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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Equívocos de redação prejudicam trabalhos científicos brasileiros


Avaliação é de Gilson Volpato, professor da Unesp de Botucatu e especialista em redação científica, que lança o Dicionário crítico para redação científica
Por Elton Alisson
Agência FAPESP – Os pesquisadores brasileiros têm se esforçado para melhorar suas habilidades em redação, mas ainda cometem erros ao escrever uma tese ou artigo, segundo Gilson Volpato, especialista em redação e publicação científica.
Para Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), isso ocorre porque muitos pesquisadores não dominam ainda conceitos básicos da redação científica.
“Temos boas pesquisas no Brasil que, muitas vezes, são poucos citadas porque os resultados são mal apresentados. Isso se deve a uma série de equívocos sobre conceitos fundamentais na redação de um texto científico, que precisam ser corrigidos”, disse Volpato, à Agência FAPESP.
De acordo com o autor – que dá cursos sobre o tema e já auxiliou pesquisadores a reescreverem mais de 250 artigos em humanas, exatas e biológicas –, um dos conceitos relacionados à estrutura e apresentação dos textos utilizado de maneira equivocada está na introdução.
É comum, segundo ele, alguns pesquisadores erroneamente apenas discorrerem nessa parte fundamental de um texto científico sobre a literatura científica que leram, sem fundamentarem as bases e os objetivos da pesquisa.
“Esse é um vício observado nas introduções de algumas teses e dissertações, onde se inclui a chamada ‘revisão da literatura’, por exemplo, e tenta-se replicar essa mesma estrutura de texto nos artigos submetidos às revistas científicas. Porém, essa estrutura acaba não sendo publicada porque os artigos científicos internacionais seguem a lógica científica que é adotada por todas as boas revistas científicas no mundo e não se pode querer fazer algo diferente”, disse Volpato.
Outro conceito errado é sobre artigo de revisão científica. A ideia é que tal trabalho contribua para o avanço do conhecimento, mas, de acordo com Volpato, muitos artigos do tipo costumam apenas resumir as pesquisas em suas respectivas áreas.
“Há pesquisadores que coletam uma série de dados da literatura recente em suas áreas, fazem um resumo de todo o material coletado e acham que fizeram um artigo de revisão. Mas o artigo de revisão tem que avançar, tem que trazer novas conclusões”, afirmou.
Reavaliação de conceitos
Volpato, em parceria com mais cinco pesquisadores, acaba de lançar o Dicionário crítico para redação científica, com o intuito de contribuir para corrigir e balizar conceitos utilizados erroneamente por pesquisadores brasileiros.
O livro reúne definições de 750 termos utilizados em várias áreas, relacionados à publicação, redação, Filosofia da Ciência, Ética, Lógica, Administração, Estatística, Metodologia, Biblioteconomia e Cientometria, entre outras.
Entre os conceitos definidos pelos autores estão os de autoria, fator de impacto, método lógico e metanálise.“O livro reúne conceitos úteis a cientistas de qualquer área, que são definidos com clareza para nortear a construção de uma ciência que seja de alto nível e que atenda aos padrões internacionais de publicação”, afirmou Volpato.
Segundo ele, a publicação leva o nome de dicionário crítico porque muitas definições atuais utilizadas de forma corrente precisam ser reavaliadas. “O dicionário apresenta definições mais ousadas e também faz críticas a alguns conceitos mais tradicionais que já não fazem mais sentido no universo atual da ciência e da redação científica”, disse.
De acordo com Volpato, há poucos exemplos desse tipo de publicação, a maioria voltada para áreas específicas, como o Critical Dictionary of Sociology e o Critical Dictionary of Art, Image, Language and Culture.
A ideia é que a publicação brasileira chegue a ter mais de 5 mil palavras nas próximas edições. Para isso, já está sendo formada uma equipe com especialistas em diversas áreas, e os autores estão solicitando sugestões de novos termos para serem inseridos.
“As pessoas podem sugerir termos ou fazer críticas aos conceitos já definidos, para que possamos revê-los”, disse Volpato. Os interessados em dar sugestões devem enviar e-mail paradcrc2013@gmail.com. Os nomes dos autores das sugestões aceitas serão mencionados nas respectivas edições nas quais suas contribuições forem publicadas.
Além do novo dicionário, Volpato também é autor dos livros Método lógico para a redação científicaBases teóricas da redação científicaPublicação científicaAdministração da vida científicaPérolas da redação científicaDicas para redação científicaCiência: da filosofia à publicação e Estatística sem dor!.
O professor também divulga seu trabalho no site www.gilsonvolpato.com.br , que oferece artigos, dicas e reflexões sobre redação científica, educação e ética na ciência. O site dá acesso a aulas on-line do curso “Bases teóricas para redação científica”, apresentado por Volpato na Unesp.
    Dicionário crítico para redação científica
    Lançamento: 2013
    Preço: R$ 60
    Páginas: 216
    Mais informações: www.bestwriting.com.br 
    Fonte:
http://agencia.fapesp.br/17508

