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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Biotecnologia na internet
Sociedade Brasileira de Genética lança serviço educativo e de acesso gratuito sobre aplicações da manipulação genética (Wikimedia)
03/06/2011
Agência FAPESP – A Sociedade Brasileira de Genética (SBG) lançou o site Saiba mais sobre biotecnologia. Destinado ao público geral, tem conteúdo educativo e gratuito com explicação de aplicações possíveis da manipulação genética.
A iniciativa tem por objetivo demonstrar que a biotecnologia não se detém aos laboratórios de institutos de pesquisa, mas que também está presente no dia a dia das pessoas. Além de promover o estudo da genética, o portal visa à popularização da ciência.
“O conhecimento não pode ficar apenas dentro de laboratórios e publicações especializadas”, disse Carlos Menck, presidente da SBG e coordenador do Projeto Temático Respostas celulares a lesões no genoma, apoiado pela FAPESP.
O conteúdo do novo site está dividido em cinco seções: Biotecnologia, Vegetais transgênicos, Animais transgênicos, Terapia gênica e Células-tronco.
Para explicar como a biotecnologia pode ser empregada nas mais variadas situações, tais como investigações criminais, testes de paternidade e clonagem, o site conta com recursos multimídia como vídeos e animações.
O serviço dispõe também de um fórum para a troca de ideias entre os visitantes e uma área que permite ao usuário descrever suas pesquisas, além de propor alterações ou inclusões em outros trabalhos.
Mais informações: sbg.nucleoead.net/moodle
Fonte:http://agencia.fapesp.br/13982
Universidades e indicadores
Como medir a qualidade da produção científica de um pesquisador ou de uma universidade no Brasil foi uma das questões mais debatidas no ciclo A Universidade e os Índices Nacionais e Internacionais.
O encontro, realizado nos dias 24 e 25 de maio, teve a participação de Herman Voorwald, secretário da Educação do Estado de São Paulo e conselheiro da Fapesp, além de professores e representantes da Unesp, da USP, da Unicamp, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Uerj e da Capes, entre outras instituições, para discutir os diversos índices - nacionais e internacionais - adotados para avaliar as universidades, sua produção acadêmica e docentes.
A conferência de abertura foi proferida pelo geógrafo francês Hervé Thèry, pesquisador do Centro de Pesquisa e de Documentação sobre a América Latina (Credal) do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) e professor convidado da USP, que falou sobre o Índice de Xangai.
O índice, cujo nome oficial é Academic Ranking of World Universities (ARWU), foi concebido em 2003 por um grupo da Universidade Shangai Jiao Tong, na China, e é utilizado para classificar as universidades em todo o mundo pela produção acadêmica de cada uma.
O trabalho de Thèry, com base no índice, consiste em mapear as 500 maiores universidades do mundo, entre as quais seis brasileiras. Para complementar a configuração territorial das instituições de ensino superior, o geógrafo utiliza também dados de outros três índices internacionais: o Webometrics (Espanha), o Ecole Nationale Supérieure de Mines de Paris (França) e o Times Higher Education - THE (Reino Unido).
Segundo os mapas apresentados por Thèry, as universidades com as melhores classificações no índice se concentram nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, sendo a Universidade de Harvard a primeira da lista. Embora cada indicador tivesse seu critério de avaliação, o professor focou principalmente no ARWU para nortear sua pesquisa.
Na sua apresentação, Thèry destacou que a posição de liderança obtida por essas universidades tem como itens de maior peso na avaliação a quantidade de artigos publicados e de citações em revistas "de maior peso" como Nature e Science e o número de professores e ex-alunos agraciados com o Prêmio Nobel ou com a Medalha Fields (concedida pela União Internacional de Matemática).
Embora pesquisadores brasileiros tenham estudos publicados em revistas de alto fator de impacto, o País não figura entre as 100 maiores no mapeamento feito pelo pesquisador francês. "Uma barreira para que o Brasil alcance uma posição de destaque está na ausência de laureados com Nobel ou a Medalha Fields", disse.
Guardiões da ciência - O desempenho da produção científica avaliada a partir da quantidade de artigos publicados e citados em periódicos com alto fator de impacto - medida que reflete a relevância das revistas indexadas no Institute for Scientific Information (ISI, na sigla em inglês) - foi bastante discutido no encontro na Unesp.
Rogério Meneghini, coordenador científico do SciELO Brasil, programa conduzido pela Fapesp e pela Bireme, destacou o papel das publicações nacionais e o aumento para 124 periódicos brasileiros na Web of Science. Isso, segundo ele, seria reflexo da ampliação do escopo de revistas indexadas no SciELO.
No entanto, o número de estudos brasileiros citados caminha no sentido oposto. De acordo com Meneghini, o principal motivo seria o idioma (o português) em que os artigos são publicados, assim como o baixo fator de impacto dos periódicos brasileiros indexados na Web of Science. Ele destacou também a pouca presença de gatekeepers ("guardiões"), termo para designar os editores das publicações de alto fator de impacto.
"O Brasil está perdendo a oportunidade de participar de forma mais contundente do 'clube' dos gatekeepers. Precisamos pensar em estratégias para que cientistas brasileiros de destaque ingressem nesse 'clube', composto por pessoas que cuidam do contorno da ciência", pontuou.
Projeção internacional - Os debates tiveram como ponto inicial o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Unesp, documento que estabelece os objetivos e ações da universidade para os próximos 10 anos.
Com orçamento previsto para 2011 de quase R$ 62 milhões, o plano agrega 18 programas divididos em cinco dimensões: Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Gestão. Cada um com ações e metas para o ano.
"O PDI permite ao gestor saber como cada unidade é atendida e, por sua vez, as unidades também podem saber como seus recursos são repassados. Trata-se de um novo modelo de gerenciamento, mais transparente, que estamos introduzindo na universidade", disse Jorge Roberto Pimentel, professor do departamento de Física da Unesp de São Carlos e membro da Comissão Gestora do PDI.
O novo modelo de gestão adotado pela instituição em 2010 visa melhorar o desempenho da Unesp, assim como o seu reconhecimento na comunidade acadêmica internacional.
(Agência Fapesp)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=77818
O encontro, realizado nos dias 24 e 25 de maio, teve a participação de Herman Voorwald, secretário da Educação do Estado de São Paulo e conselheiro da Fapesp, além de professores e representantes da Unesp, da USP, da Unicamp, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Uerj e da Capes, entre outras instituições, para discutir os diversos índices - nacionais e internacionais - adotados para avaliar as universidades, sua produção acadêmica e docentes.
