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sábado, 26 de novembro de 2011

Há 125 anos Carl Benz solicitava patente do primeiro automóvel



Carl Benz ao volante de seu triciclo motorizado
A Alemanha se considera o país do automóvel. Não só a grande paixão dos alemães por carros, como também a série de montadoras do país documentam isso. E tudo começou com um triciclo.


A história do automóvel moderno começou em 29 de janeiro de 1886. Nesse dia, o engenheiro alemão Carl Benz entrou com o pedido de patente de seu carro motorizado em Mannheim. Tratava-se de um veículo de três rodas, – um "triciclo", como especifica o texto da patente – equipado com um motor de combustão. A potência dessa máquina era de 0,8 hp (0,6 kw), o arranque era feito através de uma manivela e sua velocidade máxima, de 18 km/h.

Independentemente de Benz, o especialista em fabricação de armas Gottlieb Daimler construiu também pouco tempo depois um automóvel em Stuttgart. Com 16 km/h ele não era tão veloz, mas já tinha quatro rodas. Visualmente, parecia uma carruagem adaptada. Daimler trabalhava juntamente com o projetista de motores Wilhelm Maybach – até hoje uma parceria lendária.

Motores Otto e diesel

Nikolaus August Otto (1832-1891) patenteou motor com seu nomeNikolaus August Otto (1832-1891) patenteou motor com seu nome

O projetista alemão Nikolaus August Otto já havia patenteado, em 1876, o motor batizado com seu nome. Em 1892, Rudolf Diesel entrou com o pedido de patente em Berlim de sua versão de motor de combustão, que se diferenciava por um maior rendimento. Por ironia da história, no entanto, os primeiros recordes de velocidade foram estabelecidos por carros elétricos. Em 1901, um automóvel desse tipo atingiu, pela primeira vez, a marca dos 100 km/h.

Na virada do século, o motor a gasolina ainda não havia se afirmado, sofrendo a concorrência de diferentes formas de propulsão. Isso fica comprovado através de uma estatística de produção de automóveis nos EUA em 1900. No total, 75 fabricantes produziram 4.192 veículos, entre eles, 1.688 com propulsão a vapor, 1.575 elétricos, mas somente 929 com motor a gasolina.

Apenas na década de 1920 o motor a gasolina conseguiu se impor. As razões para isso foram a velocidade mais alta graças a motores cada vez melhores, combustível barato à base de petróleo, e autonomia significantemente maior do que os motores elétricos, com suas fracas baterias.

Ford inventa a linha de montagem

Nesse período, diversos pioneiros desenvolveram veículos motorizados. As primeiras fábricas de automóveis surgiram por volta de 1890 na Europa e nos Estados Unidos, onde um certo Henry Ford fez história.


Lendário Ford Modelo T, carro mais vendido de sua épocaLendário Ford Modelo T, carro mais vendido de sua época

Enquanto, por muito tempo, os automóveis só eram acessíveis aos mais abastados, a empresa de Henry Ford em Detroit apostou em veículos que também podiam ser pagos por pessoas comuns.

Já em 1908, o popular modelo T chegava ao mercado. Pouco tempo depois, em 1913, Henry Ford introduzia a produção em massa de seu Ford T, através da linha de montagem. Com esse conceito, Ford iniciou uma nova era não somente na produção automotiva, mas também a produção industrial global.

Segundo a teoria de Ford, todo funcionário seu deveria poder comprar um carro. Assim, ele pagava salários bem melhores do que os de outros setores. E, devido ao enorme sucesso econômico, reduziu, ao mesmo tempo, a carga de trabalho. Os trabalhadores de Ford deveriam dispor de tempo livre suficiente para poder aproveitar a vida, e de dinheiro suficiente para comprar seus automóveis. Ford criava assim a base da sociedade moderna de consumo.

Até 1927, o modelo Ford T foi fabricado sem modificações em seu design. Ao todo, foram produzidos 15 milhões de unidades do mesmo veículo. Tal recorde só foi quebrado 45 anos mais tarde.

Fusão de Daimler e Benz


Mercedes Jellinek deu nome à celebre marcaMercedes Jellinek deu nome à celebre marca

Na Alemanha, em 1926, ocorreu a fusão das montadoras Daimler e Benz. Gottlieb Daimler já havia falecido em 1900 e Carl Benz, por sua vez, já havia há muito tempo se afastado de forma litigiosa de sua empresa original. Nesse contexto, é interessante observar que Daimler e Benz nunca se encontraram pessoalmente.

Todos os automóveis fabricados por Daimler-Benz passaram a levar o nome "Mercedes". Os direitos sobre esse nome já haviam sido adquiridos legalmente em 1902 pela Sociedade de Motores Daimler. Sua origem remonta ao negociante Emil Jellinek. A filha desse importante vendedor dos automóveis Daimler se chamava Mercedes, que acabou cedendo seu nome à célebre marca.

O emblema da Daimler-Benz engloba a estrela da marca Mercedes e a coroa de louros da firma Benz. Ainda hoje, os automóveis dessa montadora são caros. Antigamente eles só podiam ser comprados por uma clientela muito exclusiva – da mesma forma que os produtos dos cerca de 90 fabricantes de automóveis existentes na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial.

Porsche e Volkswagen


Ferdinand Porsche (1875-1951)Ferdinand Porsche (1875-1951)

O projetista austríaco Ferdinand Porsche pretendia mudar essa situação. O inventor já havia construído, como empregado de várias empresas, os primeiros automóveis do mundo com tração nas quatro rodas e até mesmo com sistema híbrido de propulsão. Por questão de custos, tais inovações não foram levadas adiante.