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Caos prova ser superior à ordem


Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/05/2013

Caos prova ser superior à ordem
O efeito foi confirmado em esferas simples, espelhadas internamente: quando elas foram amassadas, passaram a armazenar muito mais luz. [Imagem: Liu et al./ Nature Photonics]
Armazenamento caótico de luz
Uma equipe internacional de cientistas demonstrou que o caos pode superar a ordem - pelo menos quando o assunto é o armazenamento de luz.
A pesquisa envolveu um estudo de cavidades ópticas - dispositivos também conhecidos comoressonadores ópticos - que têm a capacidade de armazenar luz, que fica presa refletindo-se entre conjuntos de espelhos.
A surpresa veio quando foram usados, não espelhos quase perfeitos, como geralmente se procura fazer, mas espelhos deformados.
Surpreendentemente, os caminhos de luz caóticos gerados pela reflexão nos espelhos deformados permitiram o armazenamento de muito mais luz do que usando os caminhos bem ordenados gerados por espelhos precisos.
Os pesquisadores demonstraram um aumento de seis vezes na energia armazenada no interior de uma cavidade caótica, em comparação com uma equivalente clássica com o mesmo volume.
Aplicações da coleta de luz
O trabalho terá importantes aplicações em vários ramos da física básica e da tecnologia, incluindo a óptica quântica e o processamento de sinais ópticos usados na internet, onde a luz precisa ser armazenada por períodos curtos para facilitar as operações lógicas, e também para otimizar a interação luz-matéria.
As células solares também podem se beneficiar, já que capturar mais luz melhora sua capacidade para gerar eletricidade. Quanto mais tempo a luz fica presa na célula solar, maior é a probabilidade de que ela seja absorvida, excitando elétrons e criando eletricidade.
"O conceito por trás desses ressonadores caóticos de banda larga para aplicações de coleta de luz é muito profundo e complexo. Acho fascinante que, ainda que tenhamos usado técnicas estado da arte de fabricação para provar isso, essa ideia pode de fato ser facilmente aplicada ao mais simples dos sistemas," disse o Dr. Andrea Di Falco, da Universidade de St. Andrews.
De fato, o efeito foi confirmado em esferas simples, espelhadas internamente: quando elas foram amassadas, passaram a armazenar muito mais luz.
O projeto, que envolveu pesquisadores da Universidade de Bolonha, na Itália, foi iniciado pelo professor Andrea Fratalocchi, da Arábia Saudita, que desenvolveu a teoria por trás da captação caótica de luz.
Ordem no caos
O caos, a desordem e a imprevisibilidade são comportamentos que permeiam todos os fenômenos naturais.
Ainda assim, a maioria dos sistemas construídos pelo homem tenta evitar esses efeitos, geralmente assumindo que o caos diminui o desempenho dos nossos aparelhos.
Aos poucos, porém, indo fundo o bastante, os físicos têm descoberto uma ordem intrínseca no caos, constatando, por exemplo, a suave geometria do caos quântico, e até mesmo modelado a "ordem que impera no caos".
Uma das primeiras aplicações práticas encontradas por essas teorias foi na robótica:
Bibliografia:

Enhanced energy storage in chaotic optical resonators
C. Liu, A. Di Falco, D. Molinari, Y. Khan, B. S. Ooi, T. F. Krauss, A. Fratalocchi
Nature Photonics
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/NPHOTON.2013.108

sábado, 18 de maio de 2013

Editora de Hemingway nos EUA vende e-books no Brasil, sob protestos de grupo nacional


Editora de Hemingway nos EUA vende e-books no Brasil, sob protestos de grupo nacional


Se Ernest Hemingway se notabilizou por frequentar os territórios mais inóspitos do mundo, sua obra agora enfrenta, com percalços, um terreno igualmente duro: a internet brasileira.
A edição de livros digitais do escritor norte-americano (1899-1961) em português está colocando em conflito um dos maiores grupos editoriais do país, a Record, e uma gigante dos Estados Unidos, a editora Simon & Schuster.
Os campos de batalha são variados: entre eles, as lojas brasileiras da Amazon e da Apple e o site da Livraria Cultura. Até o fechamento desta edição, as três vendiam para o território nacional mais de uma versão digital em português de obras de Hemingway, as da editora Bertrand Brasil e as da americana Scribner.
A.E. Hotchner/Associated Press
Ernest Hemingway na Ponte dos Suspiros, em Veneza, na Itália, em 1950
Ernest Hemingway na Ponte dos Suspiros, em Veneza, na Itália, em 1950
"Dentro do território brasileiro, a Bertrand Brasil tem a exclusividade de publicar a obra. Eles não poderiam fazer isso", diz Sérgio França, responsável pela área digital do grupo Record (do qual faz parte a Bertrand).
Há duas semanas, a empresa notificou livrarias, como a Amazon brasileira, que chegou a suspender temporariamente a venda de e-books de clássicos como "O Velho e o Mar" com o selo da editora Scribner (parte do grupo Simon & Schuster).
Mas as vendas voltaram dias depois. O leitor nacional pode comprar atualmente, por exemplo, o romance "Por Quem os Sinos Dobram" na versão da Bertrand Brasil (tradução de Luiz Peazê) por R$ 41 e na do selo Scribner (com tradução de Monteiro Lobato) por R$ 20,39.
"Vamos voltar a notificar todos os que estão vendendo e tomar as devidas medidas", diz a diretora editorial da Bertrand Brasil, Rosemary Alves.
Procurado pela Folha sete vezes, desde o início de maio, por e-mail e por telefone, o diretor responsável pela área de direitos autorais da Scribner, Paul O'Halloran, não respondeu a nenhuma pergunta. Em sua única mensagem, questionou: "Posso saber por que você pergunta?".
HEMINGWAY BÚLGARO
Com as 12 obras de Hemingway à venda em português, é a primeira vez que o selo Scribner, fundado em 1846 e editora original de autores como Scott Fitzgerald, lança livros neste idioma.
Hemingway foi, nos Estados Unidos, o primeiro dos grandes escritores a ter livros digitais à venda, em 2002, pela mesma editora.
Além de vender as obras do autor em português, a mesma Scribner está comercializando pela internet os livros dele em búlgaro.
Reprodução
E-book de Hemingway de editora americana em português