A conferência de abertura foi proferida pelo geógrafo francês Hervé Thèry, pesquisador do Centro de Pesquisa e de Documentação sobre a América Latina (Credal) do Centro Nacional da Pesquisa Científica (CNRS) e professor convidado da USP, que falou sobre o Índice de Xangai.
O índice, cujo nome oficial é Academic Ranking of World Universities (ARWU), foi concebido em 2003 por um grupo da Universidade Shangai Jiao Tong, na China, e é utilizado para classificar as universidades em todo o mundo pela produção acadêmica de cada uma.
O trabalho de Thèry, com base no índice, consiste em mapear as 500 maiores universidades do mundo, entre as quais seis brasileiras. Para complementar a configuração territorial das instituições de ensino superior, o geógrafo utiliza também dados de outros três índices internacionais: o Webometrics (Espanha), o Ecole Nationale Supérieure de Mines de Paris (França) e o Times Higher Education - THE (Reino Unido).
Segundo os mapas apresentados por Thèry, as universidades com as melhores classificações no índice se concentram nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, sendo a Universidade de Harvard a primeira da lista. Embora cada indicador tivesse seu critério de avaliação, o professor focou principalmente no ARWU para nortear sua pesquisa.
Na sua apresentação, Thèry destacou que a posição de liderança obtida por essas universidades tem como itens de maior peso na avaliação a quantidade de artigos publicados e de citações em revistas "de maior peso" como Nature e Science e o número de professores e ex-alunos agraciados com o Prêmio Nobel ou com a Medalha Fields (concedida pela União Internacional de Matemática).
Embora pesquisadores brasileiros tenham estudos publicados em revistas de alto fator de impacto, o País não figura entre as 100 maiores no mapeamento feito pelo pesquisador francês. "Uma barreira para que o Brasil alcance uma posição de destaque está na ausência de laureados com Nobel ou a Medalha Fields", disse.
Guardiões da ciência - O desempenho da produção científica avaliada a partir da quantidade de artigos publicados e citados em periódicos com alto fator de impacto - medida que reflete a relevância das revistas indexadas no Institute for Scientific Information (ISI, na sigla em inglês) - foi bastante discutido no encontro na Unesp.
Rogério Meneghini, coordenador científico do SciELO Brasil, programa conduzido pela Fapesp e pela Bireme, destacou o papel das publicações nacionais e o aumento para 124 periódicos brasileiros na Web of Science. Isso, segundo ele, seria reflexo da ampliação do escopo de revistas indexadas no SciELO.
No entanto, o número de estudos brasileiros citados caminha no sentido oposto. De acordo com Meneghini, o principal motivo seria o idioma (o português) em que os artigos são publicados, assim como o baixo fator de impacto dos periódicos brasileiros indexados na Web of Science. Ele destacou também a pouca presença de gatekeepers ("guardiões"), termo para designar os editores das publicações de alto fator de impacto.
"O Brasil está perdendo a oportunidade de participar de forma mais contundente do 'clube' dos gatekeepers. Precisamos pensar em estratégias para que cientistas brasileiros de destaque ingressem nesse 'clube', composto por pessoas que cuidam do contorno da ciência", pontuou.
Projeção internacional - Os debates tiveram como ponto inicial o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Unesp, documento que estabelece os objetivos e ações da universidade para os próximos 10 anos.
Com orçamento previsto para 2011 de quase R$ 62 milhões, o plano agrega 18 programas divididos em cinco dimensões: Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Gestão. Cada um com ações e metas para o ano.
"O PDI permite ao gestor saber como cada unidade é atendida e, por sua vez, as unidades também podem saber como seus recursos são repassados. Trata-se de um novo modelo de gerenciamento, mais transparente, que estamos introduzindo na universidade", disse Jorge Roberto Pimentel, professor do departamento de Física da Unesp de São Carlos e membro da Comissão Gestora do PDI.
O novo modelo de gestão adotado pela instituição em 2010 visa melhorar o desempenho da Unesp, assim como o seu reconhecimento na comunidade acadêmica internacional.
(Agência Fapesp)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=77818
MEC suspende 11 mil vagas em cursos de Direito de baixa qualidade
Inicialmente a medida vale para o Direito, mas pode ser estendida a outras áreas.
O Ministério da Educação (MEC) suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de Direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta. A medida está publicada no Diário Oficial da União de hoje (2) e atinge graduações que obtiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) 1 ou 2 em 2009.
O indicador avalia a qualidade do ensino oferecido a partir da nota obtida pelos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a titulação e o regime de trabalho do corpo docente e a infraestrutura. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios, o 3 razoável e o 4 e o 5 bons.
Esse é o primeiro ato da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, criada recentemente. Antes, essa tarefa era compartilhada por diferentes setores do ministério, principalmente pela Secretaria de Ensino Superior. "O ministro resolveu criar essa nova estrutura a partir de uma constatação de que a área de regulação cresceu muito, até por conta da expansão da educação superior no país, e havia necessidade então de se pensar uma estrutura específica para as questões de supervisão", explica Luís Fernando Massonetto, professor da Universidade de São Paulo (USP) que assumiu a secretaria.
Os cursos que sofreram a medida cautelar de suspensão de vagas são todos de instituições privadas. Os cortes variaram entre 15% e 65% do total de vagas ofertadas pela faculdade a partir do resultado do CPC - quanto pior a nota, maior a redução. Também está publicada hoje a autorização para o funcionamento de 33 novos cursos de Direito, totalizando 4,2 mil vagas. Segundo Massonetto, há cerca de um ano o MEC não autorizava a abertura de nenhum curso na área.
"O número de vagas encerradas é maior do que o de autorizadas. E essa é uma tendência para aqueles cursos que já estão com algum grau de saturação. A dinâmica é oferecer novas vagas, retirando vagas ruins do mercado. E nos cursos mais saturados, com uma retirada maior do que daquelas que são recolocadas", explica.
Segundo o secretário, a intenção é estabelecer um máximo de 100 vagas na abertura de cada curso para garantir a qualidade do ensino. Na avaliação do MEC, há uma relação entre a má qualidade do curso e o número elevado de vagas ofertadas. Inicialmente a medida vale para o Direito, mas pode ser estendida a outras áreas.
"É muito melhor um controle pela expansão gradual das vagas do que a gente ter que tomar medidas para reduzir vagas em instituições que não cumprem satisfatoriamente o seu propósito", defende. A suspensão é uma medida cautelar e pode ser ou não mantida no momento em que o curso passar pelo processo de renovação da autorização de funcionamento. Caso a instituição consiga melhorar a qualidade do ensino, as vagas podem ser "devolvidas".
