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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Tablet da Amazon deve se chamar Kindle Fire
Empresa prepara evento para anunciar dispositivo nesta quarta-feira (28/9). Lançamento deve
O tablet que a Amazon supostamente revelará amanhã (28/9) se chamará Kindle Fire, de acordo com vários veículos de TI americanos. A empresa, que marcou uma conferência para esta quarta-feira (28/09), estaria planejando entrar no mercado de tablets após o bom desempenho do seu e-reader, o Kindle.
O Kindle Fire deve chegar às lojas norte-americanas a partir da segunda semana de novembro. Ele vai usar uma versão modificada do Android e será fabricado pela Quanta, a mesma responsável pelo desenvolvimento do PlayBook, da RIM.
A Amazon também prepara uma loja própria que fornecerá conteúdo para o gadget. Ela terá, além de aplicativos, filmes, música e livros. A Amazon é uma das poucas empresas que possuem conteúdo multimídia comparável à Apple, então, o Fire pode se apresentar como um bom competidor para o iPad.
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/tablet_da_amazon_deve_se_chamar_kindle_fire
FAPESP lança Código de Boas Práticas Científicas
Objetivo é reforçar na comunidade científica paulista uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias em três pilares: educação; prevenção; e investigação e sanção justas e rigorosas (foto:Leandro Negro/FAPESP)
28/09/2011
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – A FAPESP lançou na terça-feira (27/09) o Código de Boas Práticas Científicas, com o objetivo reforçar na comunidade científica paulista uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias em três pilares: educação; prevenção; e investigação e sanção justas e rigorosas.
O documento estabelece diretrizes éticas para as atividades científicas dos pesquisadores que recebem Bolsas e Auxílios da FAPESP, aplicáveis também às instituições-sede das pesquisas e aos periódicos que contem com apoio da Fundação para publicação.
“Desde a sua fundação, há quase 50 anos, a FAPESP norteia sua atuação pelo critério da idoneidade e qualidade dos projetos e dos pesquisadores. No decorrer dos anos, o número de projetos e pesquisadores cresceu muito e tornou-se necessário explicitar esses critérios para orientação da conduta nas atividades científicas”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.
O código, segundo Lafer, não trata de questões como a bioética, que passam por outro processo de avaliação. Nos casos que envolvem bioética, a FAPESP só aprova projetos que tenham passado pelas comissões de ética das respectivas instituições de pesquisa, que possuem regulamentação própria para esse tema.
“A pesquisa científica não se limita à descoberta de novos conhecimentos, mas também envolve a ideia de que é preciso preservar, no campo da pesquisa, por meio das boas práticas, os valores do conhecimento e da qualidade científica dos resultados. É importante oferecer um referencial concreto para distinguir esses valores de práticas não aceitáveis como a fabricação de resultados e os plágios”, disse.
Lafer lembrou que o código é coerente com o esforço de internacionalização da FAPESP. “As boas práticas científicas são uma preocupação que encontramos em outros países e instituições parceiras”, disse.
O projeto de construção do código teve início há um ano, a partir da preocupação da Diretoria Científica da FAPESP e do interesse do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação no tema. “Depois das primeiras discussões, foi realizado um estudo sobre como a questão é tratada por diversos países com grande tradição científica”, disse.
O levantamento foi feito pelo membro da coordenação adjunta da Diretoria Científica da FAPESP Luiz Henrique Lopes dos Santos, professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O estudo resultou no artigo Sobre a integridade ética da pesquisa, concluído em abril, que foi o embrião do código de boas práticas.
“O código foi avaliado também em conjunto com outras instâncias da comunidade científica nacional, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências”, disse Lafer.
Tripé da ética
Segundo Brito Cruz, a análise das experiências estrangeiras proporcionou um aprendizado que foi consolidado no novo código. O aspecto principal desse aprendizado é que a estratégia para o desenvolvimento de uma cultura de boas práticas científicas se sustenta sobre três pilares: a educação; a prevenção; e a investigação e sanção justas e rigorosas.
“Muitas vezes a discussão só surge quando se chega ao momento da investigação e das sanções relacionadas aos deslizes éticos. Mas é preciso dar atenção à educação da comunidade científica – em especial aos jovens – nessas boas práticas e à prevenção caracterizada pela orientação do pesquisador toda vez que houver dúvidas sobre o assunto”, afirmou.
No campo da educação, segundo Brito Cruz, as instituições científicas que recebem financiamento da FAPESP serão incentivadas a organizar periodicamente treinamentos e cursos que abordem a questão das boas práticas.
“Da mesma forma, no campo da prevenção a FAPESP deseja que as instituições organizem serviços internos – de acordo com sua cultura e suas tradições – com a função de oferecer orientação aos pesquisadores sobre esse tema. Com isso, eles saberão quem consultar quando houver dúvidas e preocupações relacionadas ao assunto”, afirmou.
Ao mesmo tempo, a FAPESP estabelece no código os procedimentos adequados para quando um caso relacionado à má conduta na pesquisa chegar ao ponto de levar a uma investigação. O procedimento terá uma primeira fase interna e sigilosa, a fim de verificar as eventuais alegações e preservar, ao mesmo tempo, os envolvidos que venham a ser inocentes.
Brito Cruz afirmou que uma das expectativas da FAPESP é que o código ajude as instituições financiadas pela Fundação a debater o tema das boas práticas com sua comunidade de forma mais intensa. Segundo ele, é importante que o assunto esteja presente de forma constante, em discussões que envolvam tanto os pesquisadores experientes como os jovens pós-graduandos.
“Para facilitar o acesso da comunidade científica ao código, além da sua publicação impressa, criamos um site no portal da FAPESP que reúne o código, o artigo que foi seu ponto de partida e uma série de links para diversas experiências internacionais, como manuais, análises e referências gerais que tratam do tema”, disse Brito Cruz.
Os links incluem a versão on-line do livro On Being a Scientist: A Guide to Responsible Conduct in Research Third Edition (2009), um documento sobre ciência responsável elaborado pela Academia de Ciências dos Estados Unidos.
“A FAPESP está traduzindo essa obra, que será disponibilizada em português. Uma versão impressa será enviada, junto com o código de boas práticas, a todos os pesquisadores e bolsistas que assinarem contrato com a FAPESP”, disse.
FAPESP – Boas práticas científicas: www.fapesp.br/boaspraticas
Fonte:http://agencia.fapesp.br/14551
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Faculdade de Direito da UFJF é a 5ª que mais aprova no exame da OAB no país
Faculdade de Direito: índice de aprovação dos bachareis da UFJF foi de 60% (Foto: Alexandre Dornelas)
A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) é a quinta no Brasil com maior número de aprovados no último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O índice de aprovação dos bachareis da UFJF foi de 60% em face dos 14,83% no percentual geral.