E-book de Hemingway de editora americana em português
"Este episódio mostra que, com o digital, editoras de um país podem vender diretamente traduções de seus livros em outros países", diz Carlo Carrenho, consultor e diretor do site PublishNews.
"O maior problema para uma editora vender seus livros impressos em outro país sempre foi a distribuição física. No digital, isso cai e o grande custo é o da tradução", acrescenta ele.
No caso da Scribner, porém, ela vende traduções já existentes, como as feitas por Lobato e pelo também escritor Jorge de Sena, já publicadas em Portugal pela editora Livros do Brasil, que confirmou à Folha ter feito acordo com a editora americana.
Mas a venda da edição portuguesa, em versões impressas e digitais, seria ilegal, porque, segundo a Record, o contrato deles prevê exclusividade territorial.
"Não é comum que se convencione a possibilidade de venda do mesmo livro por mais de uma editora em um só território", diz o advogado especializado em direitos autorais Luiz Henrique Souza. "Pode estar ocorrendo edição fraudulenta."
"Esse é um tema fascinante, e que em direito é chamado de importação paralela", diz Ronaldo Lemos, fundador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, no Rio, e colunista da Folha. Para ele, "se a empresa brasileira decidir resolver a questão legalmente, terá de acionar a Justiça americana".
França, da editora Record, diz que não acredita que o episódio vá tomar este caminho. "Em geral, estes casos acabam sendo resolvidos de maneira cavalheiresca", diz ele, cujo departamento tem lançado 30 e-books por mês.
*
TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE EDIÇÃO DIGITAL
1. Uma obra literária pode ter simultaneamente mais de uma edição num país?
Pode, mas só se as obras do autor estiverem no chamado "domínio público" ou se os contratos não estabelecerem limites territoriais ou exclusividade - o que é muito raro no mercado editorial.
2. Que obras são consideradas de "domínio público"?
Para o direito brasileiro, podem ser publicadas por qualquer editora, em versão impressa ou digital, obras de autores mortos há mais de 70 anos. Hemingway, morto há 51 anos, não se enquadra na regra.
3. Existe alguma lei que impeça editoras estrangeiras de venderem e-books no Brasil em português?
Não existe nenhuma legislação específica que impeça que uma empresa estrangeira distribua e-books com alcance para o mercado brasileiro. Mas as editoras podem e costumam estabelecer limites territoriais quando compram os direitos da obra para um país.
4. A legislação é diferente para e-book ou impresso?
Não. A Lei 9610/98, que regulamenta os direitos autorais, aplica-se ao ambiente digital.
5. O que uma editora prejudicada pode fazer?
Pode procurar a editora original e pedir indenização ou procurar a distribuidora que invadiu o território da outra e solicitar a retirada da obra de circulação.
Fontes: advogados Liana Machado, Luiz Henrique Souza e Ronaldo Lemos