Antes de se tornar autônomo, Porsche foi, ao longo de sua movimentada carreira, entre outros, diretor técnico e diretor geral da Sociedade de Motores Daimler.

Logo após a fundação da Dr. Ing. h.c. F. Porsche Ltda., em Stuttgart, no ano de 1930, ele iniciou o planejamento de um automóvel acessível a uma grande camada da população. Em 1934, Porsche assinou com o governo em Berlim um contrato para a construção de um "Volkswagen" (automóvel popular).

Em 1937, o Volkswagen ganhou sua forma definitiva. Através da fusão de diversas comunidades no norte da Alemanha, foi fundada em 1938 a "Cidade do Carro KdF em Fallersleben". KdF era a sigla em alemão da "Força através da Alegria", organização nazista de atividades recreativas e uniformização da população alemã. Ali viviam os trabalhadores que iriam fabricar o Volkswagen numa nova fábrica.

No entanto, já em 1940 teve início a produção de armamentos devido à guerra. Apesar da destruição da maior parte das instalações industriais, a produção de automóveis foi retomada já algumas semanas após o fim da Segunda Guerra Mundial. Quatro anos mais tarde, o "novo" Volkswagen de número 50 mil era fabricado em Wolfsburg, nome que a cidade automotiva ganhou após o fim da guerra.

O Fusca


Último Fusca, fabricado em 2003, está no Museu da VW em WolfsburgÚltimo Fusca, fabricado em 2003, está no Museu da VW em Wolfsburg

Käfer (besouro) era o nome oficial do veículo compacto de pouco mais de quatro metros de comprimento, com carroceria marcante e motor boxer traseiro de quatro cilindros refrigerado a ar. No Brasil, ele foi chamado "Fusca". O veículo se tornou símbolo do milagre econômico alemão. Em 5 de agosto de 1955, era fabricada sua milionésima unidade.

Em 1972, a produção do Fusca superou a marca dos 15 milhões de unidades. Ele ultrapassava assim o Ford T como automóvel mais fabricado no mundo. Em 30 de julho de 2003, o último Fusca deixava a fábrica, no México, para onde a produção fora transferida mais de 30 anos antes.

O último dos 21.529.464 Fuscas fabricados até 2003 faz parte hoje do acervo do Museu da Volkswagen em Wolfsburg.

Globalização e convergência

Desde seus primórdios, a indústria automotiva "pensa" de forma global. Para empresários norte-americanos, a Alemanha é vista como mercado interessante. No fim dos anos 1920, sete montadoras dos EUA haviam se estabelecido na Alemanha. Já em 1925, a Ford fundou em Berlim uma subsidiária alemã com capital aberto. Em 1931, a Ford berlinense foi fechada, sua produção foi então transferida para a cidade de Colônia, onde funciona até hoje.

No final dos anos 1920, a empresa familiar Opel era a maior fabricante de automóveis da Alemanha. Sob o impacto da iminente crise econômica mundial, os herdeiros de Adam Opel transformaram sua firma em empresa de capital aberto. A General Motors comprou, inicialmente, uma grande parcela de ações e assumiu, em 1931, o controle definitivo da montadora alemã. Apesar disso, a empresa continuou a ser administrada por alemães, assim como ficaram garantidas a manutenção do nome Opel e uma política autônoma de modelos de carros.

As cinco grandes


Poucas montadoras alemãs resistiram ao pós-guerraPoucas montadoras alemãs resistiram ao pós-guerra

Ainda que, a rigor, elas não pertençam ao rol das montadoras alemãs, a Ford da Alemanha e a Opel, subsidiária da GM, estão entre os poucos fabricantes de automóveis que restaram no país.

Das dezenas de montadoras atuantes após as duas guerras mundiais, somente três subsistiram como empresas autônomas. Ou seja, a Volkswagen com a subsidiária Audi e, mais recentemente, também a Porsche, a Daimler com sua tradicional marca Mercedes, e a BMW.

Junto com a Toyota e a General Motors, a Volkswagen está entre os três maiores fabricantes de automóveis do mundo. Considerando o volume de vendas, Daimler e BMW conseguem estar no topo das 15 maiores empresas mundiais.

"A demanda mundial por automóveis não irá ultrapassar 1 milhão de unidades – já devido à falta de chauffeurs": esse prognóstico atribuído ao pioneiro do automóvel, Gottlieb Daimler, mostra como um inventor genial também pode se enganar.

Em 2010, foram vendidos 60 milhões de automóveis em todo o mundo. Para 2011, esperam-se cerca de 67 milhões de novos licenciamentos.

Autor: Klaus Ulrich (ca)
Revisão: Augusto Valente

Fonte:http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14799147,00.html

Empresa alemã cria aparelho para acabar com chiado no ouvido



'Tinnitus': chiados no ouvido
Milhões de pessoas sofrem de tinnitus, sintoma caracterizado por um zumbido no ouvido. Uma invenção alemã pretende auxiliá-las a se livrar de uma vez por todas desse chiado desagradável.


Quem não sofre de tinnitus dificilmente pode imaginar o que se passa no ouvido de quem tem esse sintoma. Um zumbido constante, às vezes mais alto, às vezes mais baixo, e que só dá trégua quando os ruídos ao redor da pessoa são mais altos do que aquele produzido na cabeça do paciente. O pior período para quem sofre desta doença é à noite e durante a madrugada, quando os sons ambientais são mais baixos e o zumbido no ouvido parece mais alto.


