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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como comprar uma TV de alta-definição

Patrick Miller, da PC World EUA
02-12-2010
LCD ou Plasma? Com ou sem 3D? Não sabe qual TV colocar debaixo da árvore de natal? Temos as respostas para as suas perguntas.

Os preços das TVs de alta-definição nunca estiveram tão baixos quanto neste fim de ano, então você pode se sentir tentado a comprar uma delas para substituir o “tubão” na sala. Mas comprar uma HDTV não é uma simples questão de comprar a maior tela pela que você puder. Para ajudá-lo na decisão, juntamos as perguntas (e respostas) mais comuns na hora de comprar uma HDTV. Continue lendo, você pode acabar evitando um mau-negócio.

Devo comprar uma TV de LCD ou de Plasma?

Ambos os tipos tem seus prós e contras, mas o que importa mesmo é o preço. Se você quer uma TV enorme sem gastar muito, as TVs de Plasma são a melhor opção. Entretanto, elas estão caindo na preferência do consumidor e muitos fabricantes estão focando seus esforços na produção de TVs LCD com iluminação LED. Em nossa análise mais recente descobrimos que, embora as TVs de Plasma tenham uma vantagem sobre as de LCD no quesito preço e possam produzir contraste e níveis de preto superiores, elas não se saem tão bem quando o assunto é qualidade de imagem. Além disso, as TVs LCD são mais eficientes no consumo de energia, ou seja, ao longo dos anos uma TV de Plasma acaba se tornando mais cara pois consome mais.

Lembre-se que TVs de Plasma só tem uma boa relação custo/benefício em telas de 40 polegadas ou mais, portanto você pode não ter escolha de tecnologia se procura uma tela menor.

Qual tamanho de tela devo comprar?

No geral, o maior é melhor. E não só pelo fato de você poder se gabar de sua TV gigantesca para os amigos.



TVs com telas enormes e finíssimas são a tendência atual

O principal fator que você deve levar em conta ao comprar uma nova TV (além de seu orçamento, claro) é o quão longe você vai se sentar dela. A THX, uma empresa especializada na certificação de sistemas de áudio e vídeo, recomenda que a tela ocupe 40 graus de seu campo de visão. Isto é aproximadamente 1 metro para uma tela de 35 polegadas, 1 metro e 20 centímetros para 40 polegadas, 1 metro e 50 centímetros para uma TV de 50 polegadas e 1 metro e 80 centímetros para uma TV de 60 polegadas. Mas os fabricantes e revendedores podem ter recomendações diferentes.

Eu quero ver a TV na loja antes de comprá-la. No que eu devo prestar atenção?

Não se sente à vontade em comprar pela internet? Não tem problema, sabemos que não há nada como ver a TV em pessoa na loja para facilitar a escolha. Entretanto, há vários pontos nos quais você deve ficar de olho para não cair em pegadinhas.

Os vendedores tem dezenas de meios para ajustar as TVs para que elas chamem a atenção nas prateleiras. Por exemplo, a maioria dos aparelhos vem com um “Modo Demonstração” (Demo Mode) que coloca brilho, contraste e cor no máximo para que a imagem pareça mais vívida que a dos aparelhos ao lado - mesmo que isso faça com que o filme que está passando se pareça com um desenho animado. Se puder, mude o ajuste da TV para “Modo Cinema” (Movie Mode) ou um modo certificado pela THX (se disponível) para ter uma idéia de como é a imagem sob condições mais realistas.

Diferentes TVs se saem melhor com diferentes tipos de conteúdo, então leve com você alguns exemplares dos seriados de TV, filmes e jogos que você pretende assistir em sua nova TV e teste-os nos modelos da loja. Os vídeos de demonstração exibidos nas lojas simplesmente repetem algumas cenas legais e não mostram a real capacidade do televisor de lidar com cenas em movimento ou com pouca luz. E os gamers com certeza irão querer experimentar a TV para se certificar de que não há atraso (lag) no processamento do sinal de vídeo, o que pode arruinar o desempenho em um jogo de tiro em primeira pessoa, por exemplo.

Devo comprar uma TV 3D?

Esta é uma pergunta difícil de responder. No Brasil 3D ainda é visto como uma tecnologia “premium”, e aparelhos compatíveis (que exigem óculos especiais) são muito mais caros que modelos “2D” com características similares. Portanto, 3D é algo fora de consideração para quem pensa em economizar.

Mas mesmo se você puder pagar por uma TV 3D, talvez ainda não valha a pena comprá-la por causa do custo associado. Além da TV você precisará de óculos especiais, um para cada pessoa que quiser assistir, e a maioria dos modelos de TV vem com um ou dois óculos no máximo. Se sua família é grande, terá de investir cerca de R$ 200 em cada par extra.



Você precisará de um óculos 3D para cada pessoa que quiser assistir TV. E eles são caros!

Além disso você também irá precisar de um player de Blu-Ray compatível com 3D e de filmes nesse formato para assistir. E francamente, fora filmes de animação para as crianças, não há muita coisa disponível no mercado.

Por outro lado, uma TV 3D comprada agora provavelmente não ficará obsoleta nos próximos dois anos, e as primeiras tentativas de 3D sem óculos não são boas o suficiente para que você espere por elas se realmente quiser entrar na onda do 3D.

Pra que serve uma porta Ethernet ou adaptador Wi-Fi numa TV?

Muitas TVs de alta-definição atualmente no mercado podem se conectar à sua rede doméstica, seja via Ethernet ou Wi-Fi. E uma vez online, elas podem acessar serviços como o YouTube, Twitter, Flickr, Facebook ou Picasa, além de mostrar a previsão do tempo e as últimas notícias com um sistema de “widgets” que flutuam sobre a imagem. E TVs com o logo “DLNA Certified” podem exibir fotos, vídeo e música transmitidos a partir de um PC compatível (como seu notebook ou smartphone) ligado à mesma rede doméstica.

Pra que serve uma porta USB?

Muitas TVs atualmente no mercado, mesmo modelos mais baratos, tem uma porta USB para que você possa conectar um pendrive ou HD externo. Assim elas podem servir como “players” exibindo conteúdo armazenado no pendrive como fotos, vídeos ou músicas. Não há forma melhor de mostrar as fotos das férias para toda a família.

Mas os recursos variam de modelo para modelo. Algumas TVs só mostram fotos e música, mas não vídeos. Outras reproduzem vídeo, mas só em formatos específicos. Modelos mais sofisticados podem fazer slideshows (apresentações) combinando fotos e músicas, e tocar vídeo em vários formatos com suporte a legendas. Se você se interessa por esse recurso, vale a pena consultar a ficha técnica do aparelho no site do fabricante, e as opiniões de donos do aparelho em sites na internet.

Quais as diferenças entre as TVs de marcas famosas e as menos conhecidas?

Marcas mais baratas são populares nos catálogos das grandes lojas, com preços muito atraentes. Não é incomum encontrar TVs com telas de mesmo tamanho de marcas como Sony e "H-Buster" com diferença de preços de até R$ 1.000. E aí você se pergunta: qual o motivo?