http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/05/1280676-editora-de-hemingway-nos-eua-vende-e-books-no-brasil-sob-protestos-de-grupo-nacional.shtml

terça-feira, 19 de março de 2013

Como emplacar um carro zero km em Juiz de Fora

1 - Pegue a nota fiscal de saída na concessionária;
2 - Acesse o site do detran-mg e preencha o formulário e imprima;
https://www.detran.mg.gov.br/veiculos/emplacamento/primeiro-emplacamento-veiculo-zero
Após o preenchimento pague a taxa para o primeiro emplacamento no banco
3- vá ao setor de vistoria da polícia civil fica atrás da rodoviária;
(levar a Nota fiscal do carro, o formulário e a taxa paga)
4- Após a vistoria comparecer ao departamento de trânsito da polícia civil no Bairro Manoel Honório;
( levar o formulário, Nota fiscal, taxa, Comprovante de residência atual, carteira de identidade e CPF)
5 - Pegar posteriormente o documento;
6 - Fazer a placa;
7 - Comparecer na vistoria da polícia civil (atrás da rodoviária) para fazer o emplacamento;
8 - Vá ao banco e pague o seguro obrigatório e o IPVA.

Todo o processo é feito de um dia para o outro.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Chips que se autoconsertam são virtualmente indestrutíveis



Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/03/2013
Chips que se autoconsertam são virtualmente indestrutíveis
Os pesquisadores destruíram várias partes dos circuitos integrados acertando-os várias vezes com disparos de raios laser de alta potência - e eles voltaram a funcionar normalmente usando novas rotas disponíveis no próprio chip.[Imagem: Jeff Chang e Kaushik Dasgupta/Caltech]
Evolução dos chips
Imagine que o hardware do seu celular ou do seu computador possa reparar a si mesmo, sem que você precise levar o aparelho à assistência técnica.
Esta possibilidade acaba de ser demonstrada por engenheiros do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.
Nos testes, mesmo com erro dramáticos induzidos pelos pesquisadores, os chips conseguiram consertar a si mesmos em alguns microssegundos, recuperando-se de problemas que vão desde o descarregamento da bateria até uma falha total dos transistores.
Embora pareça coisa de ficção científica, o conceito de circuitos eletrônicos que se autoconsertam foi demonstrado em uma série de amplificadores de potência estado da arte, do tipo usado em radares e telecomunicações.
No teste mais dramático, os pesquisadores destruíram várias partes dos chips acertando-os várias vezes com disparos de raios laser de alta potência.
A seguir, foi só esperar um segundo para ver os chips desenvolvendo sozinhos rotas alternativas e voltando a funcionar normalmente.
"Foi incrível a primeira vez que o sistema foi danificado e se autoconsertou. Era como se estivéssemos assistindo o próximo passo na evolução dos circuitos integrados," disse o professor Ali Hajimiri, coordenador do estudo.
"Nós literalmente explodimos metade do amplificador e vaporizamos vários de seus componentes, incluindo transistores, e ele foi capaz de se recuperar e retornar quase ao seu desempenho ideal," acrescentou.
Chips com autoconserto
A chave para o poder de autoconserto dos circuitos integrados está em uma série de sensores incorporados, que medem temperatura, corrente, tensão e potência.
As informações desses sensores alimentam um circuito especial, integrado no mesmo chip que os amplificadores de potência.
Esse chip dedicado funciona como um cérebro do sistema, analisando o desempenho global do amplificador e determinando se algo saiu errado e se é necessário fazer algum ajuste.
Se for necessário consertar algo, entram em ação dois tipos diferentes de "atuadores" - as partes variáveis do circuito.
E, em vez de gastar mais energia, devido à necessidade de gerenciamento contínuo, o novo chip com autoconserto consumiu apenas metade da energia do chip tradicional, e seu funcionamento foi mais estável.
Chip-cérebro
Curiosamente, o chip-cérebro não opera com base em algoritmos que sabem como responder a todos os defeitos possíveis. Em vez disso, ele tira conclusões com base na resposta agregada dos sensores.
"Você diz ao chip os resultados que deseja e deixa ele descobrir como produzir esses resultados," disse Steven Bowers, principal responsável pela inovação.
"O desafio é que há mais de 100.000 transistores em cada chip. Não sabemos todas as diferentes coisas que podem dar errado, e não precisamos saber. Nós projetamos o sistema de um modo tão genérico que ele encontra o estado ideal para todos os atuadores em qualquer situação, sem intervenção externa," acrescenta Bowers.
O protótipo conseguiu safar-se de quatro classes de problemas de hardware: (1) variação estática, gerada pelas diferenças entre os componentes; (2) envelhecimento dos componentes, que causa perda de suas propriedades; (3) variações ambientais, como temperatura, tensão de alimentação e carga; e (4) destruição deliberada ou catastrófica de partes do circuito.
Os pesquisadores demonstraram sua técnica de autoconserto em amplificadores de potência para frequências milimétricas. Esses circuitos integrados de alta frequência estão na fronteira das pesquisas, sendo promissores para uso na próxima geração de aparelhos de comunicação, imageamento, sensoriamento e radar.
Demonstrando que os circuitos integrados com autoconserto funcionam bem em um sistema tão avançado, o grupo espera que a técnica possa ser estendida para virtualmente qualquer outro sistema eletrônico.
Bibliografia:

Integrated Self-Healing for mm-Wave Power Amplifiers
K. Foreman, K. Sengupta, K. Dasgupta, S. Bamberg, A. Hajimiri
IEEE Transactions on Microwave Theory and Techniques
Vol.: 61 , Issue: 3 - Page(s): 1301 - 1315
DOI: 10.1109/TMTT.2013.2243750
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=chips-autoconsertam-indestrutiveis&id=010110130312&ebol=sim

LHC detecta partícula alternando entre matéria e antimatéria



Redação do Site Inovação Tecnológica - 11/03/2013
LHC detecta partícula mudando de matéria para antimatéria
Um dos principais objetivos do experimento LHCb é explicar melhor a assimetria entre matéria e antimatéria.[Imagem: CERN]
Embora fique parado para reformas e atualizações tecnológicas pelos próximos dois anos, o LHC continuará rendendo frutos científicos derivados da análise dos dados já coletados.
Com os cientistas reunidos na Itália para mais uma estação de anúncios dos resultados, a primeira novidade veio no campo da antimatéria.
O grupo ligado ao detector LHCb, um dos quatro grandes instrumentos do LHC - são sete ao todo -, flagrou pela primeira vez uma partícula chamada méson-D oscilando entre matéria e antimatéria.
A interação fraca - uma das quatro forças fundamentais da natureza - permite que os quarks mudem o seu tipo, ou o que os físicos chamam de "sabor".
Mas os mésons neutros - partículas compostas de um quark e um anti-quark - também podem sofrer uma interação fraca de segunda ordem, o que significa que eles podem oscilar entre seu estado de partícula e de antipartícula.
A equipe observou pela primeira vez essa inversão de estados entre matéria e antimatéria com uma certeza de 9,1 sigmas, muito acima do nível 5 exigido para determinar uma descoberta.
Essa oscilação de uma partícula entre matéria e antimatéria é prevista pelo Modelo Padrão da Física para todos os quatro tipos de mésons - agora todas elas foram observadas experimentalmente.
Veja detalhes sobre os diversos tipos de partículas do Modelo Padrão na reportagem: O que é bóson? E quem é Higgs?
Em 2011, o LHCb encontrou os primeiros sinais de uma violação direta da chamada violação de carga-paridade, o que poderia apontar para eventos além daqueles previstos pela física atual.
Segundo os pesquisadores, eles continuam analisando os novos dados obtidos em busca da confirmação daquela observação, que ainda não atingiu os 5 sigmas necessários para ser definido como uma descoberta.
Bibliografia:

Observation of D0-D0 Oscillations
R. Aaij et al. (LHCb Collaboration)
Physical Review Letters
Vol.: 110, 101802
DOI: 10.1103/PhysRevLett.110.101802
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lhc-particula-muda-materia-para-antimateria&id=010115130311&ebol=sim

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

LIVROS DE PAULO FREIRE DISPONÍVEIS PARA DOWNLOAD GRATUITO





Os adeptos de Paulo Freire têm agora a disponiblidade de baixar gratuitamente na internet, inclusive o clássico Pedagogia do Oprimido. Algumas de suas obras são consideradas preciosidades. São livros importantíssimos de um pensador brasileiro comprometido profundamente com as causas sociais.

O material é inovador, criativo,original e tem importância histórica inédita. Para os profissionais e pesquisadores de comunicação a obra Extensão ou Comunicação é, praticamente, obrigatória.
As obras estão disponiveis no portal do governo do Acre:
http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/.

Fonte: EcoDebate, Cidadania e Meio Ambiente de 19.02.2013

Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2013__21&pagina=noticias&id=08010

INCRÍVEL: FÍSICOS CRIARAM, PELA PRIMEIRA VEZ, UM TIPO DE CRISTAL “QUASE VIVO”




Após três bilhões de anos, a química inanimada tornou-se parte de algo biológico, formando a vida.

Um composto recém-sintetizado está se comportando de modo assustadoramente realista, como se estivessem vivos.

