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quinta-feira, 19 de abril de 2012

UM NOVO PORTAL DE LIVROS ACADÊMICOS GRATUITOS






SciELO lança site que disponibiliza obras em Creative Commons.

Mais de 200 livros acadêmicos estão disponibilizados em um novo portal lançado pela SciELO Brasil. 
A biblioteca disponibilizará livros publicados por editoras de universidades. O portal já tem 200 títulos publicados pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz.

Cultura contemporânea, identidades e sociabilidades: olhares sobre corpo, mídia e novas tecnologias, com organização de Ana Lúcia de Castro, é um dos livros disponibilizados


“Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa, à Agência Fapesp.

O objetivo é disponibilizar entre 300 e 500 livros por ano.
As obras podem ser baixadas integralmente em PDF sob uma licença Creative Commons. 
Conheça: http://books.scielo.org/

UNICAMP COMEÇA A DISPONIBILIZAR AULAS VIA INTERNET




Ensino superior público

A exemplo do que já fazem as maiores universidades do mundo, a Unicamp começou a gravar e disponibilizar aulas, que poderão ser assistidas por qualquer pessoa por meio da internet.

A gravação das primeiras aulas foi feita pela Univesp TV, canal digital da TV Cultura de São Paulo.

Em seu site no Youtube, a Univesp disponibilizou um programa-piloto com os conteúdos das aulas de Cálculo 1 (1, 5, 6 e 7) e de Física 1 (que reúne os programas 1 a 4) - as disciplinas de maior demanda pelos alunos da instituição.

A intenção é, segundo o pró-reitor de Graduação da Unicamp, Marcelo Knobel, ampliar as oportunidades de estudo de graduandos desta e de outras universidades brasileiras.

"Ofertamos um novo tipo de acesso às aulas com vistas à expansão do ensino superior público", informa.

Aulas na internet em português

Knobel comenta que a geração de conteúdos será feita regularmente e envolve um convênio entre a Unicamp e a Univesp para filmar e disponibilizar cursos completos via Internet.

"No país, há poucas oportunidades dessas, de cursos formatados em português", afirmou.

As aulas poderão também ser acessadas brevemente no OpenCourseWare (OCW), um portal que hospeda conteúdos educacionais em formato digital, originários de disciplinas de cursos de graduação e oferecidos à comunidade gratuitamente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Nanofábrica produzirá medicamentos dentro do corpo humano


Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2012

Nanofábrica produz medicamentos dentro do próprio corpo
Este é o resultado do processo de nanofabricação, que ocorreu no interior do organismo de camundongos, mas que brevemente poderá estar funcionando a pleno vapor dentro de você.[Imagem: Avi Schroeder]
Além da Viagem Fantástica
Os conceitos de nanofábricas ebiofábricas estão deixando as mentes dos visionários e as pranchetas dos projetistas e virando instrumentos do mundo real.
Nanofábricas já produziam nanocápsulas para medicamentos, mas agora elas estão começando a sintetizar os próprios medicamentos e vacinas.
E, em alguns casos, a realidade parece ter superado a ficção.
Nestes casos, é sempre lembrado o clássico Viagem Fantástica, que previa robôs capazes de entrar no corpo humano para curar doenças.
Já existem alguns protótipos demicrorrobôs médicos e até de umnanorrobô que pretende substituir o sangue humano, o que tem levado os cientistas a afirmarem que osmicrorrobôs estão quase prontos para atuar no corpo humano.
Mas uma equipe de pesquisadores mudou o enfoque e, em vez de criar um robô para entrar no corpo humano, levou a fábrica inteira lá para dentro.
Nanofábrica dentro do corpo humano
Avi Schroeder e seus colegas do MIT criaram um processo de nanofabricação que funciona inteiramente dentro do corpo humano, acionado por luz, fabricando o medicamento já no local de sua aplicação.
Medicamentos à base de proteínas tem-se mostrado promissores no tratamento do câncer, mas eles são difíceis de aplicar porque o próprio corpo geralmente quebra as proteínas antes que elas cheguem ao seu destino.
Para contornar esse obstáculo, os pesquisadores desenvolveram um novo tipo de nanopartícula que é capaz de sintetizar as proteínas sob demanda, depois que essas nanopartículas já estiveram no interior do corpo humano.
Uma vez que estas "fábricas de proteínas" atinjam o local do corpo a ser tratado, os médicos podem ativar a síntese das proteínas disparando sobre elas um raio de luz ultravioleta.
As nanofábricas poderão ser usadas para produzir, por um lado, pequenas proteínas que matam células cancerosas e, por outro, proteínas maiores, como anticorpos, que desencadeiam ações do sistema imunológico para que estes ataquem a doença.
Nanofábrica produz medicamentos dentro do próprio corpo
Esta é a nanofábrica, uma nanopartícula capaz de sintetizar proteínas específicas sob a ação da luz ultravioleta. [Imagem: Avi Schroeder]
Nanofábrica
"Esta é a primeira prova de conceito de que é possível realmente sintetizar novos compostos a partir de matérias-primas inertes no interior do corpo humano," disse Schroeder.
A equipe de Schroeder projetou as nanopartículas para que elas se automontem a partir de uma mistura que inclui lipídeos - que formam a camada exterior da partícula - além dos ribossomos, aminoácidos e enzimas necessárias para a síntese das proteínas que se pretende fabricar.
Também estão incluídos na mistura sequências de DNA para as proteínas desejadas.
O DNA é preso por um composto químico chamado DMNPE, que se liga a ele de forma reversível. Este composto libera o DNA quando é exposto à luz ultravioleta.
Neste estudo, as nanofábricas foram programadas para produzir ou proteína verde fluorescente (GFP) ou luciferase, ambas facilmente detectáveis.
Os testes em camundongos mostraram que as partículas produziram as proteínas corretas quando receberam a luz infravermelha.
Bibliografia:

Remotely-activated protein-producing nanoparticles
Avi Schroeder, Michael Goldberg, Christian Kastrup, Christopher Gerard Levins, Robert S. Langer, Daniel G. Anderson
NanoLetters
Vol.: Just Accepted Manuscript
DOI: 10.1021/nl2036047

Criado primeiro link de comunicação quântica


Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/04/2012

Criado primeiro link de comunicação quântica
Átomos formam os nós de uma rede quântica na qual a informação é transmitida por fótons individuais através de cabos de fibra óptica. [Imagem: Andreas Neuzner/MPQ]
Rede quântica
Cientistas alemães demonstraram na prática o primeiro link de comunicação quântica de "longa distância".
Embora a rede demonstrada seja primária, com apenas dois nós, o experimento demonstra que a tecnologia atual já é capaz de viabilizar comunicações quânticas usando os tradicionais cabos de fibras ópticas.
Redes quânticas podem ser usadas não apenas para a transmissão de dados em altíssima velocidade, com uma largura de banda impensável para os padrões atuais, como também pode fazer isso com uma segurança quase absoluta.
E elas também podem ter usos mais fundamentais, como na criação desimuladores quânticos para estudar fenômenos físicos de qualquer natureza.
Stephan Ritter e seus colegas do Instituto Max Planck construíram uma rede que acopla dois átomos individuais, que representam dois nós de uma rede.
Teoricamente, a rede pode crescer à vontade, apenas acrescentando novos átomos como nós adicionais.
Nó atômico
Um átomo individual é a menor memória possível para a informação quântica, e os fótons individuais são os melhores mensageiros para trocar essas informações entre os átomos.
Contudo, a transferência eficiente da informação entre um átomo e um fóton exige uma forte interação entre os dois, o que não se pode obter com átomos no espaço livre.
Para funcionar como nós de uma rede quântica, os átomos são aprisionados em cavidades ópticas - dois espelhos altamente reflexivos, colocados a uma curta distância um do outro.
Quando um fóton entra nessa cavidade, ele é refletido pelo espelho milhares de vezes, o que garante seu acoplamento com o átomo-memória.
Criado primeiro link de comunicação quântica
A troca de informações entre um átomo e um fóton baseou-se em feitos anteriores da mesma equipe, que construiu uma memória atômica e depois criou um transístor quântico com transparência induzida por luz. [Imagem: Gerhard Rempe]
Comunicação quântica
Foram vários desafios para demonstrar o funcionamento da rede quântica: primeiro, o átomo tinha que ser mantido dentro da cavidade óptica pelo tempo suficiente, o que foi realizado com a ajuda de feixes de laser precisamente ajustados.
Em segundo lugar, foi preciso garantir que o átomo emitisse apenas um fóton de cada vez.
Depois, foi preciso provar que o sistema funciona como uma interface perfeita para armazenar a informação codificada em um único fóton.
Finalmente, foi necessário conectar dois desses nós de rede quântica, trocar informações usando cada fóton individual, aferir que a informação estava chegando com alta eficiência e, mais importante, que a informação estava chegando corretamente.