O aparelho é menor que uma caixa de fósforosO aparelho é menor que uma caixa de fósforosA empresa alemã ANM, especializada em técnica médica, desenvolveu um aparelho que pretende auxiliar quem sofre com o tinnitus na luta contra o irritante chiado.

Há dois tipos de tinnitus: o objetivo e o subjetivo. O primeiro se forma a partir de uma fonte de ruídos que de fato existe, como por exemplo uma deformação no maxilar ou problemas nas artérias do ouvido. Este tipo não pode ser tratado com o aparelho desenvolvido pela empresa com sede na cidade de Colônia. "Tratamos o tinnitus subjetivo, que geralmente é formado por causa de uma falha adquirida do ouvido", explica Claus Martini, diretor da ANM. "E esta falha adquirida pode ter diversas causas".

Origem no cérebro e não no ouvido

Um trauma acústico, estresse ou a ingestão de medicamentos pode levar o ouvido a não enviar mais certos sinais, em determinadas frequências, ao cérebro. A área do cérebro responsável pela implementação de sinais acústicos – o chamado córtex auditivo – reage, então, emitindo um sinal de erro.

À falta de informações do ouvido, o córtex auditivo responde com uma atividade crescente e sincronizada, o que o paciente percebe como tinnitus. É como se as células nervosas do córtex auditivo se comunicassem apenas entre si, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Peter Tass (esqueda) e Claus MartiniPeter Tass (e) e Claus MartiniPortanto, a causa do zumbido não está no ouvido, mas no cérebro. O novo aparelho desenvolvido na Alemanha pretende agir nessa região. O equipamento é menor que uma caixa de fósforos e é composto por quatro teclas. "Dois fones de ouvido medicinais tocam os sons terapêuticos de alta frequência", explica Ina Meyer, da ANM. "Há ainda um procedimento que fica por conta do otorrinolaringologista". Ela explica que o aparelho é sintonizado de acordo com as necessidades de cada pessoa.

O paciente leva o aparelho para casa e ouve os sons programados durante quatro ou seis horas consecutivas, diariamente, num período de seis a oito meses. Em casos extremos, o tratamento pode levar o ano inteiro.

Desaprendendo a ouvir os ruídos

Com a repetição dos tons programados no novo aparelho, as células do córtex auditivo devem "desaprender" os tons ouvidos no caso de tinnitus. As superativas células nervosas são estimuladas acusticamente e, assim, tiradas intencionalmente do ritmo. O cérebro tem capacidade de aprendizagem e de se adaptar às mudanças, por isso o tinnitus fica cada vez baixo, até desaparecer totalmente.

O otorrinolaringologista programa o aparelho individualmente para cada pacienteO otorrinolaringologista programa o aparelho individualmente para cada pacienteEsse conceito da neuroestimulação acústica foi desenvolvido no Centro de Pesquisas de Jülich, no oeste da Alemanha. Pelo seu trabalho, o médico, matemático e físico Peter Tass, um dos inventores do aparelho, recebeu o prêmio alemão de inovação na medicina.

Faça o teste por 12 semanas

"Fizemos um primeiro estudo clínico em 63 pacientes", explica Claus Martini. Destes, "75% responderam bem ao tratamento e perceberam uma diminuição considerável nos sintomas de tinnitus. Os outros pacientes infelizmente não mostraram nenhuma melhora".

Todos os pacientes interessados podem testar o aparelho gratuitamente por 12 semanas. Já neste curto espaço de tempo, deveria ser possível observar uma diminuição nos sintomas de tinnitus. Após o teste, o paciente pode decidir juntamente com seu médico se pretende investir 2.700 euros na compra do equipamento.

Autor: Andreas Sten-Ziemons (br)
Revisão: Roselaine Wandscheer

fONTE:http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15546507,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-newsletter

Empresa oferece 370 vagas em TI para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba



Candidatos formados ou cursando ciência da computação, tecnologia em processamento de dados ou engenharia de software


Vagas de emprego
Procurando emprego na área de Tecnologia da Informação? A BRQ IT Services está buscando profissionais para ocuparem 370 vagas disponíveis. As oportunidades estão dividas entre Curitiba (30 vagas), Rio de Janeiro (100 vagas) e São Paulo (240 vagas).

Os candidatos precisam estar cursando ou serem formados em ciências da computação, tecnologia em processamento de dados ou engenharia de software, além de vivência na análise e desenvolvimento das linguagens .NET e Java, para preencher as vagas de nível Junior, Pleno ou Sênior.

Segundo a empresa, além do salário, o funcionário contará com plano de saúde, vale refeição, transporte e alimentação, programa de capacitação, incentivo à certificação e atividades como, por exemplo, shiatsu e ginástica laboral.

Reprodução

Se você está interessado e quer saber mais informações sobre as vagas de emprego, clique aqui. Para enviar seu currículo, clique nos links a seguir: vagas-cwb@brq.com (Curitiba), vagas-rj@brq.com (Rio de Janeiro) ou vagas-sp@brq.com (São Paulo).

Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/empresa-de-ti-oferece-370-vagas-para-sao-paulo,-rio-de-janeiro-e-curitiba

Alguns cuidados para não cair em golpes online na Black Friday



Confira dicas para fazer compras com segurança e evitar transtornos nesta sexta-feira cheia de promoções pela web

Hoje é a chamada Black Friday, a sexta-feira do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, quando muitas lojas fazem promoções por 24 horas de diversos dos seus produtos. No Brasil, alguns lugares aderiram à prática, e é possível encontrar produtos com até 70% de desconto em algumas lojas.

