Translate

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Paulo Bernardo promete 'inundar país com redes de comunicação'

Novo Ministro das Comunicações assume pregando o diálogo com as operadoras. E anuncia que MP concedendo isenção fiscal a modens para o PNBL foi assinada por Lula, dia 31 de dezembro.

O novo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou hoje (3/1), ao assumir o cargo, que pretende "inundar o país com redes de comunicações" para os eventos esportivos dos próximos anos e para atender à demanda da nova classe média.

“As comunicações são a chave para o desenvolvimento de um país e, no caso do Brasil, precisamos discutir o setor com vistas aos dois grandes eventos – Copa do Mundo e Olimpíadas – que vamos receber. Além desses eventos, temos uma crescente classe média, que vai demandar cada vez mais esses serviços”, afirmou o ministro, para quem as mesmas pessoas que andaram de avião pela primeira vez há pouco tempo, agora vão também querer ter acesso à internet grátis. Ou a planos a 35 reais ao mês.

Bernardo reiterou o compromisso de tocar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), para internet, e o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), para a telefonia fixa. Nesse ponto,chamou a atenção para a necessidade de contar com a colaboração das empresas de telecomunicações.

“É preciso preservar o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos sem nos omitirmos de discutir metas”, disse. "Se as empresas de telecomunicações querem negociar conosco a alterações de seus contratos, querem ter benefícios nessa negociação, podem também ceder um pouco", disse o ministro, ao comentar que pretende incluir a aceleração do PNBL e as metas de banda larga nas negociações do PGMU.

O Programa Nacional de Banda Larga será uma das prioridades de sua gestão. "Vamos trabalhar de forma articulada com o setor privado, com o desafio de ampliar e baratear o acesso à internet de alta velocidade" explicou o ministro. Bernado informou também que o governo federal já publicou, no último dia 31 de dezembro, uma medida provisória que desonera do IPI bens relacionados às telecomunicações e isenta os modens dos impostos PIS e Cofins.

Sobre a necessidade de estabelecer um novo marco regulatório para o setor das comunicações,o ministro fez questão de destacar que este tema será discutido em um amplo debate, que envolverá diversos setores da população, inclusive com a realização de consulta pública. Reafirmou ainda o compromisso de manter o diálogo com as rádios comunitárias e de expandir a TV Digital.

Já sobre os Correios, Paulo Bernardo afirmou que vai fortalecer quadro de funcionários, com a realização de concurso público, e acelerar o processo de licitação das franquias, num esforço para, segundo ele “preservar a admiração e a confiança que a população brasileira deposita na Empresa”.

(*) Com Agência Brasil.

Fonte:http://computerworld.uol.com.br/telecom/2011/01/03/paulo-bernardo-promete-inundar-pais-com-redes-de-comunicacao/

Perseu Abramo libera 43 livros na rede

A Editora Perseu Abramo recentemente liberou 43 obras para download na
Internet. Um deles é, por exemplo, o Software Livre: a luta pela
liberdade do conhecimento, de Sérgio Amadeu. Algumas obras ainda estão
em copyright, mas os autores permitem o seu uso individual. A Editora
promete soltar em breve outras publicações na rede.
A Biblioteca Digital da Perseu Abramo pode ser acessada em
http://www2.fpa.org.br/bibliotecadigital

Fonte: Rede 3setor (Rede de Informação e Discussão do Terceiro Setor)
http://br.groups.yahoo.com/group/3setor

Perseu Abramo libera 43 livros na rede

A Editora Perseu Abramo recentemente liberou 43 obras para download na
Internet. Um deles é, por exemplo, o Software Livre: a luta pela
liberdade do conhecimento, de Sérgio Amadeu. Algumas obras ainda estão
em copyright, mas os autores permitem o seu uso individual. A Editora
promete soltar em breve outras publicações na rede.
A Biblioteca Digital da Perseu Abramo pode ser acessada em
http://www2.fpa.org.br/bibliotecadigital

Fonte: Rede 3setor (Rede de Informação e Discussão do Terceiro Setor)
http://br.groups.yahoo.com/group/3setor

Microsoft descobre código que ataca a partir do Word

A Microsoft acaba de lançar o alerta: foi descoberto na Internet um código malicioso que aproveita uma vulnerabilidade do Word para iniciar o contágio de computadores. Segundo a companhia, basta ler o mail errado para ser atacado.
A vulnerabilidade do Word não é totalmente nova: já em Novembro, a Microsoft tentou sanar a falha de segurança do Word com o tradicional boletim de segurança.