Tudo isto foi demonstrado em um experimento onde cada nó da rede quântica ficou em um laboratório vizinho do outro, a 21 metros de distância, conectados por um cabo de fibra óptica de 60 metros de comprimento.
Como a rede quântica funciona
Redes quânticas apresentam propriedades peculiares, não encontradas nas redes clássicas.
Isto se deve ao comportamento fundamentalmente diferente da informação que é trocada: enquanto um bit clássico representa 1 ou 0, um bit quântico pode assumir os dois valores ao mesmo tempo, um fenômeno chamado "superposição coerente". Uma medição, no entanto, faz o qubit colapsar para um dos dois valores.
No átomo-memória, a informação quântica é codificada em uma superposição coerente de dois níveis de energia.
Quando o átomo no nó A emite um fóton, estimulado por um pulso de luz de umlaser de controle, o seu estado quântico é mapeado no estado de polarização do fóton.
Através da fibra óptica, o fóton atinge o nó B, onde ele é absorvido. Durante este processo, o estado quântico originalmente preparado no átomo A é transferido para o átomo no nó B.
Como resultado, A é capaz de receber o próximo fóton, enquanto B está pronto para enviar a informação armazenada de volta para o nó A ou para qualquer outro nó da rede.
Criado primeiro link de comunicação quântica
Diagrama esquemático do funcionamento do primeiro protótipo de uma rede quântica. [Imagem: Ritter et al./Nature]
É esta característica simétrica e reversível que torna o sistema escalável para configurações arbitrárias de rede, consistindo de múltiplos nós de átomos individuais.
"Nós conseguimos provar que estados quânticos podem ser transferidos muito melhor do que seria possível com qualquer rede clássica," afirmou o Dr. Ritter.
Internet quântica e teletransporte
Em outro passo do experimento, os cientistas conseguiram gerar um entrelaçamento quântico entre os dois nós da rede.
O entrelaçamento, ou emaranhamento, é uma característica única para objetos quânticos, que os conecta de forma que suas propriedades ficam fortemente correlacionadas, não importando o quão longe eles sejam separados no espaço.
"Nós construímos o primeiro protótipo de uma rede quântica", comemora Ritter. "Conseguimos fazer a troca reversível de informação quântica entre os nós. Além disso, podemos gerar o entrelaçamento remoto entre os dois nós e mantê-lo por cerca de 100 microssegundos, enquanto a geração do entrelaçamento leva apenas cerca de um microssegundo."
Mostrando o potencial para a otimização da rede quântica, basta lembrar que, no final do ano passado, uma equipe da Dinamarca conseguiu preservar o entrelaçamento quântico por até uma hora:
O entrelaçamento de dois sistemas separados por uma distância grande é um fenômeno fascinante por si mesmo, mas também pode servir como um recurso para o teletransporte de informações quânticas.
"Um dia, isso pode não apenas tornar possível transmitir informações quânticas a distâncias muito grandes, mas também permitir uma internet inteiramente quântico," prevê Ritter.
Bibliografia:

An elementary quantum network of single atoms in optical cavities
Stephan Ritter, Christian Nolleke, Carolin Hahn, Andreas Reiserer, Andreas Neuzner, Manuel Uphoff, Martin Mucke, Eden Figueroa, Joerg Bochmann, Gerhard Rempe
Nature
Vol.: 484, 195-200
DOI: 10.1038/nature11023