O êxito no exame da OAB, que tem o propósito de avaliar os conhecimentos do bacharel ao fim do curso e por consequência avaliar a qualidade do ensino jurídico no país, é obrigatório para o exercício da profissão de advogado no Brasil. Aline Araújo Passos, coordenadora do curso de Direito diurno da UFJF, atribui o bom resultado a uma conciliação entre a competência do corpo docente, a seriedade dos alunos e um trabalho de junção entre a dimensão teórica e prática da profissão. “Nós temos repetido bons resultados no exame da ordem em função da boa formação de nossos alunos na medida em que tentamos conjugar a parte propedêutica, com forte bases teóricas, e a prática, com uma boa formação profissional do bacharel.”
A competência mínima dos formandos para exercer a profissão é uma das principais preocupações da OAB diante do crescimento expressivo dos cursos de Direito em todo o país. Nesta edição da prova, 29 instituições não obtiveram aprovação e outras 93 menos de 5%. Para Wagner Parrot, presidente da OAB-subseção Juiz de Fora, o 5º lugar nacional da UFJF demonstra como o processo de seleção da Universidade e a excelência do ensino da faculdade “reúnem nesta Instituição os melhores alunos da região” .
O sucesso na prova da ordem não é novidade para o estudante da UFJF. Na prova aplicada em dezembro de 2010, a Faculdade de Direito conquistou o 2º lugar nacional, com aprovação de 67,30%. Segundo Aline, a perspectiva futura do curso é de desenvolver suas áreas segundo as necessidades presentes da formação jurídica. “A faculdade está em reforma de currículo, atendendo novas demandas, principalmente no sentido do fortalecimento da pesquisa e da extensão. Temos a previsão da abertura do mestrado para 2012.”
De bacharel a advogado
Dado o grau de dificuldade da avaliação, inúmeros estudantes de direito não têm ambição maior senão a conquista da sua carteirinha da OAB. A recém-formada no segundo semestre deste ano pela Faculdade de Direito da UFJF, Sarah Cruz de Mello já conhece a sensação de cruzar a fronteira entre ser uma bacharel em direito e ser uma advogada. Aponta como ponto forte de sua formação a boa orientação dada pela grade curricular. “A grade é bem organizada, além das matérias fundamentais, as complementares dão uma formação mais completa ao aluno.”
Também formado no segundo semestre de 2011, Éric da Rocha Cheuen conseguiu provar na prática a qualidade de sua educação como bacharel de direito sendo aprovado no exame antecipadamente no 9º período do curso. “Em comparação com outras faculdades nós temos uma teoria muito forte e nas provas os professores nos passam uma carga muito grande de leituras, por isso, dificilmente não chegamos embasados na prova da OAB.”
Confira as dez melhores colocadas
Outras informações: (32) 2102-3501 (Faculdade de Direito)
www.ufjf.br/facdireito/
Infobiologia codifica mensagem secreta usando bactérias
Com informações da Science e Nature - 27/09/2011
As mensagens secretas são escritas colocando as bactérias em linhas em uma estrutura de nitrocelulose e ágar, um meio de cultura para que as bactérias não morram.[Imagem: Manuel A. Palacios/Tufts University]
Infobiologia
Cientistas descobriram uma nova forma de codificar mensagens secretas usando bactérias.
Além de ser útil para os espiões, a nova técnica poderá ser usada por empresas para codificar identificadores em sementes, grãos e outros produtos de origem animal ou vegetal.
Tudo começou com o interesse em desenvolver formas de codificar mensagens secretas sem usar equipamentos eletrônicos.
Em 2010, David Walt e George Whitesides criaram um sistema primário desse tipo, que eles batizaram de infofusíveis, e que permitia também a transmissão do código cifrado:
Infofusíveis: dados são transmitidos quimicamente
Naquela época eles usaram sais. Mas seu colega Manuel Palacios teve a ideia de usar bactérias.
Código binário de bactérias
Os fusíveis foram substituídos por colônias de Escherichia coli, cada uma das quais recebeu um gene para codificar uma proteína fluorescente diferente - elas só emitem as cores quando o gene é ativado.
Os pesquisadores então criaram um código binário baseado em cores, cada "bit" sendo formado por um par de bactérias de cores diferentes.
As 7 colônias de bactérias fluorescentes permitem um total de 49 combinações, o suficiente para representar 26 letras e 23 outros caracteres alfanuméricos. [Imagem: Palacios et al./Pnas]
As 7 colônias lhes deram então um total de 49 combinações, o suficiente para representar 26 letras e 23 outros caracteres alfanuméricos.
As mensagens são escritas colocando as bactérias em linhas em uma estrutura de nitrocelulose e ágar, um meio de cultura para que as bactérias não morram.
Nesse momento, como os genes ainda não estão ativados, as bactérias são invisíveis.
Quando o destinatário recebe sua "mensagem bacteriana", tudo o que ele tem a fazer é pressionar o papel de nitrocelulose em uma placa de ágar contendo o composto químico que ativa a expressão das proteínas fluorescentes.
As bactérias começam a brilhar e a mensagem pode ser lida.
O velho truque do antibiótico
E os pesquisadores ainda acrescentaram uma camada extra de segurança para a mensagem secreta.
Em algumas bactérias, eles inseriram genes que as tornam resistentes a determinados antibióticos. Estas bactérias resistentes são as responsáveis por levar a mensagem.
Contudo, as bactérias resistentes são misturadas no papel de nitrocelulose com outras bactérias igualmente capazes de apresentar a fluorescência, mas suscetíveis ao antibiótico.
Se a mensagem cair em mãos erradas, o espião até poderá ativar os genes da fluorescência, mas não conseguirá compreender a mensagem.
Já o destinatário correto, já de posse do antibiótico adequado, matará as bactérias camufladoras e poderá ler a mensagem.
Os cientistas batizaram sua técnica de SPAM (steganography by printed arrays of microbes: esteganografia por matrizes impressas de micróbios).
Bibliografia:
InfoBiology by printed arrays of microorganism colonies for timed and on-demand release of messages
Manuel A. Palacios, Elena Benito-Peña, Mael Manesse, Aaron D. Mazzeo, Christopher N. LaFratta, George M. Whitesides, David R. Walta
Proceedings of the National Academy of Sciences
September 26, 2011
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.1109554108
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=infobiologia-mensagem-secreta-bacterias&id=010150110927&ebol=sim
As mensagens secretas são escritas colocando as bactérias em linhas em uma estrutura de nitrocelulose e ágar, um meio de cultura para que as bactérias não morram.[Imagem: Manuel A. Palacios/Tufts University]
Infobiologia
Cientistas descobriram uma nova forma de codificar mensagens secretas usando bactérias.
Além de ser útil para os espiões, a nova técnica poderá ser usada por empresas para codificar identificadores em sementes, grãos e outros produtos de origem animal ou vegetal.
Tudo começou com o interesse em desenvolver formas de codificar mensagens secretas sem usar equipamentos eletrônicos.
