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terça-feira, 29 de maio de 2012

Segredos da primeira folha artificial prática


Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/05/2012

Segredos da primeira folha artificial prática
Ela não é verde, mas é a primeira folha artificial a imitar a fotossíntese de forma simples e barata, embora ainda tenha uma eficiência baixa. [Imagem: Daniel Nocera/ACS]
Fotossíntese artificial
Há cerca de um ano, a equipe do professor Daniel Nocera, do MIT, anunciou os primeiros resultados daquilo que ele chamou de uma folha artificial prática.
Agora, depois de o trabalho ter sido revisado por outros cientistas, finalmente foi publicada a descrição detalhada do dispositivo.
A ideia das folhas artificiais é imitar o processo da fotossíntese, gerando energia, ou combustível, diretamente a partir da luz do Sol - uma ideia que foi defendida pela primeira vez em 1912, pelo químico italiano Giacomo Ciamician.
Atingindo-se um rendimento mínimo, isto representaria uma revolução na matriz energética mundial.
Existem várias pesquisas na área, com várias abordagens diferentes, mas todas em um estágio ainda bastante inicial de desenvolvimento.
Quebra da água em hidrogênio e oxigênio
A grande vantagem do dispositivo agora divulgado é que, ao contrário dos anteriores, ele se baseia em técnicas de baixo custo para a sua fabricação e dispensou a platina, um dos elementos mais caros usados nas folhas artificiais.
No processo de imitar a fotossíntese, o passo mais importante é a etapa que divide a água em hidrogênio e oxigênio.
A folha artificial possui um coletor solar ensanduichado entre duas películas, que geram a reação necessário para liberar o oxigênio e o hidrogênio.
Quando mergulhado em um frasco com água, à luz do sol, o dispositivo começa a borbulhar, liberando os dois gases: o hidrogênio pode então ser usado em células a combustível para gerar eletricidade.
Um gerador assim integrado, consistindo em uma peça única, é um conceito atraente porque pode ser facilmente deslocado para gerar energia em lugares remotos, eventualmente entrando no mercado em nichos como recarregadores de baterias ou em substituição aos painéis solares.
Segredos da primeira folha artificial prática
O silício da célula solar precisa ser protegido da água, e isto é feito, entre outras complicações, usando ITO, o óxido de índio dopado com estanho, o mesmo condutor transparente usado nas telas sensíveis ao toque. [Imagem: Daniel Nocera/ACS]
Dispensando a platina
Até agora, porém, todos os protótipos acenam com custos proibitivos, porque dependem de catalisadores de metais nobres, como a platina, e processos de fabricação ainda não desenvolvidos para escala industrial.
A equipe do professor Nocera encontrou uma forma de substituir a platina por um composto de níquel, molibdênio e zinco (NiMoZn), que é bem mais barato.
No outro lado da folha, para gerar o oxigênio, é usada uma película de cobalto.
Na folha artificial, a membrana fotossintética é substituída por uma junção de silício, uma célula solar, que captura a luz e gera a corrente elétrica na forma de pares elétrons-lacunas.
Na fotossíntese artificial, a enzima básica do complexo de quebra da molécula da água é substituída pelos catalisadores de cobalto e NiMoZn.
Prática, mas ainda não viável
Mas ainda há desafios a vencer antes que a "folha artificial prática" do professor Nocera seja viável.
O silício da célula solar precisa ser protegido da água, e isto é feito, entre outras complicações, usando ITO, o óxido de índio dopado com estanho, o mesmo condutor transparente usado nas telas sensíveis ao toque.
O segundo degrau a ser vencido é o rendimento: do protótipo tem uma eficiência de 6,2%, o que é muito menos do que as células solares oferecem.
Assim, por enquanto, seria mais prático usar as células solares para produzir eletricidade - a um rendimento médio de 20% - e usar essa eletricidade para fazer a eletrólise da água, liberando igualmente o oxigênio e o hidrogênio.
Mas nenhuma tecnologia nasceu pronta e super eficiente, o que justifica a crença de alguns cientistas de que o futuro energético do planeta está nas folhas artificiais.
Bibliografia:

The Artificial Leaf
Daniel G. Nocera
Accounts of Chemical Research
Vol.: 45 (5), pp 767-776
DOI: 10.1021/ar2003013