Para começo de conversa, as TVs das marcas mais baratas geralmente não tem todos os recursos dos modelos mais caros, como 3D, conexão à internet, inúmeras opções de calibração e um design fininho e atraente.

Você também irá notar uma diferença dramática na qualidade de imagem. Aparelhos de marcas como Panasonic, Samsung, Sony e LG geralmente tem taxas de atualização de imagem mais altas (120, 180 ou 240 Hz) e melhores recursos de processamento de imagem, o que significa que as imagens serão mais nítidas, com cores mais vivas e movimentação suave mesmo em cenas de ação.

Depois de se acostumar à imagem de um modelo mais sofisticado, dificilmente você irá olhar com os mesmos olhos para um mais barato. Mas se você ficar satisfeito com o que viu na loja e não precisar dos recursos extras oferecidos pelas grandes marcas, não há motivos para não economizar um dinheirinho.

Um último aviso: antes de investir em uma marca menos conhecida, informe-se sobre os procedimentos de garantia e dê uma olhada na lista de postos autorizados. De nada adianta economizar na TV e depois gastar tempo e gasolina dirigindo 400 Km até a assistência técnic mais próxima.

Por que os cabos HDMI são tão caros?

Em comprimentos pequenos (o suficiente para ligar um player de Blu-Ray ou videogame à TV), um cabo HDMI de R$ 20 terá exatamente o mesmo desempenho que um cabo de R$ 300. Ao longo dos anos fizemos vários testes comparativos entre cabos genéricos e “de marca”, e não encontramos nenhuma diferença na qualidade de imagem. Não se deixe levar pelo papo de “conectores banhados a ouro”, “cobre de altíssima pureza” ou “moléculas alinhadas” usado pelos fabricantes dos cabos mais caros. Eles só estão atrás do seu dinheiro.

Preciso de uma TV 1080p? E de um modelo com alta taxa de atualização da imagem?

Antes de responder, vamos explicar os termos. 720p e 1080p referem-se às duas resoluções de tela em TVs de alta-definição: 1280 x 720 pixels e 1920 x 1080 pixels, respectivamente.

A letra p refere-se a “progressive scan”, uma técnica que atualiza a imagem inteira a cada quadro, o que resulta a deixa mais nítida em comparação a outra técnica conhecida como “entrelaçamento” (interlacing, identificada pela letra i), onde apenas metade da imagem é atualizada a cada quadro: primeiro as linhas pares, no quadro seguinte as ímpares. Nosso cérebro se encarrega de “preencher os buracos” e nos dá a impressão de uma imagem completa.

Já a taxa de atualização se refere ao número de vezes por segundo em que a TV redesenha a imagem na tela. 60 Hz siginifca 60 quadros por segundo, 120 Hz são 120 quadros, etc. TVs com uma taxa de atualização mais alta tem melhor qualidade de imagem em cenas de ação, onde a movimentação parece mais natural. A diferença é visível em partidas de futebol e corridas de automobilismo.

TVs LCD com resolução de 1080p e 120 Hz ou mais estão se tornando cada vez mais comuns. Ainda há muitos aparelhos de 60 Hz no mercado, mas ou são peças de estoque antigo, modelos menos sofisticados (e mais baratos) ou com telas menores.

Se você está pensando em uma TV 720p, saiba que há alguns bons motivos para considerar um “upgrade” para 1080p. Embora a maior parte da programação de TV (aberta e a cabo) seja transmitida em 720p ou 1080i, filmes em Blu-ray podem explorar todo o potencial de uma tela Full HD, bem como consoles como o Xbox 360 e PlayStation 3. E a diferença de preço entre um modelo HD e um Full HD muitas vezes é pequena.

Já quanto à taxa de atualização a história é outra. Embora a diferença entre as telas de 60 Hz e 120 Hz seja clara, entre 120 Hz e 240 Hz a coisa muda de figura. Já vimos TVs de 240 Hz com imagem fenomenal, mas também vimos outras que produziam anomalias estranhas na imagem.


Fonte:http://pcworld.uol.com.br/dicas/2010/12/02/como-comprar-uma-tv-de-alta-definicao/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nuvem corporativa da Google não dá conta do recado, diz diretor da Microsoft

Google? Não, eles não entendem nada de negócios e não respeitam a privacidade do usuário. Seu negócio são anúncios, afirma Tom Rizzo, de serviços online.

Em entrevista concedida à Computerworld/EUA, o diretor de serviços online da Microsoft, Tom Rizzo, falou sobre a migração da suíte de produtividade Office para a nuvem e sobre a competição que se estabelece com seu maior rival de todos os tempos, a Google.

As declarações de Rizzo jogam mais lenha na fogueira sob o caldeirão em que cozinhamos os ânimos de Steve Ballmer, CEO da Microsoft, e os de Eric Schmidt, CEO da Google - uma empresa ansiosa por finalmente entrar para o lucrativo segmento corporativo, depois de passar anos no jardim de infância cuidando de usuários pessoas físicas.

A versão a seguir é editada e toca apenas em temas que tratam das questões de privacidade da Google. Mais precisamente, sobre o acesso aos dados de usuários e as diferenças entre produtos desenvolvidos para o público consumidor final e as empresas.

Rizzo também fala de suas dúvidas com relação à capacidade da Google sobreviver no ambiente corporativo. De acordo com o executivo, a Google levará um susto quando se der conta da robustez da Microsoft no que diz respeito à computação em nuvem.

Computerworld: Qual é o maior desafio na migração de clientes para a nuvem?

Tom Rizzo: O que percebo é que muitas pessoas ainda têm desconfiança com respeito à nuvem. Os fatores que preocupam o consumidor são privacidade, segurança da informação e disponibilidade dos serviços. Elas crêem que, se puderem rodar os aplicativos de forma local, terão mais controle sobre seu funcionamento. Estão acostumadas a, no caso de qualquer falha de software, dar dois gritos com a equipe de TI e pronto, seus problemas acabam. O único jeito de nos afirmarmos enquanto prestadores de serviços será representar alguma vantagem comercial.

CW: Qual é a taxa de indisponibilidade dos servidores da Microsoft?

TR: Nós investimos naquilo em que acreditamos. Quando as pessoas falam em nuvem, logo mencionam a Google. Mas basta olhar para o acordo de disponibilidade deles para ver que só começam a contabilizar a indisponibilidade a partir dos 10 minutos e 1 segundo. Se o cliente ficar fora do ar por 9 minutos, eles dirão que não houve nada. Caso ultrapassem os limites do tolerado devolvem ao cliente direitos de utilização adicionais, para o consumidor usar aquele serviço lá... Aquele que não funciona, sabe? Nossa margem de indisponibilidade não chega a 0,1% e, na Microsoft, contabilizamos todo e qualquer segundo, exceto as interrupções planejadas para serviços de manutenção. Se nosso servidor parar, nós devolvemos dinheiro.