Conheça o super iate com desenho espacial


Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/04/2012

Conheça o super iate Adastra
O desenho "espacial" do Adastra impressiona, qualquer que seja o ângulo do qual ele seja visto. [Imagem: John Shuttleworth]
Trimarã
Depois de quatro anos desafiando os engenheiros a encontrar soluções que permitissem sua construção, o super iate Adastra foi colocado na água pela primeira vez.
Projetado pela empresa de arquitetura e design John Shuttleworth, o barco é um trimarã de 42,5 metros projetado para levar nove passageiros, auxiliados por cinco tripulantes.
Foi necessária a participação de pelo menos três empresas de engenharia para finalizar os cálculos estruturais que permitiram a construção do barco, o que foi feito em Zhuhai, na China.
Foi necessário também desenvolver um modelo de computador para simular as cargas de impacto lateral, a força do impacto das ondas e o efeito torsional da navegação sobre toda a estrutura, devido ao seu aspecto quase "espacial".
Conheça o super iate Adastra
Foi necessário desenvolver um novo modelo de computador para fazer os cálculos estruturais do barco. [Imagem: John Shuttleworth]
Super materiais
O "chassi" do barco foi feito de fibra de carbono com um núcleo de um polímero especial em forma de favos de mel, chamado Nomex™.
O casco é formado por um sanduíche de Kevlar™ e fibra de vidro.
Para reduzir o peso, praticamente todo o interior do Adastra teve que ser feito sob encomenda, dos painéis que servem de paredes e escadas, até as dobradiças.
Conheça o super iate com desenho espacial
O apelo "espacial" do design aparece de todos os ângulos. [Imagem: John Shuttleworth]
Autonomia e consumo
Se ele navega bem, mantê-lo parado é outra história: são necessárias três âncoras para estabilizar seu movimento no porto.
A velocidade máxima do Adastra é de 42 km/h (22,5 nós), mas o que mais impressiona para um iate particular é a autonomia, de cerca de 6.500 km.
O consumo de combustível é estimado em 2,1 litros por quilômetro, o que é considerado altamente eficiente para um barco.
Conheça o super iate Adastra
A autonomia do trimarã é suficiente para uma travessia da Europa aos Estados Unidos. [Imagem: John Shuttleworth]

Areia auto-escultora: Microrrobôs "desbastam-se" para formar objetos



Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2012
Areia auto-escultora: Microrrobôs
Os grãos da areia inteligente são minúsculos robôs que, em vez da abordagem mais tradicional, de irem se juntando para formar um objeto maior, usam uma técnica subtrativa. [Imagem: M. Scott Brauer/Rus Lab/MIT]
Auto-escultura robotizada
A ideia de construir módulos robotizados que consigam se unir para formar objetos complexos não é nova, mas andava meio esquecida.
A ideia voltou à tona com o trabalho de uma equipe do MIT, que está pensando em uma versão menos liquefeita da argilotrônica: Kyle Gilpin e Daniela Rus chamam seu conceito de "areia auto-escultora".
Areia inteligente"
Os grãos da "areia inteligente" são minúsculos robôs que, em vez da abordagem mais tradicional, de irem se juntando para formar um objeto maior, usam uma técnica subtrativa.
Da mesma forma que um escultor desbasta uma madeira ou uma pedra, os robôs individuais vão saindo da sua "caixa de areia" até deixar o objeto desejado perfeitamente modelado.
É um avanço substancial em relação à técnica aditiva desenvolvida pela mesma equipe, que usava uma espécie de blocos de Lego robotizados que iam se unindo para formar um robô maior.
Areia auto-escultora: Microrrobôs
Os seixos robóticos possuem um microprocessador capaz de armazenar um programa com 32 Kbytes, e uma memória de 2 Kbytes. [Imagem: M. Scott Brauer/Rus Lab/MIT]
Os cientistas afirmam ter testado com sucesso algoritmos que operam a partir de uma areia inteligente real, ainda que bastante grossa - cada "seixo inteligente" é um cubo com 1 centímetro de lado.
Os robôs individuais passam mensagens para a frente e para trás da estrutura, avisando quem deve permanecer do lugar e quem deve ser "desbastado".
Ímãs eletropermanentes
Cada um dos grãos da areia inteligente possui microprocessadores rudimentares, e um se une aos outros por ímãs especiais instalados em quatro de suas seis faces.
São os chamados ímãs eletropermanentes, materiais que podem ser magnetizados e desmagnetizados com um simples pulso elétrico, dispensando a energia para manter a união entre os módulos.
É também através dos ímãs que os módulos se comunicam uns com os outros.
Os protótipos possuem um microprocessador minúsculo, capaz de armazenar um programa com 32 Kbytes, e contando com uma memória de 2 Kbytes.
É a equipe da Dra Rus que está por trás de um projeto lançado recentemente pelo MIT, que pretende viabilizar a criação de robôs em casa.