Bomba de calor pode tornar banho mais sustentável


Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/05/2012

Bomba de calor pode tornar banho mais sustentável
Os pesquisadores levaram em conta a média de temperatura ao longo de todo o ano, de modo a equilibrar conforto e economia. [Imagem: Obed Alexander Córdova Lobatón]
Alternativa ao chuveiro elétrico
O chuveiro elétrico é um dos vilões do consumo de energia nas residências brasileiras. Como agravante, o seu uso coincide com os horários de pico da utilização de eletricidade no país.
Mas pode haver alternativas.
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp estão desenvolvendo um sistema energético para aquecimento de água para banho que pode substituir os chuveiros elétricos.
A diferença é que o sistema projetado possui ótima eficiência energética, além de ser ecologicamente correto e viável do ponto de vista econômico.
Bomba de calor
A solução veio através das bem conhecidas bombas de calor, que podem ser usadas para aquecer a água do banho.
O sistema foi projetado para ser utilizado especialmente em prédios, onde a aplicação da energia solar se torna inviável devido à falta de espaço nos telhados para comportar a quantidade suficiente de coletores para abastecer todos os moradores.
"A geladeira residencial é um exemplo típico de bomba de calor, só que com efeito inverso ao que buscamos", explica o professor José Ricardo Figueiredo, que coordena o estudo. "O sistema permite a transferência de calor de um espaço mais frio para outro mais aquecido, necessitando apenas de um complemento energético na forma da eletricidade consumida por um compressor."
Viabilidade técnica e econômica
Segundo os cálculos do engenheiro Obed Alexander Córdova Lobatón, a bomba de calor aquece a água pela metade do custo de um chuveiro elétrico.
Enquanto o dispêndio do sistema proposto é de 0,145 R$/kWh (reais por quilowatt/hora), o gasto com o chuveiro elétrico chega a 0,32 R$/kWh.
O inconveniente para a popularização do sistema é o investimento inicial, que é elevado.
Apesar disso, estima-se que uma bomba de calor convencional alcance uma vida útil de 15 anos.
Como o equipamento consome quatro vezes menos energia do que um chuveiro elétrico, o investimento é recuperado com folga.
"A novidade foi tornar o projeto viável não somente tecnicamente, mas também economicamente, para enfrentar o problema da popularização da bomba de calor", avalia o professor José Ricardo.

Algoritmo de previsão otimiza redes móveis de comunicação


Com informações da NCSU - 24/05/2012

Algoritmo de previsão otimiza redes móveis ad hoc
Além de atender às necessidades dos serviços de emergência, as redes móveis ad hoc poderão viabilizar o funcionamento dos carros sem motorista. [Imagem: Cortesia Pohang University]
Redes móveis ad hoc
Redes móveis ad hoc deverão permitir que as pessoas comuniquem-se umas com as outras enquanto estão no interior de múltiplos veículos em movimento.
Essas MANETs (Mobile Ad hoc NETworks) estão sendo desenvolvidas sobretudo para a interligação de frotas de veículos e para o auxílio dos serviços de emergência, como bombeiros, polícia e ambulâncias.
Mas, quando totalmente otimizadas, elas têm tudo para dar maior conforto aos usuários de internet ou telefonia celular, ou mesmo viabilizar o funcionamento dos carros sem motorista.
O nó das redes móveis
Ainda há desafios para criar MANETs práticas, sobretudo porque não é nada simples transmitir dados entre nós de rede que se movimentam continuamente em alta velocidade.
Quanto mais rápido cada nó da rede está se movendo, mais difícil é para a rede identificar caminhos eficazes para rotear os dados.
Isto ocorre porque a potência dos canais de transmissão de dados flutua muito mais rapidamente com a alta velocidade.
Em outras palavras, um transmissor pode tentar enviar uma mensagem através do roteador A porque ele está naquele momento com um sinal mais forte.
Entretanto, como tanto o transmissor como o roteador estão se movendo rapidamente, o sinal de retransmissão de A pode ser fraco no momento que a mensagem realmente chegar lá.
E um sinal fraco pode resultar em uma mensagem truncada.
Algoritmo previsor
Para resolver esse problema, pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para melhorar a capacidade de cada nó da rede ad hoc de selecionar o melhor caminho para os dados que deve transmitir.
Quando um nó precisa transmitir uma mensagem, ele primeiro mede a intensidade das transmissões que ele próprio está recebendo dos melhores candidatos para a transmissão da sua mensagem.
Esses dados alimentam um algoritmo que prevê qual rota terá o sinal mais forte no momento em que a mensagem o atingir.
Como está lidando com a intensidade provável do sinal no futuro, o algoritmo também consegue dar uma estimativa da velocidade com que os dados devem ser transmitidos para cada candidato em potencial.
Se ele tenta enviar muitos dados muito rapidamente, a qualidade dos dados irá cair. Se a taxa de transmissão de dados for lenta demais, a rede não irá funcionar com a máxima eficiência.
"Nosso objetivo foi obter a maior taxa de dados possível, sem comprometer a fidelidade do sinal," resume a coordenadora da pesquisa, Alexandra Duel-Hallen.
Bibliografia:

Enabling Adaptive Rate and Relay Selection for 802.11 Mobile Ad Hoc Networks
Neil Mehta, Alexandra Duel-Hallen, Wenye Wang
IEEE International Conference on Communications Proceedings
June 2012
http://arxiv.org/abs/1109.4306

Grafeno deixa aço à prova de ferrugem


Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/05/2012

Aço à prova de ferrugem com revestimento de grafeno
A chapa protegida pelo revestimento de grafeno, em comparação com uma chapa do mesmo aço sem a proteção.[Imagem: University at Buffalo]
Antiferrugem
Proteger equipamentos de aço da corrosão pode ser um grande desafio: do tamanho de um superpetroleiro, por exemplo.
Os revestimentos para deixar os metais à prova de oxidação - comumente conhecidos como cromeação - têm resolvido grande parte dos problemas.
Mas eles poderiam ser ainda mais efetivos se não lidassem com elementos pouco simpáticos ao meio ambiente e à saúde humana - como o cromo hexavalente.
E se fossem mais baratos, eventualmente permitindo a proteção de objetos tão grandes quanto navios.
Revestimento de grafeno
A solução pode estar no outro lado do espectro dimensional, no grafeno, o já bem conhecido material maravilha criado pela nanotecnologia.
Engenheiros da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, criaram uma espécie de verniz negro, um compósito cujo componente principal é o grafeno, folhas unidimensionais de carbono.
Ajustando a concentração e a dispersão do grafeno no interior do compósito, Robert Dennis e Sarbajit Banerjee conseguiram proteger da corrosão chapas de aço mergulhadas em salmoura, um dos ambientes mais agressivos que se conhece.
O verniz de grafeno só deixou que a salmoura começasse a atacar o aço depois de um mês, o que significa que, mesmo no ambiente marinho, o aço assim protegido poderia ter uma vida útil de vários anos.
Compósito hidrofóbico
O compósito é hidrofóbico e ligeiramente condutor, ajudando a evitar a corrosão repelindo a água e retardando reações eletroquímicas que podem transformar o ferro em óxido de ferro, a conhecida ferrugem.
Segundo os pesquisadores, o compósito pode ser fabricado usando os mesmos equipamentos já empregados na galvanoplastia, ou eletrodeposição, que é o processo usado para a conhecida cromeação - o processo industrial atual usa outros materiais além do cromo.
"Isto poderá ajudar as fábricas a se reinventarem de uma forma mais saudável em um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso quando se trata da poluição com cromo," disse Banerjee.

Material "impossível" estica quando comprimido


Com informações da New Scientist - 25/05/2012

Material
Com a compressibilidade negativa, esta pesquisa aparentemente abre um novo campo de trabalho, onde "metamateriais mecânicos" poderão ser usados para desenvolver novas aplicações estruturais. [Imagem: Nicolaou/Motter]
Compressibilidade negativa
Imagine um colchão que "estufe", em vez de afundar, quando você se senta nele.
Impossível?
Parece que não, segundo Zachary Nicolaou e Adilson Motter, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
Eles projetaram um metamaterial com "compressibilidade negativa", um material que se comprime quando se tenta distendê-lo, e se expande quando se tenta apertá-lo.
Já existe algo similar, os chamados materiais auxéticos, que apresentam esse comportamento em nível molecular.
Os materiais auxéticos estão sendo usados para criarcortinas anti-explosão econtêineres antibomba para aviões.
Sem estado estável
Mas Nicolaou e Motter projetaram um metamaterial, um material sintético, que pode ser construído de forma tridimensional usando "metamoléculas".
E esse material pode ser construído em escala macro, e ainda apresentar a compressibilidade negativa.
Isso parecia impossível porque um material assim deveria ser inerentemente instável, colapsando para um estado estável tão logo alguém se dispusesse a testar seu comportamento.
Mas os pesquisadores projetaram um material com uma estrutura interna que não tende para uma estrutura estável, mas para um estado que é mais comprimido ou mais expandido, dependendo de como a força é aplicada a ele.
Ligações fracas
O conceito envolve uma linha de quatro "partículas" - cada uma formada por grupos de moléculas - que atraem-se mutuamente com intensidades diferentes.
A força de atração entre duas partículas interiores é fraca, de modo que, puxando o material, suas ligações se quebram.
"Assim que isso acontece, as partículas externas passam a se atrair mais fortemente," explicou Motter, fazendo o material se comprimir.
Se este material for espremido, no entanto, as duas partículas internas são aproximadas novamente o suficiente para restabelecer sua ligação - e o material pode expandir-se.
Metamaterial mecânico
Os metamateriais têm sido usados sobretudo para interagir com ondas, e são bons sobretudo em fazer algo que a natureza normalmente não faz, que é gerar um índice de refração negativa.
Com a compressibilidade negativa, esta pesquisa aparentemente abre um novo campo de trabalho, onde "metamateriais mecânicos" poderão ser usados para desenvolver novas aplicações estruturais.
Embora ainda não esteja claro se a fabricação desses materiais será simples e viável, isso abre a possibilidade teórica de criar materiais superfortes ou deformáveis, como o que os projetistas de um avião do futuro estavam esperando ser inventado.
Bibliografia:

Mechanical metamaterials with negative compressibility transitions
Zachary G. Nicolaou, Adilson E. Motter
Nature Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nmat3331

O Cético e o Lúcido



No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui
principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez
caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente
ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida
após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.

- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do
que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas
encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia
prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza
veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo
isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não
existe nenhuma.

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando,
ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida
real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...........
PENSE NISSO...   M A R A V I L H O S O ! ! !
A pessoa que escreveu este texto, foi muito iluminada pelo nosso CRIADOR.

Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.

Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma
de não acreditar em vida após a morte!!! As pessoas podem duvidar, mas não afirmar que
não haja nada além.

Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso.

Afinal... "O que é vida e o que é morte?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Professor tem salário mais baixo do País




 
Renda do magistério é a menor entre profissionais de nível superior.

Levantamento feito pelo jornal O Globo, com base em microdados do IBGE, mostra que, em 2010, a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia a 59% do que ganhavam os demais trabalhadores com nível superior no País. Em uma década, essa relação melhorou - era de 49%, em 2000. Nesse período, os professores da educação básica ganharam aumentos acima da média dos outros profissionais de nível universitário. Os acréscimos, no entanto, foram insuficientes para reverter o quadro.

Segundo o IBGE, porém, a diferença para demais profissionais com nível superior caiu. O salário dos professores da educação básica no Brasil registrou, na década passada, ganhos acima da média dos demais profissionais com nível superior, fazendo encurtar a distância entre esses dois grupos. Esse avanço, no entanto, foi insuficiente para mudar um quadro que tem trágicas consequências para a qualidade do ensino: o magistério segue sendo a carreira universitária de pior remuneração no país.

Tabulações feitas pelo jornal mostram que a renda média de um professor do ensino fundamental equivalia, em 2000, a 49% do que ganhavam os demais trabalhadores também com nível superior. Dez anos depois, esta relação aumentou para 59%. Entre professores do ensino médio, a variação foi de 60% para 72%.

Apesar do avanço, o censo revela que as carreiras que levam ao magistério seguem sendo as de pior desempenho. Entre as áreas do ensino superior com ao menos 50 mil formados na população, os menores rendimentos foram verificados entre brasileiros que vieram de cursos relacionados a ciências da Educação - principalmente Pedagogia e formação de professor para os anos iniciais da educação básica.

Em seguida, entre as piores remunerações, aparecem cursos da área de religião e, novamente, uma carreira de magistério: formação de professores com especialização em matérias específicas, onde estão agrupadas licenciaturas em áreas de disciplinas do ensino médio, como Língua Portuguesa, Matemática, História e Biologia.

Achatamento - Pagar melhor aos professores da educação básica, no entanto, é uma política que, além de cara, tende a trazer retorno apenas a longo prazo em termos de qualidade de ensino. A literatura acadêmica sobre o tema no Brasil e em outros países mostra que a remuneração docente não tem, ao contrário do que se pensou durante muitos anos, relação imediata com a melhoria do aprendizado dos alunos.

No entanto, o achatamento salarial do magistério traz sérios prejuízos a longo prazo. Esta tese é comprovada por um relatório feito pela consultoria McKinsey, em 2007, que teve grande repercussão internacional ao destacar que uma característica dos países de melhor desempenho educacional do mundo - Finlândia, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura - era o alto poder de atração dos melhores alunos para o magistério.

"Não dá para imaginar que, dobrando o salário do professor, ele vai dobrar o aprendizado dos alunos. O problema é que os bons alunos não querem ser professores no Brasil. Para atrair os melhores, é preciso ter salários mais atrativos", afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, concorda com o diagnóstico da baixa atratividade da profissão. Ele afirma que a carreira de professor, salvo exceções, acaba atraindo quem não tem nota para ingressar em outra faculdade.