CW: Qual é o principal argumento que vocês ouvem das pessoas que migram para o serviços de nuvem da Microsoft?

TR: Olha, acontece que empresas como a Google, cujo negócio é vender anúncios online, leem as informações dos usuários e têm nas mãos vários dados das pessoas. Na Microsoft não fazemos nada disso. Não inspecionamos e não armazenamos as informações dos clientes. O dia em que um consumidor quiser seus dados de volta, simplesmente os retornamos e apagamos as informações de nossos data centers. O que salta aos olhos é o fato de nós conhecermos o mercado. Eles (a Google) vêm de um ambiente de anunciantes e precisam de informações para poder continuar seu negócio.

CW: Quer dizer que a Google não entende de negócios?

TR: Exatamente. De negócios corporativos eles não sabem nada. O que têm em mãos são os consumidores, gente que diversas vezes é menos zelosa com suas informações que entidades corporativas. Como nós crescemos em meio às empresas, entendemos melhor essas circunstâncias. Estamos uns 20 anos à frente deles e fizemos investimentos pesados. Com relação à Google, não sei dizer se ainda estarão por aqui em alguns anos. Eu li num relatório do Gartner que, depois de quatro anos no segmento de cloud computing, eles têm apenas 1% do mercado... Depois de quatro anos.

CW: Isso está me soando a uma promessa de falência do Google. É isso que você quer dizer?

TR: Eu diria que sim. Mas não é falência, é falha em um segmento em que não deram conta do recado da maneira que esperavam. Houve casos de clientes que nos abandonaram para ir ao Google e terminaram retornando para a Microsoft.

CW: Em uma entrevista, não muito tempo atrás, o Google afirmou que a Microsoft estaria atrasada no segmento de nuvem. O que acha de tal declaração?

TR: Acho óbvio que digam algo assim. Mas nós estamos na nuvem há muito mais tempo que eles. Desde 1998, quando compramos o Hotmail.

Nosso compromisso é com serviços duráveis, robustos. Já o Google mata seus serviços quando achar melhor. O Wave (Google Wave)? Mataram. Suporte offline? Não existe mais. Isso porque acham que conectividade à Internet é algo perene, imutável realidade. Nós, na Microsoft, acreditamos que nem todos têm conexões de banda larga. Mountain View (sede do Google na Califórnia) não é um retrato do mundo. Eles encerram o suporte offline e não avisam ninguém antes de isso acontecer.

CW: Mais cedo você mencionou privacidade. Como anda esse fator na Microsoft?

TR: Privacidade é sempre algo complicado e não vou atirar pedras na Google, porque não preciso. Acontece que, por vezes, a Google é o seu próprio algoz. Mesmo o Street View não está ajudando muito a empresa. Os termos de uso da Google também são uma coisa complicada. Assim que você clica em “concordo” está entregando sua imagem, sua logomarca, seu nome e tudo mais da maneira que acharem melhor. Não posso chamar isso de “respeito ao consumidor”.

CW: O que chama atenção é o fato de as duas empresas dizerem o mesmo: eles estão atrasados.

TR: Certamente. É um segmento que vale a pena acompanhar. Quer saber? Deixe o Google pensar que estamos perdendo a corrida. Quando se derem conta, ficarão chocados ao perceber que estamos dominando a área de cloud computing.

CW: E como anda a adoção do Office 365?

TR: Muitíssimo bem. Até o momento, mais de 2 mil empresas aderem à versão beta todos os dias. O interesse é enorme. Em 2011, quando estivermos entregando o software pronto, coisa que não faremos sem testes exaustivos, teremos um produto de alta qualidade.

(Sharon Gaudin )

Fonte:http://idgnow.uol.com.br/mercado/2010/12/01/nuvem-corporativa-da-google-nao-da-conta-do-recado-diz-executivo-da-microsoft

EUA avaliam que submarino nuclear é "elefante branco"

Diplomata diz em telegrama confidencial que pode haver "buraco negro" de verba

Dois telegramas produzidos pela Embaixada dos EUA em Brasília no início de 2009 fazem duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em dezembro de 2008.

Em um desses dois despachos aos quais a Folha teve acesso, ambos assinados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, há uma contestação sobre como as Forças Armadas brasileiras serão empregadas no futuro, sobretudo na proteção do mar territorial do país por causa da descoberta das reservas de petróleo da camada do pré-sal.

"Não há (...) informação sobre as possíveis ameaças a áreas de reserva de petróleo e a que a Marinha terá de responder contra-atacando, tornando difícil, por exemplo, avaliar a declaração contida na estratégia de que um submarino nuclear será necessário para proteger essas instalações", diz o telegrama, datado de 9 de janeiro de 2009.

A diplomacia norte-americana classifica como "consistente" o objetivo de modernizar o setor militar no Brasil, mas faz então uma ressalva:

"Deixando de lado elefantes brancos politicamente populares como o submarino movido a energia nuclear".

O desejo da Marinha de ter um submarino nuclear é citado sete vezes nos dois telegramas da diplomacia dos EUA. Ao final, esse equipamento é jogado numa lista de itens que podem impedir a concretização da Estratégia Nacional de Defesa.

"Há (...) sérias questões sobre o quanto desse plano será realizado, particularmente com outras supostas prioridades estratégicas, incluindo (...) submarinos nucleares e apoio governamental a empresas do setor de defesa que não sejam competitivas, algo que pode provocar o surgimento de buracos negros que vão sugar todos os recursos disponíveis", diz o telegrama, confidencial.

A compra dos submarinos foi fechada em setembro de 2009. São quatro modelos convencionais Scorpène e o desenvolvimento do casco e da integração de um reator brasileiro a uma unidade com propulsão nuclear.

O negócio soma 6,5 bilhões de euros (R$ 14,5 bilhões pela cotação de terça-feira).

Os dois documentos (um total de 12 páginas) a que a Folha teve acesso na terça-feira (30/11) fazem parte de um grande lote de telegramas dos diplomatas dos EUA que estão sendo vazados desde domingo pela organização não governamental WikiLeaks.

As informações estão surgindo no site da entidade: http://cablegate.wikileaks.org/. A Folha.com criou uma seção especial sobre o caso: folha.com.br/103334

Os telegramas lidos pela Folha são dedicados a analisar a Estratégia Nacional de Defesa do Brasil.

Os textos chamam a atenção para o fato de que o governo "permite "parceiros estratégicos", mas esses são vistos como os países que aceitam transferir tecnologias que tornarão o Brasil mais independente, não como um colaborador em operações de segurança".

O então embaixador dos EUA escreve em um trecho que "parece que Lula dá atenção" ao que dizia o então ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Na verdade, a influência dele -hoje fora do governo- era mais retórica do que prática.
(Fernando Rodrigues)
(Folha de SP, 1/12)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75041

Obras sobre a educação reúnem grandes autores do Brasil e do exterior

Ministério da Educação vai distribuir, entre dezembro deste ano e janeiro de 2011, a Coleção Educadores

A coleção reúne 31 autores brasileiros e 30 pensadores estrangeiros que exercem influência sobre a educação nacional. Serão distribuídos 185 mil conjuntos da coleção em escolas públicas da educação básica, em bibliotecas de universidades, de faculdades de educação e públicas.