Para fazer compras pela web, porém, é sempre bom tomar alguns cuidados para não cair em golpes. Separamos algumas dicas para que suas compras não sejam prejudicadas por sites mal intencionados.

Cuidado com e-mails de promoções

A primeira coisa a se fazer é tomar bastante cuidado com e-mails com promoções. Dias como hoje são excelentes para quem quer fazer o mal: basta enviar um e-mail com supostos preços baixos para levar o usuário a clicar em um link falso que ajude crackers a roubar informações, como usuários, senhas e até números de cartão de crédito. Preste atenção na gramática - normalmente e-mails falsos contêm muitos erros - e não clique em qualquer link.

Ao encontrar uma promoção que o agrade em um e-mail, vá direto ao site da loja para procurar o produto - assim você confere lá mesmo se o preço é o anunciado, e pode perceber melhor se o e-mail anterior era um golpe ou não.

Faça buscas seguras

Hackers usam técnicas para incluir links falsos em sites de busca, assim como algumas vezes até compram espaço nesses mecanismos para atrair usuários desatentos. Ao fazer buscas como "Promoções de black friday", por exemplo, tenha preferência por sites de lojas conhecidas - ou tenha certeza que a loja com a suposta promoção exista mesmo.

Baixe aplicativos de sites confiáveis

Alguns aplicativos para smartphones oferecem ajuda para os usuários fazerem suas compras, mas nem sempre eles realmente são o que parecem. Baixe-os apenas de sites que você confia. Em aparelhos com Android, tome ainda mais cuidado: até mesmo no Android Market alguns aplicativos vêm acompanhados de malwares.

Atualize seu antivírus e qualquer outro software de segurança

Hackers podem aproveitar antivírus desatualizados para dar golpes. Portanto, antes de fazer suas compras, atualize seus aplicativos para ter certeza que está navegando com segurança na web.

Vai comprar pelo celular? Use antivírus!

As compras móveis estão crescendo e, com elas, os riscos de fazer negócios pelo celular. Portanto, é uma boa ter um antivírus instalado em seu smartphone para evitar cair em golpes (especialmente se você tiver um aparelho com Android). Aqui estão algumas dicas de softwares de segurança para seu dispositivo:

McAfee VirusScan Mobile - protege contra vírus, worms, spywares, entre outros. Também oferece segurança ao seu e-mail e aos downloads feitos pelo seu dispositivo.

Lookout - desenvolvido para Android, Windows Mobile e BlackBerry, procura por vírus, malwares e spywares no seu aparelho, e ainda funciona como um sistema de backup dos seus dados.

Norton Security Mobile - oferece proteção contra perda de celular, roubo e malwares. Para Android.

Às compras!

Com esses cuidados tomados, é hora de ir às compras. Aproveite as promoções do dia para adiantar a lista de presentes de natal! Mas não deixe de fazer uma pesquisa online antes de entregar o seu número do cartão de crédito: alguns descontos não são tão incríveis assim, apesar das lojas fazerem questão de te fazer acreditar o contrário. Pesquise, até mesmo na internet, se o preço está compatível com o de outras lojas, e se aquela oferta vale mesmo a pena. Não caia em "papo de vendedor"!

Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/negocios/seguranca/noticias/veja-alguns-cuidados-para-tomar-antes-de-fazer-compras-online-na-black-friday

Cientistas descobrem enzima que pode suprimir o sono



Objetivo da pesquisa é aprofundar a compreensão de como o sono é controlado e encontrar as causas e curas para alguns distúrbios

Insônia
A insônia, tão frequente na vida de muitos de nós, pode estar com os dias contados. Pesquisadores americanos afirmam ter descoberto uma solução para suprimir o sono e acordar as pessoas, ou então "chamá-lo" para que possamos ter uma noite melhor.

O processo envolve o bloqueio de uma enzima chamada "pedunculopontine tegmental nucleus" (PPT) que, ao ser combinada com determinados compostos químicos, causa tanto o estágio inicial quanto final do REM (movimento rápido dos olhos), que indica nosso grau de profundidade do sono.

"O fator 'dormir', uma das coisas mais misteriosas da consciência, é regulado por um delicado equilíbrio de inúmeras características como processos biológicos, meio ambiente e o próprio comportamento do indivíduo. No entanto, os mecanismos envolvidos na regulação do sono não são bem compreendidos", explica Subimal Dutta, autor do estudo publicado no The Journal of Neuroscience.

O objetivo final da pesquisa é aprofundar a compreensão de como o sono é controlado a nível celular, o que poderia levar a encontrar as causas e curas para uma variedade de distúrbios relacionados a ele.

De acordo com Dutta, os tratamentos atuais para distúrbios do sono não alcançam o resultado ideal e, geralmente, são acompanhados de muitos efeitos colaterais indesejáveis. Além disso, uma abordagem mais específica para tratar essas anomalias seria de grande benefício para a saúde pública.
Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/voce-sofre-de-insonia-cientistas-descobrem-enzima-que-pode-suprimir-o-sono

A difícil equação para achar um professor

Autor: Ribeiro, Marcelle
Fonte: O Globo, 14/11/2011, O País, p. 4

Pesquisa mostra que apenas 2% dos estudantes querem cursar licenciatura ou Pedagogia; qualificação dos docentes também preocupa

SÃO PAULO. A falta de professores qualificados ainda preocupa no Brasil, e a desvalorização da carreira faz com que muitos jovens prefiram outras profissões. Cerca de 600 mil professores que atuam na educação básica - que inclui a educação infantil e os ensinos fundamental e médio - não têm o preparo necessário à função, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). E apenas 2% dos jovens querem cursar Pedagogia ou alguma licenciatura, segundo pesquisa da Fundação Carlos Chagas.