Só que o Malware Protection Center da Microsoft revela agora que descobriu na Net um código malicioso que explora a já conhecida vulnerabilidade para "dar o golpe".

De acordo com a Cnet, o código malicioso não só explora a vulnerabilidade o Word, como também tenta tirar partido do painel de leitura do Outlook. Deste modo, o código pode ser disseminado sem que o utilizador abra um único e-mail - basta que o conteúdo dessa mensagem seja apresentado automaticamente no modo de painel de leitura (reading pane).

Para eliminar esta vulnerabilidade, a Microsoft aconselha todos os utilizadores a atualizarem o Office.

A companhia já começou a disponibilizar informação sobre esta vulnerabilidade na Web .

Fonte:http://aeiou.exameinformatica.pt/microsoft-descobre-codigo-que-ataca-a-partir-do-word=f1008241

Hospitais universitários ganham estatal

Entre últimos atos, Lula cria empresa para resolver impasse dos centros médicos, que reúnem cerca de 22 mil profissionais terceirizados

No seu primeiro dia de mandato, a presidente Dilma Rousseff recebeu de herança do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva uma nova estatal na área de Educação, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). Criada para resolver o impasse dos hospitais universitários, que reúnem cerca de 22 mil profissionais terceirizados - prática considerada ilegal pelo Tribunal de Contas da União -, a empresa ficará encarregada da execução de assistência, ensino e pesquisa na área da saúde.

A criação da estatal - a sexta do governo Lula - foi feita por Medida Provisória, publicada em 31 de dezembro no Diário Oficial. Pelo texto, num primeiro momento profissionais podem ser contratados temporariamente.

No trecho do seu discurso dedicado à área social, a presidente Dilma Rousseff deixou recado de qual será o tom de seu governo nesse campo: melhorar o acesso e a qualidade dos serviços prestados. Na Educação, além do afago aos professores, que ela afirmou serem as verdadeiras "autoridades" da área, Dilma apresentou medidas práticas.

Comprometeu-se a aumentar o investimento público na área e apresentou a proposta de ampliar o ProUni para o ensino médio profissionalizante.

Criado em 2004 para garantir o acesso de alunos carentes a cursos de graduação, o ProUni foi desde o início uma iniciativa que caiu no gosto tanto de alunos, de professores quanto de proprietários de instituições privadas. Estudantes com renda familiar de até um salário mínimo por pessoa podem receber bolsas integrais. Já aqueles com renda até três salários mínimos por pessoa, podem receber bolsas parciais, com 50% do valor da mensalidade. Instituições que aderem ao programa, em troca, têm isenção de tributos. Nos últimos cinco anos, foram oferecidos 1,12 milhão de bolsas.

Na Saúde, Dilma reivindica um papel nada modesto: "Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo." Um sistema, que, em sua avaliação, precisa atender os problemas das pessoas que procuram, seja com métodos de diagnóstico e tratamento, seja com medicamentos.

Mas, ao contrário da Educação, ela não menciona para a área maiores investimentos. Em vez disso, ela acena com autoridade: "Vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor."

Mais adiante, ela completou: usaria da força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.

Assim como reforço com instituições de ensino particular para ampliação do ProUni, Dilma disse estar interessada em estabelecer parcerias com o setor privado na área da Saúde, sobretudo para assegurar a reciprocidade na utilização dos serviços do SUS. Resta saber, no entanto, como isso se dará na prática.
(Lígia Formenti)
(O Estado de SP, 2/1/2011)

Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75651

MEC tentará de novo duas edições do Enem

Provas seriam aplicadas em maio e outubro; validade da nota deve ser estendida

Disposto a realizar duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011, mas temendo novos fiascos, o ministro da Educação, Fernando Haddad, vai se reunir este mês com as empresas contratadas para aplicar o exame: o consórcio formado pela Fundação Cesgranrio e o Cespe (Centro de Seleção e Promoção de Eventos), a gráfica RR Donnelley e os Correios.

Ele quer saber se os parceiros acreditam ter condições de aplicar um Enem no primeiro semestre e outro no segundo, sem a repetição das falhas ocorridas em 2009 e 2010.