Em 2010, David Walt e George Whitesides criaram um sistema primário desse tipo, que eles batizaram de infofusíveis, e que permitia também a transmissão do código cifrado:
Infofusíveis: dados são transmitidos quimicamente
Naquela época eles usaram sais. Mas seu colega Manuel Palacios teve a ideia de usar bactérias.
Código binário de bactérias
Os fusíveis foram substituídos por colônias de Escherichia coli, cada uma das quais recebeu um gene para codificar uma proteína fluorescente diferente - elas só emitem as cores quando o gene é ativado.
Os pesquisadores então criaram um código binário baseado em cores, cada "bit" sendo formado por um par de bactérias de cores diferentes.
As 7 colônias de bactérias fluorescentes permitem um total de 49 combinações, o suficiente para representar 26 letras e 23 outros caracteres alfanuméricos. [Imagem: Palacios et al./Pnas]
As 7 colônias lhes deram então um total de 49 combinações, o suficiente para representar 26 letras e 23 outros caracteres alfanuméricos.
As mensagens são escritas colocando as bactérias em linhas em uma estrutura de nitrocelulose e ágar, um meio de cultura para que as bactérias não morram.
Nesse momento, como os genes ainda não estão ativados, as bactérias são invisíveis.
Quando o destinatário recebe sua "mensagem bacteriana", tudo o que ele tem a fazer é pressionar o papel de nitrocelulose em uma placa de ágar contendo o composto químico que ativa a expressão das proteínas fluorescentes.
As bactérias começam a brilhar e a mensagem pode ser lida.
O velho truque do antibiótico
E os pesquisadores ainda acrescentaram uma camada extra de segurança para a mensagem secreta.
Em algumas bactérias, eles inseriram genes que as tornam resistentes a determinados antibióticos. Estas bactérias resistentes são as responsáveis por levar a mensagem.
Contudo, as bactérias resistentes são misturadas no papel de nitrocelulose com outras bactérias igualmente capazes de apresentar a fluorescência, mas suscetíveis ao antibiótico.
Se a mensagem cair em mãos erradas, o espião até poderá ativar os genes da fluorescência, mas não conseguirá compreender a mensagem.
Já o destinatário correto, já de posse do antibiótico adequado, matará as bactérias camufladoras e poderá ler a mensagem.
Os cientistas batizaram sua técnica de SPAM (steganography by printed arrays of microbes: esteganografia por matrizes impressas de micróbios).
Bibliografia:
InfoBiology by printed arrays of microorganism colonies for timed and on-demand release of messages
Manuel A. Palacios, Elena Benito-Peña, Mael Manesse, Aaron D. Mazzeo, Christopher N. LaFratta, George M. Whitesides, David R. Walta
Proceedings of the National Academy of Sciences
September 26, 2011
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.1109554108
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=infobiologia-mensagem-secreta-bacterias&id=010150110927&ebol=sim
Segundo satélite artificial cairá sobre a Terra em Outubro
Com informações da DLR e New Scientist - 25/09/2011
Os quatro espelhos, com 83 centímetros cada um, bem como toda a estrutura externa do telescópio ROSAT, deverão sobreviver inteiramente à reentrada na atmosfera.[Imagem: DLR]
Caindo inteiro
O satélite UARS caiu, felizmente, sem causar vítimas.
Mas vem aí um novo lixo espacial. E, desta vez, um com potencial para causar muitos danos, caso atinja alguma área habitada.
O telescópio espacial alemão ROSAT deverá cair no final de Outubro ou início de Novembro, segundo os melhores cálculos da DLR, a agência espacial alemã.
O grande problema, porém, é que o ROSAT foi construído de tal forma que ele deverá resistir à reentrada na atmosfera, não se queimando quase integralmente, como aconteceu com o UARS.
Por isso, e devido à sua órbita, a chance de fazer alguma vítima humana é de 1 em 2.000 - a chance do UARS atingir alguém era de 1 em 3.200.
Blindagem contra calor
O ROSAT (ROentgen SATellite) foi lançado em 1990 e atingiu o fim da sua vida útil em 1999. Ele é menor do que o UARS, pesando 2,4 toneladas.
Ele protagonizou descobertas importantes como, por exemplo, testes sobre uma teoria unificada da física.
Brasileiros participam da busca por teoria unificada da Física
O grande problema é que ele foi construído para observar raios X no espaço. Com isto, seus espelhos tiveram que ser fortemente blindados contra o calor, que poderia atrapalhar suas sensíveis observações.
Graças a essa blindagem, é praticamente certo que seus espelhos e praticamente toda a sua estrutura sobrevivam à reentrada.
E, como o UARS, o telescópio desativado não tem motores a bordo, que possam ser usados para comandar uma reentrada guiada. O resultado serão outros dias de expectativa.
"Até 30 destroços individuais, com uma massa de até 1,6 tonelada deverão atingir a superfície da Terra. O sistema óptico de raios X, com seus espelhos e um suporte mecânico feita com compósito reforçado com fibra de carbono - ou ao menos parte dele - deverão ser os componentes individuais mais pesados a atingir o solo," afirmou a DLR.
Queda de satélites
O momento de reentrada do ROSAT, assim como de qualquer outro lixo espacial, é determinado por dois fatores principais.
O primeiro é a geometria do objeto, que pode funcionar como um freio mais ou menos potente, acelerando ou retardando sua queda.
O segundo é o comportamento da própria atmosfera, que se expande e se contrai em reação à intensidade da atividade solar. Quanto mais densa a atmosfera, maior é o arrasto imposto sobre o objeto, que cai mais rápido.
Desta forma, conforme a atividade solar aumenta ao longo de seu ciclo de 11 anos, é maior o volume de lixo espacial que ameaça cair sobre a Terra.
Riscos do lixo espacial
E talvez seja com se acostumar com notícias desse tipo.
A maior incidência de quedas que está se verificando agora é resultado de uma intensa atividade espacial na década de 1990, com um número de lançamentos duas vezes maior do que a atual.
Os satélites lançados naquela época - que costumavam ser muito grandes - já atingiram ou estão se aproximando do final de sua vida útil.
Atualmente, há uma tendência para a construção de satélites menores, mais especializados.
Com isto, os futuros lixos espaciais que virão abaixo deverão ser menores, com maiores chances de se queimarem integralmente durante a reentrada.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=segundo-satelite-caira-terra&id=010130110925&ebol=sim
Os quatro espelhos, com 83 centímetros cada um, bem como toda a estrutura externa do telescópio ROSAT, deverão sobreviver inteiramente à reentrada na atmosfera.[Imagem: DLR]
Caindo inteiro
O satélite UARS caiu, felizmente, sem causar vítimas.
Mas vem aí um novo lixo espacial. E, desta vez, um com potencial para causar muitos danos, caso atinja alguma área habitada.
O telescópio espacial alemão ROSAT deverá cair no final de Outubro ou início de Novembro, segundo os melhores cálculos da DLR, a agência espacial alemã.
O grande problema, porém, é que o ROSAT foi construído de tal forma que ele deverá resistir à reentrada na atmosfera, não se queimando quase integralmente, como aconteceu com o UARS.