O lançamento faz parte das atividades de comemoração dos 80 anos de criação do MEC, celebrado no dia 14 último, e integra as iniciativas do governo federal de formação inicial e continuada de professores das redes públicas estaduais e municipais.

Cada volume traz uma apresentação do ministro da Educação, Fernando Haddad, um ensaio sobre o autor, a trajetória de sua produção intelectual na área, uma seleção de textos - corresponde a 30% do livro - e cronologia. A última parte apresenta a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada volume tem, em média, 150 páginas.

Na apresentação, Haddad explica que a coleção surgiu da necessidade de pôr à disposição dos professores brasileiros obras de qualidade para mostrar o que pensaram e fizeram alguns dos principais expoentes da história educacional e do pensamento pedagógico nacional e internacional. Divulgar e democratizar conhecimentos na área são objetivos da iniciativa do MEC.

Para a identificação e a escolha dos educadores que compõem a coleção, o ministro instituiu comissão técnica em abril de 2006. Coube aos integrantes dessa comissão estabelecer critérios e orientações para a execução dos trabalhos e fazer as recomendações à Editora Massangana, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), responsável pela edição dos textos.

A publicação é uma iniciativa do Ministério da Educação em parceria com a Fundaj, órgão vinculado ao MEC, e com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A distribuição ficará sob responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Volumes retratam a evolução do pensamento em 300 anos

Os 61 volumes que constituem a Coleção Educadores representam a evolução do pensamento nacional e internacional nos últimos 300 anos. Vai de Jan Amos Comenius, professor, cientista e escritor tcheco, a Valnir Chagas, cearense, bacharel em direito e licenciado em pedagogia, autor de vários livros. Entre eles, Didática Especial de Línguas Modernas.

O conjunto também compõe blocos do pensamento. Entre as mulheres pioneiras da educação brasileira, a coleção traz Nísia Floresta, Armanda Álvaro Alberto, Cecília Meireles e Bertha Lutz. Na sociologia da educação aparecem Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Gilberto Freyre. Na educação artística, Heitor Villa-Lobos e Humberto Mauro. Em filosofia da educação, George Hegel, Antonio Gramsci, José Ortega y Gasset.

A escola psicológica é representada na coleção por autores como Sigmund Freud, Jean Piaget, Carl Rogers e Helena Antipoff. O pensamento religioso aparece com o padre Manoel da Nóbrega, José Joaquim de Azeredo Coutinho e Alceu Amaroso Lima.

O bloco de contribuição estrangeira é representado por Maria Montessori (Itália), Jean-Jacques Rousseau (Suíça), Johann Pestalozzi (Suíça) e Edouard Claparede (Suíça). Entre os latino-americanos, a coleção traz José Pedro Varela (Uruguai), José Marti (Cuba) Domingo Sarmiento (Argentina) e Andrés Bello (Chile).
(Ionice Lorenzoni, da Assessoria de Imprensa do MEC)

Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75035

O custo do aluno na Universidade, artigo de Otaviano Helene

"Como as instituições públicas podem oferecer cursos de boa qualidade, nas áreas de conhecimento de que a sociedade precisa e nos locais geográficos adequados, os retornos social, econômico e cultural que propiciam são bem maiores do que os das instituições privadas"

Otaviano Helene é professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Artigo publicado no "Jornal da USP":

Há, no Brasil, uma série de mitos sobre a educação, muitos deles fortemente enraizados e que servem, até mesmo, como base para a tomada de decisões políticas em escala nacional.

Um desses mitos é quanto ao custo supostamente alto de um estudante em uma instituição pública de ensino superior, quando comparado com valores típicos cobrados por instituições privadas. A conta que dá substância a esse mito corresponde a dividir o orçamento de uma universidade pública pelo número de estudantes. Mas isso é totalmente inadequado.

Para compararmos duas coisas devemos colocá-las no mesmo pé de igualdade. Para isso, devemos considerar dois aspectos importantes. Primeiro, é necessário ver o que está contemplado nos orçamentos das instituições públicas e privadas para que possamos comparar seus custos.

Segundo, precisamos saber o investimento por estudante em cada curso, pois instituições privadas concentram seus alunos naquelas áreas onde os investimentos por estudante são menores e, portanto, médias gerais podem esconder informações relevantes.

Assim, vamos estimar qual o investimento necessário para manter um estudante de graduação em uma universidade pública de qualidade, no caso a USP, considerando os diferentes tipos de cursos.

Inicialmente, devemos lembrar que boa parte do orçamento da USP corresponde a pagamentos de aposentadorias. Esses gastos têm que ser desconsiderados se queremos analisar os investimentos necessários para sua manutenção e, também, se o objetivo é a comparação com a realidade das instituições privadas, onde essas despesas são feitas pelos órgãos previdenciários.

Os cálculos foram feitos considerando-se os orçamentos das diferentes unidades, excluídos os pagamentos de aposentadorias. Os investimentos por estudante de graduação e de pós-graduação foram supostos iguais. Parte dos orçamentos das unidades que oferecem uma quantidade significativa de cursos para outras unidades foi transferida para essas últimas na proporção do número de disciplinas oferecidas (entre as unidades estudadas neste trabalho, o Instituto de Matemática e Estatística, IME, e o Instituto de Física, IF, fazem parte desse conjunto). O orçamento do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) foi distribuído pelas várias unidades da área de saúde na proporção do número de disciplinas de cada uma delas.

Considerou-se que metade dos orçamentos dos hospitais corresponde a atendimento da população e metade a investimentos educacionais. Esta última foi então rateada entre as várias unidades que utilizam os hospitais na proporção do número de disciplinas de cada uma delas.

As despesas dos órgãos centrais - descontadas as despesas da Editora da USP (Edusp) e metade das despesas da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) -, as despesas correspondentes a "Outras atividades" e metade dos orçamentos dos museus foram distribuídas pelas diferentes unidades na proporção dos respectivos orçamentos.

Não foram consideradas as despesas com sentenças judiciais. Da mesma forma, não foram considerados os orçamentos das unidades especializadas, uma vez que elas, embora fundamentais para o funcionamento de uma universidade de pesquisa e de alta qualidade educacional, se dedicam a atividades específicas.

Foram analisados os investimentos por estudante de três grupos diferentes de unidades. Um desses grupos é formado por unidades cujos laboratórios são bastante simples e de fácil manutenção: Instituto de Matemática e Estatística (IME), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA).

O segundo grupo corresponde àquelas que têm laboratórios com equipamentos relativamente complexos: Escola Politécnica (EP), Instituto de Física (IF) e Instituto de Química (IQ).