As partículas não estão realmente vivas, obviamente, mas elas não estão longe disso também. Expostas à luz e “alimentadas” por produtos químicos, elas formam cristais que se movem, se rompem e formam-se de novo.

“Há uma fronteira que não conhecemos entre o vivo e o não vivo. Isso é exatamente o tipo de questão que tais descobertas levantam”, declarou o biofísico Jérémie Palacci da Universidade de Nova York em entrevista a revistaWired.

Palacci e seu colega Paul Chaikin, lideraram um grupo de pesquisadores que desenvolveram as partículas, relatadas no dia 31 de janeiro na Science, classificadas como cristais “vivos” em determinadas condições químicas.
Cada partícula é feita a partir de um cubo microscópico de hematita, um composto constituído de ferro e oxigênio revestido por uma camada de polímero esférico, mas com um pequeno canto exposto.

Sob certos comprimentos de onda de luz azul, a hematita conduz eletricidade. Quando as partículas são colocadas em solução de peróxido de hidrogênio (mais conhecido como água oxigenada) sob essa luz, começam reações químicas em torno das pontas expostas.

Como o peróxido de hidrogênio se decompõe, um gradiente de concentração é formado. As partículas então viajam até esse ponto exposto, agregando cristais que também seguem esse gradiente.

Forças aleatórias puxam os cristais que estão separados, mas eventualmente eles se fundem de novo. O processo se repete, paralisando apenas quando as luzes se apagam.

O trabalho em questão visa entender como esses complicadíssimos comportamentos coletivos surgem de simples propriedades individuais.
“Aqui nós mostramos que com um sistema simples, sintético e ativo, podemos reproduzir algumas características dos sistemas vivos. Eu não acho que isso se comporte exatamente como nossos sistemas vivos, mas enfatiza o fato de que o limite entre o vivo e o não vivo é um tanto arbitrário”, declarou Palacci.
Chaikin ainda comentou que a vida é algo muito difícil de definir, mas podemos dizer que é algo que possui metabolismo, mobilidade e capacidade de se auto-replicar. Esses cristais possuem essas duas primeiras características, não a última.

Alguns cientistas acreditam que os blocos de construção da vida existiram de modo semelhante, indo e voltando durante milhões de anos, até conseguirem a característica de se reproduzirem.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2013__21&pagina=noticias&id=08026

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pesquisadora do IAD discute nova sala de aula e formas de ensinar menos tradicionais