Para Roberto Leão, salário é fundamental, mas não o suficiente para melhorar a qualidade do ensino. "Sem salário, não há a menor possibilidade de qualidade. Agora, claro que é preciso mais do que isso: carreira, formação e gestão".

Priscila Cruz também diz que o salário é só parte da solução. "É preciso melhorar salários para que os alunos aprendam mais. Mas o profissional também tem que ser mais cobrado e responsabilizado por resultados. Não pode, por exemplo, faltar e ficar tantos dias de licença, como é freqüente".

Líder - Os professores do Distrito Federal recebem os maiores salários da categoria no Brasil, conforme o censo do IBGE. Nem por isso deixaram de fazer greve este ano. Durante 52 dias, cruzaram os braços para reivindicar isonomia com as demais carreiras de nível superior. O sindicato diz que um profissional ganha, em média, R$ 5 mil por mês - o que deixaria o magistério em 23º lugar, dentre 26 áreas do governo local.

No balanço feito pelo O Globo a partir do censo do IBGE, o DF ficou na primeira posição do ranking salarial de professores por estado, tanto no ensino médio (R$ 4.367) quanto no ensino fundamental (R$ 3.412). O Rio de Janeiro foi o 4º no ensino médio, com renda mensal de R$ 2.778; e o 9º no ensino fundamental, com R$ 1.882. Os dados são de 2010 e consideram profissionais da rede pública e privada.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) diz que o resto do País não serve de parâmetro. É que, no DF, o governo federal banca despesas de Segurança Pública e parte dos gastos com Educação e Saúde. "Não podemos comparar o salário do Distrito Federal com o de outros estados e sim com os dos demais trabalhadores do DF. A grosso modo, todas as carreiras do DF têm salários maiores: o médico ganha mais, o policial ganha mais", diz a diretora de Imprensa do Sinpro, Rosilene Corrêa.

A greve terminou no último dia 2. Para recuperar aulas, as escolas funcionarão aos sábados até o fim do ano.

O professor de Português Carlos Eugênio Rêgo, de 47 anos, recebe salário bruto de R$ 7.464,42 por mês. Ele leciona há 21 anos e está perto do topo da carreira, cuja remuneração vai de R$ 2.426,69 a R$ 8.794,44, conforme tabela do Sinpro. Trabalha no Centro de Ensino Médio Setor Oeste, escola da rede pública de Brasília com melhores resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à exceção de colégios militares. Ele diz que, ocasionalmente, dá aulas em cursinhos para complementar a renda. "O ponto fundamental é a isonomia. Incomoda muito a enxurrada de reportagens dizendo que temos o maior salário do Brasil. Tem que levar em conta o custo de vida", diz Carlos Eugênio.

Já o professor de Física Lucélio Oliveira Fernandes, 42 anos, conta que o Setor Oeste não tem laboratório de Ciências e dispõe de apenas dois docentes de Física para 1.140 alunos de ensino médio. Segundo ele, seria necessário pelo menos mais um profissional. "E olha que dizem que essa é a melhor escola do DF. Fico imaginando como é a pior", afirma Lucélio.

Às vésperas da aposentadoria, o professor de Geografia e Artes Francisco Chagas Rocha, o Paco, de 64 anos, vê descaso na forma como os governos, depois de eleitos, tratam o magistério. "Se você ganha seis ou sete mil reais por mês, acaba ganhando (líquido) 3.500 reais. E o GDF [governo do Distrito Federal], escreva aí, por favor, o GDF, cretinamente, diz que o professor ganha bem", diz Paco.

Medicina - No outro extremo das carreiras universitárias, o Censo 2010 do IBGE mostra que nenhuma outra área é tão vantajosa, em termos financeiros, quanto Medicina. Os médicos têm os maiores salários e a menor taxa de desemprego entre profissionais com nível superior: apenas 0,7%.

Engenharia Civil e Construção é a segunda de melhor remuneração no País e a terceira com menor taxa de desemprego (1,7%). Ao menos no que diz respeito ao desemprego, as carreiras docentes não são tão ruins, com taxas médias próximas a 3% (a média nacional para todas era de 8% em 2010)

"O caso da Medicina chama atenção. Taxa de desocupação baixa, renda média elevada e 42% dos profissionais possuem dois empregos [ou mais], fixando-se em grandes centros urbanos. Há déficit de profissionais para suprir a demanda nacional e elevada concentração nos grandes e médios centros urbanos", diz Henrique Heidtmann, coordenador de graduação da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV.