- Se eles responderem afirmativamente que podem fazer duas edições do Enem a partir de 2011, será feito - diz Haddad.

A reunião ainda não tem data, mas está prevista para o mês que vem. Se Haddad ficar convencido de que é possível promover as duas edições do Enem, o Ministério da Educação aplicará, provavelmente, o exame em maio e em outubro.

Haddad descarta a possibilidade de regionalizar o Enem, com provas em diferentes datas. Segundo ele, o banco de questões usado nas provas ainda não tem itens em número suficiente para esse tipo de medida.

- Do ponto de vista de logística, o que está em estudo é fazer mais de uma edição. Caso o MEC faça dois exames este ano, será preciso fixar o período de validade das notas.

Atualmente, a nota é usada no processo seletivo subsequente. Com duas edições por ano, o MEC deverá estender a validade das notas para um período de dois anos. Assim, quem fizer o Enem no primeiro semestre, por exemplo, poderá disputar vagas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do meio e do fim ano ou até mesmo em 2012.

Reformulado em 2009 para substituir os vestibulares das universidades federais, o novo Enem enfrentou contratempos tanto na primeira quanto na segunda edição. Em 2009, um caderno de questões foi roubado da gráfica Plural, contratada naquele ano para imprimir as provas.

O vazamento levou o MEC a adiar o exame de outubro para dezembro, atrasando os resultados. Parte das universidades desistiu de usar as notas do teste naquele momento.

Em 2010, falhas de impressão em 33 mil cadernos de questões rodados na gráfica RR Donnelley e um erro de impressão no cabeçalho da folha de respostas, além do vazamento do tema da redação no interior da Bahia, também deram origem a muita confusão.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pelo exame, reaplicou a prova mês passado para cerca de 4,5 mil participantes que receberam cadernos de questões com falhas de impressão. Os resultados serão divulgados este mês.

Haddad diz que servidores do instituto responsáveis pelos erros no cabeçalho das folhas de resposta do Enem 2010 poderão ser punidos, dependendo do resultado de sindicância no Inep.

A sucessão de erros no Enem desgastou a imagem do ministro. Sua permanência à frente do MEC era incerta, o que levou políticos petistas a entrar na disputa. Satisfeito com o convite da presidente eleita Dilma Rousseff para permanecer no cargo, Haddad admite que a educação brasileira tem sérios problemas:

- Nós temos um passivo importante a ser resgatado, fruto de um século de descaso e isso não é novidade. A novidade é que o Brasil encontrou um caminho de superação dessas dificuldades.
(Demétrio Weber)
(O Globo, 1º/1)

fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75649

Primeira prova nacional para professores será em 2012, diz Haddad

Em entrevista ao Portal iG, ministro indicado por Lula diz que Dilma não escolheria ninguém que não quisesse e fala sobre o futuro do MEC

Pronto para passar mais um Ano Novo em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, garante que até gosta da época deserta da cidade - modificada pela posse presidencial de Dilma Rousseff este ano, que promete agitar este sábado, 1º de janeiro de 2011.

Segundo ele, a última semana de todos os anos na capital é boa para "garimpar recursos no orçamento" para a área que lidera, a educação. "Sempre consigo algo. Até dia 31, estou com esperança", disse, sorridente, em entrevista exclusiva ao iG.

Bacharel em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, Haddad está à frente do ministério desde julho de 2005. Antes, em 2004, havia sido secretário-executivo do então ministro Tarso Genro. Aos poucos, ganhou a confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu perfil técnico e exigente (segundo confirmam funcionários da pasta). Em inúmeros eventos públicos, Lula fez questão de tecer elogios à atuação do ministro e garantir que as melhorias no ensino foram possíveis por conta do estilo Haddad de gerenciar.

Mesmo em momentos difíceis como na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, quando uma prova foi roubada, e na edição deste ano da avaliação, em que houve problemas gráficos nas provas, Lula saiu em defesa do pupilo. Em despeito das críticas, reclamações e especulações sobre a permanência de Haddad no cargo, Lula defendeu e aconselhou a presidenta eleita Dilma Rousseff a mantê-lo no Ministério da Educação. Para ele, Dilma não "aceitou" seu nome, mas o escolheu.