O terceiro grupo corresponde a unidades com laboratórios de manutenção complexa e que incluem seres vivos: Faculdade de Medicina (FM), Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e Faculdade de Odontologia (FO).

O investimento médio por estudante e por mês das unidades do primeiro grupo foi estimado em R$ 780,00. No caso do segundo grupo, o investimento médio foi de R$ 1.770,00. Para o terceiro grupo, obteve-se R$ 3.300,00.

Esses investimentos médios são equivalentes às mensalidades de muitas das instituições privadas nos mesmos tipos de curso e mesmo abaixo das mensalidades daquelas consideradas de boa qualidade. Apesar de os valores serem totalmente aceitáveis, devemos considerar que neles estão incluídos os vários serviços prestados por uma universidade pública nas áreas cultural, científica, artística. Se a essas contribuições para a sociedade fossem atribuídos valores monetários a serem descontados do investimento educacional, este último se mostraria ainda menor.

Se, ao invés de considerarmos os investimentos por estudante, considerássemos os investimentos por jovem formado, o resultado seria ainda mais favorável às públicas, onde as evasões são significativamente menores. Como as instituições públicas podem oferecer cursos de boa qualidade, nas áreas de conhecimento de que a sociedade precisa e nos locais geográficos adequados, os retornos social, econômico e cultural que propiciam são bem maiores do que os das instituições privadas.

Outros aspectos importantes a favor das instituições públicas incluem as possibilidades de iniciação científica e pósgraduação, as atividades esportivas e culturais, o atendimento à saúde, alimentação e moradia subsidiadas, ótimas bibliotecas, acesso imediato aos docentes, bom ambiente de estudo e atividades culturais complementares.

Cabe, portanto, a pergunta: por que o Brasil (e em particular o Estado de São Paulo) seguiu tão intensamente o caminho da privatização se ele é mais caro, menos eficiente e não responde adequadamente às necessidades do país?

Certamente, não por uma impossibilidade econômica da sociedade, que em última instância é quem financia o sistema educacional, seja ele público ou privado. Talvez seja uma consequência da doença que nos assolou - e a muitos outros países -, cujo principal sintoma é a privatização, até mesmo nas áreas de interesse social, qualquer que seja seu custo.
(Jornal da USP, nº 910)

Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75034

Dezesseis estados não têm plano de educação

Falta de planejamento prejudica investimentos na área, alertam especialistas; São Paulo tem projeto, mas ele ainda não foi aprovado

Dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, 16 não têm plano estadual de educação, que é previsto por lei. Isso significa que eles não apresentam um conjunto de metas que direcionem as políticas públicas na área por até uma década, o que, segundo especialistas, pode dificultar investimentos para a solução de problemas estruturais.

O levantamento, realizado pelo Observatório da Educação, da organização não-governamental Ação Educativa, mostra que Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe não têm planos consolidados como lei e aprovados pelas respectivas assembleias.

De acordo com a lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, todos os estados devem elaborar seus planos com base no federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, também prevê a criação de planejamentos estaduais na área.

Alguns dos estados que não têm planos apresentam documentos internos de metas ou conjuntos de diretrizes, mas que não foram transformados em lei. É o caso do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo e Sergipe.

Já o Amapá realizou, em abril, uma conferência para elaborar as diretrizes, que serão enviadas para aprovação. O Maranhão afirma ter finalizado seu plano em 2008, mas a troca de governo atrapalhou o encaminhamento.

Há outras situações: o Paraná chegou a ter um projeto de lei, que não foi aprovado; Piauí afirma que está elaborando o seu; Rio Grande do Sul arquivou o documento e o de Santa Catarina, de acordo com o estudo, nunca foi enviado à assembleia. Já no caso de Roraima, a pesquisa aponta que o plano não teria sido aprovado pelo conselho estadual. Minas Gerais, Rondônia e São Paulo têm projetos prontos - o plano mineiro está tramitando; o rondoniense vai ser encaminhado e, o paulista, de acordo com a secretaria, está nas mãos do conselho estadual.

Para a atual presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária estadual do Acre, Maria Corrêa da Silva, o fato de um estado não ter aprovado um plano não significa que ele não tenha planejamento. "Há toda uma lógica de discussão, tramitação que atrapalha. Certamente cada estado tem seu plano e razões específicas para não terem aprovado."

O Ministério da Educação não pune os estados que não tem planos. A Secretaria de Educação Básica do MEC, por meio de sua diretoria de fortalecimento institucional e gestão educacional, orienta que eles esperem a aprovação do novo Plano Nacional de Educação, que deve trazer novas metas e exigirá adequações dos estaduais.

O MEC defende que a elaboração do plano seja democrática, refletindo, assim, uma política de estado e não de governo. Segundo a pasta, uma das grandes dificuldades é, portanto, transformar o planejamento estratégico de metas em lei.

O atual PNE vence no fim deste ano - ele durou 10 anos. O MEC deve apresentar o novo plano, que deve vigorar pela próxima década, até o fim do mês de dezembro. É ele quem vai guiar as políticas públicas do país na área de educação.

Especialistas em educação criticam a ausência de planos nos estados. "O plano representa a ideia de onde se quer chegar, orientando a prática dos mais diferentes sistemas de ensino", explica Rubens Barbosa, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

"Sem ele, é complicado cada parte do sistema ter noção de sua responsabilidade em todo o processo." Segundo o educador, no caso de São Paulo, não foram feitos muitos esforços para a consolidação do plano. "Em São Paulo, não se teve uma real intenção de se pensar numa educação planejada", opina.

Para o professor César Augusto Minto, especialista em educação da USP, os estados não enxergam a importância do plano. "É ele quem dar um diagnóstico lúcido para o poder público de como será possível resolver problemas", explica. "Mas, normalmente, os governos não gostam de planos, porque eles dão meios da sociedade cobrar o que deveria estar sendo feito. Falta criar essa tradição nos estados."

Já o professor Carlos Cury, da UFMG e da PUC-MG, destaca que alguns trechos das leis que obrigam a criação dos planos são vagos. "Eles não se expressam com a clareza que deveriam. A formulação é correta, mas não força interativa entre municípios, estados e União."
(Mariana Mandelli)
(O Estado de SP, 1/12)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75032

Vazamento de dados: quatro formas de prevenção

Conheça as maiores falhas de segurança interna e saiba como se defender quando o assunto são seus preciosos dados.

Pesquisa recente da consultoria Ernst & Young, realizado em 61 países com 1800 participantes, revela que garantir a segurança dos dados é a principal preocupação (45%) das empresas para os próximos 18 meses. No Brasil, a pesquisa consultou 35 empresas e profissionais de segurança dentro das companhias.

Quase 90% das empresas planejam aumentar ou manter investimentos em Gestão de Riscos (SI). As tecnologias que se destacam são a de contenção de vazamento de dados (DLP) e virtualização. O treinamento e conscientização dos funcionários também vão receber aumento de investimentos de 39% das companhias que responderam à pesquisa.

