. esperava ganhar o Prêmio Nobel?

Para mim, assim como para muitos outros, isso nunca foi um objetivo. A ciência é atrativa por si mesma. É fascinante descobrir coisas novas. Mas muitos anos antes de ganhar eu sabia que estava na lista, que isso poderia acontecer.

- Isso mudou alguma coisa em sua vida?

Sim. Hoje eu tenho um monte de novas coisas para fazer, além de minha rotina normal de físico. Como atender jornalistas, interagir com políticos e ministrar palestras motivacionais nas escolas e universidades. Tento convencer os jovens de que ser um cientista é uma boa profissão.
(Karina Toledo)
(O Estado de SP, 6/2)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=76285

Duas visões sobre tecnologia na educação



O ''Estado de SP'' entrevistou dois especialistas no assunto que possuem opiniões divergentes sobre o impacto do uso de computadores na aprendizagem

O uso da tecnologia na educação, dentro e fora da sala de aula, já é realidade em grande parte das escolas brasileiras e do resto do mundo.

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, sigla em inglês), divulgados em dezembro, mostram que, no Brasil, 40,8% dos alunos com 15 anos leem e-mails e 56,2% usam chats. Outros países têm índices maiores - na Holanda, por exemplo, as taxas são, respectivamente, de 91% e 90,5%.

Apesar das oportunidades de aprendizado que a rede oferece, nem todos acreditam que a tecnologia impacte positivamente na educação. O Estado traz entrevistas com dois estudiosos que dividem opiniões. Para o professor da USP e coordenador do e-Learning da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Edgard Cornachione, a tecnologia aprofunda o aprendizado. Já a pesquisa de Felipe Barrera-Osorio, consultor do Banco Mundial, feita na Colômbia, revelou que os computadores tiveram pouco efeito sobre as notas de alunos.

Entrevistas

Edgard Cornachione, professor da Fipecafi e da USP

O professor da USP e da Fipecafi Edgard Cornachione é um grande defensor do uso da tecnologia nos processos de aprendizagem - uma de suas teses trata dos níveis de stress e a performance de aprendizagem de estudantes em ambientes virtuais. Para ele, não há dúvidas sobre a eficácia dos recursos digitais na educação.

- Você acredita no impacto da tecnologia na educação?

Não só acredito como existem evidências empíricas disso. Está na literatura sobre o assunto, nas pesquisas. O efeito é visível especialmente no ensino superior.

- Como assim?

O maior exemplo é a educação a distância (EAD). Não se verificou ainda prejuízos na aprendizagem final dos alunos. Para preservar a qualidade do seu aprendizado, eles têm de se dedicar até mais do um estudante de uma graduação presencial. Além disso, a literatura sobre esse tema hoje se debruça sobre a diferença que a tecnologia pode fazer nos processos educacionais. E as vantagens são muitas.

- Você pode enumerar algumas?

Sim. Com o uso da tecnologia num curso EAD, por exemplo, o aluno sai da zona de conforto. Ele acredita mais em si e na sua capacidade de inventar. Além disso, a EAD não cria horas no relógio: quem controla o tempo é o aluno. Esse é um grande diferencial. Sem contar a questão do espaço e do deslocamento - ou seja, do trânsito - em centros urbanos. A EAD praticamente elimina isso. Mas devemos ressaltar que no Brasil isso tudo é muito recente ainda. O Ministério da Educação (MEC) tem apoiado a modalidade e nosso ciclo de desenvolvimento econômico exige isso.

- Como você vê a relação entre tecnologia e educação no futuro?

A tendência que vem se desenhando há muitos anos é inegável. As salas de aula convencionais estão sentindo uma enxurrada de tecnologia. As ferramentas são múltiplas. A educação mediada por tecnologia oferece interfaces alternativas. A geração mais nova de estudantes não consegue ficar muito tempo lendo, por exemplo. Se as escolas e as universidades não se adaptarem às novas tecnologias, o que vai acontecer com elas?

Felipe Barrera-Osorio, consultor do Banco Mundial

O consultor do Banco Mundial Felipe Barrera-Osorio avaliou o impacto de um programa do Ministério de Comunicação da Colômbia que doou 114 mil computadores a 6 mil escolas, envolvendo 2 milhões de alunos e 83 mil professores. A ideia era que as máquinas fossem utilizadas no ensino de espanhol e matemática. Em sua pesquisa, Barrera-Osorio usou uma amostra de 100 escolas - 50 com o programa e 50 sem - e constatou que a iniciativa teve um efeito pífio sobre as notas dos alunos.

O que você percebeu com o estudo?

- A avaliação apresentou resultados muito preocupantes: em termos gerais, o programa parece ter tido pouco efeito sobre as notas dos alunos nos testes e em outros resultados, como impacto na quantidade de redes de amizades e grupos de trabalho. Esses resultados são consistentes em níveis de ensino, conteúdos e gêneros. Parece que os computadores não influenciaram a experiência diária de aprendizagem dos alunos.

- A que você atribui isso?