Para o novo período, Haddad diz que Dilma pediu atenção especial à valorização e melhorias na carreira dos professores. No início do ano, o ministro apresentará uma proposta que, para ele, deve mexer com o valor, o papel e a remuneração dos professores. Um documento com as características consideradas essenciais para um bom professor. Essa matriz servirá para a elaboração de uma prova nacional de concurso de ingresso na carreira docente. A primeira edição deve ocorrer no primeiro trimestre de 2012.

Em entrevista ao iG, Haddad disse que aguarda o aval dos técnicos para a aplicação de duas edições do Enem no ano que vem. Garantiu que não tem expectativas políticas para depois do governo Dilma e que não pretende ficar pouco tempo na pasta. "Não sinto isso como necessidade (candidaturas políticas depois)", afirmou. "Eu opero por projeto, não por calendário", disse.

Confira os trechos da entrevista:

- Quando o senhor assumiu o ministério quais eram seus objetivos?

Eu tenho a felicidade de, em março de 2007, ter anunciado o Plano de Desenvolvimento da Educação na presença do presidente Lula e disse como a educação estaria ao final de seu governo. Se recuperar minha apresentação, você verá que nós cumprimos rigorosamente o que pactuamos com a sociedade. Houve processo forte de expansão e interiorização da rede federal para recuperar o papel da rede para o desenvolvimento social do país. Na educação básica, a centralidade que a qualidade ganhou com um sistema de avaliação por escola, divulgação dos resultados com transparência, fixação e cumprimento das metas. Tudo isso está feito.

- E quais são os planos do senhor para os próximos anos?

A presidenta Dilma incorporou ao seu discurso a ideia de que temos de atuar da creche à universidade. Pode parecer uma obviedade, mas nem sempre foi assim. A política de foco e fragmentada prevalecia sobre uma visão abrangente e sistêmica. Espero que isso seja mantido. Entendo que há três questões a serem priorizadas. A primeira é a educação infantil, porque nunca houve uma atenção do MEC em relação à qualidade da oferta, só à quantidade. O segundo é a diversificação do ensino médio, que precisa se integrar com o trabalho, a cultura e o desporto. Na perspectiva da escola de tempo integral, a integração com essas áreas é essencial para oferecer perspectivas múltiplas de atendimento ao jovem. A escola não precisa ser padrão para ser excelente. Ele pode ter excelência e ser diversa, ser múltipla.

- O currículo precisa ser mais flexibilizado para permitir que os jovens optem mais livremente pelo que vão estudar?

Penso que sim. O ensino médio inovador, em grande medida, vai nessa direção e ele está em curso como projeto piloto em 600 escolas. Eu penso que o jovem deve ter a oportunidade de ter um segundo turno de aulas no qual as questões de cultura, desporto e trabalho sejam centrais. Não pode ser uma duplicação do currículo.

- A União terá de contribuir muito para isso financeiramente?

A União sempre tem de interferir. A indução exige inovação. Às vezes, a questão não é de recurso. O ProUni, programa de alcance extraordinário, não custou nada diante do alcance que ele tem. Nós apenas regulamentamos uma lei, as contrapartidas das isenções constitucionais. Nem sempre é preciso dinheiro. Às vezes, é necessária uma reforma institucional. Mas claro que, com mais recursos, podemos fazer muito mais.

- A presidente eleita fez algum pedido especial para a sua gestão à frente do ministério?

A questão do magistério está muito presente no discurso dela e na conversa dela comigo. Acredito que a mudança dos currículos é importante e está em curso, mas o ritmo deveria ser acelerado. Tomamos duas providências importantes e pouco discutidas. A primeira é que não é pouca coisa um país federativo fixar um piso nacional para a categoria na constituição, como fizemos. Em segundo, a União assumiu a responsabilidade pela formação gratuita dos professores, seja no Fies, na modalidade que o professor que trabalha em escola pública não paga o financiamento, seja nas universidades públicas. Isso precisa ser mais explorado. O calendário eleitoral impediu a divulgação disso. No ano que vem, queremos fazer uma forte publicidade para que os professores e os jovens que queiram ser professores tomem conhecimento que eles têm à formação.

- Com essas iniciativas, o senhor acredita que serão suficientes para mudar a imagem que a carreira tem entre os jovens?