Por isso, e devido à sua órbita, a chance de fazer alguma vítima humana é de 1 em 2.000 - a chance do UARS atingir alguém era de 1 em 3.200.
Blindagem contra calor
O ROSAT (ROentgen SATellite) foi lançado em 1990 e atingiu o fim da sua vida útil em 1999. Ele é menor do que o UARS, pesando 2,4 toneladas.
Ele protagonizou descobertas importantes como, por exemplo, testes sobre uma teoria unificada da física.
Brasileiros participam da busca por teoria unificada da Física
O grande problema é que ele foi construído para observar raios X no espaço. Com isto, seus espelhos tiveram que ser fortemente blindados contra o calor, que poderia atrapalhar suas sensíveis observações.
Graças a essa blindagem, é praticamente certo que seus espelhos e praticamente toda a sua estrutura sobrevivam à reentrada.
E, como o UARS, o telescópio desativado não tem motores a bordo, que possam ser usados para comandar uma reentrada guiada. O resultado serão outros dias de expectativa.
"Até 30 destroços individuais, com uma massa de até 1,6 tonelada deverão atingir a superfície da Terra. O sistema óptico de raios X, com seus espelhos e um suporte mecânico feita com compósito reforçado com fibra de carbono - ou ao menos parte dele - deverão ser os componentes individuais mais pesados a atingir o solo," afirmou a DLR.
Queda de satélites
O momento de reentrada do ROSAT, assim como de qualquer outro lixo espacial, é determinado por dois fatores principais.
O primeiro é a geometria do objeto, que pode funcionar como um freio mais ou menos potente, acelerando ou retardando sua queda.
O segundo é o comportamento da própria atmosfera, que se expande e se contrai em reação à intensidade da atividade solar. Quanto mais densa a atmosfera, maior é o arrasto imposto sobre o objeto, que cai mais rápido.
Desta forma, conforme a atividade solar aumenta ao longo de seu ciclo de 11 anos, é maior o volume de lixo espacial que ameaça cair sobre a Terra.
Riscos do lixo espacial
E talvez seja com se acostumar com notícias desse tipo.
A maior incidência de quedas que está se verificando agora é resultado de uma intensa atividade espacial na década de 1990, com um número de lançamentos duas vezes maior do que a atual.
Os satélites lançados naquela época - que costumavam ser muito grandes - já atingiram ou estão se aproximando do final de sua vida útil.
Atualmente, há uma tendência para a construção de satélites menores, mais especializados.
Com isto, os futuros lixos espaciais que virão abaixo deverão ser menores, com maiores chances de se queimarem integralmente durante a reentrada.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=segundo-satelite-caira-terra&id=010130110925&ebol=sim
Tem smartphone com Android? Então proteja seu aparelho...
PC World/EUA
26-09-2011
(John P. Mello Jr.)
Em tempos em que um app é capaz de roubar dados pessoais em menos de um minuto, precauções tornam-se especialmente valiosas
Usuários de smartphones Android podem tomar algumas precauções de senso comum para proteger seus dados pessoais de roubo – um conselho importante, considerando que um desenvolvedor de apps afirmou saber como obter suas informações em menos de 60 segundos.
Loredana Botezatu, do BitDefender, uma empresa de software para cibersegurança, recomenda:
Nunca perca de vista seu smartphone quando estiver em público.
Caso empreste seu smartphone a alguém, mantenha-se atento ao que a pessoa está fazendo.
Instale software móvel antimalware em seu celular.
Não guarde informações relacionadas a seu trabalho em seu ceular a não seja que esteja criptografada.
Os conselhos servem de resposta a um desenvolvedor de apps classificado como “gray hat”, que liberou na Internet cinco ferramentas, supostamente para “fins de estudo”, que podem roubar tudo que há em seu smartphone em menos de um minuto.
Com base nas informações de pesquisadores de vírus da BitDefender, eis como as ferramentas funcionam.
Quando uma dessas ferramentas é carregada no smartphone da vítima, ela pode ser ativada remotamente pelo cibercriminoso. Uma vez ativada, ela envia um código de cinco dígitos ao celular do intruso e secretamente envia os contatos, as mensagens, as últimas chamadas e o histórico de navegação a uma área de desenvolvedor da Android Cloud. Depois de copiar os dados do celular, os apps se autodesinstalam – assim, as vítimas sequer saberão que foram espionadas.
Para obter os dados roubados, o criminoso precisaria apenas visitar seu espaço na nuvem, inserir o código de cinco dígitos gerados pela cópia do app malicioso e, por 5 dólares, baixar todos os dados clonados pelo software sinistro.
Em um revés irônico, o desenvolvedor postou um aviso em seu site informando aos usuários dos apps que, se eles não pagarem pelos dados que roubaram em até 24 horas após o roubo, todas as informações serão apagadas do site “sem qualquer respeito e por razões de segurança”. “Nem é preciso dizer... Esta afirmação não pode ser levada a sério de forma alguma”, alerta Botezatu.
Este último ataque a celulares Android é apenas um de muitos ocorridos este ano. De fato, os celulares são vistos como um alvo maduro para os hereges da tecnologia móvel. De acordo com um relatório publicado por uma empresa de cibersegurança em agosto, os ataques ao Android por escritores de malware saltou 76% em relação ao trimestre anterior, o que faz dele o sistema operacional móvel mais atacado do planeta.
Alguns dos malwares são de uma esperteza quase diabólica. Por exemplo, um app mau chamado Soundminer ouve conversas em um celular Android e é capaz de reconhecer quando os dados de cartão de crédito são ditados ao telefone. Depois de identificar o número, ele o extrai da conversa que foi gravada e o envia ao criminoso.
Ciberameaças como essas podem fazer com que alguns compradores de smartphone evitem escolher um aparelho Android, mas alguns observadores acreditam que os benefícios de um sistema aberto como o Android ultrapassa os de sistemas menos abertos e menos vulneráveis a ataques. “Ameaças existem em todo lugar”, escreveu JR Raphael na PC World/EUA. “A resposta não está em se isolar do mundo e sim em tomar precauções básicas.”
“Com a liberdade de escolha vem um pequeno nível de responsabilidade – e, falemos de smartphones ou da web, quase sempre o saldo final vale a pena”, acrescentou.
Fonte:http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/09/26/tem-smartphone-com-android-entao-proteja-seu-aparelho/
26-09-2011
(John P. Mello Jr.)
Em tempos em que um app é capaz de roubar dados pessoais em menos de um minuto, precauções tornam-se especialmente valiosas
Usuários de smartphones Android podem tomar algumas precauções de senso comum para proteger seus dados pessoais de roubo – um conselho importante, considerando que um desenvolvedor de apps afirmou saber como obter suas informações em menos de 60 segundos.
Loredana Botezatu, do BitDefender, uma empresa de software para cibersegurança, recomenda:
Nunca perca de vista seu smartphone quando estiver em público.