Além do direito, a pedagogia e a medicina também já foram alvo dos chamados processos de supervisões especiais do ministério. Segundo Massonetto, não há previsão de um novo trabalho específico em alguma área. As medidas para controle de qualidade seguirão os trâmites regulares que preveem, por exemplo, que os cursos sofram redução de vagas após dois resultados insatisfatórios consecutivos nos ciclos de avaliação. A lista dos cursos e instituições afetados pelas medidas pode ser consultada no Diário Oficial.
(Agência Brasil)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=77807
O Ministério da Educação (MEC) suspendeu cerca de 11 mil vagas de 136 cursos de Direito que tiveram resultados insatisfatórios em avaliações da pasta. A medida está publicada no Diário Oficial da União de hoje (2) e atinge graduações que obtiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) 1 ou 2 em 2009.
O indicador avalia a qualidade do ensino oferecido a partir da nota obtida pelos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a titulação e o regime de trabalho do corpo docente e a infraestrutura. Os resultados 1 e 2 são considerados insatisfatórios, o 3 razoável e o 4 e o 5 bons.
Esse é o primeiro ato da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, criada recentemente. Antes, essa tarefa era compartilhada por diferentes setores do ministério, principalmente pela Secretaria de Ensino Superior. "O ministro resolveu criar essa nova estrutura a partir de uma constatação de que a área de regulação cresceu muito, até por conta da expansão da educação superior no país, e havia necessidade então de se pensar uma estrutura específica para as questões de supervisão", explica Luís Fernando Massonetto, professor da Universidade de São Paulo (USP) que assumiu a secretaria.
Os cursos que sofreram a medida cautelar de suspensão de vagas são todos de instituições privadas. Os cortes variaram entre 15% e 65% do total de vagas ofertadas pela faculdade a partir do resultado do CPC - quanto pior a nota, maior a redução. Também está publicada hoje a autorização para o funcionamento de 33 novos cursos de Direito, totalizando 4,2 mil vagas. Segundo Massonetto, há cerca de um ano o MEC não autorizava a abertura de nenhum curso na área.
"O número de vagas encerradas é maior do que o de autorizadas. E essa é uma tendência para aqueles cursos que já estão com algum grau de saturação. A dinâmica é oferecer novas vagas, retirando vagas ruins do mercado. E nos cursos mais saturados, com uma retirada maior do que daquelas que são recolocadas", explica.
Segundo o secretário, a intenção é estabelecer um máximo de 100 vagas na abertura de cada curso para garantir a qualidade do ensino. Na avaliação do MEC, há uma relação entre a má qualidade do curso e o número elevado de vagas ofertadas. Inicialmente a medida vale para o Direito, mas pode ser estendida a outras áreas.
"É muito melhor um controle pela expansão gradual das vagas do que a gente ter que tomar medidas para reduzir vagas em instituições que não cumprem satisfatoriamente o seu propósito", defende. A suspensão é uma medida cautelar e pode ser ou não mantida no momento em que o curso passar pelo processo de renovação da autorização de funcionamento. Caso a instituição consiga melhorar a qualidade do ensino, as vagas podem ser "devolvidas".
Além do direito, a pedagogia e a medicina também já foram alvo dos chamados processos de supervisões especiais do ministério. Segundo Massonetto, não há previsão de um novo trabalho específico em alguma área. As medidas para controle de qualidade seguirão os trâmites regulares que preveem, por exemplo, que os cursos sofram redução de vagas após dois resultados insatisfatórios consecutivos nos ciclos de avaliação. A lista dos cursos e instituições afetados pelas medidas pode ser consultada no Diário Oficial.
(Agência Brasil)
Fonte:http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=77807
CARTA DE CIENTISTAS CRITICA NOVA LEI FLORESTAL
Fonte: Bruno Pimenta e Marco Varella, Folha de São Paulo de 31.05.2011
Biológos da Unesp alertam, em texto na "Science", sobre riscos para a biodiversidade
Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) publicaram na última edição da revista especializada "Science" uma carta sobre os impactos do novo Código Florestal para a preservação das comunidades de anfíbios.
De acordo com os cientistas, mesmo os pequenos fragmentos de matas ciliares ou das propriedades rurais são importantes para a biodiversidade desses animais.
Essas áreas oferecem, além de refúgio, corredores de dispersão que ligam regiões importantes para a busca de alimentos e reprodução. Qualquer alteração que se traduza em redução de vegetação nativa pode gerar perdas de espécies, homogeneização da fauna e diminuição das populações.
"Pretendemos estimular um conjunto de reflexões integrando ecologia, sociedade e políticas públicas", disse à Folha um dos autores do documento, o biólogo Fernando da Silva, da Unesp de São José do Rio Preto.
A ideia, de acordo com Silva, é informar os cidadãos "e estimulá-los a pensar e agir sobre problemas ambientais com base em dados científicos, e não em especulações".
O novo Código Florestal foi votado e aprovado há uma semana na Câmara.
ALTERAÇÕES
O texto prevê, entre outras mudanças em relação ao vigente, o fim da proteção à mata nativa em pequenas propriedades rurais e a diminuição da mata ciliar. Ele ainda tem de ser aprovado no Senado antes de entrar em vigor.
Para os autores da carta, essas medidas levam a uma maior fragmentação ambiental, colocando os animais sob risco de perder sua diversidade genética, já que terão dificuldade de achar parceiros com bom nível de diferenças genéticas, por estar isolados.
Os cientistas lembram também que a regulação da qualidade das águas, a polinização de lavouras e o controle de pragas são serviços gratuitamente fornecidos pela vegetação natural.
Com a diminuição das matas, muitos desses serviços seriam perdidos, prejudicando a todos, argumentam. De acordo com os cientistas consultados, a repercussão internacional da carta está sendo bastante "positiva".
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06514
Biológos da Unesp alertam, em texto na "Science", sobre riscos para a biodiversidade
Pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) publicaram na última edição da revista especializada "Science" uma carta sobre os impactos do novo Código Florestal para a preservação das comunidades de anfíbios.
De acordo com os cientistas, mesmo os pequenos fragmentos de matas ciliares ou das propriedades rurais são importantes para a biodiversidade desses animais.
Essas áreas oferecem, além de refúgio, corredores de dispersão que ligam regiões importantes para a busca de alimentos e reprodução. Qualquer alteração que se traduza em redução de vegetação nativa pode gerar perdas de espécies, homogeneização da fauna e diminuição das populações.