Vamos anunciar no começo do ano a matriz de uma prova nacional de concurso para a carreira docente. Trabalhamos durante mais de dois anos nisso. Mandamos equipes para oito países no mundo para sabermos como funciona o processo de formação e de seleção de professores nesses países e concluímos que precisamos ter uma prova nacional de concurso para ingresso na carreira docente que sinalize o que se espera de um bom professor. A prova será aplicada a quem se interessar e, depois, os gestores poderão abrir editais para selecionar os docentes com as notas dessa prova. Queremos que os prefeitos e os governadores possam oferecer boas condições de carreira para atrair os melhores profissionais do Brasil. O prefeito tem pouco estímulo para reestruturar a carreira. Estamos dando as condições de eles mudarem o sistema de ensino. Essa prova vai incidir sobre as condições de carreira.

- O senhor acredita que ela vai influenciar também os cursos de graduação?

Vai rebater na formação, evidentemente, a partir do momento que você define uma matriz que diz quais os conhecimentos que um professor deve ter. As provas têm esse fim. Os países com alto desempenho nos exames internacionais têm um excelente processo de ingresso à carreira e nós não temos isso. O estágio probatório é um expediente pouco explorado no Brasil, ao contrário do que deveria ocorrer. No caso do docente, isso é essencial. Muitas vezes você tem conhecimentos teóricos, mas a atividade exige vocação específica para o exercício da profissão. Tem um programa de incentivo à docência que está dando muito certo. Durante a licenciatura, o estudante, o professor universitário e o da escola que o recebe como estagiário recebem bolsas. A instituição formadora e a escola pública interagem na formação desse licenciando.Os resultados são extraordinários.

- A partir de quando a prova nacional vai funcionar?

A matriz será colocar em discussão do comitê de governança no início do ano, que vai aprovar a matriz de conhecimentos que serão exigidos na prova. A partir daí, começaremos a elaboração dos itens e queremos aplicar a primeira edição no primeiro trimestre de 2012.

- O senhor acredita que, com isso, os melhores alunos serão atraídos para o magistério?

É um processo. Estou surpreso com os depoimentos que recebo do programa de iniciação à docência. Ele está quebrando paradigmas. A interiorização das universidades também vai mexer nisso. As possibilidades para os jovens que querem exercer a profissão serão ampliadas.

- O novo Plano Nacional de Educação, que será discutido no Congresso em 2011, trouxe metas antigas e ainda difíceis de serem superadas pelo país, como o analfabetismo. É possível erradicá-lo? Seria preciso adotar algum tipo de incentivo financeiro para isso?

Estamos falando de pessoas com idade média de 55 anos. É uma dívida que temos com a população que não teve oportunidade educacional na idade correta, mas realmente é uma tarefa muito complexa. Essa população está dispersa pelo território, mora no campo, tem idade avançada e problemas de visão. O esforço terá de combinado com ações fora as do MEC, mas tenho dúvidas sobre esse tipo de incentivo. A dificuldade esbarra em obstáculos que, muitas vezes, são instransponíveis para o indivíduo. Se não tivermos uma combinação de políticas, não dará certo. Mas estou confiante de que, em 2015, vamos reduzir a taxa para 6,7% em 2015.

- Olhando para trás, o senhor se arrepende de alguma decisão que tomou em relação ao Enem? Acredita que deveria ter esperado o banco de itens ser ampliado para lançar duas ou mais edições em um mesmo ano e evitar dores de cabeça?

Eu não vejo esses episódios com o grau de dramaticidade que a imprensa costuma reportar. Tivemos um episódio de falta de segurança em uma gráfica, que é a maior do país. O MEC adiou a prova para fazê-la com segurança e corrigiu um problema do setor privado. O episódio deste ano, de abrangência muito menor, com outra gráfica, que é uma multinacional com faturamento de US$ 20 bilhões no mundo, foi um equívoco causado por excesso de segurança. O procedimento que atrapalhou o controle de qualidade dos lotes foi a impressão das provas sem que o operador da máquina visse o que estava sendo impresso. O setor corrigiu um erro do setor privado novamente. Erros poderão acontecer em uma prova de escala como essa. Estamos em uma construção e essas gráficas vão se preparar melhor. Quanto mais concorrentes tivermos, melhor para contratação do poder público.

- No ano que vem já teremos duas edições do Enem?

Falta uma reunião com os parceiros para que eles atestem a capacidade técnica de realizar duas edições. Em caso positivo, a decisão política está tomada. Se eles derem sinal verde, teremos duas edições. Quanto mais edições melhor.