Outro foco de problemas são os ex-funcionários: 75% das empresas demonstraram grande preocupação com eles, mas 42% não entendem todos os potenciais riscos associados - apenas 26% estão tomando medidas em relação à questão. Além disso, Mais de 70% das empresas realizam programas de conscientização em Segurança da Informação, mas menos de 50% usam tendências atuais.

Se você é responsável por gerir a área de segurança, sabe das dificuldades intrínsecas a essa atribuição. Consultamos especialista e profissionais do setor para levantar quais os maiores riscos de segurança, hoje, e como se prevenir deles.

Registrar e monitorar

Levantamento recente realizado pela Verizon informa que 87% dos casos de vazamento de informação estavam registrados nos logs do servidor. Ainda assim, 60% dessas ocorrências foram descobertas externamente.

Os logs costumam gerar uma falsa sensação de segurança. Isso se dá em função da interpretação errônea da equipe de TI sobre as funções de registro e de monitoramento oferecidas pelos arquivos, normalmente, em formato texto. “Tudo que essa função faz é registrar as ocorrências”, diz o engenheiro de segurança da EnerNex Corporation, Slade Griffin. “Os profissionais de TI dizem que registram tudo, mas, não respondem quem lê esses logs?”

Em empresas menores é possível verificar os logs de forma manual. É o que acontece na empresa de automação elétrica ENE Systems, sediada no estado norte-americano de Massachusetts. Um dia por semana, determinado funcionário passa o dia revisando os registros – antes de qualquer suspeita de vazamento de dados. Barry Thompson, gerente dos serviços de rede da empresa, avaliada em 30 milhões de dólares, comanda uma equipe de 140 funcionários. Apesar de concentrar as verificações em saídas irregulares de informações do sistema, também monitora atividades que possam caracterizar pornografia, jogatina ou homofobia na rede corporativa.

Em organizações maiores, porém, essa verificação manual é impraticável, deixando apenas duas opções abertas. Leitura sistemática ou a aquisição de softwares para realizar esse trabalho de forma minuciosa. Esses programas não são muito populares, diz o estudo da Verizon.

Às vezes, os departamentos de TI não têm conhecimento pleno acerca das capacidades de seus softwares, e não é necessário ter programas de última geração, e, sim, questão de usar essas soluções. Por exemplo: existem casos em que empresas compram os programas que verificam os logs somente para atender aos requisitos de auditorias ou de um grande cliente. Aprovadas no teste de políticas de segurança, as organizações esquecem da existência dos programas.

Na perspectiva de Nick Leavy, gerente de operações e de segurança das informações na instituição Center for American Progress, sediada em Washington, nos EUA, as empresas fariam um grande favor a si mesas se usassem os recursos que têm em mãos de forma otimizada.

Uma maneira de fazer isso é ler o manual de operações dos softwares fornecidos. Treinamentos e tutorias em vídeo são alguns dos serviços que os provedores das soluções oferecem comumente e passam despercebidos nas equipes de TI.

As ferramentas de verificação de log são muito boas em detectar anomalias, ao passo que determinados sistemas podem agir de forma inconveniente e gerar um volume alto de alertas, muitas vezes desnecessários.

O relatório da Verizon sugere que, em vez de procurar por uma agulha no palheiro (referindo-se a verificação manual), as empresas devam optar por um híbrido que una a tecnologia às leituras realizadas por pessoas. “Fiquem atentos às grandes alterações nos logs”, diz o relatório. Normalmente, esses sinais são linhas muito longas ou um salto/uma queda abrupta no volume de arquivos.

Configuração do ambiente de rede

Com a expansão do ambiente de rede vem o enfraquecimento da segurança. Aplicativos novos trazem configurações padrão que merecem ser verificadas com a finalidade de eliminar exposições desnecessárias. Um exemplo disso são softwares SQL que, de forma automática, conferem ao usuário poderes de administrador da base de dados. Quem dá o alerta é o fundador da Graves Security Chad Graves.

Limitar o acesso à internet é outra maneira de incrementar a segurança. Ao configurar um servidor, determine se necessita de acesso ininterrupto à web. “Alguns serviços, por exemplo, precisam se conectar apenas momentaneamente para atualizar seus arquivos”, diz Levay.

Levay informa que ele costuma dividir a rede de sua empresa em várias subredes, assim pode manter melhor o controle sobre as atividades entre clientes e servidores e detectar tráfego suspeito.

Existe, ainda, a questão de redes com sistemas de segurança pouco robustos. Thompson diz que redes sem criptografia são as mais vulneráveis e, infelizmente, comuns em empresa de pequeno e de médio porte. “Grandes organizações se protegem, na maioria das vezes, usando WEP. Um tipo de criptografia considerado por Thompson e por outros como fraco demais.

Educação

Educar de maneira contínua seus funcionários é a maneira mais rápida para se tornar impopular em uma empresa. “Os usuários finais veem cada vez mais fazendo parte do sistema de segurança interno da corporação, um tipo de rede de confiança mútua”, afirma Larry Ponemon, fundador e presidente do conselho do Ponemon Institute LLC. Para muitos chefes de TI, os usuários tendem esquecer rapidamente o que lhes é ensinado. Ainda assim a importância desses treinamentos não pode ser ignorada.

Um líder de TI do Ponemon, por exemplo, tomou o tempo necessário para explicar aos funcionários porque não deveriam instalar determinados aplicativos para smartphone. Mais precisamente aqueles baseados na internet, como o TripIt, Twitter e aplicativos do Google. Todos podem ser usados por hackers para invadir a rede de celulares e de PCs. Com a medida, 80% dos funcionários deixaram de baixar tais aplicativos.

Levay concorda: “A educação dos usuários é uma das grandes ferramentas de que dispomos atualmente”.

“Senhas fracas”, inclui Levay, “são outra ameaça enorme em todos os departamentos de TI”. Por ocasião de uma reunião semanal com empregados, Levay explicou por dez minutos a importância de senhas robustas na próxima vez que os colaboradores forem solicitados a criar novos códigos de acesso.

E jamais, mas, jamais, ignore o poder do monitoramento. Funcionário ciente do fato de ser observado funciona bem como maneira a prevenir qualquer operação de má fé por parte dos colaboradores. “Descobrimos que o melhor jeito de manter a segurança dos dados é lembrar a todos que são alvo de constante vigilância”, diz Graves.

Direitos de acesso

Criar rotinas que verificam o acesso privilegiado de usuários a determinados dados é crucial. Thompson usa o serviço Active Directory, da Microsft, para criar grupos de usuários com direitos de acesso privilegiado e monitorar o uso desses direitos. Cada grupo tem diretrizes de acesso diferentes. “Se eu quiser ver a lista de usuários com acesso a determinados dados basta eu gerar um relatório. Assim também sei que tipo de direitos esses usuário têm sobre os dados”, diz.

Apesar da praticidade que esses recursos oferecem, eles são limitados. A ocorrência mais comum é um usuário ter seus direitos de acesso sequestrados por algum hacker, que passa a assumir a identidade desse participante.