Caso empreste seu smartphone a alguém, mantenha-se atento ao que a pessoa está fazendo.
Instale software móvel antimalware em seu celular.
Não guarde informações relacionadas a seu trabalho em seu ceular a não seja que esteja criptografada.
Os conselhos servem de resposta a um desenvolvedor de apps classificado como “gray hat”, que liberou na Internet cinco ferramentas, supostamente para “fins de estudo”, que podem roubar tudo que há em seu smartphone em menos de um minuto.
Com base nas informações de pesquisadores de vírus da BitDefender, eis como as ferramentas funcionam.
Quando uma dessas ferramentas é carregada no smartphone da vítima, ela pode ser ativada remotamente pelo cibercriminoso. Uma vez ativada, ela envia um código de cinco dígitos ao celular do intruso e secretamente envia os contatos, as mensagens, as últimas chamadas e o histórico de navegação a uma área de desenvolvedor da Android Cloud. Depois de copiar os dados do celular, os apps se autodesinstalam – assim, as vítimas sequer saberão que foram espionadas.
Para obter os dados roubados, o criminoso precisaria apenas visitar seu espaço na nuvem, inserir o código de cinco dígitos gerados pela cópia do app malicioso e, por 5 dólares, baixar todos os dados clonados pelo software sinistro.
Em um revés irônico, o desenvolvedor postou um aviso em seu site informando aos usuários dos apps que, se eles não pagarem pelos dados que roubaram em até 24 horas após o roubo, todas as informações serão apagadas do site “sem qualquer respeito e por razões de segurança”. “Nem é preciso dizer... Esta afirmação não pode ser levada a sério de forma alguma”, alerta Botezatu.
Este último ataque a celulares Android é apenas um de muitos ocorridos este ano. De fato, os celulares são vistos como um alvo maduro para os hereges da tecnologia móvel. De acordo com um relatório publicado por uma empresa de cibersegurança em agosto, os ataques ao Android por escritores de malware saltou 76% em relação ao trimestre anterior, o que faz dele o sistema operacional móvel mais atacado do planeta.
Alguns dos malwares são de uma esperteza quase diabólica. Por exemplo, um app mau chamado Soundminer ouve conversas em um celular Android e é capaz de reconhecer quando os dados de cartão de crédito são ditados ao telefone. Depois de identificar o número, ele o extrai da conversa que foi gravada e o envia ao criminoso.
Ciberameaças como essas podem fazer com que alguns compradores de smartphone evitem escolher um aparelho Android, mas alguns observadores acreditam que os benefícios de um sistema aberto como o Android ultrapassa os de sistemas menos abertos e menos vulneráveis a ataques. “Ameaças existem em todo lugar”, escreveu JR Raphael na PC World/EUA. “A resposta não está em se isolar do mundo e sim em tomar precauções básicas.”
“Com a liberdade de escolha vem um pequeno nível de responsabilidade – e, falemos de smartphones ou da web, quase sempre o saldo final vale a pena”, acrescentou.
Fonte:http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/09/26/tem-smartphone-com-android-entao-proteja-seu-aparelho/
Manuscritos do Mar Morto podem ser vistos na internet
Por AE | Agência Estado – 14 horas atrás
Google anuncia site que reúne os cinco Manuscritos do Mar Morto (Foto: AFP)
Dois mil anos depois de terem sido escritos e décadas após terem sido encontrados em cavernas no deserto, alguns dos famosos Manuscritos do Mar Morto estão disponíveis na internet, por meio de um projeto lançado pelo Museu Nacional de Israel e pelo Google.
A disponibilização de cinco dos mais importantes manuscritos na internet é parte de uma ação mais ampla dos guardiães dos textos - que já foram criticados por permitirem que eles fossem monopolizados por pequenos círculos de acadêmicos - de torná-los acessíveis a todos por meio da rede.
Os manuscritos incluem o livro de Isaías, o manuscrito conhecido como "rolo do Templo" e mais outros três. Os internautas poderão pesquisar imagens em alta resolução, procurar passagens específicas, aproximar as imagens e traduzir versos para o inglês.
Os originais são mantidos num cofre no interior de um edifício em Jerusalém, construído especialmente para abrigar os manuscritos. O acesso a eles exige pelo menos três chaves diferentes, um cartão magnético e um código secreto.
Os cinco manuscritos estão entre os escritos comprados por pesquisadores israelenses entre 1947 e 1967 de vendedores de antiguidades. Os manuscritos foram encontrados por pastores beduínos no deserto da Judeia.
Acredita-se que os rolos com os escritos - considerados por muitos como a descoberta arqueológica mais significativa do século 20 - foram escritos ou coletados por uma seita judaica ascética que deixou Jerusalém e foi para o deserto 2 mil anos atrás e se estabeleceu em Qumran, mas margens do Mar Morto. As centenas de manuscritos que sobreviveram, em pedaços ou inteiros, em cavernas, trouxe informações sobre o desenvolvimento da bíblia judaica e as origens do cristianismo.
O processo de fotografar os escritos teve início no começo deste mês e envolveu ex-cientistas da Nasa. Uma câmera avançada de US$ 250 mil desenvolvida em Santa Barbara, na Califórnia, permitiu aos pesquisadores distinguir palavras e outros detalhes que não são vistos a olho nu.
O projeto deve estar concluído até 2016, quando quase todos os documentos estarão disponíveis na internet. A pesquisa pode ser feita no endereço http://dss.collections.imj.org.il/.
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/manuscritos-mar-morto-podem-ser-vistos-internet-201800237.html
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
'Ilha do Petróleo', no Rio, pode ser o maior centro de pesquisa do mundo
Complexo reúne laboratórios das 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, com investimentos de US$ 500 milhões.
Em área de 400 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, no Rio, que já vem sendo chamada de "ilha do petróleo", estão sendo construídos alguns dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor no mundo. O complexo agrega as 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, que já destinaram US$ 500 milhões ao projeto de
construção de laboratórios. A expectativa das empresas é, no mínimo, equiparar o polo do Rio ao da cidade texana de Houston, referência mundial e considerada atualmente "a capital do petróleo".
Maior aposta de crescimento da economia brasileira até 2020, a produção de petróleo no pré-sal é o centro de atração dos projetos tecnológicos. O complexo do Fundão terá prédios futuristas no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no entorno do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes), já considerado de excelência em projetos de prospecção em águas profundas.
A principal vantagem apontada por técnicos é que, diferentemente de Houston, onde as empresas ficam afastadas, no Parque Tecnológico do Rio estarão concentradas. "Esse tipo de concentração traz oportunidade única no mundo. É uma intensa troca de inovação e experiência, voltada especificamente para desenvolver a melhor e mais ampla tecnologia para o pré-sal", sintetiza Maurício Guedes, presidente do Parque Tecnológico. O complexo vem sendo construído aos poucos. Deve estar operando integralmente a partir de 2013. "Certamente veremos um salto de qualidade na engenharia de projetos dentro de quatro ou cinco anos", estima.