Para ele, este quadro levanta um desafio importante de fixação de profissionais em regiões afastadas dos centros urbanos, que precisam oferecer salários bem maiores que os dos grandes centros e, mesmo assim, encontram dificuldades para contratar médicos.

Presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes ressalta que médicos trabalham, em média, 62 horas semanais, o que ajudaria a explicar a renda elevada, e reclama de vínculos empregatícios precários e de falta de segurança e equipamentos. "Não tem desemprego para médico hoje. Tem subemprego. Para conseguir esse salário médio mensal, ele cumpre jornada 50% maior que a de qualquer outro profissional e trabalha à noite, aos sábados, domingos e feriados".

Na avaliação de Edson Nunes, pró-reitor da Universidade Candido Mendes e ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, apesar de algumas carreiras terem renda e desemprego maiores que outras, as taxas são sempre melhores que as da população sem diploma universitário. Mas pondera que nem sempre o profissional de nível superior consegue emprego em sua área de formação.

Professor da FGV, Kaizô Beltrão observa outro ponto importante. "Existem atividades em que há pessoas com diplomas de nível superior atuando em profissões que requerem só nível médio ou outros níveis. São profissionais com diploma de nível superior atuando em posições que não exigem graduação".
(O Globo)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Língua eletrônica brasileira já é a mais falada no mundo


Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/05/2012

Língua eletrônica brasileira é mais sensível que humanos
A língua eletrônica é formada por um conjunto de sensores que tenta mimetizar o funcionamento da língua humana. [Imagem: Embrapa Instrumentação]
Língua eletrônica mais falada
A língua eletrônica está-se tornando um dos projetos brasileiros mais inovadores na última década.
O projeto, que começou há mais de dez anos, utiliza inteligência artificial, sensores supersensíveis e capacidade de reconhecimento molecular para identificação de compostos químicos.
Suas principais aplicações principais estão na área industrial, mas graças ao esforço de uma equipe multidisciplinar, a tecnologia está entrando na área das aplicações médicas, colocando a língua eletrônica brasileira entre as mais faladas na área em todo o mundo.
O projeto, que começou na Embrapa, surgiu a partir da demanda da indústria pela automação na área da degustação - por exemplo, de medicamentos ou de alimentos não facilmente palatáveis, casos em que o uso de humanos não é viável.
Além disso, para controle rotineiro de qualidade na área de alimentos, ter um painel de degustadores humanos costuma ter um custo muito elevado.
Com a língua eletrônica, os resultados podem ser muito mais rápidos, menos subjetivos, e mais viáveis financeiramente.
Seletividade global
A língua eletrônica é formada por um conjunto de sensores que tenta mimetizar o funcionamento da língua humana e sua capacidade de identificar os cinco sabores básicos - salgado, doce, azedo, amargo e umami.
Essa chamada seletividade global, o princípio segundo o qual o sabor é decomposto em alguns sabores básicos, distingue-se da seletividade específica, que é a detecção de uma substância química.
Por exemplo, no café há centenas de substâncias químicas, mas não é necessário que saibamos quais são essas substâncias para sabermos que estamos bebendo café. O odor também tem este tipo de característica: não é necessário identificar moléculas para saber o cheiro.
O princípio da seletividade global postula que se distinga nuances destes sabores básicos, por isso a importância de ter muitos sensores.
Os sensores são fabricados a partir de filmes poliméricos ou filmes de biomoléculas.
A grande dificuldade é que é virtualmente impossível conseguir uma reprodutibilidade alta, ou seja, duas unidades sensoriais nominalmente idênticas - produzidas com os mesmos materiais e nas mesmas condições - não apresentam propriedades iguais.
Suponhamos que seja necessário comparar dois sabores em que apenas a acidez varia muito pouco. O ideal seria ter o sensor em um material cujas propriedades elétricas dependessem muito da acidez, ou seja, do pH.
Alguns polímeros condutores são extremamente sensíveis a mudanças de pH, então estes materiais são ideais para detectar sabores ácidos. Entretanto, no caso de duas substâncias com pequenas variações nos sabores doce ou amargo, não haverá grandes mudanças no pH ou na quantidade de íons da amostra, o que tornaria inviável o uso de polímeros condutores.
A saída é obter o que os pesquisadores chamam de "impressão digital" de cada amostra de alimento, reproduzindo a combinação de sabores da maneira como cérebro a capta.
"Podemos, por exemplo, utilizar o mesmo material, com sensores de características diferentes, como a espessura e a técnica de fabricação do fio", explica o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do Instituto de Física de São Carlos, da USP.
Os sensores produzidos com materiais inorgânicos, uma opção a ser explorada pela equipe, podem apresentar melhor reprodutibilidade e otimizar a análise de alguns tipos de materiais. Contudo, é possível que a sensibilidade do sensor seja menor. "Para aplicações comerciais, seria a melhor saída", vislumbra o pesquisador do IFSC.
Língua eletrônica brasileira é mais sensível que humanos
No café há centenas de substâncias químicas, mas não é necessário que saibamos quais são essas substâncias para sabermos que estamos bebendo café. [Imagem: Embrapa Instrumentação]
Aplicações médicas
O conceito de língua eletrônica foi também estendido ao conceito de biossensores.
"Nós não temos na nossa unidade sensorial um equipamento que reconheça especificamente a molécula que queremos detectar, mas logo percebemos que não há motivo para essa limitação", observa Osvaldo.
Um exemplo é um par antígeno-anticorpo: os antígenos são moléculas específicas que reconhecem apenas o anticorpo característico daquele antígeno.
Este é o princípio que é empregado nos biossensores para análises clínicas, no diagnóstico de doenças. "O antígeno reconhece um anticorpo específico e, se isso der um resultado positivo, significa que o indivíduo está doente," explica o pesquisador.
Essa aplicação biomédica da língua eletrônica vem sendo testada desde 2007.
"Esse é o diferencial que torna nosso projeto pioneiro no mundo", aponta Osvaldo. Dentre os resultados obtidos no âmbito desta aplicação, os pesquisadores foram capazes de fabricar um biossensor que distingue a leishmaniose da doença de Chagas, doenças muito similares e que, mesmo com os imunossensores mais sofisticados, ainda ocasionavam falsos positivos.
Resultados mais homogêneos
Mas por que o assunto é tão atual, mesmo depois de dez anos de pesquisas?
Primeiro, devido a esta dificuldade de predefinição dos materiais utilizados comosensores. Segundo, porque a aplicação ainda não está disponível e difundida no mercado.
Nas aplicações mais nobres, a alta sensibilidade dos sensores é o próprio "calcanhar de Aquiles" do projeto, porque qualquer mudança do material significa mudança nas propriedades, o que exige a substituição de alguma unidade sensorial.
Então, para obter dados de uma série de amostras, seria necessário recalibrar todo o sistema, ou a língua eletrônica forneceria resultados diferentes. "Ainda precisamos resolver este problema para colocar uma língua eletrônica de alto nível no mercado", conta Osvaldo.
"Esta é uma meta que perseguimos pensando a longo prazo, porque ainda há muito trabalho à frente, então a língua eletrônica continuará sendo notícia," finaliza ele.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mercadante garante apoio a pautas das Universidades Federais