"Pretendemos estimular um conjunto de reflexões integrando ecologia, sociedade e políticas públicas", disse à Folha um dos autores do documento, o biólogo Fernando da Silva, da Unesp de São José do Rio Preto.
A ideia, de acordo com Silva, é informar os cidadãos "e estimulá-los a pensar e agir sobre problemas ambientais com base em dados científicos, e não em especulações".
O novo Código Florestal foi votado e aprovado há uma semana na Câmara.
ALTERAÇÕES
O texto prevê, entre outras mudanças em relação ao vigente, o fim da proteção à mata nativa em pequenas propriedades rurais e a diminuição da mata ciliar. Ele ainda tem de ser aprovado no Senado antes de entrar em vigor.
Para os autores da carta, essas medidas levam a uma maior fragmentação ambiental, colocando os animais sob risco de perder sua diversidade genética, já que terão dificuldade de achar parceiros com bom nível de diferenças genéticas, por estar isolados.
Os cientistas lembram também que a regulação da qualidade das águas, a polinização de lavouras e o controle de pragas são serviços gratuitamente fornecidos pela vegetação natural.
Com a diminuição das matas, muitos desses serviços seriam perdidos, prejudicando a todos, argumentam. De acordo com os cientistas consultados, a repercussão internacional da carta está sendo bastante "positiva".
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06514
CÓDIGO DO RETROCESSO
Fonte: Marcílio Luna (*)
A revelia dos clamores da comunidade científica, ambientalistas e sociedade civil, foi aprovado, na Câmara Federal, o novo Código Florestal. Estamos diante da maior contradição dos últimos tempos, num momento em que a necessidade de ampliar a proteção às florestas e de recuperar áreas desmatadas, os deputados aprovam um documento que é completamente contraditório aos anseios da sociedade e aquém do desenvolvimento sustentável.
Passamos por um período em que as catástrofes naturais se alastram em todo o planeta, sabidamente em virtude do desrespeito ao meio ambiente, utilizando os recursos naturais além de sua capacidade de provisão e consequentemente alterando o clima mundial. Acredito que as alterações propostas configurem num grande retrocesso de um instrumento legal, fundamental a sociedade brasileira, o qual deveria, ao invés de alterar, ser aplicado integralmente.
Dentre as diversas funções da mata ciliar, podemos destacar: proteção contra erosão; promover a infiltração da água no solo; retenção de sedimentos; controlar a velocidade de escoamento, dentre várias outras. São estas áreas fundamentais a manutenção das margens de rios e que controlam a incidência de enchentes, que não será necessário recompor seus 30 metros, apenas 15 metros. No estado de Pernambuco, onde boa parte das áreas de mata ciliar já foi devastada, diminuir a faixa de Área de Preservação Permanente (APP) poderá potencializar as inundações, bem como, reduzir a disponibilidade do recurso hídrico nos lençóis freáticos e, sobretudo, dificultar a mobilidade e sobrevivência da fauna existente nestas áreas.
As áreas de Reserva Legal (RL) são fundamentais a preservação dos ecossistemas, o que no novo código será extinta para propriedade de até quatro módulos fiscais, que pode chegar até 400 hectares. Estimativas do Ministério do Meio Ambiente considera que a medida deixará 15 milhões de hectares, o equivalente ao território do Acre, sem reflorestamento. As RL são essenciais com refúgio da vida silvestre, funcionam como corredores ecológicos, manutenção do ecossistema local e uma série de serviços ambientais.
No novo texto a compensação ambiental por desmatamento poderá ser feita em qualquer estado da Nação, desde que no mesmo Bioma. Esta proposta ignora os significativos impactos ao longo de uma bacia hidrográfica afetada no desmatamento. Atualmente, a compensação é feita no mesmo estado onde ocorreu o desmatamento e no mesmo bioma. Tínhamos a chance de aprimorar incluindo o termo na mesma bacia hidrográfica, no entanto, desprezamos a importância da influência da vegetação na manutenção dos mananciais hídricos e marginalizaram a função da Bacia Hidrográfica. A ocorrência de consecutivos desmatamentos numa região específica e as repetidas ausências de compensação na localidade poderá potencializar os processos de degradação ambiental.
O que será de nós num futuro próximo? Governados por interesses de poucos, que se julgam preocupados com a maioria da população, com os pequenos produtores, mas que de fato é o inverso. Estes serão sem dúvida os mais penalizados pelo desequilíbrio ambiental provocado pela carta branca para o desmatamento, pelo acalento aos devastadores da natureza até 2008. É fato que quando dos desmatamentos ocorridos até o ano de 2008, o atual Código Florestal já tinha mais de 40 anos, infringiu-se a Lei e o Governo perdoa, é nossa Pátria Mãe Gentil...
É importante termos a noção de que o meio ambiente é um bem público, nacional, que a degradação ambiental, por exemplo, no Bioma Amazônico, pode gerar danos ao Cerrado que por sua vez pode gerar danos às regiões de Mata Atlântica ou Caatinga, pois existe uma interdependência entre os mesmos.
Os interesses são econômicos, de poucos, mas sem dúvida alguma, será a maioria da população que sentirá na pele a inconsequência avassaladora da prepotência dos que se acham os donos da verdade e da sabedoria, negando à sociedade a chance da prerrogativa científica de pontuar o que de fato é plausível para o desenvolvimento sustentável no Brasil.
(*) Marcílio Luna, Eng. Florestal, presidente da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais - APEEF
fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06511
A revelia dos clamores da comunidade científica, ambientalistas e sociedade civil, foi aprovado, na Câmara Federal, o novo Código Florestal. Estamos diante da maior contradição dos últimos tempos, num momento em que a necessidade de ampliar a proteção às florestas e de recuperar áreas desmatadas, os deputados aprovam um documento que é completamente contraditório aos anseios da sociedade e aquém do desenvolvimento sustentável.
Passamos por um período em que as catástrofes naturais se alastram em todo o planeta, sabidamente em virtude do desrespeito ao meio ambiente, utilizando os recursos naturais além de sua capacidade de provisão e consequentemente alterando o clima mundial. Acredito que as alterações propostas configurem num grande retrocesso de um instrumento legal, fundamental a sociedade brasileira, o qual deveria, ao invés de alterar, ser aplicado integralmente.