Pela legislação atual, os professores da educação básica têm que ter nível superior. Porém, cerca de 600 mil dos quase dois milhões de docentes do país não possuem curso universitário, segundo o MEC. De acordo com o secretário de Ensino Superior do ministério, Luiz Cláudio Costa, cerca de 300 mil estão fazendo licenciaturas ou mestrado para se adequar à exigência.

Na avaliação de especialistas, há carência de professores qualificados em diversas áreas, como nos primeiros anos da educação infantil e nas disciplinas de Física e Química.

- Nas Ciências Biológicas, faltam professores praticamente em todos os setores. As redes procuram cobrir isso usando profissionais que, na sua formação, tangenciam as disciplinas (em que há falta de professores) - diz a pesquisadora Bernadete Gatti, colaboradora da Fundação Carlos Chagas.

Como outros especialistas, Bernadete se preocupa com a queda no número de alunos de licenciatura ou Pedagogia. Segundo o MEC, esse número vem diminuindo na modalidade presencial, por causa da falta de interesse dos jovens. Em 2005, 1,2 milhão de alunos estudava alguma licenciatura, número que, em 2009, passou para 978 mil. No mesmo período, o número de alunos de Pedagogia caiu de 288 mil para 247 mil.

No entanto, houve expansão das graduações à distância, para atender à necessidade de professores que já estão no mercado de trabalho. De 2005 para 2009, o número de estudantes das licenciaturas subiu de 101 mil para 427 mil. Nos cursos de Pedagogia, o número pulou de 27 mil para 265 mil, no mesmo período.

- Nem todos os cursos à distância são ruins. Mas eles não são supervisionados direito, não têm uma proposta clara. Muitos alunos desistem porque não têm com quem discutir - diz a superintendente de pesquisa em Educação da Fundação Carlos Chagas, Elba Siqueira Barretto.

O MEC rebate e diz que tem fechado cursos de má qualidade.

A evasão dos cursos de Pedagogia e licenciatura também preocupa educadores.

- Nas universidades privadas, os cursos de licenciatura e a Pedagogia são os que têm as taxas mais elevadas de evasão, de 50 a 55% - afirma Maria Helena Guimarães Castro, ex-presidente do Inep, órgão responsável pelas estatísticas do MEC.

Mas, segundo o MEC, dados preliminares já mostram que a taxa de evasão está diminuindo em algumas universidades.

"Quero lutar pela educação", diz estudante

Pesquisa realizada em 2010 pelas fundações Carlos Chagas e Victor Civita mostrou que, dos 1.500 alunos ouvidos, apenas 2% dos jovens do terceiro ano do ensino médio pretendiam cursar Pedagogia ou alguma Licenciatura.

- A carreira é um horror. Apesar de os planos de carreira terem melhorado, e de existir um piso salarial nacional (R$1.187 para jornada de 40 horas semanais), eles deixam a desejar. A média salarial está baixa em relação às exigências. Outra coisa que afeta a escolha é a condição das escolas públicas, que são precárias, sem infraestrutura e gestão - diz Bernadete.

Mesmo sabendo desses problemas, o estudante de Pedagogia Cesar Scarpelli, de 24 anos, quer dar aulas para crianças:

- Quero lutar pela educação. Meus pais sempre falam: "não vá trabalhar na rede pública", por causa da ideia de que é uma profissão sofrível. Mas acho que temos que ir para a periferia.

Rivaldo Vieira Xavier Júnior, de 21 anos, estuda licenciatura em Física e sabe bem o que é sofrer com a falta de professores:

- Estudei em escola pública e fiquei sem aulas de Química por quase todo o segundo ano do ensino médio. Tenho interesse em educação devido à realidade da escola onde estudei. Ser professor no Brasil é ato de coragem.

Já a estudante de Pedagogia Maria Alice Bertodini diz que é preciso ser sonhador para abraçar a profissão:

- A ideia de ser professor é idealista, é por amor, por gostar de crianças.

Para o estudante de Química Mauritz Gregori de Vries, de 20 anos, que dá aulas particulares, falta vocação a muitos dos que estão fazendo licenciatura.

- Às vezes, as pessoas fazem a licenciatura porque sabem que a demanda por professores é alta e que um emprego na indústria, por exemplo, é mais difícil.

O secretário de Ensino Superior do MEC reconhece que os salários não são adequados. Mas diz que a meta do governo é que, em 2020, o rendimento médio dos docentes com a qualificação necessária seja o mesmo que o de qualquer profissional com nível superior.

No Chile, estudantes são convencidos a dar aula

Programa tenta atrair os melhores alunos do ensino médio para o curso de Pedagogia

SÃO PAULO. Convencer os melhores estudantes que concluem o ensino médio a fazer Pedagogia é uma meta no Chile e, para alcançá-la, uma campanha ampla, com direito a comercial na televisão, foi lançada naquele país.

Preocupados com o fato de que a carreira de professor tem sido escolhida por muitos jovens com baixa qualificação e sem vocação, a instituição Elige Educar, uma iniciativa público-privada, resolveu fazer um trabalho de comunicação de massa para atrair bons alunos para a docência. Para chamar a atenção, em 2009, começaram a divulgar na TV uma campanha convocando os jovens a serem professores para melhorar a educação no país, afirmando que a carreira é a mais importante de todas e tem o potencial de mudar as vidas de milhares de crianças. A campanha mostrava ainda depoimentos de professores felizes com a profissão.