Computador quântico bate recorde de fatoração


Computador quântico bate recorde de fatoração

Com informações da New Scientist - 16/04/2012
Computador quântico bate recorde de fatoração
Na técnica de estado líquido, uma piscina quântica dá a resposta ao cálculo ao tentar se ajustar ao seu menor estado possível de energia. [Imagem: Xu et al./PRL]
Fatoração quântica
Cientistas chineses afirmam ter batido o recorde de computação quântica, calculando os fatores primos do número 143 - o recorde anterior era o número 21.
Os computadores atuais não são nada bons em fatoração numérica, o que tem permitido a elaboração de esquemas de segurança - a chamadacriptografia - baseados justamente na dificuldade em fazer essa fatoração.
Ou seja, o eventual desenvolvimento dos computadores quânticos colocará em xeque os atuais esquemas de segurança, exigindo o desenvolvimento de técnicas igualmente quânticas de criptografia.
O número 143 parece pequeno demais para ameaçar qualquer esquema de segurança. E é de fato.
Mas o que tira um pouco o entusiasmo em relação ao feito, anunciado por Jiangfeng Du, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Heifei, é a técnica de processamento quântico utilizada.
Computação adiabática em fase líquida
A equipe usou um processo chamado computação adiabática, o mesmo usado em 2006 por Ralf Schutzhold e Gernot Schaller, da Universidade Técnica de Dresden, na Alemanha, para fator o número 21.
Ao contrário das técnicas mais pesquisadas de computação quântica, baseadas em condensados de Bose-Einstein e, mais recentemente, em dispositivos de estado sólido, incluindo semicondutores e diamante, esse processo foi adotado em um experimento que se dá em fase líquida.
Há muitas dúvidas se o processo de estado líquido pode ser ampliado para números grandes o suficiente para que a técnica tenha algum efeito prático.
Os qubits dessa "piscina quântica" são os spins de núcleos de hidrogênio em moléculas de um cristal líquido (1-bromo-2-clorobenzeno).
Cada spin é um pequeno magneto, que pode ser manipulado usando disparos de ondas de rádio, em uma técnica similar à ressonância magnética.
Processamento coletivo
Em vez dos componentes individuais, tanto dos computadores clássicos, quanto das técnicas mais comuns de computadores quânticos, na computação adiabática a piscina de qubits é controlada para que responda às entradas do processamento de forma coletiva.
A piscina quântica está sempre buscando o nível mais baixo de energia. O truque é ajustar o sistema para que seu estado de mais baixa energia dê a resposta.
É mais ou menos como mexer com uma bola, fazendo-a correr sobre um pano esticado, para que ela atinja a posição correta - somente o algoritmo quântico correto permite que uma piscina quântica resolva um determinado problema.
O inconveniente também é óbvio: cada problema exigirá um "hardware" diferente.
A forma de cálculo mais utilizada nos experimentos com processadores quânticos é o chamado algoritmo de Shor.
Bibliografia:

Quantum Factorization of 143 on a Dipolar-Coupling Nuclear Magnetic Resonance System
Nanyang Xu, Jing Zhu, Dawei Lu, Xianyi Zhou, Xinhua Peng, Jiangfeng Du
Physical Review Letters
Vol.: 108, 130501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.108.130501

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LEI Nº 12.612, DE 13 DE ABRIL DE 2012. Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.



 
Declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o  O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira. 
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Brasília, 13 de abril de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 
DILMA ROUSSEFF
Aloizio Mercadante