Dentre as diversas funções da mata ciliar, podemos destacar: proteção contra erosão; promover a infiltração da água no solo; retenção de sedimentos; controlar a velocidade de escoamento, dentre várias outras. São estas áreas fundamentais a manutenção das margens de rios e que controlam a incidência de enchentes, que não será necessário recompor seus 30 metros, apenas 15 metros. No estado de Pernambuco, onde boa parte das áreas de mata ciliar já foi devastada, diminuir a faixa de Área de Preservação Permanente (APP) poderá potencializar as inundações, bem como, reduzir a disponibilidade do recurso hídrico nos lençóis freáticos e, sobretudo, dificultar a mobilidade e sobrevivência da fauna existente nestas áreas.
As áreas de Reserva Legal (RL) são fundamentais a preservação dos ecossistemas, o que no novo código será extinta para propriedade de até quatro módulos fiscais, que pode chegar até 400 hectares. Estimativas do Ministério do Meio Ambiente considera que a medida deixará 15 milhões de hectares, o equivalente ao território do Acre, sem reflorestamento. As RL são essenciais com refúgio da vida silvestre, funcionam como corredores ecológicos, manutenção do ecossistema local e uma série de serviços ambientais.
No novo texto a compensação ambiental por desmatamento poderá ser feita em qualquer estado da Nação, desde que no mesmo Bioma. Esta proposta ignora os significativos impactos ao longo de uma bacia hidrográfica afetada no desmatamento. Atualmente, a compensação é feita no mesmo estado onde ocorreu o desmatamento e no mesmo bioma. Tínhamos a chance de aprimorar incluindo o termo na mesma bacia hidrográfica, no entanto, desprezamos a importância da influência da vegetação na manutenção dos mananciais hídricos e marginalizaram a função da Bacia Hidrográfica. A ocorrência de consecutivos desmatamentos numa região específica e as repetidas ausências de compensação na localidade poderá potencializar os processos de degradação ambiental.
O que será de nós num futuro próximo? Governados por interesses de poucos, que se julgam preocupados com a maioria da população, com os pequenos produtores, mas que de fato é o inverso. Estes serão sem dúvida os mais penalizados pelo desequilíbrio ambiental provocado pela carta branca para o desmatamento, pelo acalento aos devastadores da natureza até 2008. É fato que quando dos desmatamentos ocorridos até o ano de 2008, o atual Código Florestal já tinha mais de 40 anos, infringiu-se a Lei e o Governo perdoa, é nossa Pátria Mãe Gentil...
É importante termos a noção de que o meio ambiente é um bem público, nacional, que a degradação ambiental, por exemplo, no Bioma Amazônico, pode gerar danos ao Cerrado que por sua vez pode gerar danos às regiões de Mata Atlântica ou Caatinga, pois existe uma interdependência entre os mesmos.
Os interesses são econômicos, de poucos, mas sem dúvida alguma, será a maioria da população que sentirá na pele a inconsequência avassaladora da prepotência dos que se acham os donos da verdade e da sabedoria, negando à sociedade a chance da prerrogativa científica de pontuar o que de fato é plausível para o desenvolvimento sustentável no Brasil.
(*) Marcílio Luna, Eng. Florestal, presidente da Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais - APEEF
fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06511
TESE SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO SUPERIOR DISPONÍVEL NA INTERNET
Publicamos no ambiente virtual do OBSERVANORDESTE, a tese de doutorado A Política pública para a educação superior no Brasil (1995 2008): ruptura e/ou continuidade?, de autoria da economista Cristina Helena Almeida de Carvalho, palestrante da quarta sessão em 2011 do nosso SEPAC, apresentada no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em janeiro do ano em curso.
Vejam abaixo. O acesso à página do OBSERVANORDESTE se faz no endereço: link.
Atenciosamente,
Hugo Cortez
Secretário Executivo do OBSERVANORDESTE
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06512
Vejam abaixo. O acesso à página do OBSERVANORDESTE se faz no endereço: link.
Atenciosamente,
Hugo Cortez
Secretário Executivo do OBSERVANORDESTE
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06512
APOSTA MAIOR DA ÍNDIA É NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
Fonte: Ranjit Devraj, IPS de 27.05.2011
Nova Délhi, Índia – Entre os programas de cooperação que o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, anunciou esta semana em Adis Abeba, o plano de criar uma Universidade Virtual Índia-África ocupa lugar de destaque. Em discurso feito no plenário do Segundo Fórum Cúpula África-Índia na capital etíope, Singh ofereceu um crédito de US$ 5 bilhões para os países africanos nos próximos três anos, a fim de ajudá-los a conseguir seus objetivos de desenvolvimento. Singh prometeu outros US$ 700 milhões para criar novas instituições e orquestrar programas de capacitação no continente, segundo um site do governo indiano.
A Universidade segue o enorme sucesso do Pan-African e-Network Project (Projeto de Rede Eletrônica Pan-Africana), e Singh disse que a iniciativa ajudará a estimular a demanda na África pelos estudos superiores nas instituições indianas. “Também propomos que após a criação desta universidade haja dez mil novas bolsas disponíveis para estudantes africanos”, acrescentou.
Esse projeto já criou uma infraestrutura com conexão via satélite que leva modernos serviços de governança eletrônica, educação a distância e telemedicina a dezenas de Estados africanos, com apoio de universidades e prestigiosos hospitais da Índia. Singh disse que, por meio da concessão de bolsas, seu governo deseja transformar a educação na Índia em “uma experiência enriquecedora” para os estudantes da África. “Estamos aumentando substancialmente a quantidade de bolsas e cotas de formação para estudantes e especialistas africanos, incluindo o Programa Indiano de Cooperação Técnica e Econômica”, afirmou.
Os principais especialistas indianos em assuntos africanos divisaram um método na escolha que Singh fez de estratégias para comprometer a África. “É muito óbvio que a Índia não pode centrar-se em áreas como a infraestrutura, onde a China leva vantagem, mas a Índia é uma reconhecida potência em tecnologias da informação, o que pode alavancar com segurança sua estratégia para a África”, disse H. H. S. Viswanathan, ex-diplomata de carreira e agora membro da independente Organiser Research Foundation, de Nova Délhi.
Viswanathan, que atuou como enviado indiano a vários países africanos, disse à IPS que nas décadas de 1970 e 1980 uma grande quantidade de professores e médicos indianos foi para países africanos dentro de programas governamentais, fato não muito conhecido atualmente. “Isto é gratamente lembrado pela atual geração de líderes africanos”, afirmou. A partir da primeira cúpula Índia-África, em 2008, na capital indiana, foi dada maior ênfase ao setor do desenvolvimento dos recursos humanos, disse Vishwanathan. “É lógico agora consolidar este enfoque”, disse.