A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tiveram um encontro importante na última quinta-feira (10) para discutir demandas das Universidades Federais.
O ministro mostrou empenho para impulsionar a aprovação do Projeto de Lei 2203/11, que trata do acordo dos docentes elaborado em 2011, e apontou os avanços na tramitação da Lei 2.134/11, que criará novos cargos para professores e técnico-administrativo do plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).


As pautas levadas pelo presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins, contaram com apoio incisivo do ministro Mercadante, principalmente no que diz respeito ao cumprimento do acordo que trata da carreira do magistério superior. Aloizio Mercadante renovou o compromisso do Ministério da Educação (MEC) com a categoria e afirmou todo seu empenho para transformar o Projeto de Lei 2203/11 em medida provisória e sua implantação imediata. O ministro afirmou que o acordo é para ser cumprido.

A intenção do ministro é mediar em favor da demanda do projeto e assim atender as reivindicações de aumento salarial e estruturação da carreira. Também foi garantido ao presidente João Luiz, que está avançada a tramitação do PL 2.134/2011, que cria cargos para docente e técnico-administrativo. Segundo Aloizio Mercadante, já foi solicitado, em caráter de urgência, ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte que seja dada prioridade absoluta a aprovação da medida legislativa. "A Andifes ficou muito satisfeita com a posição do governo de transformar a PL em medida provisória, haja vista os efeitos imediatos e o início do cumprimento do acordo de agosto de 2011", disse o reitor João Luiz.

Para Mercadante é necessário que a Andifes também faça gestão junto aos líderes partidários no Congresso uma vez que o projeto de lei chegará em breve ao Senado. O reitor João Luiz informou da necessidade de tão logo sejam aprovados os cargos do Reuni, sejam autorizados concursos públicos e uma rápida nomeação dos aprovados para que estes entrem em exercício imediatamente. O presidente da Andifes também destacou a importância de aceleração dos debates sobre a carreira dos docentes, bem como o interesse em construir avanços nas relevantes reivindicações dos técnico-administrativos.