A briga para mudar os espaços e a forma de ensinar, tão sacralizada, poderá ser grande, mas segundo Eliane Bettocchi, a mudança é iminente (Foto: Frederico Boza)
Ao imaginar uma escola, a maior parte das pessoas pensa em carteiras alinhadas diante de um quadro negro, onde estudantes sentam-se para acompanhar a explanação de um professor. Nas últimas décadas, pouco foi questionada essa forma de ensinar que, criada sob o arcabouço positivista do século XIX, perdura após a chegada do terceiro milênio. Por isso, atualmente uma série de pensadores têm procurado discutir a reformulação da tradicional “sala de aula”.
Entre eles está a professora Eliane Bettocchi, do Instituto de Artes e Design (IAD) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Ela busca sustentar sua reflexão no pensamento pós-estruturalista de Michel Foucault, na arte conceitual de Marcel Duchamp e Joseph Beuys, e nas ideias sobre a organização de tempo e espaço de Fernando Hernández, articulando teorias a fim de propor a criação de um “hiperambiente” a ser utilizado como espaço de ensino. Segundo a professora, este seria um modelo a valorizar a interdisciplinaridade, a interatividade e o lúdico.
“O atual modelo de sala de aula confina, adestra, restringe. Não permite que os alunos sejam criativos e questionadores, transformando-os em apreensores de informações”, afirma Bettocchi. Para a professora, o espaço de ensino deve, em primeiro lugar, permitir uma relação afetiva entre aluno e local de aprendizagem. “Uma sala de aula pode ter mesas onde os alunos espalhem o material, ao invés das carteirinhas tão limitadas. Pode ter uma biblioteca ou um espaço de informática. Ela deve reunir ‘cantos de interesse’ dos alunos. Não ser um espaço estanque ou uniforme.”
Segundo a professora, tais ideias beneficiariam alguns campos do conhecimento prejudicados por espaços de educação fortemente formatados e hierarquizados. “No caso das artes, por exemplo, um ateliê é um espaço apropriado para o ensino. Mas não uma sala de aula, nos moldes utilizados pela maioria das escolas. É um espaço muito sacralizado, que não permite o encontro da aprendizagem com o lúdico, com o prazer do aluno em estar ali, aprendendo.”
Privilegiar o interdisciplinar e o lúdico
O ato de repensar os ambientes acadêmicos já rendeu resultados concretos como as reestruturações de laboratórios na UFJF, aprovadas por edital da Capes (foto: Frederico Boza)
Bettocchi lembra o começo de suas pesquisas, quando, ao trabalhar com alunos de uma escola pública, inovou e abriu mão das formas tradicionais de ensino. Ela apresentou aos alunos o Role Playing Game (RPG), jogo em que os participantes interpretam papeis e criam narrativas. “Vivenciamos, com esta inovação, uma melhoria muito grande no interesse dos alunos pela aula. Conseguimos despertar nos alunos a vontade de produzir textos, por exemplo. Desde então, trabalho assiduamente neste campo.”
A pesquisadora conta que, depois da experiência com o RPG, trabalhou na elaboração de materiais didáticos que privilegiassem a interatividade. Mais tarde, decidiu extrapolar a limitação do impresso e pensar no espaço, objeto de estudo desenvolvido atualmente na UFJF.
“Buscamos intensamente uma nova forma de pensar a sala de aula, por isso mantemos grupos de professores que pretendem reestruturar os espaços de ensino da universidade. Trabalhamos com a possibilidade de elaborar laboratórios interdisciplinares, em que docentes de diferentes campos de conhecimento desenvolvam projetos em conjunto.”
“Mudança é iminente”, afirma pesquisadora
Bettocchi afirma que esse esforço já rende aos professores resultados concretos na UFJF, tais como as reestruturações do Laboratório Multidisciplinar de Ensino de Ciências (LabMEC) do Instituto de Ciências Exatas (ICE) e do Núcleo de Educação em Ciência, Matemática e Tecnologia (NEC) da Faculdade de Educação (Faced), e à implantação do Laboratório Interdisciplinar de Linguagens (LILi) no Instituto de Artes e Design e na Faculdade de Letras. Todos são financiados pela Capes pelo edital Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (LIFE) para atender às Licenciaturas.
O fortalecimento da interdisciplinaridade é um primeiro passo, segundo a pesquisadora, para a reformulação no espaço de ensino. Entretanto, ela prevê forte litígio entre a academia e as instituições que há muito tempo utilizam a tradicional sala de aula. “Vai ser uma briga grande, mas a mudança é iminente. As agências de fomento estão interessadas em novos espaços, que incluam uma sala de aula mais interdisciplinar, lúdica e interativa, e vão pressionar as instituições de nível superior a mudar. Com elas as escolas terão de se transformar. Afinal, não adianta mudar o ensino básico e não mudar a formação dos seus professores, que é responsabilidade das universidades”, conclui.
Fonte:http://www.ufjf.br/secom/2013/01/29/pesquisadora-do-iad-discute-nova-sala-de-aula-e-formas-de-ensinar-menos-tradicionais/

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra


Materiais Avançados

Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra
Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]
Bioasfalto
O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.
Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.
Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.
Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.
Bioasfalto
O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".
Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.
A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.
Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.
Testes de campo
Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.
"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."
O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação.
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=bio-asfalto-vegetal-estradas-terra&id=010160130129&ebol=sim