Singh anunciou planos de criar uma Universidade Índia-África para as Ciências da Vida e da Terra e um Instituto Índia-África de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Um Centro Índia-África para Previsão Meteorológica de Médio Porte aproveitará a tecnologia via satélite para os setores agrícola e pesqueiro, além de contribuir com a preparação para desastres e com o manejo dos recursos naturais. Logo haverá um Grupo Índia-África de Processamento de Alimentos e também uma indústria têxtil integrada pelos dois países. Os dois empreendimentos ajudarão a criar mercados regionais e de exportação, disse Singh.
O fato de a Índia estar centrando na capacitação já ficara evidente em uma reunião de ministros de Comércio no dia 21, em Adis Abeba, projetada como instância de preparação para a cúpula a ser realizada três dias depois. Antes, Sanjay Kirloskar, presidente do africano Comitê da Confederação da Indústria Indiana, que liderou o fórum desta semana, disse que as empresas indianas estão se dedicando a desenvolver recursos humanos “prontos para o emprego” na África, mediante iniciativas de desenvolvimento de habilidades e de criação de instituições.
Kirloskar disse à IPS que os programas de formação das empresas indianas estão “alinhados com as operações de negócios locais” a fim de que “os africanos possam aprender sobre o trabalho e depois administrar os projetos por si mesmos”. Também afirmou que as companhias indianas iniciaram programas educativos e de capacitação que abordam as necessidades mais amplas da sociedade, mediante bolsas e programas de desenvolvimento empresarial. “Isto é verdadeiramente uma relação Sul-Sul”, acrescentou.
Um exemplo disto é o conglomerado indiano Tata, que instalou importantes negócios em países africanos e participam em setores tão diversos como produção de aço, automóveis ou tecnologias da informação e da comunicação, e que tem diversos prestigiosos programas de criação de capacidade. O vice-presidente da Tata para Novas Iniciativas de Negócios, Vikas Gadre, disse à IPS que a empresa considerou prático e rentável criar grandes bases de recursos humanos qualificados que potencializem o pessoal técnico e gerencial africano para dirigir as equipes da Tata. “São iniciativas deste tipo que rendem aplausos, tanto para a Tata quanto para a Índia, por parte dos líderes africanos”, disse Gadre.
Viswanathan afirmou que a participação é importante, considerando que a vasta maioria dos Estados africanos agora é de democracias multipartidárias que realizam eleições livres e limpas. “Isto ajuda a Índia a se comprometer política e economicamente com a África”, afirmou. O comércio entre Índia e África subiu para US$ 46 bilhões no ano passado, e espera-se que chegue a US$ 70 bilhões até 2015. Até agora, os empresários privados indianos investiram US$ 25 bilhões em setores como tecnologia da informação, equipamentos agrícolas e automóveis em vários países africanos.
fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06503
Nova Délhi, Índia – Entre os programas de cooperação que o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, anunciou esta semana em Adis Abeba, o plano de criar uma Universidade Virtual Índia-África ocupa lugar de destaque. Em discurso feito no plenário do Segundo Fórum Cúpula África-Índia na capital etíope, Singh ofereceu um crédito de US$ 5 bilhões para os países africanos nos próximos três anos, a fim de ajudá-los a conseguir seus objetivos de desenvolvimento. Singh prometeu outros US$ 700 milhões para criar novas instituições e orquestrar programas de capacitação no continente, segundo um site do governo indiano.
A Universidade segue o enorme sucesso do Pan-African e-Network Project (Projeto de Rede Eletrônica Pan-Africana), e Singh disse que a iniciativa ajudará a estimular a demanda na África pelos estudos superiores nas instituições indianas. “Também propomos que após a criação desta universidade haja dez mil novas bolsas disponíveis para estudantes africanos”, acrescentou.
Esse projeto já criou uma infraestrutura com conexão via satélite que leva modernos serviços de governança eletrônica, educação a distância e telemedicina a dezenas de Estados africanos, com apoio de universidades e prestigiosos hospitais da Índia. Singh disse que, por meio da concessão de bolsas, seu governo deseja transformar a educação na Índia em “uma experiência enriquecedora” para os estudantes da África. “Estamos aumentando substancialmente a quantidade de bolsas e cotas de formação para estudantes e especialistas africanos, incluindo o Programa Indiano de Cooperação Técnica e Econômica”, afirmou.
Os principais especialistas indianos em assuntos africanos divisaram um método na escolha que Singh fez de estratégias para comprometer a África. “É muito óbvio que a Índia não pode centrar-se em áreas como a infraestrutura, onde a China leva vantagem, mas a Índia é uma reconhecida potência em tecnologias da informação, o que pode alavancar com segurança sua estratégia para a África”, disse H. H. S. Viswanathan, ex-diplomata de carreira e agora membro da independente Organiser Research Foundation, de Nova Délhi.
Viswanathan, que atuou como enviado indiano a vários países africanos, disse à IPS que nas décadas de 1970 e 1980 uma grande quantidade de professores e médicos indianos foi para países africanos dentro de programas governamentais, fato não muito conhecido atualmente. “Isto é gratamente lembrado pela atual geração de líderes africanos”, afirmou. A partir da primeira cúpula Índia-África, em 2008, na capital indiana, foi dada maior ênfase ao setor do desenvolvimento dos recursos humanos, disse Vishwanathan. “É lógico agora consolidar este enfoque”, disse.
Singh anunciou planos de criar uma Universidade Índia-África para as Ciências da Vida e da Terra e um Instituto Índia-África de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Um Centro Índia-África para Previsão Meteorológica de Médio Porte aproveitará a tecnologia via satélite para os setores agrícola e pesqueiro, além de contribuir com a preparação para desastres e com o manejo dos recursos naturais. Logo haverá um Grupo Índia-África de Processamento de Alimentos e também uma indústria têxtil integrada pelos dois países. Os dois empreendimentos ajudarão a criar mercados regionais e de exportação, disse Singh.
O fato de a Índia estar centrando na capacitação já ficara evidente em uma reunião de ministros de Comércio no dia 21, em Adis Abeba, projetada como instância de preparação para a cúpula a ser realizada três dias depois. Antes, Sanjay Kirloskar, presidente do africano Comitê da Confederação da Indústria Indiana, que liderou o fórum desta semana, disse que as empresas indianas estão se dedicando a desenvolver recursos humanos “prontos para o emprego” na África, mediante iniciativas de desenvolvimento de habilidades e de criação de instituições.