Hoje, a tecnologia usada para explorar o pré-sal da Bacia de Santos é a mesma desenvolvida para o pós-sal. A produção ainda é considerada experimental. Distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade superior a sete mil metros, o óleo dos reservatórios abaixo da camada de sal na Bacia de Santos possui particularidades que exigem outra concepção.
Sem manutenção - O engenheiro Carlos Thadeu Fraga, presidente do Cenpes, diz que a meta da companhia para a exploração das áreas é eliminar a necessidade de plataformas de superfície e colocar toda tecnologia de separação do óleo e da água, bem como o processamento, em cápsulas submarinas resistentes ao desgaste do sal e com capacidade
para operar por 20 anos sem necessidade de manutenção.
Essas plantas funcionarão movidas por geradores elétricos submarinos que bombearão petróleo e gás, por dutos no fundo do Atlântico, para estações coletoras a centenas de quilômetros de distância. "A planta instalada na superfície exige energia para puxar o petróleo do fundo do mar, além de injetar água para pressionar a expulsão deste óleo de seus reservatórios. Se a planta desce para o fundo, eliminamos a necessidade de gerar energia por um percurso de três mil metros de água, com elevada instabilidade. Este é o principal desafio mundial hoje", afirmou Roberto Leite, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Chemtech, braço da alemã Siemens para engenharia e TI, instalada no Parque Tecnológico.
Exemplo - Até hoje a instalação de equipamentos de produção no fundo do mar possui como maior exemplo a tentativa da plataforma de Perdido, da Shell, que teve custo aproximado de US$ 3 bilhões, no Golfo do México. A unidade foi montada sobre um cilindro de aço flutuante na mesma distância da costa que o pré-sal de Santos. A automação é completa e os dados da unidade são analisados de uma base de engenheiros em New Orleans.
Considerada uma nova fronteira na exploração e produção, a experiência terá que ser superada, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele afirma que o elevado custo poderia inviabilizar a operação do pré-sal. Hoje, a Petrobrás
sustenta o valor de US$ 40 por barril como mínimo necessário para garantir a extração.
"Considerando que o petróleo mais recente no mundo foi apresentado a um custo viável
de US$ 70 por barril, o nosso está bastante adequado", diz o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. Para ele, cada US$1 reduzido no custo exploratório e de desenvolvimento é comemorado. Desde a descoberta das reservas a Petrobrás conseguiu, com novas tecnologias, reduzir de US$240 milhões para US$ 60 milhões o custo de perfuração de um poço.
A produtividade de cada poço também contribuiu para a redução. Uma plataforma flutuante FPSO, estruturada para ser conectada a 30 poços, com produção de cinco mil barris em cada um, teve que ser revista para uma quantidade menor de poços, já que o primeiro tem rendido média de 20 mil barris por dia.
(O Estado de São Paulo - 25/9)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79431
Em área de 400 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, no Rio, que já vem sendo chamada de "ilha do petróleo", estão sendo construídos alguns dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor no mundo. O complexo agrega as 16 principais multinacionais de tecnologia do setor, que já destinaram US$ 500 milhões ao projeto de
construção de laboratórios. A expectativa das empresas é, no mínimo, equiparar o polo do Rio ao da cidade texana de Houston, referência mundial e considerada atualmente "a capital do petróleo".
Maior aposta de crescimento da economia brasileira até 2020, a produção de petróleo no pré-sal é o centro de atração dos projetos tecnológicos. O complexo do Fundão terá prédios futuristas no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e no entorno do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes), já considerado de excelência em projetos de prospecção em águas profundas.
A principal vantagem apontada por técnicos é que, diferentemente de Houston, onde as empresas ficam afastadas, no Parque Tecnológico do Rio estarão concentradas. "Esse tipo de concentração traz oportunidade única no mundo. É uma intensa troca de inovação e experiência, voltada especificamente para desenvolver a melhor e mais ampla tecnologia para o pré-sal", sintetiza Maurício Guedes, presidente do Parque Tecnológico. O complexo vem sendo construído aos poucos. Deve estar operando integralmente a partir de 2013. "Certamente veremos um salto de qualidade na engenharia de projetos dentro de quatro ou cinco anos", estima.
Hoje, a tecnologia usada para explorar o pré-sal da Bacia de Santos é a mesma desenvolvida para o pós-sal. A produção ainda é considerada experimental. Distante 300 quilômetros da costa e a uma profundidade superior a sete mil metros, o óleo dos reservatórios abaixo da camada de sal na Bacia de Santos possui particularidades que exigem outra concepção.
Sem manutenção - O engenheiro Carlos Thadeu Fraga, presidente do Cenpes, diz que a meta da companhia para a exploração das áreas é eliminar a necessidade de plataformas de superfície e colocar toda tecnologia de separação do óleo e da água, bem como o processamento, em cápsulas submarinas resistentes ao desgaste do sal e com capacidade
para operar por 20 anos sem necessidade de manutenção.
Essas plantas funcionarão movidas por geradores elétricos submarinos que bombearão petróleo e gás, por dutos no fundo do Atlântico, para estações coletoras a centenas de quilômetros de distância. "A planta instalada na superfície exige energia para puxar o petróleo do fundo do mar, além de injetar água para pressionar a expulsão deste óleo de seus reservatórios. Se a planta desce para o fundo, eliminamos a necessidade de gerar energia por um percurso de três mil metros de água, com elevada instabilidade. Este é o principal desafio mundial hoje", afirmou Roberto Leite, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da Chemtech, braço da alemã Siemens para engenharia e TI, instalada no Parque Tecnológico.
Exemplo - Até hoje a instalação de equipamentos de produção no fundo do mar possui como maior exemplo a tentativa da plataforma de Perdido, da Shell, que teve custo aproximado de US$ 3 bilhões, no Golfo do México. A unidade foi montada sobre um cilindro de aço flutuante na mesma distância da costa que o pré-sal de Santos. A automação é completa e os dados da unidade são analisados de uma base de engenheiros em New Orleans.
Considerada uma nova fronteira na exploração e produção, a experiência terá que ser superada, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ele afirma que o elevado custo poderia inviabilizar a operação do pré-sal. Hoje, a Petrobrás
sustenta o valor de US$ 40 por barril como mínimo necessário para garantir a extração.
"Considerando que o petróleo mais recente no mundo foi apresentado a um custo viável
de US$ 70 por barril, o nosso está bastante adequado", diz o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. Para ele, cada US$1 reduzido no custo exploratório e de desenvolvimento é comemorado. Desde a descoberta das reservas a Petrobrás conseguiu, com novas tecnologias, reduzir de US$240 milhões para US$ 60 milhões o custo de perfuração de um poço.
A produtividade de cada poço também contribuiu para a redução. Uma plataforma flutuante FPSO, estruturada para ser conectada a 30 poços, com produção de cinco mil barris em cada um, teve que ser revista para uma quantidade menor de poços, já que o primeiro tem rendido média de 20 mil barris por dia.