Para atrair os jovens, além do apelo emocional da campanha, universidades do Chile começaram a oferecer este ano bolsas de estudos integrais para os estudantes do ensino médio que estão entre os 20% melhores na prova de ingresso e optarem pela faculdade de Pedagogia, que custa US$4 mil por ano. Depois, eles têm que trabalhar por cinco anos em escolas públicas.

Dentre os alunos beneficiados pelas bolsas, os melhores podem receber uma bolsa-auxílio de cerca de US$200 ao mês e ser beneficiados com um programa de intercâmbio no exterior.

- Os sistemas educacionais que tiveram êxito demonstraram que uma seleção de pessoas com competência, capacidade e conhecimento é a melhor forma de ter bons professores. E ter bons professores é a melhor forma de ter um sistema educacional bem-sucedido - explica Hérnan Hochschild, coordenador executivo do programa Elige Educar.

Segundo ele, a campanha já conseguiu aumentar a quantidade de jovens com bons resultados no exame de ingresso para os cursos de Pedagogia. A meta do projeto é que em 2014, um de cada cinco matriculados em Pedagogia provenha dos 20% melhores estudantes.

O programa também oferece bolsas de estudo para professores que já estão no mercado de trabalho, para que eles se qualifiquem e também para que se "reencantem" com a profissão e estimulem os jovens a segui-la.

No Chile, o piso salarial do professor é de cerca de US$1 mil por mês. Segundo Hochschild, o piso, apesar de não ser ruim, não é competitivo em relação a outras carreiras. De acordo com ele, os salários eram mais baixos no passado, mas têm melhorado.

A ESCOLA COM QUE EU SONHO

Tamara Metzger Dayan - Estudante de Pedagogia

"Professores têm que ter paciência"

Seria excelente se as escolas que já existem funcionassem direito. Seria ótimo se não faltassem professores para dar aulas, e se os alunos tivessem vontade de estudar e aprender. Isso já seria o suficiente para melhorar muito a educação.

Pensando numa escola utópica, a escola dos meus sonhos teria salas grandes com mesas para as pessoas estudarem de acordo com a faixa etária e com suas necessidades e interesses. Haveria livros e material de pesquisa. Recursos tecnológicos são importantes, computadores são fundamentais para que os alunos pesquisem. A escola dos meus sonhos teria também brinquedos para as crianças menores e um bom espaço ao ar livre.

Pensando na relação professor-aluno, os professores teriam que ser pessoas mais pacientes. Teriam que ouvir os alunos e respeitá-los. Os alunos teriam que estudar coisas de seus interesses, já que isso faria com que eles participassem mais.

Quando lembro da escola em que estudei, penso que sempre adorei a minha escola. Eu sempre gostei de estudar. Hoje, na maioria das escolas, os alunos não têm interesse em estudar, já que ou o conteúdo não é interessante para eles ou eles têm que ficar lá só ouvindo, sem falar ou perguntar. Outro problema é que às vezes os professores não tem paciência para ensinar. Eles têm que ter paciência e envolver o aluno.

Fonte:http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/226449/1/noticia.htm

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Transístor quântico estará nos computadores em 2017



Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/11/2011


Os transistores quânticos Túnel-FET podem ser fabricados com filmes semicondutores ultrafinos ou com nanofios. [Imagem: EPFL]


Computadores quânticos

Muito antes que os computadores quânticos se tornem realidade, a mecânica quântica poderá ajudar a transformar os computadores tradicionais em supermáquinas.

Um avanço demonstrado por pesquisadores da IBM e do Instituto Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça, promete que, em 2017, os fenômenos quânticos ajudarão a diminuir o consumo de energia dos equipamentos eletrônicos por um fator de 100.

Como o grande limitador ao aumento de velocidade dos processadores é justamente o elevado consumo de energia - e, por decorrência o calor dissipado por eles - é de se esperar um aumento equivalente na velocidade de processamento.

Há poucos dias, a IBM anunciou uma tecnologia que usa metal líquido para retirar calor dos processadores, afirmando que isso permitiria colocar um supercomputador atual dentro de um celular "em poucos anos."

Agora os pesquisadores resolveram marcar data: 2017.

Transístor quântico

O segredo está em um novo tipo de transístor, o elemento fundamental de toda a eletrônica, chamado Túnel-FET, ou TFET.

O termo túnel se refere ao fenômeno do tunelamento quântico, pelo qual uma partícula consegue atravessar uma barreira física - este fenômeno já é largamente utilizado, por exemplo, nos microscópios eletrônicos de tunelamento. FET é uma sigla em inglês para transístor de efeito de campo.

A tecnologia atual é baseada nos transistores de efeito de campo, onde um fluxo de elétrons ativa ou desativa o transístor - um fluxo de bilhões de elétrons, que esquenta tudo por onde passam.

No transístor, duas câmaras são separadas por uma barreira de energia. Na primeira, uma horda de elétrons fica esperando quando o transístor está desligado (indicando um 0 binário, por exemplo). Quando é aplicada uma tensão, eles cruzam a barreira de energia, ativando o transístor. É o que se chama de injeção termal.

Ocorre que alguns elétrons acabam cruzando essa barreira antes da hora, mesmo que aparentemente não tivessem energia para tanto. Esse é o efeito túnel, que sempre atrapalhou o funcionamento dos transistores.

Agora o problema virou solução.