- Nesses dois momentos, as críticas foram tão grandes e houve muita gente dizendo que o senhor não continuaria no ministério. O que o senhor sentiu?

Fiquei um mês sem ler jornal, assistir TV e ouvir rádio. O que eu fazia era ligar no telefone 0800 do MEC, que recebe as reclamações. Perguntava como estavam as coisas e me diziam que não estava calmo. Então pensei, vamos resolver. O Brasil real está conectado pelo telefone com o Ministério da Educação. Então eu me desliguei do resto. Com o Brasil real, a questão era contornável.

- Podemos esperar outro Plano de Desenvolvimento da Educação para o ano que vem?

Esse foi o nome que demos para o Plano Plurianual da Educação, que no ano que vem terá de ser refeito. O Plano Nacional da Educação terá de ser traduzido nos planos plurianuais da União, de Estados e de municípios.

- O presidente Lula pediu à Dilma que o senhor ficasse no ministério. O senhor se sentiu constrangido em algum momento, pensando se ela queria realmente que ficasse?

Conhecendo a presidenta como eu conheço, eu convivo com ela há cinco anos, posso te garantir que uma coisa é ouvir a opinião, e ela fez questão de frisar que a opinião do presidente conta e pesa, mas eu tenho certeza de que a presidenta Dilma não tomou nenhuma decisão por constrangimento. Sobretudo no meu caso. Eu estou há sete anos no MEC, cinco e meio como ministro e eu já me programava para voltar para São Paulo.

- Os críticos dizem, em relação aos ministérios compostos por Dilma, que as escolhas foram feitas para pouco tempo. O senhor pretende ficar os quatro anos?

Eu não entendo que as coisas funcionem assim. Em primeiro lugar, mudança ministerial é a coisa mais corriqueira do mundo em qualquer governo. Quantos ministros da Educação completaram um único mandato? Quatro, antes de mim. Eu estou no terceiro. Já estou na conta da exceção. Eu opero por projeto e não por calendário. O que está em pauta e qual o tempo de maturação do projeto é a dinâmica do governo que vai determinar.

- E o senhor esperava ter recebido mais apoio do PT para a sua permanência no cargo?

Eu acompanhei isso pelos jornais. Isso nunca aparecia de maneira clara. Os comentários eram sempre anônimos e é muito difícil especular sobre essa questão. Não chegou ao meu conhecimento uma objeção de alguém, com nome e sobrenome. Isso não aconteceu em 2006, nem agora.

- O senhor foi cogitado para concorrer ao governo de São Paulo, não foi? Desistiu? O senhor não tem interesse nesse caminho?

Foi mais especulação. Não fiz nenhum movimento para isso. Minha atenção nunca ficou voltada para isso. Nunca raciocinei nessas bases. Estou reiniciando um trabalho e acredito que a educação é um pouco incompatível com eleição. Particularmente, não acho uma combinação feliz. Não sinto isso como necessidade.
(Priscilla Borges)
(IG, 31/12)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=75648

Com celular barato, pesquisadores alemães grampeiam chamadas em rede GSM

Techworld.com
03-01-2011
(John E. Dunn)
Karsten Nohl e Sylvain Munaut interceptaram a chamada de um celular específico usando aparelho modificado com firmware de código aberto.

Pesquisadores demonstraram uma técnica assustadoramente simples para grampo de chamadas individuais em redes GSM que não exige equipamentos caros e especializados.

Em uma sessão do congresso Chaos Computer Club (CCC) em Berlim (Alemanha), Karsten Nohl e Sylvain Munaut usaram aparelhos Motorola de baixo custo, equipados com um firmware baseado em código aberto, para interceptar dados provenientes de uma estação rádio-base.

Com tal equipamento, eles foram capazes de localizar a identificação única de qualquer celular que utilize essa base, quebrando as chaves de encriptação mediante a busca (lookup) em uma tabela Rainbow.

Embora esteja longe de ser considerado trivial, este novo hack reduz os pré-requisitos se comparado a outras ações dos mesmos pesquisadores. Em 2009, Nohl publicou um método para quebrar o projeto de encriptação A5/1 GSM fazendo lookup em tempo quase real.

Faltava, contudo, um método de identificar a chamada de um celular específico para aplicar a técnica de lookup a uma chamada real na torrente de dados que trafegam de e para uma estação rádio-base. É justamente isso que Nohl aparentemente demonstrou em sua última demo.