A principal razão parece ser a falha em incorporar os computadores em todo o processo educacional. Dados mostram que os professores não incorporaram os computadores em seus currículos. Isso significa que, mesmo recebendo treinamento, é difícil para eles utilizarem computadores no dia a dia.

- Existem atividades que podem ser desenvolvidas com computadores para melhorar a aprendizagem?

Na minha opinião, não temos dados suficientes para saber se atividades com os computadores podem melhorar a aprendizagem. Computadores são apenas ferramentas e, como qualquer ferramenta, podem ter aspectos positivos e negativos. Precisamos de mais pesquisas.


- Você acredita que o computador possa modificar a aprendizagem de um aluno?

Uma constatação da literatura recente - e, novamente, é uma evidência fraca - é que os computadores que vão diretamente para as crianças são mais eficazes do que seu uso mediado pelo professor. Em outras palavras, é difícil para um professor mudar sua prática pedagógica.
(Mariana Mandelli)
(O Estado de SP, 7/2)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=76284

Não utilizar o inglês é arremessar-se para fora do mundo, artigo de Helio Schwartsman



"Idioma exerce uma espécie de imperialismo lingüístico"

Helio Schwartsman é jornalista. Artigo publicado na "Folha de SP":

Há um quê de ideológico na resistência ao inglês. Os sinais são vários e vêm de diversas frentes.

Em 1999, o combativo deputado Aldo Rebelo, do PC do B paulista, apresentou um projeto de lei que, em sua versão original, bania todos os estrangeirismos (leia-se, anglicismos) da língua portuguesa e ainda obrigava brasileiros, natos e naturalizados, e pessoas de quaisquer nacionalidades residentes no país há mais de um ano a utilizar-se do vernáculo, sob pena de multas.

Uma versão desidratada da proposta foi aprovada em duas comissões e ela agora repousa prudentemente nos escaninhos do Congresso.

Mais êxito teve uma outra iniciativa legislativa que, irmanando ainda mais os povos da América Latina, ampliou o ensino do espanhol. É a lei nº 11.161/05, que obriga escolas públicas e privadas de ensino médio a oferecer o idioma de Cervantes como disciplina optativa.

Se se tratasse apenas de proporcionar aos jovens a oportunidade de aprender direito o idioma de nossos vizinhos, a norma seria inatacável. O problema é que, numa interpretação sistemática com o restante da legislação educacional, ela coloca o espanhol à frente do inglês.

A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) estipula, para o ciclo médio, o ensino, em caráter obrigatório, de uma língua estrangeira a ser definida pela comunidade escolar. Prevê também a inclusão de um segundo idioma, em caráter optativo, "dentro das disponibilidades da instituição".

A pegadinha está no fato de que a 11.161 fala abertamente no espanhol e se cala em relação ao inglês. As escolas sem grandes "disponibilidades", que devem ser a maioria, podem escolher a língua de Cervantes no lugar da de Shakespeare como o idioma moderno obrigatório, de modo a satisfazer as leis disponibilizando apenas uma língua estrangeira.

Ninguém é obrigado a gostar da primazia de que o inglês goza no mundo contemporâneo. Podemos ir até um pouco mais longe e reconhecer que esse idioma exerce uma espécie de imperialismo linguístico. Mas é preciso viver no mundo encantado de Che Guevara para não perceber que o inglês se tornou aquilo que o grego representava para o período helenístico e que o latim significava na Idade Média: o papel de língua veicular universal, na qual falantes dos mais variados idiomas conseguem se comunicar.

É em inglês que se fecham praticamente todos os grandes negócios internacionais, assim como é nessa língua que se registram os mais importantes avanços científicos. Não utilizá-la nesses campos equivale a arremessar-se para fora do mundo.

E os prejuízos de se afastar dos círculos de produção científica e não internacionalizar as universidades brasileiras superam em muito os de conviver com alguns "sales", "coffee breaks" e outros estrangeirismos de gosto duvidoso, dos quais a língua saberá livrar-se, se lhe dermos tempo suficiente.
(Folha de SP, 7/2)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=76283

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cresce o número de pessoas que utilizam o Wi-Fi do vizinho




Pesquisa aponta que 32% dos usuários acessam a internet alheia e 40% preferem dar a chave de casa do que revelar sua senha da rede sem fio.

Uma pesquisa conduzida pela Wakefield Research, em conjunto com a Wi-Fi Alliance, divulgada no portal Cnet, concluiu que tem aumentado o número de pessoas que tentam usar as redes Wi-Fi de seus vizinhos.

O estudo conversou com 1.054 norte-americanos acima de 18 anos e, entre eles, 32% revelaram roubar a internet alheia, um aumento de 18% em relação a 2008.

A pesquisa ainda concluiu que as pessoas que mantêm suas redes protegidas são bem mais cautelosos na hora de compartilhar suas senhas. 40% desses internautas afirmaram que, para revelar suas senhas do Wi-Fi, é preciso mais confiança do que para fornecer sua chave de casa.

Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/mais_pessoas_andam_roubando_o_wi-fi_do_vizinho