Ainda sobre a Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, o ministro orientou o secretário Amaro Henrique Pessoa Lins da Secretaria de Educação Superior (SESu), a fazer um levantamento das demandas de obras e instalações ainda necessárias para o Reuni.

No encontro, o presidente da Andifes, João Luiz, apresentou a proposta do Programa de Expansão, Excelência e Internacionalização das Universidades Federais (PEEXIU), e o ministro Mercadante se dispôs a aprofundar o debater e levar o tema para próximas reuniões. Foi entregue também um documento com a análise da relação aluno/professor na educação superior brasileira, que dará início ao debate sobre este indicador. Segundo consta no PEEXIU, o dados servirão para acompanhar e avaliar os resultados acadêmicos e de gestão administrativa.

O documento com a análise aluno/professor, resultado do estudo do professor Nelson Cardoso Amaral, integrante do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da UFG, pode ser conferido aqui: http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=756&Itemid=27.
(Ascom da Andifes)


sábado, 12 de maio de 2012

Faculdade de Direito da UFJF é a primeira em aprovação na OAB

Publicada em: 8 de maio de 2012 - Visualizada pela 1.399º vez
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Retorno da biblioteca do Direito à sede da faculdade e compra de acervo online são apontados como motivos para posicionamento no ranking da OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, na tarde desta terça, 8, a relação das instituições que registraram o melhor desempenho no 6º Exame de Ordem Unificado, aplicado em fevereiro e março. Em primeiro lugar, está a Faculdade de Direito da UFJF, com 86,27% dos candidatos aprovados. Dos 102 candidatos da universidade que fizeram a prova, 88 foram aprovados. Em todo o país, foram 25.912 alunos aptos.
Nos dois exames da Ordem de 2011, a faculdade local foi a quinta melhor, com 76,12% e 67,13% de aprovação. Em 2010, conseguiu a segunda posição, 67,3%. No Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) que envolveu cursos de Direito, em 2009, os alunos da UFJF obtiveram a melhor nota do país entre 968 cursos participantes e o conceito cinco, o mais elevado.
Segundo o diretor da Faculdade de Direito, Marcos Vinício Chein, a conquista  é resultado de um trabalho que já dura seis anos. Entre as mudanças realizadas estão a contratação de professores qualificados, melhorias na infraestrutura, aquisição de novos livros e desenvolvimento da biblioteca online. “Todo o investimento feito na educação está refletido nesse resultado”, ressalta.
Para Chein, o sucesso obtido no exame se deve também à competência, dedicação e esforço do aluno. “O curso de Direito baseia-se na integração de três segmentos: professor, aluno e técnico-administrativo. Todos têm que estar comprometidos para que haja maior absorção do conhecimento e melhor preparação de um profissional competente”, justifica.
A estudante do nono período Luciana Tasse, aprovada no exame, também atribui o posicionamento da faculdade à reestruturação curricular e pedagógica, à contratação de professores com doutorado, ao retorno da biblioteca à sede da faculdade, além do incremento em projetos de iniciação científica. “São alguns dos fatores que contribuem para uma formação mais ampla, não focada na área legalista, o que possibilita um patamar de discussão mais maduro, acerca de fundamentos do Direito, da jurisprudência, incentivando a leitura, a pesquisa e uma visão interdisciplinar.” Ainda conforme a aluna, a aprovação na Ordem é consequência desse trabalho, e não o objetivo ou a prioridade do curso, principalmente de uma universidade pública.
Aprovação da Faculdade de Direito nos últimos exames
O exame da OAB é conhecido pelo alto índice de reprovações em grande parte do país. No último, o índice médio de aprovados foi de 24,52%. Segundo Chein, a reprovação pode ser vista como um indicativo de que é preciso repensar o ensino jurídico e qualificar um aluno autônomo. “É preciso capacitar os bacharéis para que possam argumentar, raciocinar e sintetizar o conteúdo lecionado, seja no exame da OAB ou em qualquer outro”, completa.
Entre as 20 universidades com maior classificação, 19 são públicas. Entre os primeiros lugares, após a UFJF, estão a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com 84,48% de aprovação e a Fundação Universidade Federal de Viçosa (UFV) com 80% dos alunos aprovados. A lista completa pode ser conferida no site www.oab.org.br.
A relação completa dos aprovados no 6º Exame de Ordem Unificado está disponível aqui (arquivo em .pdf).
Relação do percentual de aprovação de todas as faculdades (arquivo em pdf).
Fonte:http://www.ufjf.br/secom/2012/05/08/faculdade-de-direito-da-ufjf-e-a-primeira-em-aprovacao-na-oab/