Esta é uma versão de transístor quântico construído pela IBM usando nanofios. [Imagem: IBM Research]
Efeito túnel

Estreitando a barreira do transístor torna-se possível amplificar o efeito quântico e passar a basear o funcionamento do transístor inteiro nesse tunelamento - é a chamada injeção por tunelamento.

Com isto, a energia necessária para que os elétrons cruzem a barreira é reduzida drasticamente.

"Substituindo o princípio do transístor de efeito de campo tradicional pelo efeito túnel, pode-se reduzir a tensão dos transistores de 1 volt para 0,2 volt," afirmou o Dr. Adrian M. Ionescu, que está desenvolvendo o Túnel-FET juntamente com Heike Riel.

Híbrido clássico-quântico

Esta é, na verdade, uma abordagem híbrida, ainda um passo aquém de um verdadeiro "transístor atômico", demonstrado recentemente por pesquisadores australianos e finlandeses.

Mas justamente isto torna sua adoção mais rápida, uma vez que os processadores poderão ser construídos com FETs e Túnel-FETs convivendo no mesmo chip.

"Os protótipos atuais foram construídos em ambiente pré-industrial. Nós podemos razoavelmente esperar vê-los em produção em massa por volta de 2017," disse Ionescu.

Bibliografia:

Tunnel field-effect transistors as energy-efficient electronic switches
Adrian M. Ionescu, Heike Riel
Nature
November 2011
Vol.: 479, Pages: 329-337
DOI: 10.1038/nature10679

fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=transistor-quantico&id=010110111125&ebol=sim

Teorema abala fundações da mecânica quântica



Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/11/2011


Representação radial da função de onda de um elétron. [Imagem: NERSC]


Função real

Você já deve estar cansado de ouvir falar que a mecânica quântica pode "interpretar" um átomo, um elétron ou um fóton, por exemplo, como uma partícula ou como uma onda.

Quando as encaram como ondas, os físicos estão falando de uma função de onda, uma descrição matemática de uma onda, que determina as probabilidades de que as partículas quânticas tenham determinadas propriedades.

A função de onda há muito tempo é interpretada como uma ferramenta estatística que reflete nossa ignorância sobre as partículas quânticas.

Mas agora um trio de físicos ingleses está defendendo a ideia quase chocante de que a função de onda na verdade é algo real, fisicamente real, e não uma probabilidade estatística.

Terremoto na física

Parece que "abalar" as bases da física não é uma expressão suficiente para dar conta do que essa proposta significa: "Eu não quero parecer hiperbólico, mas eu acredito que a expressão 'abalo sísmico' parece se aplicar bem a esse artigo," comentou o professor Antony Valentini, da Universidade Clemson, que não faz parte do trio que está defendendo esta ideia.

Ouvido pela revista Nature, Valentini afirma que este resultado pode ser o teorema geral (relacionado à mecânica quântica) mais importante desde o teorema de Bell.

Em 1964, o irlandês John Stewart Bell demonstrou que, se a mecânica quântica descrevia entidades reais, então ela teria que incluir a misteriosa "ação à distância", os famosos átomos assombrados de Einstein.


Dois sistemas quânticos são preparados independentemente. O estado quântico de cada um, determinado pelo método de preparação, é ou 0 ou positivo. Os dois são postos juntos e medidos. Segundo a nova teoria, o resultado da medição somente pode depender das propriedades físicas dos dois sistemas no momento da medição. [Imagem: Pusey/Barret/Rudolph]
Agora, um novo teorema mostra que, se a função de onda quântica for meramente uma ferramenta estatística, então mesmo os estados quânticos que não estão conectados através do espaço e do tempo - por meio do entrelaçamento quântico - deveriam ser capazes de se comunicar uns com os outros.

Como isso parece ser altamente improvável, Matthew Pusey, Terry Rudolph (Imperial College) e Jonathan Barrett (Universidade de Londres) concluíram que a função de onda não é algo meramente formal, mas um aspecto concreto da realidade.

"Isso arranca fora a obscuridade e mostra que não podemos ter uma interpretação de um estado quântico como algo probabilístico," opinou David Wallace, da Universidade de Oxford.

Consciência quântica

Essa discussão nos leva de volta à geração de gênios que construiu o arcabouço teórico sobre o qual a física navega há quase um século. Nos anos 1920, Niels Bohr e a chamada "interpretação de Copenhague" da física quântica consideraram a função de onda como uma ferramenta computacional.

Einstein concordou com reservas, afirmando que a função de onda também poderia ter algo a ver com uma realidade subjacente ainda desconhecida.

Já Erwin Schrodinger, aquele do gato que fica viva e morto ao mesmo tempo, chegou a considerar que a função de onda era uma realidade física.

Mas o assunto foi varrido para debaixo do tapete desde então.

Segundo Valentini, a interpretação de Copenhague caiu de moda, mas a ideia da função de onda como uma ferramenta estatística voltou a dominar o mundo da física com o advento da teoria da informação quântica.

O novo teorema volta atrás, afirmando que os sistemas quânticos devem "saber" exatamente o estado em que foram preparados - algo como se uma moeda que dê seis caras em cada 10 tentativas tenha uma propriedade física de dar resultados corrompidos, em vez de o excesso de caras ser um mero acidente estatístico.

A propósito, a revista Nature não publicou, apenas comentou o artigo, que está no repositório arXiv, ainda não publicado por nenhuma revista revisada pelos pares.