Kirloskar disse à IPS que os programas de formação das empresas indianas estão “alinhados com as operações de negócios locais” a fim de que “os africanos possam aprender sobre o trabalho e depois administrar os projetos por si mesmos”. Também afirmou que as companhias indianas iniciaram programas educativos e de capacitação que abordam as necessidades mais amplas da sociedade, mediante bolsas e programas de desenvolvimento empresarial. “Isto é verdadeiramente uma relação Sul-Sul”, acrescentou.
Um exemplo disto é o conglomerado indiano Tata, que instalou importantes negócios em países africanos e participam em setores tão diversos como produção de aço, automóveis ou tecnologias da informação e da comunicação, e que tem diversos prestigiosos programas de criação de capacidade. O vice-presidente da Tata para Novas Iniciativas de Negócios, Vikas Gadre, disse à IPS que a empresa considerou prático e rentável criar grandes bases de recursos humanos qualificados que potencializem o pessoal técnico e gerencial africano para dirigir as equipes da Tata. “São iniciativas deste tipo que rendem aplausos, tanto para a Tata quanto para a Índia, por parte dos líderes africanos”, disse Gadre.
Viswanathan afirmou que a participação é importante, considerando que a vasta maioria dos Estados africanos agora é de democracias multipartidárias que realizam eleições livres e limpas. “Isto ajuda a Índia a se comprometer política e economicamente com a África”, afirmou. O comércio entre Índia e África subiu para US$ 46 bilhões no ano passado, e espera-se que chegue a US$ 70 bilhões até 2015. Até agora, os empresários privados indianos investiram US$ 25 bilhões em setores como tecnologia da informação, equipamentos agrícolas e automóveis em vários países africanos.
fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06503
CRITICAR OBRA SEM LER É FASCISTA, DIZ HADDAD SOBRE LIVRO DIDÁTICO
Fonte: Folha de São Paulo de 01.06.2011
Ministro da Educação ataca críticos de livro que afirma que é possível falar fora da norma culta. Segundo Fernando Haddad, Hitler e Stálin fuzilavam os inimigos, mas Stálin lia os livros antes de fuzilá-los.
Criticar uma obra sem ler é uma postura "fascista", disse ontem o ministro Fernando Haddad (Educação) ao comentar críticas ao livro "Por uma Vida Melhor". Distribuída pelo Ministério da Educação a 4.236 escolas de educação de jovens e adultos, a obra causou polêmica ao dizer que, em determinados contextos, é possível falar fora da norma culta. Trecho sobre a diferença da linguagem oral e escrita diz: "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar os livro?". Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".
CERTO X ERRADO - Os defensores da obra dizem que não há "certo" e "errado" em linguística, mas sim "adequado" ou "inadequado" ao contexto: em entrevista de emprego, o correto seria usar a norma culta, mas isso não necessariamente aconteceria em uma conversa informal. Já os críticos defendem que a escola ensine apenas a norma culta, essencial para o aluno ascender socialmente.
STÁLIN - Durante audiência na Comissão de Educação do Senado, ontem, Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou o ministro sobre o tema e disse que até o ditador soviético Josef Stálin (1878-1953) defendia a norma culta. Haddad respondeu que os críticos da obra distribuída pelo Ministério da Educação, em sua maioria, não a haviam lido e voltou a citar o ditador soviético. "Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler." O ministro fez o seu mestrado sobre o caráter socioeconômico do sistema soviético na USP. Haddad afirmou ainda que diversos estudiosos do tema defenderam a obra distribuída pelo MEC, incluindo o diretor-executivo do Instituto FHC, Sérgio Fausto. Na semana passada, a Defensoria Pública da União no Distrito Federal entrou com uma ação pedindo o recolhimento da obra.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06499
Ministro da Educação ataca críticos de livro que afirma que é possível falar fora da norma culta. Segundo Fernando Haddad, Hitler e Stálin fuzilavam os inimigos, mas Stálin lia os livros antes de fuzilá-los.
Criticar uma obra sem ler é uma postura "fascista", disse ontem o ministro Fernando Haddad (Educação) ao comentar críticas ao livro "Por uma Vida Melhor". Distribuída pelo Ministério da Educação a 4.236 escolas de educação de jovens e adultos, a obra causou polêmica ao dizer que, em determinados contextos, é possível falar fora da norma culta. Trecho sobre a diferença da linguagem oral e escrita diz: "Você pode estar se perguntando: "Mas eu posso falar os livro?". Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".
CERTO X ERRADO - Os defensores da obra dizem que não há "certo" e "errado" em linguística, mas sim "adequado" ou "inadequado" ao contexto: em entrevista de emprego, o correto seria usar a norma culta, mas isso não necessariamente aconteceria em uma conversa informal. Já os críticos defendem que a escola ensine apenas a norma culta, essencial para o aluno ascender socialmente.
STÁLIN - Durante audiência na Comissão de Educação do Senado, ontem, Álvaro Dias (PSDB-PR) questionou o ministro sobre o tema e disse que até o ditador soviético Josef Stálin (1878-1953) defendia a norma culta. Haddad respondeu que os críticos da obra distribuída pelo Ministério da Educação, em sua maioria, não a haviam lido e voltou a citar o ditador soviético. "Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler." O ministro fez o seu mestrado sobre o caráter socioeconômico do sistema soviético na USP. Haddad afirmou ainda que diversos estudiosos do tema defenderam a obra distribuída pelo MEC, incluindo o diretor-executivo do Instituto FHC, Sérgio Fausto. Na semana passada, a Defensoria Pública da União no Distrito Federal entrou com uma ação pedindo o recolhimento da obra.
Fonte:http://www.sbpcpe.org/index.php?dt=2011_06_02&pagina=noticias&id=06499
Nove segredos para ser um profissional bem-sucedido
Especialista informa que o diferencial para alcançar o sucesso está no que as pessoas fazem e não no que elas são
Qual o segredo dos profissionais bem-sucedidos? Mudar algumas atitudes, de acordo com a psicóloga e autora de um livro sobre esse tema – o ‘Suceed: How We Can Reach Our Goals’, ainda sem versão em português –, Heidi Grant. Segundo ela, após décadas de pesquisas sobre os motivos que levam algumas pessoas a terem sucesso em determinadas áreas, ficou comprovado que o diferencial delas está muito ligado ao que elas fazem e não, necessariamente, a suas habilidades natas.