domingo, 15 de abril de 2012

Especialistas consideram navios modernos menos seguros que o Titanic


TECNOLOGIA

Especialistas consideram navios modernos menos seguros que o Titanic

Peritos náuticos constatam que grandes embarcações atuais são menos estáveis e bem construídas do o que lendário transatlântico. Porém, medidas de segurança chocam-se com interesses econômicos das companhias.
Em sua época, o Titanic era considerado "praticamente inafundável". A tragédia de 15 de abril de 1912, que deixou 1.500 mortos, mostrou que isso era uma ilusão. A catástrofe marítima sacudiu os governos das principais nações do mundo. Em reação, eles assinaram em novembro do ano seguinte a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida no Mar (Solas, na sigla em inglês).
Ainda hoje, a construção e operação de navios se orienta por essa convenção, que tem sido progressivamente adaptada aos padrões técnicos ao longo das décadas. No entanto, os problemas da construção náutica permanecem basicamente os mesmos.
Divisão em compartimentos
Geralmente, naufrágios graves ocorrem por três motivos. Como no caso do Titanic, a nave pode colidir com um obstáculo ou encalhar, e a água penetra no casco. Ou então, ocorre um incêndio ou explosão a bordo. O mar agitado ou ondas gigantes também podem ser a causa de danos ou naufrágio.
Em todos esses três cenários, só é possível controlar as consequências, se a embarcação for composta por diversos compartimentos – separados entre si e hermeticamente vedados. Pois, caso o casco se rompa num ponto, é preciso restringir a inundação do navio à área em questão.
Comportas precisam suportar grandes pressões
"Isso exige uma compartimentação tanto no sentido da largura, como no do comprimento e na vertical", esclarece Peter Bronsart, professor de Engenharia Náutica da Universidade de Rostock. Assim, a construção de um casco de navio é, obrigatoriamente, em forma de invólucro duplo.
Entre as diferentes seções, há portas e portões, as chamadas comportas, que precisam poder ser fechadas a partir da ponte de comando, caso ocorra um acidente. No Titanic, havia 15 dessas comportas, separando os 16 compartimentos independentes. Na colisão com o iceberg, as cinco seções frontais ficaram inundadas. Como o transatlântico afundou em direção à proa, e as paredes divisórias acima da linha de flutuação normal não eram altas o suficiente, a água pôde penetrar também nas demais seções.
A divisão da embarcação em compartimentos estanques também serve para isolar incêndios. Por isso, as zonas de fogo definidas de um navio correspondem quase sempre aos compartimentos inundáveis. "Isso possibilita a execução ordenada de medidas de extinção ou de evacuação", explica Bronsart.
Modernidade x segurança
Apesar da compartimentação, continuam existindo numerosos pontos fracos, mesmo nas naus mais modernas. Hoje em dia, o adernamento – ou seja, a inclinação para o lado – é uma grande preocupação dos engenheiros náuticos, entre outros motivos pelo fato de os navios de passageiros serem cada vez mais altos.
Em 2012, naufrágio do Costa Concordia trouxe à tona lembrança do Titanic
"Minha opinião pessoal é que os cruzeiros atuais não são tão bem construídos nem tão seguros como o Titanic", lamenta Olle Rutgersson, que desenvolve novas concepções de segurança náutica na Universidade Chalmers, em Göteborg, na Suécia. "No Titanic, o grande erro foi não construir as paredes à prova d'água mais altas. Se se tivesse feito como hoje, o navio provavelmente teria sobrevivido ao acidente."
O acidente do Costa Concordia, que em 13 de janeiro de 2012 chocou-se contra um recife e foi a pique no Mar Mediterrâneo, é para Rutgersson, por outro lado, uma indicação de que os navios de cruzeiro modernos são menos estáveis do que o Titanic. Como no lendário transatlântico, é muito difícil eles resistirem a um rasgo no casco. No entanto, o Costa Concordia afundou muito mais rápido e de forma bem mais perigosa do que o Titanic, justamente por ter adernado.
Segundo Rutgersson, as paredes externas dos modernos cruzeiros poderiam e deveriam ser bem mais seguras. Porém, isso frequentemente entra em choque com interesses econômicos das companhias, que querem utilizar o espaço ao máximo para acomodar passageiros e oferecer uma vista mais atraente nas cabines, através de vigias maiores.
Capitães informatizados
O trabalho de segurança náutica começa bem antes da ocorrência de um acidente. Graças às modernas técnicas de navegação e das previsões meteorológicas globais, é raro navios se encontrarem numa situação de perigo, estando entre os meios de transporte mais seguros que existem. Para o professor Bronsart, 80% dos casos de acidente ocorrem por falha humana.
Gráfico de computador da Marsig mostra prováveis eventos após inundação
Para que capitães, oficiais e tripulação possam tomar as decisões corretas, em caso de emergência, Dirk Dreissig, da Sociedade de Técnica de Segurança e Gestão Marítima (Marsig) de Rostock, desenvolve sistemas computadorizados. Eles concentram as informações de sensores, câmeras e aparelhos de medição em toda a embarcação, calculando, em caso de acidente, o que previsivelmente irá acontecer em seguida.
A partir dos dados compilados, o sistema define, por exemplo, como o capitão e a tripulação devem agir, caso irrompa um incêndio na casa de máquinas ou no depósito. Além disso, ele calcula o grau de estabilidade da nave após um dano grave e o que acontecerá se a água penetrar em determinados pontos. A partir daí, originam-se instruções importantes para a evacuação – como a direção mais segura para as pessoas serem deslocadas, por exemplo.
Plano de evacuação calculado por software
O sistema informatizado transmite essas indicações à ponte de comando. Contudo, as decisões finais cabem unicamente ao capitão. "O direito marítimo internacional determina que o capitão é a autoridade máxima a bordo. Ele deve tomar todas as decisões e assumir posteriormente a responsabilidade, caso elas tenham sido equivocadas", enfatiza Dreissig.
Autor: Fabian Schmidt (av)
Revisão: Luisa Frey