Bibliografia:

The quantum state cannot be interpreted statistically
Matthew F. Pusey, Jonathan Barrett, Terry Rudolph
arXiv
14 Nov 2011
http://xxx.lanl.gov/abs/1111.3328

fonte;http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teorema-abala-fundacoes-mecanica-quantica&id=010130111124&ebol=sim

Inseto ciborgue terá gerador de energia e mochila



Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/11/2011


O movimento das asas do inseto pode gerar eletricidade suficiente para alimentar pequenos dispositivos, incluindo câmera, microfone e um sensor de gás.[Imagem: Foto de Erkan Aktakka/SIT]


Inseto robô

Equipes de resgate humanas poderão ser precedidas por "batedores" robóticos em áreas de acidentes.

Esta é a proposta de pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Segundo eles, as equipes de pronto-atendimento poderão ser substituídas por robôs voadores, mais especificamente, por insetos ciborgues.

Para que isso seja possível, Khalil Najafi e Erkan Aktakka estão desenvolvendo formas de fazer com que os próprios insetos gerem a eletricidade necessária para alimentar os circuitos eletrônicos que eles deverão carregar.

"Com a colheita de energia, nós poderemos alimentar câmeras, microfones e outros sensores, além de equipamentos de comunicação, que o inseto poderá levar a bordo de uma pequena mochila," diz Najafi.

Devidamente equipados, eles poderão ser postos para sobrevoar as áreas de acidente, fazendo levantamentos iniciais para auxiliar as equipes de resgate.


Este é o primeiro exemplar do besouro ciborgue, por enquanto apenas com os aparatos de geração de energia. [Imagem: Aktakka et al.]
Gerador piezoelétrico

Haverá também uma bateria, mas a ideia é converter o calor do corpo do inseto e os seus movimentos em eletricidade, usando materiais piezoelétricos e termoelétricos.

Os dois pesquisadores desenvolveram um nanogerador piezoelétrico em formato espiral, o que o torna capaz de maximizar a potência gerada por área.

Embora ainda não tenha sido testado, as asas poderão ainda ser recobertas com células solares flexíveis, aumentando a geração de energia quando o inseto resolver descansar.

Como a abordagem é bem menos frankensteiniana do que implantar um chip no cérebro de uma mariposa, não deverá ser difícil obter anuência dos órgãos de proteção aos animais.

Controlar o voo dos insetos também não parece ser um problema, o que já foi feito por uma equipe da Universidade de Berkeley:

Inseto tem voo controlado por eletrodos implantados no cérebro
Bibliografia:

Energy scavenging from insect flight
Ethem Erkan Aktakka, Hanseup Kim, Khalil Najafi
Journal of Micromechanics and Microengineering
Vol.: 21 095016
DOI: 10.1088/0960-1317/21/9/095016

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=inseto-ciborgue&id=010180111124&ebol=sim

Nanotubos separados mostram todo seu potencial



Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/11/2011


O nanotubo semicondutor é encapsulado pelo polímero, criando uma tinta eletrônica. [Imagem: Francois Gygi and Giulia Galli]


Separação de nanotubos

Nanotubos de carbono parecem ser úteis para qualquer coisa, de telas dobráveis, aparelhos eletrônicos flexíveis e peles artificiais super-sensíveis, até elevadores espaciais.

Mas há um desafio a ser vencido.

Quando os nanotubos de carbono são fabricados, tudo o que se vê é um pó preto que não é ideal para nenhuma dessas aplicações.

O problema crucial é que, com as técnicas atuais, os nanotubos semicondutores e os nanotubos metálicos são produzidos aleatoriamente e ficam misturados - uns são ideais para algumas aplicações e inservíveis para outras, e vice-versa.

Os nanotubos metálicos, por exemplo, são ideais para fios e eletrodos para baterias, enquanto os nanotubos semicondutores são excelentes como material ativo para transistores eletrônicos e células solares.

Sujeira útil

Agora, a Dra. Zhenan Bao e seu grupo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram uma forma simples e rápida de separar os nanotubos.

Trata-se de um polímero que tem uma predileção pelos nanotubos semicondutores, envolvendo-os inteiramente e permitindo sua separação. O polímero não adere aos nanotubos condutores.

Já se havia tentado esta técnica antes, mas ela tropeçava na dificuldade para remover o polímero, deixando os nanotubos semicondutores limpos de novo.

O polímero usado pelo Dra. Bao não precisa ser removido. O produto final é uma tinta eletrônica, que pode ser usada diretamente na fabricação de componentes eletrônicos de imprimir.

"Nosso processo simples, em uma única etapa, nos permite construir componentes úteis muito facilmente," disse a Dra. Bao.

O que sobra do processo é um conjunto puro de nanotubos metálicos, que poderão ser usados sobretudo na criação de eletrodos mais eficientes para baterias recarregáveis.

Bibliografia:

Selective dispersion of high purity semiconducting single-walled carbon nanotubes with regioregular poly(3-alkylthiophene)s
Hang Woo Lee, Yeohoon Yoon, Steve Park, Joon Hak Oh, Sanghyun Hong, Luckshitha S. Liyanage, Huiliang Wang, Satoshi Morishita, Nishant Patil, Young Jun Park, Jong Jin Park, Andrew Spakowitz, Giulia Galli, Francois Gygi, Philip H.-S. Wong, Jeffrey B.-H. Tok, Jong Min Kim, Zhenan Bao
Nature Communications
Vol.: 2, Article number: 541
DOI: 10.1038/ncomms1545

Fonte;http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=separacao-de-nanotubos-metalicos-semicondutores&id=010165111125&ebol=sim