Levay adotou um esquema de verificação das atividades de cada usuário. Eles recebem um relatório de seus últimos acessos e são solicitados a confirmar que realmente realizaram tais ligações. “Essa rotina, que ocupa poucos minutos por semana, é a solução para o eterno pesadelo do seqüestro de identidade por parte de um hacker”, afirma Levay.

É claro que nem esse tipo de verificação é um antídoto contra colaboradores que tenham vendido as almas para a concorrência. Mas existem sinais que evidenciam tais perigos.

Um desses sinais é o fato de empregados que têm algum risco de fazer isso, terem também em suas fichas profissionais uma citação, por menor que seja. Uma empresa cliente da Ponemon, por exemplo, teve em seu departamento de TI uma administradora de sistemas que, ao suspeitar que seria demitida, corrompeu a base de dados do empregador. Uma análise mais detalhada no histórico dessa funcionária revelou que em apenas três anos ela havia “perdido” 11 laptops. Possivelmente as pessoas responsáveis pela liberação de novos laptops não registravam a emissão do equipamento ou achavam tratar-se de uma informação pouco útil.

Esse exemplo evidencia bem a miopia presente nos esquemas ou na avaliação das informações de segurança das empresas e de seus departamentos de TI.

Fonte:http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2010/12/01/vazamento-de-dados-quatro-formas-de-prevencao/

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EaD) SE CONSOLIDA NO PAÍS

Fonte: O Globo de 27.11.2010
Apesar do preconceito que ainda existe contra a metodologia e dos desafios estruturais a vencer, como o acesso à internet no país, a Educação a Distância (EaD) vem se consolidando e se expandindo rapidamente no Brasil, com opções de qualidade também na pós-graduação. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, completa 15 anos de atuação nesse segmento. O número de MBAs e especializações saltou de cinco, em 2007, para 15 em 2010, sendo dois internacionais. Este ano, os 51 mil alunos do primeiro semestre superaram todos os matriculados em 2009, considerando todos os cursos. No Senac-Rio, quando a modalidade começou, em 2005, eram duas as pós-graduações; hoje, são nove.

Na área pública, o segmento também vem crescendo, por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB), um programa vinculado à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em parceria com a Secretaria de Educação a Distância do MEC, e que fomenta e dá apoio aos cursos de 92 universidades públicas. São oferecidos 275 cursos de especialização. O modelo é inspirado no Consórcio de Educação a Distância do Estado do Rio (Cederj), que faz parte da UAB, mas só oferece graduação. A diferença é que, por uma questão de logística, cada instituição faz o seu processo de seleção. No Cederj, há um vestibular único para as seis universidades públicas participantes.
- Uma das grandes missões da UAB é oferecer pós em todas as áreas. Começamos esse trabalho há dois anos. E isso vai ser intensificado - afirma o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, idealizador do Cederj.

Segundo o diretor executivo do FGV Online, Stavros Xanthopoylos, a educação a distância cresce no mundo todo e faz parte de um cenário em que os meios de comunicação e as redes sociais são cada vez mais fundamentais no dia a dia das pessoas. Em países como Canadá, Alemanha e Espanha, diz, empresas já preferem contratar profissionais formados na educação a distância:

- Os alunos de EaD, por exigência própria da metodologia, leem e escrevem mais, são mais disciplinados e flexíveis, relacionam-se bem em equipe e estão totalmente familiarizados com as novas ferramentas de comunicação. No Brasil, o CensoEaD 2008, feito pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), comprovou que 75% das empresas que praticam educação corporativa não fazem distinção entre os alunos provenientes da educação a distância e aqueles vindos do ensino tradicional. Além disso, 50% afirmaram não haver diferença entre os dois modelos de aprendizagem.

Para o professor, ainda existe receio com o método, mas isso tende a diminuir com a sua disseminação, principalmente na educação corporativa e na qualificação profissional. Gerações anteriores aos nativos digitais (da chamada geração Y) também devem passar por um processo de adaptação, na sua opinião. Por isso, os cursos da FGV procuram integrar os alunos à tecnologia.
- Os profissionais mais jovens, da geração Y, têm muito mais facilidade. Para eles, o uso da EaD nada mais é do que uma extensão da forma natural com que buscam conhecimento: pela internet, em redes sociais, Wikipedia, Google, jornais e revistas on-line, entre outros.

Denise Pozas, gerente de Educação Corporativa do Senac Rio, diz que, nos últimos anos, muitas empresas perceberam as vantagens da educação a distância na qualificação de seus funcionários:

- Em 2009, por exemplo, o Senac Rio desenvolveu os materiais de treinamento a distância das 220 mil pessoas envolvidas no Censo Demográfico 2010 do IBGE. Estão em andamento programas para empresas como SulAmérica, White Martins, para o Banco do Nordeste e o Secovi (Sindicato da Habitação).

De acordo com o MEC, hoje existem 208 instituições credenciadas em EaD, sendo 162 para oferecer graduação e especialização e o restante, somente especialização. Em 2005, 71 tinham credenciamento pleno. São, aproximadamente, três milhões de alunos. O ministério faz um controle maior sobre a graduação. Não há dados específicos de quantos estão se especializando. No caso da pós, o MEC apenas autoriza o início dos cursos, por entender que eles apresentam outra lógica, mais voltada ao mercado. Mas o secretário Carlos Bielschowsky diz que existem alguns critérios para escolher uma boa especialização:

- Primeiro, a pessoa deve checar se a instituição e o polo (instalações de apoio) são credenciados. No caso da pós, ter polo não é necessário. Depois, verificar o nível da instituição, pelo IGC (Índice Geral de Cursos) e por outros elementos, como saber se a escola tem uma boa tradição. Na graduação, a pessoa também deve visitar as instalações. Tem curso que requer laboratório. Por último, ela deve perguntar aos alunos se estão estudando muito. Curso fácil eu não faria de jeito nenhum. Tem que ter um rigor. Curso a distância não é mais fácil.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_12_01&pagina=noticias&id=06123#

A EDUCAÇÃO NO BRASIL

Fonte: Instituto Brasil Voluntário de 26.11.2010
Dados da UNESCO revelam a situação da educação no Brasil. Entre esses registros, são divulgadas boas notícias como o aumento da alfabelização entre as novas gerações.

O relatório também descreve os desafios em relação à matrícula na educação pré-primária que em 2008 atingiu 50%. A média nos países da Américal Latina e Caribe de 65,3% esse ano.

Em relação à educação primária, o Brasil tem uma das maiores taxas de repetência da região no primeiro grau (24,5%). Isso é preocupante, pois aumenta a probabilidade do mau desempenho e de abandono escolar. Apesar deste número, em 2008 o Brasil teve uma taxa de conclusão de quase 95% entre as pessoas com idades entre 15 e 19 anos, 5% acima da média dos países latino-americanos e caribenhos, um índice alentador.