(O Estado de São Paulo - 25/9)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79431
O alto custo da energia de Angra 3
Artigo de Joaquim Francisco de Carvalho e Ildo Luís Sauer publicado no jornal O Globo de hoje (26).
O custo da energia produzida em uma usina nuclear inclui a amortização do capital, o custo do combustível, os custos de administração dos rejeitos de baixa e média atividade, as despesas de descontaminação e desativação da usina ao cabo de sua vida útil e, ainda, a deposição final dos rejeitos de alta atividade. No caso de Angra 3, para se calcular o verdadeiro custo de sua produção, deve-se, evidentemente, incluir o valor do investimento já realizado no projeto, o qual, referido a valores de hoje, monta a R$1,2 bilhão.
Há muito otimismo nas previsões de custos de usinas nucleares. Nos Estados Unidos, por exemplo, as usinas implantadas entre 1966 e 1986 tiveram, em média, custos 200% acima do previsto (CBO - Congressional Budget Office, 2008, "Nuclear power"s rôle in generating Electricity", May 2nd, 2008).
E os PWRs de nova geração que a empresa francêsa Areva está construindo na Finlândia, por exemplo, já estão custando o dobro do que foi estimado antes do começo da obra (Rienstra, A., "Splitting the atom costs double in Finland - Energy, Finance and Business Finland", Sep, 16, 2008). Assinale-se que é a mesma Areva que, em associação com a Eletronuclear, será responsável pela obra de Angra 3.
O governo brasileiro destinou recursos no montante de R$10 bilhões para a conclusão da obra, sem incluir os juros durante a construção. A este valor deve ser somada a quantia de R$1,2 bilhão, correspondente ao que já foi investido na obra, sem considerar os custos financeiros.
Nos cálculos que resumimos a seguir, admitimos que Angra 3 será construída em 66 meses e que o BNDES financiará 70% de seu custo, a juros de 7,5% ao ano (TJLP + 1%), entrando os 30% restantes como equity (entre 8% e 12% a.a). Admitimos, também, que o custo do combustível será igual ao de Angra 2, isto é, R$12/MWh.
Estima-se que, no Brasil, o descomissionamento de uma usina nuclear implicará futuros investimentos de, no mínimo, R$800 por kW elétrico instalado, o que, somado ao que será gasto na administração dos rejeitos de baixa e média atividades e na deposição final dos rejeitos de alta atividade, poderá incidir com algo em torno de R$3/MWh na tarifa de geração, ao longo da vida útil da usina.
Efetuando os cálculos com base nestas premissas, vê-se que o investimento de capital na obra de Angra 3 será de R$19,5 bilhões, resultando daí custos anuais de R$2,5 bilhões (incluindo anuidade para a recuperação do capital, seguros, manutenção, despesas com pessoal, encargos trabalhistas etc.).
Admitindo-se, com otimismo, que Angra 3 opere a plena capacidade durante 7.450 horas por ano e, também com otimismo, que o custo do combustível tenha uma incidência de R$12/MWh no custo final, conclui-se que a energia gerada em Angra 3 custará R$190/MWh. Para comparar, a energia eólica, cujo potencial de geração no Brasil é muito superior ao do urânio, foi negociada a R$100/MWh no leilão realizado em agosto passado.
Joaquim Francisco de Carvalho foi diretor industrial da Nuclen (atual Eletronuclear) e é pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo. Ildo Luís Sauer foi diretor de Gás e Energia da Petrobras e é diretor do IEE.
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79427
O custo da energia produzida em uma usina nuclear inclui a amortização do capital, o custo do combustível, os custos de administração dos rejeitos de baixa e média atividade, as despesas de descontaminação e desativação da usina ao cabo de sua vida útil e, ainda, a deposição final dos rejeitos de alta atividade. No caso de Angra 3, para se calcular o verdadeiro custo de sua produção, deve-se, evidentemente, incluir o valor do investimento já realizado no projeto, o qual, referido a valores de hoje, monta a R$1,2 bilhão.
Há muito otimismo nas previsões de custos de usinas nucleares. Nos Estados Unidos, por exemplo, as usinas implantadas entre 1966 e 1986 tiveram, em média, custos 200% acima do previsto (CBO - Congressional Budget Office, 2008, "Nuclear power"s rôle in generating Electricity", May 2nd, 2008).
E os PWRs de nova geração que a empresa francêsa Areva está construindo na Finlândia, por exemplo, já estão custando o dobro do que foi estimado antes do começo da obra (Rienstra, A., "Splitting the atom costs double in Finland - Energy, Finance and Business Finland", Sep, 16, 2008). Assinale-se que é a mesma Areva que, em associação com a Eletronuclear, será responsável pela obra de Angra 3.
O governo brasileiro destinou recursos no montante de R$10 bilhões para a conclusão da obra, sem incluir os juros durante a construção. A este valor deve ser somada a quantia de R$1,2 bilhão, correspondente ao que já foi investido na obra, sem considerar os custos financeiros.
Nos cálculos que resumimos a seguir, admitimos que Angra 3 será construída em 66 meses e que o BNDES financiará 70% de seu custo, a juros de 7,5% ao ano (TJLP + 1%), entrando os 30% restantes como equity (entre 8% e 12% a.a). Admitimos, também, que o custo do combustível será igual ao de Angra 2, isto é, R$12/MWh.
Estima-se que, no Brasil, o descomissionamento de uma usina nuclear implicará futuros investimentos de, no mínimo, R$800 por kW elétrico instalado, o que, somado ao que será gasto na administração dos rejeitos de baixa e média atividades e na deposição final dos rejeitos de alta atividade, poderá incidir com algo em torno de R$3/MWh na tarifa de geração, ao longo da vida útil da usina.
Efetuando os cálculos com base nestas premissas, vê-se que o investimento de capital na obra de Angra 3 será de R$19,5 bilhões, resultando daí custos anuais de R$2,5 bilhões (incluindo anuidade para a recuperação do capital, seguros, manutenção, despesas com pessoal, encargos trabalhistas etc.).
Admitindo-se, com otimismo, que Angra 3 opere a plena capacidade durante 7.450 horas por ano e, também com otimismo, que o custo do combustível tenha uma incidência de R$12/MWh no custo final, conclui-se que a energia gerada em Angra 3 custará R$190/MWh. Para comparar, a energia eólica, cujo potencial de geração no Brasil é muito superior ao do urânio, foi negociada a R$100/MWh no leilão realizado em agosto passado.
Joaquim Francisco de Carvalho foi diretor industrial da Nuclen (atual Eletronuclear) e é pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo. Ildo Luís Sauer foi diretor de Gás e Energia da Petrobras e é diretor do IEE.
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79427
Uma nova concepção para ensinar exatas
Artigo de Paulo Blikstein publicado na Folha de São Paulo de domingo (25).