Em um artigo publicado na Harvard Business Review, Heidi cita nove atitudes que são comuns a profissionais bem-sucedidos e que podem servir de exemplo para quem quer alcançar seus objetivos:
1. Seja específico – Quando as pessoas definem um objetivo, elas devem ser o mais específicas possíveis. Como exemplo, a especialista cita que é melhor decidir perder 'cinco quilos' do que 'alguns quilos'. Segundo ela, isso ajuda a deixar mais claro o objetivo a ser seguido e estimula o indivíduo a ficar motivado para atingir a meta.
“Também pense sobre ações específicas que precisam ser tomadas para alcançar seus objetivos. Só prometer que vai comer menos ou dormir mais é muito vago, seja mais preciso”, pontua Heidi, dizendo que é melhor definir que vai “estar na cama às 10 horas da noite durante a semana”, por exemplo.
2. Defina o momento para agir – As pessoas têm hoje cada vez menos tempo, assim, não é surpreendente que elas deixem a rotina fazê-las perder oportunidades de agir para alcançar os objetivos estabelecidos. Assim, a psicóloga aponta que é importante definir um momento específico para buscar suas metas.
A sugestão é que os indivíduos, mais uma vez, sejam bem específicos. Por exemplo, ao estabelecer que usarão 30 minutos antes do trabalho para fazer ligações necessárias ou para aprimorar o inglês. “Estudos mostram que esse tipo de planejamento ajuda o cérebro a detectar a oportunidade quando ela aparece, aumentando as chances de sucesso em 300%”.
3. Saiba exatamente onde quer chegar – atingir qualquer objetivo também requer um monitoramento rigoroso do progresso. Se a pessoa não percebe que ela não está indo bem, pode tentar ajustar suas estratégias. O ideal é checar isso de forma semanal ou até diária, dependendo da meta.
4. Seja um otimista realista – Quando alguém estabelece um objetivo é importante ter a confiança de que vai ser bem-sucedido. Isso ajuda a manter o indivíduo motivado. Mas as pessoas também não podem deixar que isso faça com que subestimem as dificuldades ao longo do caminho.
“A maioria das metas requer tempo, planejamento, esforço e persistência”, pontua Heidi. Ela cita que estudos comprovam que o pensamento de que as coisas serão fáceis e exigirão pouco esforço deixa os indivíduos pouco preparados para o que eles vão enfrentar na realidade e aumenta as chances de fracasso.
5. Foque em fazer melhor, em vez de pensar apenas naquilo que é bom – “Muitos de nós acreditam que nossa inteligência, personalidade e atitudes são estáticas – não importa o que façamos, não vamos melhorá-las”, afirma a especialista. Como resultado, ela diz que focamos em objetivos que conseguimos alcançar com nosso perfil atual, em vez de tentar buscar os conhecimentos e as habilidades necessárias.
Ainda segundo Heiti, décadas de pesquisas comprovam que as habilidades humanas são profundamente maleáveis. Assim, acreditar que você pode mudar para atingir um objetivo específico é o melhor caminho. “Pessoas que chegam lá são aquelas que ficaram melhores, em vez de serem boas”, relata.
6. Seja decidido – Essa é a única forma de não sucumbir frente às dificuldades, aconselha a psicóloga. Mais uma vez, ela cita que pesquisas comprovam que pessoas determinadas conseguem maior nível de escolaridade e melhores resultados ao longo da vida.
A boa notícia, segundo Heiti, é que as pessoas que hoje não são muito determinadas têm como reverter esse cenário. Em especial, se elas tiverem em mãos um bom planejamento de seus objetivos e como querem alcançá-los. Isso serve para dar segurança de que o caminho está correto e, por conseqüência, fazer as pessoas se sentirem mais decididas.
7. Exercite sua força de vontade – A psicóloga diz que a força de vontade deveria ser tratada como qualquer músculo do corpo humano, ou seja, ela precisa de exercícios regulares para fortalecê-la.
“Para exercitar a força de vontade, assuma um desafio que exija fazer algo que, honestamente, não sabe”, aconselha. “Comece com um desafio e planeje como você vai lidar com os problemas quando eles acontecerem. Vai ser difícil no começo, mas depois ficará mais fácil”, complementa.
8. Não abuse da sorte – Não importa o quão forte for sua força de vontade, é importante sempre respeitar o fato de que existe um limite, aconselha Heiti. Ela sugere que, para isso, as pessoas não assumam muitos desafios importantes ao mesmo tempo e evitem entrar em situações impossíveis. “Pessoas de sucesso sabem que não precisam tornar um objetivo mais difícil do que ele realmente é”, afirma.
9. Foque no que você vai fazer – Evite ficar concentrado no que você não pode fazer e se foque no que precisa realizar para atingir um determinado objetivo. “Troque os hábitos ruins pelos bons, em vez de se concentrar apenas nos problemas”, aconselha Heiti. Um exemplo dessa situação, segundo a especialista, é quando a pessoa se sente nervosa por uma determinada situação e, em vez de ficar remoendo o acontecimento, ela se foca em buscar a calma, por meio de uma respiração mais profunda e exercícios de relaxamento.
Fonte:http://olhardigitalweb1.clientes.ananke.com.br/negocios/digital_news/noticias/nove_segredos_para_ser_um_profissional_bem-sucedido?utm_source=Tecla%20Email%20Marketing&utm_medium=emailmarketing&utm_campaign=Detalhes+do+Windows+8+%7C+Bastidores+do+Wordpress+%7C+Campus+Party&utm_content=S%E9rgio+Reis+sergiocdreis%40yahoo.com
Receita não vai mais emitir cartão plástico do CPF
Rosana de Cassia , Em quinta-feira 2/6/2011, às 14:25
A partir de segunda-feira a Receita Federal deixará de emitir o cartão CPF em formato plástico. O comprovante de inscrição no CPF será emitido somente no ato do atendimento pelas entidades conveniadas à Receita (Banco do Brasil, Correios e Caixa Econômica Federal) ou poderá ser impresso a partir da página da Receita na internet. O motivo da suspensão da emissão não foi explicado.
Em nota, a Receita esclarece apenas que os órgãos públicos e pessoas jurídicas não devem solicitar ao cidadão a apresentação do cartão do CPF em formato plástico para efeito de comprovação da inscrição. A comprovação poderá ser feita por qualquer documento que registre o número do cadastro, ou pelo comprovante emitido por órgãos competentes ou por impressão via internet.
fonte:http://br.finance.yahoo.com/noticias/Receita-vai-emitir-cart%C3%A3o-estado-1807526279.html?x=0
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