A reduzida taxa de escolaridade na educação pré-primária, juntamente com a alta repetência na primeira série, sugere que ambos indicadores poderiam estar associados, já que a deterioração da aprendizagem na primeira série aumentaria o índice de repetência. De acordo com o Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo (SERCE) realizado pelo Laboratório Latino-Americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE), organizado pela UNESCO-Santiago, os alunos que tenham frequentado o ensino pré-primário têm maiores possibilidades de alcançar níveis mais elevados de desempenho de aprendizagem e, portanto, as medidas tomadas para incrementar a matrícula no ensino pré-primário poderiam aumentar a eficiência do sistema de educação e deveria, consequentemente, ser uma prioridade em termos de planejamento de políticas.

Da mesma forma, o elevado índice de conclusão da educação primária no Brasil (cerca de 95%) contrasta com as medições do desempenho escolar no estudo feito pelo SERCE, aplicado em 2006. Na sexta série, 15,5% dos estudantes brasileiros não atingiram um nível mínimo de habilidade em leitura e matemática. Por este motivo, é necessário fazer uma análise mais aprofundada para projetar intervenções que vão além da conclusão da educação primária, melhorando os resultados da aprendizagem.

Na educação secundária, o Brasil apresentou grandes melhorias entre 2000 e 2008. Neste último ano, a matrícula dos jovens em idade de frequentar a à escola secundária chegou a 81%, número acima da média dos países da região, que foi de 72,8%. Além disso, 55% das pessoas entre 20 e 24 anos teriam, realmente, concluído esta fase da educação, o que representa uma melhoria em relação às gerações anteriores. O Brasil está acima da média dos países da região para o mesmo período, que foi de 51% para esta mesma faixa etária.

Os números finais do relatório serão divulgados em 2011.

Fonte: Unesco
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_12_01&pagina=noticias&id=06123#

MEDIA LAB SUPERA A FICÇÃO

Fonte: Etehvaldo Siqueira, o Estado de São Paulo de 28.11.2010
O Media Lab está completando 25 anos. Sua contribuição nesse período não se limitou a antecipar o futuro das comunicações, mas a construí-lo. Relembremos apenas alguns projetos e conceitos nascidos nesse laboratório: o programa internacional One Laptop per Child (OLPC), que visa a oferecer um computador para cada aluno; Guitar Hero, Lego e Mindstorms, jogos eletrônicos e sistemas robóticos educacionais; ou ainda tinta eletrônica (e-ink), também conhecida como papel eletrônico, que é uma tela na qual se pode escrever e apagar um texto milhares de vezes, com a aparência idêntica à de impressões sobre papel.

Concebido em 1980 pelos professores Nicholas Negroponte e Jerome Wiesner, o Media Lab – cujo nome completo é Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) – começou a funcionar em 1985. Em seus primeiros dez anos, o laboratório provou ser a vanguarda mundial da revolução digital, contribuindo com inovações que cobriram desde a compreensão mais profunda do processo de aprendizagem à música eletrônica ou à holografia.

Na segunda década, o Media Lab desenvolveu conceitos ousados como o das máquinas do bom-senso, novas formas de expressão artística, abordagens inovadoras que buscam explicar como as crianças aprendem, concepções abrangentes como a das comunicações virais – aquelas que se difundem como vírus, a serviço de cada cidadão, embutidas em seu mundo, na internet, no e-mail, no celular, na música MP3, nas redes sem fio de banda larga e em todos os tipos de convergência digital – ou, ainda, o uso eficaz das ferramentas tecnológicas na sociedade da informação na economia ou no governo eletrônico.

Adaptabilidade

Segundo seu diretor geral, Frank Moss, o foco principal do Media Lab é a “adaptabilidade humana”, conceito que abrange desde as iniciativas para tratar vítimas do mal de Alzheimer e de depressão até robôs sociáveis, que podem monitorar a saúde de crianças e idosos, ou até o desenvolvimento das chamadas próteses inteligentes, que podem imitar ou mesmo exceder o desempenho dos membros ou brônquios biológicos ou naturais.

Num mundo onde os avanços da tecnologia são vistos como naturais, os pesquisadores do MediaLab desenvolvem tecnologias para que as pessoas possam criar um futuro melhor.

Impressões

Tenho acompanhado com algumas visitas periódicas o trabalho do Media Lab desde o fim dos anos 1980. Lá estive sempre em outonos frios, típicos da Nova Inglaterra, em que tapetes de folhas vermelhas e alaranjadas cobrem os estreitos caminhos que circundam os edifícios da velha e famosa universidade.

O Media Lab, diferentemente do que se poderia imaginar, não está preocupado em criar novas tecnologias nem em desenvolver novos produtos mas, sim, em repensar seus usos, estudar seu impacto, propor correções, discutir questões como segurança, aspectos culturais e todas as formas possíveis de inclusão social e cooperação internacional, em favor da difusão do conhecimento.

Além de promover o estudo de novas tecnologias da informação e da comunicação, o Media Lab tornou-se um laboratório de idéias, comprometido em reavaliar criticamente a aprendizagem e a escola, o uso de equipamentos e de recursos de informática, as telecomunicações, a eletrônica de entretenimento e a convergência digital. Até a evolução das cidades e os desafios do carro do futuro têm sido seus temas de discussão.

O programa de pesquisas do Media Lab cobre não apenas temas diretamente ligados à educação, como a aprendizagem de línguas via internet e as redes cooperativas mundiais para democratização da informação, mas também o lazer na era digital ou os brinquedos de amanhã, a inclusão digital em São Paulo, na África ou nas camadas mais pobres da América Latina ou dos Estados Unidos.

Independente

O professor Nicholas Negroponte, um dos fundadores dessa instituição única, dedica-se hoje exclusivamente ao projeto OLPC. “O Media Lab”, diz ele, “foi criado como um departamento independente dentro do MIT, para que o laboratório pudesse tomar suas próprias decisões e escolher seus alunos de pós-graduação. Essa escolha é muito importante, pois a maioria dos departamentos aceita estudantes de pós-graduação com base em suas perspectivas de sucesso acadêmico. O Media Lab prefere selecionar aqueles que mais poderão ajudar a instituição em seus projetos em curso.”

Diferentemente de outros departamentos acadêmicos do MIT, o Media Lab é inteiramente patrocinado ou financiado pela indústria. Por serem patrocinadoras, as empresas têm o direito à propriedade intelectual que possa advir do trabalho do Media Lab.

Fundado com base na convicção de que a tecnologia digital ultrapassa os limites da mídia tradicional, como a arte e a arquitetura, o Media Lab tem produzido avanços surpreendentes – muito além do que supomos ser mídia – como como as redes Mesh, que se baseiam na interligação de células como as da telefonia móvel.

Nenhum documento talvez possa exemplificar melhor o trabalho do Media Lab do que o vídeo que descreve o projeto Sexto Sentido, com a pesquisadora Pattie Maes, do MIT (no site TED.com, que você pode ver pelo link http://www.ted.com/talks/lang/por_br/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.htm

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Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2010_12_01&pagina=noticias&id=06123#