Outro detalhe importante é que Nohl foi capaz de trocar o firmware dos aparelhos com sotftware personalizado. De acordo com o informe da BBC, isso foi possível porque os aparelhos da Motorola escolhidos para a demonstração foram alvo de engenharia reversa depois de um vazamento não especificado.

Seria tão fácil assim explorar esse novo hack? Não exatamente. Criar uma tabela de lookup personalizada parecida com a de Nohl levaria meses de trabalho; além disso, o candidato a espião teria de quebrar o aparelho em questão.

Mas o crack reduz a complexidade ao tornar um problema de software o que antes era um problema de hardware, o que poderá causar algum alarme na comunidade de engenheiros da tecnologia GSM.

Governos e instituições militares não correm riscos, pois eles trabalham com sistemas de telefonia com encriptação e aparelhos GSM equipados com camadas adicionais de encriptação para fazer ligações sigilosas. Grandes empresas, no entanto, deverão ficar alerta a mais esta ameaça.
Fonte:http://pcworld.uol.com.br/noticias/2011/01/03/com-celular-barato-pesquisadores-alemaes-grampeiam-chamadas-em-rede-gsm/

Organize e compartilhe suas fotos de fim de ano

Gerencie e divulgue imagens com facilidade com programas e serviços voltados para desde o fotógrafo da família até profissionais
Depois das festas de fim de ano, é hora de organizar as fotografias feitas com os parentes e amigos. A melhor técnica é inserir tags ou quem sabe renomear os arquivos com nomes simples? E na hora de compartilhar todo esse material, sejam fotos profissionais de um evento ou tiradas na noite de Natal, qual o melhor serviço para cada situação?

Nossa galeria ensina os principais truques na hora de organizar e compartilhar suas fotografias, ou mesmo utilizá-las para criar temas customizados para o Windows 7, usando programas como o Name Droppper, Siren, Windows Photo Gallery e Picasa.

Na hora de compartilhar esse material, há alternativas que oferecem armazenamento na nuvem como o Picasa Web Albums, Photobucket, Shutterfly, Smugmug, Microsoft SkyDrive e Dropbox e até mesmo editar imagens online, com o Picnik. Sendo assim, não é mais preciso ter medo diante daquela enxurrada de arquivos no seu memory stick: está na hora de organizar sua “caixa de sapatos” digital.

Para saber mais clique aqui.
http://pcworld.uol.com.br/galerias/organize-e-compartilhe-suas-fotos-de-fim-de-ano/

Fonte:http://pcworld.uol.com.br/dicas/2011/01/03/organize-e-compartilhe-suas-fotos-de-fim-de-ano/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Plástica em pacientes com câncer

Agência FAPESP – Cerca de 60% das cirurgias plásticas reparadoras no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) são para recuperação de áreas afetadas pelo câncer de pele. É o que mostra um levantamento realizado pelo órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com pacientes atendidos no instituto.

O balanço foi feito com base no número de cirurgias realizadas pelo Icesp. Mensalmente, o órgão realiza 100 procedimentos cirúrgicos para recuperar áreas do corpo afetadas por tipos diferentes de câncer.

O levantamento apontou que, devido à exposição ao sol, 80% das neoplasias na pele atendidas no órgão são localizadas na região da cabeça e do pescoço. O câncer de mama aparece logo em seguida, com 23% dos atendimentos.

Do total de pacientes que passaram por intervenções plásticas no instituto, 80% não precisaram realizar duas cirurgias, pois a reconstrução foi imediata e ocorreu logo após a retirada do câncer.

Segundo o instituto, a cirurgia é realizada no momento de retirada do tumor, o que reduz o tempo de internação, melhora a qualidade de vida do paciente e apressa o retorno às suas atividades diárias.

No caso de reconstruções na face, a intervenção imediata ajuda a manter funções básicas, como fonação e degustação, além de abreviar o tempo de oclusão dos olhos e minimizar choques estéticos, elevando a autoestima do paciente. Cirurgias plásticas imediatas nas extremidades (pernas e braços) reduzem as chances de amputação dos membros, evitando a mutilação permanente.

Mais informações: www.icesp.org.br

Fonte:http://www.agencia.fapesp.br/materia/13218/plastica-em-pacientes-com-cancer.htm