Nos Estados Unidos, dos 3,7 milhões que entraram na primeira série em 1984, só 20% declararam interesse em carreiras em ciências exatas na sétima série, e 4,5% se formaram nessa área. Agora, o governo americano percebeu o óbvio e tenta remediá-lo: a escola afasta os jovens das carreiras científicas. O ensino de ciências exatas nos EUA, como no Brasil, é uma longa preparação para a graduação nessas áreas, ignorando que só 5% vão cursá-las. Fazemos dele uma aborrecida sequência de tópicos sem utilidade ou função cognitiva.
Os alunos nunca fazem ciência ou engenharia de verdade, nunca se aventuram em descobrir algo novo ou resolver um problema real; aprendem só o "básico", que, em grande parte, ignora os avanços científicos dos últimos 50 anos. O resultado é que 80% não se identificam com as ciências exatas já na sétima série - época em que se forma a identidade intelectual da criança.
Um novo tipo de currículo ao mesmo tempo beneficiaria os que não serão engenheiros, já que terão uma experiência positiva com as exatas e não serão adultos com medo de matemática, e aumentaria o número de crianças interessadas em carreiras nos campos da ciência e da engenharia.
O erro é achar que a ciência e a matemática são pré-requisitos para a invenção; na verdade, histórica e cognitivamente, essas disciplinas são simultâneas à invenção. A história da ciência mostra que ela não avança no vácuo, mas sim para resolver problemas reais. É esse o motor cognitivo e motivacional que move o inventor, o cientista e, é claro, o aluno.
Além disso, mesmo um "mau" aluno em matemática pode ser um ótimo engenheiro. A engenharia está cada vez mais próxima do design e mais longe do modelo calculista. Os computadores fazem a "matemática" da engenharia, deixando para o profissional o trabalho criativo. Os currículos mais avançados do mundo estão substituindo habilidades aritméticas e memorização por modelagem matemática e resolução de problemas complexos.
Nossas escolas têm quadras para as aulas de educação física e bibliotecas para estimular a leitura, mas não instituímos um lugar para ensinar invenção, tecnologia e criatividade. É preciso um espaço apropriado para tanto. Em Stanford, criei o projeto FabLab@School: são laboratórios de invenção nas escolas, espaços permanentes, com professores especialmente treinados e materiais didáticos especializados.
Esses laboratórios contam com equipamentos de última geração, com a ajuda dos quais alunos criam projetos de engenharia e teorias científicas, colaborando com colegas espalhados pelo planeta. São lugares projetados para atrair todos os alunos, não exclusivamente os que já nutrem um pendor pelas ciências exatas.
O que escolhemos ensinar nas escolas é só uma parte do conhecimento existente. Teoricamente, ensina-se o que a sociedade acha mais importante, mas o que de fato sobrevive no currículo é o que é fácil de ser medido com provas e o que funciona com aula expositiva. As vítimas são a ciência e a tecnologia, que só são devidamente aprendidas quando os alunos trabalham em projetos, fora da aula tradicional.
Se não percebermos que o que precisamos ensinar no século 21 não se encaixa nesse modelo, ficaremos prisioneiros dos conteúdos que são ensináveis dentro dos limites dele - como algoritmos de aritmética hoje tão úteis como saber ler um relógio de sol. Sem um lugar e alguns cursos especiais para a invenção e a criatividade, não se desenvolve o entusiasmo pela engenharia. E sem ele, há pouca esperança de que tenhamos mais engenheiros no século 21.
Paulo Blikstein é professor na Universidade Stanford.
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79424
Nos Estados Unidos, dos 3,7 milhões que entraram na primeira série em 1984, só 20% declararam interesse em carreiras em ciências exatas na sétima série, e 4,5% se formaram nessa área. Agora, o governo americano percebeu o óbvio e tenta remediá-lo: a escola afasta os jovens das carreiras científicas. O ensino de ciências exatas nos EUA, como no Brasil, é uma longa preparação para a graduação nessas áreas, ignorando que só 5% vão cursá-las. Fazemos dele uma aborrecida sequência de tópicos sem utilidade ou função cognitiva.
Os alunos nunca fazem ciência ou engenharia de verdade, nunca se aventuram em descobrir algo novo ou resolver um problema real; aprendem só o "básico", que, em grande parte, ignora os avanços científicos dos últimos 50 anos. O resultado é que 80% não se identificam com as ciências exatas já na sétima série - época em que se forma a identidade intelectual da criança.
Um novo tipo de currículo ao mesmo tempo beneficiaria os que não serão engenheiros, já que terão uma experiência positiva com as exatas e não serão adultos com medo de matemática, e aumentaria o número de crianças interessadas em carreiras nos campos da ciência e da engenharia.
O erro é achar que a ciência e a matemática são pré-requisitos para a invenção; na verdade, histórica e cognitivamente, essas disciplinas são simultâneas à invenção. A história da ciência mostra que ela não avança no vácuo, mas sim para resolver problemas reais. É esse o motor cognitivo e motivacional que move o inventor, o cientista e, é claro, o aluno.
Além disso, mesmo um "mau" aluno em matemática pode ser um ótimo engenheiro. A engenharia está cada vez mais próxima do design e mais longe do modelo calculista. Os computadores fazem a "matemática" da engenharia, deixando para o profissional o trabalho criativo. Os currículos mais avançados do mundo estão substituindo habilidades aritméticas e memorização por modelagem matemática e resolução de problemas complexos.
Nossas escolas têm quadras para as aulas de educação física e bibliotecas para estimular a leitura, mas não instituímos um lugar para ensinar invenção, tecnologia e criatividade. É preciso um espaço apropriado para tanto. Em Stanford, criei o projeto FabLab@School: são laboratórios de invenção nas escolas, espaços permanentes, com professores especialmente treinados e materiais didáticos especializados.
Esses laboratórios contam com equipamentos de última geração, com a ajuda dos quais alunos criam projetos de engenharia e teorias científicas, colaborando com colegas espalhados pelo planeta. São lugares projetados para atrair todos os alunos, não exclusivamente os que já nutrem um pendor pelas ciências exatas.
O que escolhemos ensinar nas escolas é só uma parte do conhecimento existente. Teoricamente, ensina-se o que a sociedade acha mais importante, mas o que de fato sobrevive no currículo é o que é fácil de ser medido com provas e o que funciona com aula expositiva. As vítimas são a ciência e a tecnologia, que só são devidamente aprendidas quando os alunos trabalham em projetos, fora da aula tradicional.
Se não percebermos que o que precisamos ensinar no século 21 não se encaixa nesse modelo, ficaremos prisioneiros dos conteúdos que são ensináveis dentro dos limites dele - como algoritmos de aritmética hoje tão úteis como saber ler um relógio de sol. Sem um lugar e alguns cursos especiais para a invenção e a criatividade, não se desenvolve o entusiasmo pela engenharia. E sem ele, há pouca esperança de que tenhamos mais engenheiros no século 21.
Paulo Blikstein é professor na Universidade Stanford.
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79424
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